1.Escolha da Imprensa
Fiz parte, uma vez mais, do painel "Escolha da Imprensa", sendo um dos 60 jurados convidados pela Vinho Grandes Escolhas. Na minha mesa foram provados 12 brancos, 5 rosés, 12 tintos e 5 fortificados, num total de 49 vinhos.
O serviço estava bem organizado, sem quebras no ritmo de chegada dos vinhos à mesa, mas os brancos vieram gelados e os fortificados demasado frios, o que dificultou a prova.
Seguiu-se uma finalíssima, com os 3 vinhos mais pontuados em cada tipo (espumantes, brancos, rosés, tintos e fortificados), tendo a organização facultado as notas dadas, por cada um de nós, na primeira fase, mas não o fazendo quanto à finalíssima. Uma situação a rever, no futuro.
Embora seja do domínio público, aqui se registam os 5 Grandes Prémios:
.Espumante - Murganheira Vintage Bruto 2009 (Távora-Varosa)
.Branco - Villa Oliveira Encruzado 2015 (Dão)
.Rosé - Mar de Rosas 2017 (Lisboa)
.Tinto - Duorum Old Vines Reserva 2015 (Douro)
.Generoso - Moscatel Alambre 20 Anos JMF
2.Vinhos e Sabores
Visitei esta grande feira de vinhos e sabores, organizada pela revista Vinho Grandes Escolhas, de 26 a 29 de Outubro na FIL (Parque das Nações), tendo apenas estado no dia 29 (2ª feira), jornada dedicada aos profissionais. É a grande ocasião para, em paralelo com as provas, reencontrar amigos, antigos clientes das Coisas do Arco do Vinho, produtores, enólogos e vendedores.
Quanto aos vinhos ali presentes, provei "apenas" 55 (3 brancos, 46 tintos e 6 fortificados). Nos brancos, provados mais por curiosidade, destaco o Procura 2016 e o Villa Oliveira Encruzado 2015 (o vencedor do painel da Imprensa), mas não consegui "entranhar" o Procura na Ânfora 2017.
Quanto a tintos, destaco em primeiro plano Duorum Reserva 2015 (vencedor do painel da Imprensa), Cadão Vinhas Velhas 2011, Marquês Marialva Grande Reserva 2011, Passadouro Reserva 2015, Talentus Grande Escolha 2015, Vallegre Vinhas Velhas Reserva Especial 2014 e Dúvida? 2011. Logo a seguir Vale de Pios as Tourigas 2007, Dona Maria Grande Reserva 2013, Marquesa de Cadaval 2013, Qtª Manoella Vinhas Velhas 2016, Pintas 2016, Passagem Reserva 2016, Poeira 36 Barricas 2015, Qtª Extrema Ediçao 1 2015, H. O. Grande Escolha 2015, Qtª Boa Esperança Colheita Seleccionada 2015, Messias Bairrada Clássico Garrafeira 2013, Valle Pradinhos Grande Reserva 2015, Andreza Grande Reserva 2014, Qtª Gaivosa 2015, Ataíde Semedo Reserva Touriga Nacional/Baga 2016, Qtª Roques Reserva 2015, Flor das Maias 2007, Fonte do Ouro Grande Reserva 2013, Mapa Reserva Especial 2014, Castelo d'Alba Limited Edition 2015, Qtª Foz Arouce Vinhas Velhas 2015, Qtª Cidrô Marquis 2007, Borges Douro Grande Reserva 2015 e Palácio dos Távoras Gold Edition 2015.
Finalmente nos fortificados, em primeiro plano Ramos Pinto RP 30 Anos, Vasques de Carvalho 40 Anos, Grahams 30 Anos e Qtª Noval Vintage 2016. E, logo a seguir, Vasques de Carvalho 30 Anos e Vieira de Sousa White 20 Anos.
De referir:
.pude provar alguns tintos de anos mais recuados, como foram os 2008 e, muito especialmente, os de 2011, a minha colheita preferida
.o aumento da qualidade média dos tintos provados agora (destacados 31 em 55, ou seja 56 %), comparados com 2017 (destacados 23 em 48, ou seja 48 %).
3.Emprodalbe
Convidado pela Ana Chaves, minha antiga colaboradora estive no Hotel Real a provar mais alguns vinhos (8 brancos e 6 tintos) distribuídos pela Emprodalbe. Nos brancos destaco o Pôpa Black Edition 2017, logo seguido de Margarida 2015 e Pato Frio Grande Escolha 2016. Nos tintos, destaque para o Pôpa Vinhas Velhas 2014 e Teixuga 2014, logo seguidos de Monte dos Cabaços Reserva 2010, Qtª Portal Grande Reserva 2014 e Gaudio Reserva 2014.
No total foram 133 vinhos! Uf...
domingo, 11 de novembro de 2018
sábado, 10 de novembro de 2018
Vinhos em família (XCII) : bons brancos e tintos
Mais 2 brancos e 2 tintos bebidos em família, com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega:
.Niepoort Qtª de Baixo Vinhas Velhas Bical/Mª Gomes 2015 (11,5 % vol.) - com base em vinhas de mais de 60 anos, fermentou 20 meses em "fuders" de 1000 litros; nariz discreto, presença de citrinos e notas de maçã, acidez pronunciada, fresco e elegante ao melhor estilo Dirk, volume médio e final de boca algo persistente. Nota 17,5.
.Qtª das Bageiras Garrafeira 2015 branco (14% vol.) (garrafa nº 1587/2950) - 93 pontos no Parker; com base nas castas Maria Gomes e Bical em vinhas velhas com mais de 75 anos; fechado no nariz, presença de citrinos e fruta cozida, boa acidez, notas florais e amanteigadas, volume e final de boca médios. Nota 17 (noutra situação 18).
.Qtª das Bageiras Garrafeira 2011 (14 % vol.) (garrafa nº 5820/6056) - 95 pontos no Parker; com base na casta Baga em vinhas velhas, fermentou em lagares e estagiou 18 meses em tonéis antigos; ainda com muita fruta vermelha, acidez pronunciada, fresco e elegante, taninos presentes mas civilizados, algum volume e final de boca. A beber nos próximos 10/12 anos. Nota 18 (noutras 18/17,5+).
.Qtª da Costa das Aguaneiras 2011 (14,5 % vol.) - produzido pelos Lavradores de Feitoria, com base nas castas Touriga Nacional, Tinta Roriz e outras, estagiou 12 meses em barricas novas de carvalho francês; ainda com muita fruta, bela acidez, especiado, taninos presentes bem comportados, estrutura e final de boca assinaláveis. Gastronómico, a beber nos próximos 6 a 8 anos. Nota 18.
.Niepoort Qtª de Baixo Vinhas Velhas Bical/Mª Gomes 2015 (11,5 % vol.) - com base em vinhas de mais de 60 anos, fermentou 20 meses em "fuders" de 1000 litros; nariz discreto, presença de citrinos e notas de maçã, acidez pronunciada, fresco e elegante ao melhor estilo Dirk, volume médio e final de boca algo persistente. Nota 17,5.
.Qtª das Bageiras Garrafeira 2015 branco (14% vol.) (garrafa nº 1587/2950) - 93 pontos no Parker; com base nas castas Maria Gomes e Bical em vinhas velhas com mais de 75 anos; fechado no nariz, presença de citrinos e fruta cozida, boa acidez, notas florais e amanteigadas, volume e final de boca médios. Nota 17 (noutra situação 18).
.Qtª das Bageiras Garrafeira 2011 (14 % vol.) (garrafa nº 5820/6056) - 95 pontos no Parker; com base na casta Baga em vinhas velhas, fermentou em lagares e estagiou 18 meses em tonéis antigos; ainda com muita fruta vermelha, acidez pronunciada, fresco e elegante, taninos presentes mas civilizados, algum volume e final de boca. A beber nos próximos 10/12 anos. Nota 18 (noutras 18/17,5+).
.Qtª da Costa das Aguaneiras 2011 (14,5 % vol.) - produzido pelos Lavradores de Feitoria, com base nas castas Touriga Nacional, Tinta Roriz e outras, estagiou 12 meses em barricas novas de carvalho francês; ainda com muita fruta, bela acidez, especiado, taninos presentes bem comportados, estrutura e final de boca assinaláveis. Gastronómico, a beber nos próximos 6 a 8 anos. Nota 18.
quinta-feira, 8 de novembro de 2018
A maioridade dos Lavradores de Feitoria (II) : a Prova e o Jantar
...continuando:
3.A Prova
Com a orientação do Paulo Ruão e a presença de revistas especializadas (Vinho Grandes Escolhas, Revista de Vinhos e Revista Paixão pelo Vinho), da blogosfera (Mendes Nunes, Comer Beber Lazer e este Enófilo Militante) e da imprensa e sites generalistas, foram apresentados e provados os seguintes vinhos (as notas de degustação e os pontos atribuídos, são da minha responsabilidade):
.18º Aniversário Tinto Cão 2016 (14,5 % vol.) - alguma fruta e acidez, elegante, taninos de veludo, volume e final de boca médios. Ainda está muito novo e precisa de tempo para se mostrar. Produzidas apenas 700 garrafas. Nota 17.
.10º Aniversário Tinto Cão 2006 - aberto de cor, especiado, alguma acidez e elegância, taninos dóceis, volume e final de boca médios. Ainda está com saúde. Nota 16,5+.
Estes 2 monovarietais de Tinto Cão, uma casta que não me apaixona, resultam de uma vinha da Qtª de Pias (Cima Corgo), com mais de 45 anos. A fermentação "é iniciada em lagar, com engaço, e o estágio é feito em barrica nova de carvalho francês".
.Grande Escolha 2014 (15 % vol.) - estagiou 14 meses em barricas novas de carvalho francês; nariz intenso, fruta preta, acidez equilibrada, complexidade, notas especiadas, taninos redondos, grande volume e final de boca longo. Ainda muito jovem, há que esperar por ele. A beber nos próximos 10/12 anos. Nota 18.
.Grande Escolha 2008 Estágio Prolongado (14 % vol.) - parte do lote inicial estagiou em garrafa até agora; nariz discreto, fruta vermelha, acidez no ponto, especiado, taninos presentes mas civilizados, volume e final de boca assinaláveis. Muito elegante e equilibrado. A beber nos próximos 8/10 anos. Nota 18,5.
Os Grande Escolha são produzidos a partir de uma vinha velha com mais de 60 anos e sujeitos a pisa a pé e fermentação em lagares tradicionais e balseiros de carvalho. São, para mim, grandes vinhos do Douro. Ao longo dos anos provei todos e, com excepção do 2000, registei-os. Começando pela pontuação mais alta: com 19 (2004), com 18,5+ (2005, 2007 e 2008), com 18,5 (2001), com 18+ (2003) e com 18 (2011 que foi provado na altura em que saíu, mas vou voltar a prová-lo).
4.O Jantar
O jantar comemorativo dos 18 anos dos LF decorreu no Clube dos Jornalistas, onde eu não ia há uma série de anos. A minha primeira e grande surpresa foi encontar ali um antigo cliente das Coisas do Arco do Vinho (CAV), José Caetano de seu nome, actual gerente daquele espaço de restauração.
Falaram a Olga e o António Barreto (antigo cliente das CAV e autor do prefácio da brochura comemorativa do 10º Aniversário das CAV, onde referiu "(...) Comemoram este ano o seu 10º aniversário. Ou antes, comemoramos...Tanto estão eles de parabéns, que fizeram obra, como nós, que dela beneficiamos. (...)"). Ambos se referiram, em termos elogiosos às CAV. Os nossos agradecimentos.
Para memória futura, bebemos e comemos:
.Três Bagos 2017 Sauvignon Blanc 2017 - nariz exuberante, presença de citrinos e espargos, acidez vibrante, algum volume e final de boca. Serviu de vinho de boas vindas (portanto, antes da prova e do jantar) e está super afinado. Um dos melhores Sauvignon produzidos em Portugal. Nota 17,5.
.Três Bagos 2017 - fresco e mineral, bela acidez, volume e final de boca médios. Nota 16,5.
Ligou bem com uma muito original entrada de bacalhau lascado, batata palha e coentros.
.18º Aniversário Tinto Cão 2016 (já aqui descrito)
Ligou muito bem com um excelente risotto de moqueca de camarão e menos bem com um wrap de pato e cogumelos.
.Grande Escolha 2014 e Grande Escolha Estágio Prolongado 2008 (já anteriormente descritos)
Acompanharam bolo de chocolate, queijos e compotas.
Pena foi que não tivesse sido provado um Colheita Tardia.
Resta dizer que a ementa estava impressa, os copos eram dos LF (marca Riedel com o logo do produtor), o ritmo foi o adequado, o serviço de vinhos, sob a batuta do José Caetano, competente, e a organização, a cargo da Joana Pratas, impecável uma vez mais.
A fechar, o meu muito obrigado à Olga e, de papinho cheio (elogios, comida e bebida), ergo o meu copo (com o Grande Escolha Estágio Prolongado 2008) desejando muitos anos de vida aos Lavradores de Feitoria!
3.A Prova
Com a orientação do Paulo Ruão e a presença de revistas especializadas (Vinho Grandes Escolhas, Revista de Vinhos e Revista Paixão pelo Vinho), da blogosfera (Mendes Nunes, Comer Beber Lazer e este Enófilo Militante) e da imprensa e sites generalistas, foram apresentados e provados os seguintes vinhos (as notas de degustação e os pontos atribuídos, são da minha responsabilidade):
.18º Aniversário Tinto Cão 2016 (14,5 % vol.) - alguma fruta e acidez, elegante, taninos de veludo, volume e final de boca médios. Ainda está muito novo e precisa de tempo para se mostrar. Produzidas apenas 700 garrafas. Nota 17.
.10º Aniversário Tinto Cão 2006 - aberto de cor, especiado, alguma acidez e elegância, taninos dóceis, volume e final de boca médios. Ainda está com saúde. Nota 16,5+.
Estes 2 monovarietais de Tinto Cão, uma casta que não me apaixona, resultam de uma vinha da Qtª de Pias (Cima Corgo), com mais de 45 anos. A fermentação "é iniciada em lagar, com engaço, e o estágio é feito em barrica nova de carvalho francês".
.Grande Escolha 2014 (15 % vol.) - estagiou 14 meses em barricas novas de carvalho francês; nariz intenso, fruta preta, acidez equilibrada, complexidade, notas especiadas, taninos redondos, grande volume e final de boca longo. Ainda muito jovem, há que esperar por ele. A beber nos próximos 10/12 anos. Nota 18.
.Grande Escolha 2008 Estágio Prolongado (14 % vol.) - parte do lote inicial estagiou em garrafa até agora; nariz discreto, fruta vermelha, acidez no ponto, especiado, taninos presentes mas civilizados, volume e final de boca assinaláveis. Muito elegante e equilibrado. A beber nos próximos 8/10 anos. Nota 18,5.
Os Grande Escolha são produzidos a partir de uma vinha velha com mais de 60 anos e sujeitos a pisa a pé e fermentação em lagares tradicionais e balseiros de carvalho. São, para mim, grandes vinhos do Douro. Ao longo dos anos provei todos e, com excepção do 2000, registei-os. Começando pela pontuação mais alta: com 19 (2004), com 18,5+ (2005, 2007 e 2008), com 18,5 (2001), com 18+ (2003) e com 18 (2011 que foi provado na altura em que saíu, mas vou voltar a prová-lo).
4.O Jantar
O jantar comemorativo dos 18 anos dos LF decorreu no Clube dos Jornalistas, onde eu não ia há uma série de anos. A minha primeira e grande surpresa foi encontar ali um antigo cliente das Coisas do Arco do Vinho (CAV), José Caetano de seu nome, actual gerente daquele espaço de restauração.
Falaram a Olga e o António Barreto (antigo cliente das CAV e autor do prefácio da brochura comemorativa do 10º Aniversário das CAV, onde referiu "(...) Comemoram este ano o seu 10º aniversário. Ou antes, comemoramos...Tanto estão eles de parabéns, que fizeram obra, como nós, que dela beneficiamos. (...)"). Ambos se referiram, em termos elogiosos às CAV. Os nossos agradecimentos.
Para memória futura, bebemos e comemos:
.Três Bagos 2017 Sauvignon Blanc 2017 - nariz exuberante, presença de citrinos e espargos, acidez vibrante, algum volume e final de boca. Serviu de vinho de boas vindas (portanto, antes da prova e do jantar) e está super afinado. Um dos melhores Sauvignon produzidos em Portugal. Nota 17,5.
.Três Bagos 2017 - fresco e mineral, bela acidez, volume e final de boca médios. Nota 16,5.
Ligou bem com uma muito original entrada de bacalhau lascado, batata palha e coentros.
.18º Aniversário Tinto Cão 2016 (já aqui descrito)
Ligou muito bem com um excelente risotto de moqueca de camarão e menos bem com um wrap de pato e cogumelos.
.Grande Escolha 2014 e Grande Escolha Estágio Prolongado 2008 (já anteriormente descritos)
Acompanharam bolo de chocolate, queijos e compotas.
Pena foi que não tivesse sido provado um Colheita Tardia.
Resta dizer que a ementa estava impressa, os copos eram dos LF (marca Riedel com o logo do produtor), o ritmo foi o adequado, o serviço de vinhos, sob a batuta do José Caetano, competente, e a organização, a cargo da Joana Pratas, impecável uma vez mais.
A fechar, o meu muito obrigado à Olga e, de papinho cheio (elogios, comida e bebida), ergo o meu copo (com o Grande Escolha Estágio Prolongado 2008) desejando muitos anos de vida aos Lavradores de Feitoria!
Aditamento a Curtas (CV) : o Dão em Lisboa
5.Dão Capital
Com organização da CVR Dão, podem ser provados vinhos daquela região, nos dias 23 e 24 de Novembro (15 às 22 h), no Mercado da Ribeira, com entrada livre.
Há ainda 8 provas comentadas pelos críticos da Vinho Grandes Escolhas.
Com organização da CVR Dão, podem ser provados vinhos daquela região, nos dias 23 e 24 de Novembro (15 às 22 h), no Mercado da Ribeira, com entrada livre.
Há ainda 8 provas comentadas pelos críticos da Vinho Grandes Escolhas.
terça-feira, 6 de novembro de 2018
A maioridade dos Lavradores de Feitoria (I) : Introdução e Antecedentes
1.Introdução
Os Lavradores de Feitoria (LF), a única empresa portuguesa incluida na lista dos "30 produtores a descobrir no mundo", segundo a prestigiada revista Wine Spectator, ao completarem o seu 18º aniversário, decidiram comemorar a sua entrada na maioridade. E se assim o pensaram, melhor o fizeram com um evento em Lisboa, que incluiu uma prova e um jantar no Clube dos Jornalistas.
Os LF, geridos pela Olga Martins, CEO da empresa e responsável pela área comercial, engloba 20 quintas espalhadas pelo Douro (Baixo e Cima Corgo e, ainda, Douro Superior) de cujas uvas, debaixo da batuta do Paulo Ruão, director de enologia, se fazem 8 brancos, 13 tintos, 2 rosés e 1 colheita tardia, com 9 nomes diferentes (Lavradores de Feitoria, Três Bagos, Qtª da Costa das Aguaneiras, Meruge, Gadiva, Cheda, Bons Rapazes, Aniversário Edição Especial e Museu Coa by LF), se não me enganei neste levantamento vínico.
Preside à respectiva Assembleia Geral o colunável sociólogo António Barreto, um verdadeiro apaixonado pelo Douro e autor de alguns livros temáticos sobre esta região.
2.Antecedentes
Conheço a Olga há uma série de anos, tendo-me sido apresentada pelo Dirk numa das quintas da Niepoort, ainda ela não sonhava que iria ser administradora delegada e directora comercial dos LF, nessa altura ainda um sonho. Mais tarde e já responsável pelos LF, as Coisas do Arco do Vinho abriram-lhe as portas, enquanto as outras garrafeiras esperavam para ver. Acreditámos desde logo neste projecto dos LF e num dos jantares por nós (o Juca e eu) organizado, foi lançado o primeiro Três Bagos Grande Escolha, o da colheita 2000.
E esse apoio foi reconhecido publicamente pela Olga, ao escrever na brochura comemorativa do 10º Aniversário das CAV :
"A Coisas do Arco do Vinho é um marco na história da Lavradores de Feitoria. Aquando do nosso início, ainda sem provas dadas e com um modelo original e arrojado, muitas eram as portas que se fechavam aos nossos vinhos. Mas aqui encontrámos muito mais do que uma porta aberta, encontrámos braços abertos de amigos que acreditaram em nós e nos apoiaram em todos os momentos. É um privilégio trabalhar assim. Às Coisas do Arco Vinho um sincero agradecimento de todos os Lavradores de Feitoria e votos de que os próximos 10 anos sejam pelo menos tão bons como estes que agora celebramos."
Olga Martins (Lavradores de Feitoria)
Afinal os votos da Olga não se concretizaram, ao sairmos das CAV em Março 2010, mas o blogue enófilo militante registou estas crónicas onde são mencionados os LF:
."Jantar Lavradores de Feitoria", em 14/4/2012
."Curtas (XXXIV)", no seu ponto 1.Lavradores de Feitoria e a Blogosfera, em 10/7/2014
."Provar vinhos com os Lavradores de Feitoria", em 6/8/2016
."Meruge : do vinho à gastronomia", em 13/12/2016
continua...
Os Lavradores de Feitoria (LF), a única empresa portuguesa incluida na lista dos "30 produtores a descobrir no mundo", segundo a prestigiada revista Wine Spectator, ao completarem o seu 18º aniversário, decidiram comemorar a sua entrada na maioridade. E se assim o pensaram, melhor o fizeram com um evento em Lisboa, que incluiu uma prova e um jantar no Clube dos Jornalistas.
Os LF, geridos pela Olga Martins, CEO da empresa e responsável pela área comercial, engloba 20 quintas espalhadas pelo Douro (Baixo e Cima Corgo e, ainda, Douro Superior) de cujas uvas, debaixo da batuta do Paulo Ruão, director de enologia, se fazem 8 brancos, 13 tintos, 2 rosés e 1 colheita tardia, com 9 nomes diferentes (Lavradores de Feitoria, Três Bagos, Qtª da Costa das Aguaneiras, Meruge, Gadiva, Cheda, Bons Rapazes, Aniversário Edição Especial e Museu Coa by LF), se não me enganei neste levantamento vínico.
Preside à respectiva Assembleia Geral o colunável sociólogo António Barreto, um verdadeiro apaixonado pelo Douro e autor de alguns livros temáticos sobre esta região.
2.Antecedentes
Conheço a Olga há uma série de anos, tendo-me sido apresentada pelo Dirk numa das quintas da Niepoort, ainda ela não sonhava que iria ser administradora delegada e directora comercial dos LF, nessa altura ainda um sonho. Mais tarde e já responsável pelos LF, as Coisas do Arco do Vinho abriram-lhe as portas, enquanto as outras garrafeiras esperavam para ver. Acreditámos desde logo neste projecto dos LF e num dos jantares por nós (o Juca e eu) organizado, foi lançado o primeiro Três Bagos Grande Escolha, o da colheita 2000.
E esse apoio foi reconhecido publicamente pela Olga, ao escrever na brochura comemorativa do 10º Aniversário das CAV :
"A Coisas do Arco do Vinho é um marco na história da Lavradores de Feitoria. Aquando do nosso início, ainda sem provas dadas e com um modelo original e arrojado, muitas eram as portas que se fechavam aos nossos vinhos. Mas aqui encontrámos muito mais do que uma porta aberta, encontrámos braços abertos de amigos que acreditaram em nós e nos apoiaram em todos os momentos. É um privilégio trabalhar assim. Às Coisas do Arco Vinho um sincero agradecimento de todos os Lavradores de Feitoria e votos de que os próximos 10 anos sejam pelo menos tão bons como estes que agora celebramos."
Olga Martins (Lavradores de Feitoria)
Afinal os votos da Olga não se concretizaram, ao sairmos das CAV em Março 2010, mas o blogue enófilo militante registou estas crónicas onde são mencionados os LF:
."Jantar Lavradores de Feitoria", em 14/4/2012
."Curtas (XXXIV)", no seu ponto 1.Lavradores de Feitoria e a Blogosfera, em 10/7/2014
."Provar vinhos com os Lavradores de Feitoria", em 6/8/2016
."Meruge : do vinho à gastronomia", em 13/12/2016
continua...
sábado, 3 de novembro de 2018
Curtas (CV) : a loja da CVRL, 2 novos espaços, 1 evento e saber (ou não) pegar no copo
1.A loja da CVR Lisboa
Grande surpresa no Mercado da Ribeira (Loja 41, também com entrada pela Praça D. Luis): abriu recentemente um atraente espaço da CVR Lisboa, onde se pode provar ou comprar vinhos da Região de Lisboa.
Grande surpresa no Mercado da Ribeira (Loja 41, também com entrada pela Praça D. Luis): abriu recentemente um atraente espaço da CVR Lisboa, onde se pode provar ou comprar vinhos da Região de Lisboa.
Tem uma máquina Enomatic com 8 vinhos à prova, a custo zero e que vão rodando, dos 76 produtores ali representados (num total de 110, ou seja 69 %).
A loja possui, também, 2 caves Liebherr para vinhos brancos e rosés, para facilitar o consumo de quem os compre. É pena que com os tintos isso não aconteça, pois estão todos à temperatura ambiente.
Os copos, com o logo da CVR gravado, são Schott e perfeitamente adequados. Uma mais valia.
Resumindo e concluindo, a CVR Lisboa está a dar um bom exemplo às outras CVR's. Na mouche!
Os copos, com o logo da CVR gravado, são Schott e perfeitamente adequados. Uma mais valia.
Resumindo e concluindo, a CVR Lisboa está a dar um bom exemplo às outras CVR's. Na mouche!
2.Novos espaços na Baixa de Lisboa
.Portologia (Rua de São Julião, 34-36)
A Portologia - La Maison des Porto depois de ter aberto, em Paris e no Porto, lojas dedicadas a provas e vendas de vinho do Porto, instalou-se em Lisboa.
Tem algumas dezenas de Porto à prova e degustação de queijos e charcutaria.
.Eating Bear (Rua da Madalena, 62-64)
O Eating Bear - Restaurante.Adega.Wine Bar tem uma componente de restauração com uma ementa muito (demasiado?) alargada e outra de wine bar com, por exemplo, "Harmonização de 3 Vinhos, 9 €" ou "Degustação Premium, 12,50 €".
3.Enóphilo Wine Fest Porto
Com organização do bloguista Luis Gradíssimo (blogue Avinhar), realiza-se em 17 Novembro, a 3ª edição deste evento que terá lugar no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, com e Provas Especiais e degustação de dezenas de vinhos.
4.Saber (ou não) pegar no copo
Mais de 2 anos passados sobre a crónica "Saber pegar no copo : o novo PR passou no exame", publicada em 10/7/2016, sou surpreendido por uma fotografia publicada no JN de ontem, onde se pode ver o nosso PR e o Presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, a pegarem mal nos respectivos copos.
Tenho de rever a nota dada há 2 anos ao PR e aconselhar o Miguel Albuquerque a aprender com o irmão Francisco Albuquerque, prestigiado enólogo da Madeira Wine!
.Portologia (Rua de São Julião, 34-36)
A Portologia - La Maison des Porto depois de ter aberto, em Paris e no Porto, lojas dedicadas a provas e vendas de vinho do Porto, instalou-se em Lisboa.
Tem algumas dezenas de Porto à prova e degustação de queijos e charcutaria.
.Eating Bear (Rua da Madalena, 62-64)
O Eating Bear - Restaurante.Adega.Wine Bar tem uma componente de restauração com uma ementa muito (demasiado?) alargada e outra de wine bar com, por exemplo, "Harmonização de 3 Vinhos, 9 €" ou "Degustação Premium, 12,50 €".
3.Enóphilo Wine Fest Porto
Com organização do bloguista Luis Gradíssimo (blogue Avinhar), realiza-se em 17 Novembro, a 3ª edição deste evento que terá lugar no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, com e Provas Especiais e degustação de dezenas de vinhos.
4.Saber (ou não) pegar no copo
Mais de 2 anos passados sobre a crónica "Saber pegar no copo : o novo PR passou no exame", publicada em 10/7/2016, sou surpreendido por uma fotografia publicada no JN de ontem, onde se pode ver o nosso PR e o Presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, a pegarem mal nos respectivos copos.
Tenho de rever a nota dada há 2 anos ao PR e aconselhar o Miguel Albuquerque a aprender com o irmão Francisco Albuquerque, prestigiado enólogo da Madeira Wine!
quinta-feira, 1 de novembro de 2018
Outubro 2010 : o que se passou aqui há 8 anos
Entre 17 crónicas publicadas em Outubro 2010, destaco estas 3:
."O Protocolo da Presidência da República precisa de reciclagem...", no dia 2
No tempo do anterior inquilino era assim. E agora?
."Henrique Mouro no seu melhor", no dia 20
Um jantar de cogumelos inesquecível, com 8 momentos, a confirmar a criatividade do chefe. Com a saída do Assinatura andou desaparecido.
Faço votos para que se tenha reencontrado.
."Grupo de Prova dos 3 (7ª sessão)", no dia 21
Um grande almoço no Assinatura, com vinhos da minha garrafeira provados às cegas.
Levei 1 branco (Primus 2009), 2 tintos de 2005 (Kompassus Private Selection Baga e Aalto PS) e 1 Ice Wine.
."O Protocolo da Presidência da República precisa de reciclagem...", no dia 2
No tempo do anterior inquilino era assim. E agora?
."Henrique Mouro no seu melhor", no dia 20
Um jantar de cogumelos inesquecível, com 8 momentos, a confirmar a criatividade do chefe. Com a saída do Assinatura andou desaparecido.
Faço votos para que se tenha reencontrado.
."Grupo de Prova dos 3 (7ª sessão)", no dia 21
Um grande almoço no Assinatura, com vinhos da minha garrafeira provados às cegas.
Levei 1 branco (Primus 2009), 2 tintos de 2005 (Kompassus Private Selection Baga e Aalto PS) e 1 Ice Wine.
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