quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Curtas (CVI) : Adegga, lojas de azeites, uma nova garrafeira e o Grupo dos 3

1.Adegga WineMarket
Com organização de André Ribeirinho, André Cid e Daniel Matos,  o evento Adegga WineMarket Lisboa 2018, decorrerá em Marvila (Armazém 16), já no dia 1 de Dezembro, das 14 às 21 h, contando com 70 produtores que porão à prova cerca de 500 vinhos. A Região convidada é a Tejo e o animador das provas comentadas será o Fernando Melo.
Mais informações em \\pt.adegga.com.

2.Lojas de azeites
Já abriu há algum tempo a loja Loa (Calçada do Galvão, 45A), dedicada aos azeites de qualidade e produtos com base neles, como sejam as conservas ou até chocolates e biscoitos.
Tem um site muito apelativo e pedagógico, mas é pena que esteja tão mal localizada.
Mais informações em www.loa.pt

Ao contrário, abriu recentemente na baixa lisboeta a loja o' live by Oliveira da Serra (Rua da Prta,237), exclusivamente dedicada à marca. Também tem um portal apelativo e está muito bem localizada.
Mais informações em www.oliveiradaserra.pt.

3.Evolve: uma nova garrafeira
Abriu muito recentemente a nova garrafeira do Estoril, a Evolve (Avenida de Nice,142 A), cujo lema é "Entre, Prove, Evolua". É um espaço muito bonito, com uma oferta criteriosa a preços honestos. Para ficar perfeita, só falta apostarem com mais ambição nos vinhos Madeira de topo.
Mais informações em www.evolvewineshop.com.

4.Grupo dos 3 (62ª sessão)
A título excepcional incluo aqui o último almoço deste grupo de enófilos da linha dura (Juca, João Quintela e eu) e não o autonomizo, apenas porque participei com uma grande "carraspana" e um nariz impróprio para consumo.
Mas, para memória futura, fica aqui registado. A sessão decorreu no restaurante do Hotel Real Palácio, com vinhos do João. E eles foram:
.Basília 2017 branco (Douro) - 16,5
.Qtª Monte d' Oiro Petit Verdot 2012 - 18 (uma grande surpresa)
.Qtª Monte d' Oiro Ex-Aequo 2015 - 17,5 (precisa de tempo para se mostrar)
.Baden Antiqua Beerenauslese 2000 (um late harvest alemão) - sem nota

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Jantar Dona Maria

Quase em cima do seu 8º aniversário, a Garrafeira Néctar das Avenidas organizou mais um jantar vínico. Desta vez desceu ao Alentejo e o produtor contemplado foi o Júlio Bastos (vinhos Dona Maria), bem representado pela sua enóloga Sandra Gonçalves que, em vez de estar em casa à espera do momento para ir para a maternidade, assumiu o seu papel e ali esteve connosco a conversar sobre os vinhos do jantar. Louve-se o seu esforço, os seus conhecimentos e a sua grande simpatia. Neste momento em que escrevo já deve ter sido mãe e faço votos para que estejam, mãe e filho (ou filha?) bem.
O restaurante escolhido foi o Vila Graça que já nos habituou a uma gastronomia de qualidade e a um serviço de vinhos de 5 estrelas, com copos Riedel, temperaturas adequadas e os vinhos a chegarem à mesa antes da comida. Nota alta, ainda, para o ritmo do jantar, sem pontos mortos e a acabar a horas apropriadas.
Desfilaram:
.Dona Maria rosé 2017 - com base nas castas Aragonês (60 %) e Touriga Nacional (40 %); cor salmonada, austero, alguma acidez e secura, volume e final de boca médios. Muito gastronómico é uma boa surpresa e um dos rosés mais interessantes que tenho provado ultimamente. Nota 16,5.
Acompanhou o couvert (pães, patés e azeite) e harmonizou muito bem com um delicioso creme de cogumelos com camarão da costa.
.Amantis Viognier Reserva 2015 - estagiou em barricas; nariz contido, fruta madura de caroço, equilibrio entre a acidez e a gordura, algum volume e final de boca médio (14 % vol.). Gastronómico.
Nota 17.
Casou bem com robalo do mar e risotto de lingueirão.
.Dona Maria Petit Verdot 2015 - estagiou 1 ano em barricas novas de carvalho francês; aroma intenso, muita fruta vermelha, acidez bem presente, algo especiado,taninos firmes e civilizados, algum volume e final de boca (14,5 % vol.). A beber nos próximos 6/7 anos. Nota 17,5+.
.Dona Maria Touriga Nacional 2015 - estagiou 1 ano em barricas novas de carvalho francês; nariz mais discreto, notas florais e alguma fruta vermelha, acidez no ponto, taninos de veludo, volume e final de boca assinaláveis (14,5 % vol.). A beber nos próximos 4/5 anos. Nota 17,5.
Estes 2 tintos acompanharam um porco preto de bolota com arroz basmati cremoso (demasiado caldoso para o meu gosto).
.Dona Maria Grande Reserva 2013 - com base nas castas Alicante Bouschet (50 %), Syrah, Petit Verdot e Touriga Nacional, fermentou em lagares de mármore e estagiou 1 ano em barricas novas de carvalho francês; frutado e muito fresco, acidez equilibrada, especiado, taninos presentes mas civilizados, volume apreciável e final de boca persistente (14,5 % vol.). A beber nos próximos 10/12 anos. Nota 18.
Gastronómico, é uma das jóias da coroa do produtor, tendo ficado em 1º lugar (ex-aequo com mais 3 vinhos) no último grande painel da Vinho Grandes Escolhas, dedicado aos vinhos do Alentejo.
Harmonizou com um lombinho de vitela.
.Dona Maria Colheita Tardia 2011 - com base na casta Sémillon, estagiou 1 ano em barricas novas de carvalho francês; presença de marmelos, citrinos e algum fruto seco, mel, equilibrio entre a acidez e a gordura, algum volume e final de boca curto. Nota 17.
Acompanhou um crocante de maçã e gelado de baunilha.
Este foi, seguramente, um dos melhores jantares vínicos organizados pela Néctar das Avenidas, não só pela gastronomia e ritmo de toda a refeição, como também pela qualidade dos vinhos apresentados, quase todos para mim desconhecidos, o que me surpreendeu pela positiva.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Sála - 4,5* : a aposta do chefe João Sá

Aqui há uns tantos anos, num jantar com vinhos dos Lavradores de Feitoria, que decorreu no saudoso Gspot, em Sintra, sob a batuta do Manuel Moreira, tive o prazer de conhecer o João Sá, um dos responsáveis pelos tachos (ver a crónica "Jantar no Spot", publicada em 14/5/2010). Tinha ele 23 anos.
Depois de ter passado pelo emblemático Assinatura, aberto um restaurante fora de portas com a mulher (Marlene Vieira) e dado aulas em escolas hoteleiras, eis que o chefe finalmente tem um restaurante seu, em plena baixa de Lisboa, concretamente na Rua dos Bacalhoeiros.
Sala acolhedora, mesas despojadas mas com os talheres arrumados dentro de um estojo de couro, concebido para o efeito, guardanapos de pano, armários térmicos para controlo de temperaturas e copos Spieglau.
Serviço feminil, muito profissional e atencioso. Só pena que a música de fundo estivesse demasiado alta para o meu gosto.
A lista é curta, apenas 13 referências entre entradas e pratos que aparecem propositadamente misturados, a preços acessíveis (a conselho do chefe, que veio à nossa mesa por mais de uma vez, a quantidade ideal é de 3 peças por cabeça).
Comi, com satisfação:
.couvert (pão feito na casa, pasta vegetal e manteiga do Pico)
.cavala, mostarda, cenoura em pickles
.couve coração, pimentão, sarraceno
.corvina, caril, beldroegas
.figos, alfarrobas, requeijão
Os pratos, muito bem apresentados, foram explicados por uma das empregadas, uma mais valia.
Quanto à componente vínica, a lista é deveras original, tendo inventariado 3 espumantes (2 a copo), 16 brancos (3), 2 rosés (1), 13 tintos (4), 1 colheita tardia, 1 Porto branco, 1 LBV, 1 Madeira, 1 Moscatel e 1 Carcavelos (este tipo de fortificado raramente se encontra na restauração), estes últimos 6 todos a copo. Há ainda, 1 cerveja artesanal. Bingo!
Optei por um copo de Casal Stª Maria Malvasia 2016 (Colares) - muito cítrico, salinidade e acidez vibrantes, a dar-lhe vida, alguma gordura e volume, final de boca persistente. Gostava de o voltar a provar daqui a 4/5 anos. Nota 17,5+.
A escanção, Lynn de seu nome e uma mais valia do Sála, explicou o vinho em pormenor. A garrafa veio à mesa, o vinhos dado a provar e servido numa quantidade abaixo do esperado, um pormenor a corrigir.
Este restaurante tem, ainda, um menu de degustação (4 pratos e 1 sobremesa) a 42 €.
Gostei, recomendo e desejo a esta aposta do João Sá muitos anos de vida.

domingo, 18 de novembro de 2018

A propósito dos vinhos Ilha e da casta Tinta Negra

Na sequência de uma operação de marketing muito bem montada, os vinhos madeirenses Ilha, branco, tinto e rosé, com base exclusiva na casta Tinta Negra, estiveram nas bocas do mundo. Apresentados com pompa e circunstância pela madeirense Diana Silva, produtora destes vinhos e que chegou a trabalhar como escanção no Manifesto do chefe Luís Baena, tiveram direito a notícias desenvolvidas nas páginas do Expresso (João Paulo Martins), Fugas (Pedro Garcias) e Evasões (Fernando Melo).
Movido pela curiosidade provei o branco (garrafa nº 455/3626) - transparente e discreto, fresco e salino, alguma acidez, magro de boca e final curto. Louve-se a coragem e ousadia da produtora. Nota 16.
A Tinta Negra, também chamada Tinta Negra Mole por alguns ou confundida com a Negra Mole, por outros, aguçou-me a curiosidade e fui à procura de outras opiniões. Nos 3 críticos acima mencionados, apenas o Pedro Garcias é perentório em afirmar "(...) Durante muito tempo, a Tinta Negra foi também chamada de Tinta Negra Mole, suscitando equívocos que tardam em desaparecer, dada a existência de uma outra variedade com o nome de Negra Mole. Tinta Negra e Negra Mole são duas castas diferentes.(...)"
No livro "Mais Histórias com Vinho & novos condimentos" referido aqui em "Histórias com Vinho, segundo o João Paulo Martins (JPM)", crónica publicada em 6/10/2018, o autor dá a entender que a Tinta Negra e a Negra Mole são a mesma casta, a propósito dos 200 anos da Madeira Blandy (pág. 114).
Mas a confusão vai aumentando à medida que vamos lendo o que as instituições oficiais ou não, opinam sobre esta problemática das castas.
.O IVV publicou, sem data, o livrinho "Castas Aptas à Produção de Vinho em Portugal - Nomenclatura", onde a Negra Mole (casta da Madeira) aparece como sinónimo da Tinta Negra.
Já no respectivo portal, aparecem em separado a Negra Mole (sem nenhum sinónimo) e a Tinta Negra (sinónimos Molar e Saborinho).
.No portal da Infovini - Vinhos de Portugal, que tem o apoio financeiro do IVV, aparece a Tinta Negra, Negra Mole ou Tinta Negra Mole, como casta da Madeira e Algarve.
.A Wikipédia, com base na Infovini, refere as castas Negra Mole e Tinta Negra(sinónimo Negra Mole)
.No portal da Enoteca, aparece a Tinta Negra ou Negra Mole, como casta da Madeira e Algarve.
.No portal Wines of Portugal, apenas aparece a Tinta Negra, como casta da Madeira.
.O INIAV (Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária) refere a Portaria nº 380/2012 de 12 Novembro que actualiza a lista de castas aptas à produção de vinho: a Negra-Mole (com hífen, para baralhar) e a Tinta Negra (sinónimos Molar e Saborinho)
.No livro "Guide to Wine Grapes" (ediçao de 1996) a master wine Jancis Robinson refere a Tinta Negra Mole como casta da Madeira e a Negra Mole como casta do Algarve (Negramoll em Espanha)
.Finalmente, o livro "A Vinha e o Vinho na História da Madeira" de Alberto Vieira e editado em 2003 pela Secretaria Regional do Turismo e Cultura da Madeira refere que, de acordo com o Estatuto da Vinha e do Vinho, aprovado em 1985, as castas do vinho Madeira distribuem-se em castas recomendadas (Tinta da Madeira e Negra Mole) e autorizadas (Tinto Negro). E mais à frente, em novo capítulo ("Os diversos tipos de Vinho Madeira"), refere a casta Tinta negra-mole.
Que grande confusão! Alguém que queira desbaralhar? Aqui fica o meu apelo.

sábado, 17 de novembro de 2018

Aditamento a "Jantar e leilão na José Maria da Fonseca (JMF)"

Aí está o primeiro ponto de vendas a anunciar o badalado Moscatel Roxo Superior 1918: é a Garrafeira Nacional pelo "módico" preço de 999 €!

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Jantar e leilão na José Maria da Fonseca (JMF)

1.O Moscatel Roxo Superior 1918
Este Moscatel foi apresentado na JMF no passado dia 25 de Outubro, com um jantar e leilão, cuja finalidade principal foi homenagear os 100 anos do nascimento de Fernando Soares Franco, grande defensor desta casta e pai dos actuais responsáveis pela empresa, Domingos e António Soares Franco, a 6ª geração, e mas também assinalar os seus 184 anos (da JMF).
Foram leiloadas 100 garrafas deste 1918, para além de outras, como referirei quando falar sobre o leilão. Foi uma grande operação de marketing, bem planeada e melhor executada. Com todo o respeito que merece este centenário Moscatel, parece-me algo exagerada a pontuação que lhe foi atribuída pelas revistas da especialidade (20 numa e 19,5 noutra), em contraponto com as opiniões dos amigos que estavam comigo no jantar, o nosso Grupo dos 6, parte dos quais prova moscatéis e outros vinhos fortificados há uma série de anos, e que o classificou com  notas de 16,5 a 17,5.
Pela parte que me toca, consultados os meus registos encontrei notas referentes a "n" moscatéis DSF, Setúbal 20 Anos e Roxo 20 Anos, mas também o 25 Anos, Roxo Superior 1900, 1960, 1971 e 1979, Setúbal 1918, 1931, 1939, 1945, 1952, 1954, 1955, 1962, 1965, 1967, 1973, 1975 e 1979 (aqui não destrincei os Superior dos outros), e ainda Bastardinho 20 Anos, 30 Anos e 1927.

2.O Jantar
O jantar comemorativo e que antecedeu o leilão aconteceu na Adega dos Teares Novos, no meio dos tonéis e já minha conhecida quando dos jantares da Confraria do Periquita, da qual faço parte.
Estavam 120 convivas e o jantar correu animado até ao início do leilão, já passava das 23h.
Para memória futura bebemos e comemos:
.Colecção Privada DSF Sauvignon Blanc 2017 (nota 16), com uma excelente sopa de crustáceos, o ponto alto do jantar
.Hexagon 2009 tinto (nota 17,5+), com um fraco peito de perú, com recheio de carne e frutos secos,...
.Moscatel Roxo 20 Anos, engarrafado em 2016 (nota 18), com trufa de chocolate, carpaccio de morangos,...
.Moscatel Roxo Superior 1918 (17,5) - gordo em excesso, falta-lhe frescura; seria óptimo para entrar no Trilogia em lote com vinhos mais novos e frescos.
Os copos eram Schott, as temperaturas e o ritmo de serviço os adequados.
Resumindo e concluindo, este jantar no respeitante ao menu esteve uns furos abaixo dos jantares da Confraria, a que estou habituado.

3.O Leilão
A cargo do Palácio do Correio Velho, começou tarde mas foi muito bem conduzido e em pouco mais de meia hora depacharam os 35 lotes. Bingo!
Para além das 100 garrafas de Moscatel Roxo Superior 1918, já referidas, entraram em lotes (concretamente em 33), mais 13 Moscatel Superior (1902, 1904, 1905, 1906, 1907, 1911, 1930, 1944, 1955, 1960 e 1963, alguns com mais de 1 garrafa) e mais 11 outras bebidas (Trilogia, Alambre 20 Anos, Roxo 20 Anos, Colecção Privada DSF, Bastardinho 40 Anos, Aguardente Velha Reserva 1964 e Aguardente Espírito, também algumas com mais de 1 garrafa). Em lotes isolados, foram licitadas 1 garrafa de Torna Viagem (por 2200 €) e 1 garrafa de Apothéose Bastardinho (por 4500 €!).
Resta dizer que este leilão rendeu 67200 €, ficando o valor médio dos 33 lotes em 1833 € e o valor médio da cada garrafa do Moscatel Roxo Superior 1918, licitadas em lotes sem outros moscatéis, ficou em 551,50 €.
Sabendo que alguns dos licitadores têm pontos de venda, fico expectante para saber a que preço vai chegar ao mercado o 1918.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Revisitar o Prado - 4,5*

A 1ª vez que fui ao Prado fiquei deslumbrado e, em sequência, publiquei em 19/4/2018 a crónica "Um trio maravilha (2ª parte) : Prado e Enoteca de Belém". O António Galapito, responsável pelos tachos no Prado e ex-braço direito do Nuno Mendes em Londres deve ser, neste momento, o chefe mais criativo e talentoso a trabalhar em Portugal, nada ficando a dever aos estrelados.
Não resisto a transcrever o que disse o Miguel Pires sobre o António Galapito e o seu Prado, ainda em 23/9/2017, premonitoriamente,  no blogue Mesa Marcada: "(...)O tempo o dirá, mas não estarei sozinho ao dizer que é sempre bom sentir mais uma brisa de ar fresco a passar por Lisboa. Uma cidade com o seu estatuto tem de conseguir acolher restaurantes com características diferentes. Pelo menos assim o espero". E o tempo deu-lhe razão.
Nesta revisita repeti alguns pratos e provei outros que não conhecia, tudo em doses para partilhar, bem apresentados e deliciosos, acompanhados da cerveja artesanal Avenida Blond Ale (Dois Corvos):
.couvert (pão de trigo barbela, etc)
.berbigão, acelgas, coentros e pão frito
.tártaro de minhota e couve grelhada
.pleurotos, massa de pimentão e trigo sarraceno
.cavala, vinagrete de alface do mar e salsa
.figo pingo de mel e gelado de leite fumado
Quanto à componente vínica, a lista, original e nada óbvia, aumentou, tendo inventariado 9 espumantes (2 a copo), 24 brancos (4), 4 rosés (1), 23 tintos (5), 4 fortificados e 7 vinhos laranja (uma moda que veio de Itália, perfeitamente escusada tal como a dos vinhos azuis).
Mais, o Prado tem uma jovem escanção, todos os vinhos têm a informação sobre as castas que os compõem e, ainda, os respectivos anos de colheita. Só que os copos se limitam a 12,5 cl, em vez dos normais 15 cl, a única menos valia detectada.
Resumindo e concluindo, recomendo e tenciono voltar na primeira oportunidade.