Em jantares recentes foram divulgados os "óscares do vinho" atribuídos pelas revistas da especialidade, primeiro a Revista de Vinhos (RV) com 30 "Vinhos de Excelência" e a seguir a Vinho Grandes Escolhas (GE) com o seu TOP 30.
A distribuição dos prémios pelos vários tipos de vinho são algo semelhantes, com a GE a distribui-los por 1 espumante (3 % do total), 6 brancos (20 %), 17 tintos (57 %) e 6 fortificados (20 %), enquanto a RV atribuia a 1 espumante (3 %), 8 brancos (27 %), 16 tintos (53 %) e 5 fortificados (17 %).
De referir o inesperado peso dos brancos na RV, contrariando os resultados da amostragem relativa a Novembro e Dezembro 2017 e Janeiro 2018, expressos nas crónicas "Como estamos de brancos (e tintos, já agora)? O que dizem as revistas especializadas." (1ª parte) e (2ª parte), publicadas em 13 e 15 de Março 2018, neste blogue.
Passando por cima dos espumantes (1 prémio para cada lado) e analisando os prémios atribuídos aos brancos, a GE privilegia a Região Vinhos Verdes (com 3), distribuindo os outros 3 pelo Douro, Bairrada e Alentejo, enquanto a RV é mais democrata, espalhando os seus eleitos por Vinhos Verdes, Douro, Dão, Bairrada, Setubal, Alentejo, Açores e outro sem região. Quanto aos vinhos em si, a RV apostou em referências desconhecidas da maior parte dos enófilos, eu incluido (Coz's Vital e Titan Vale dos Mil), enquanto a GE se ficou por marcas consagradas. De sublinhar que apenas 1 branco constou nas 2 listas, o Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2017.
Quanto a tintos, a GE distribuiu os seus eleitos por 6 Regiões (5 Douro, 4 Dão, 4 Alentejo, 2 Bairrada, 1 Tejo e 1 Setúbal), voltando a RV a ser mais democrata com 8 Regiões (5 Douro, 3 Dão, 3 Alentejo, Vinhos Verdes, Trás-os-Montes, Bairrada, Lisboa e Tejo, com 1 cada). Nas marcas, a RV voltou a arriscar, com alguma referências pouco badaladas (Giz Vinha dos Cavaleiros e Mythos). Teve, ainda, o atrevimento de atribuir uma das suas Excelências a um verde tinto, o Aphros Vinhão! De referir que apenas 2 dos tintos foram seleccionados por ambas as revistas, Qtª do Crasto Maria Teresa 2015 e Qtª do vale Meão 2016.
Finalmente, nos fortificados, a GE atribui os seus prémios a 4 Porto Vintage 2016, 1 Madeira e 1 Moscatel 20 Anos, enquanto a RV privilegiou 1 Porto Vintage 2016, 1 Porto Tawny, 2 Madeira e 1 Moscatel (o polémico Roxo Superior 1918, que mereceu 19,5 desta revista e 20 da GE). Apenas 1 dos fortificados foi eleito pelas 2 revistas, o Porto Vintage Grahm's Stone Terraces 2016.
Finalmente, quem ainda não souber quais os 60 premiados, pode consultar o blogue "o vinho em folha", para o qual tenho um link.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2019
sábado, 16 de fevereiro de 2019
Vinhos em família (XCIV) : 1 branco e 2 tintos de respeito
Mais 4 vinhos (1 branco e 3 tintos) bebidos em casa, em contexto familiar, com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega.
E eles foram:
.Qtª da Pellada Primus 2015 - 94 pontos no Parker, Top 30 da Grandes Escolhas e Prémio Excelência da RV; com base em vinhas velhas com predominância da casta Encruzado, estagiou 2 anos em garrafa; aroma intenso e complexo, citrinos e fruta de caroço, notas florais, equilibrio entre a acidez e a gordura, algum volume e final de boca (13,5 % vol.). Um dos grandes brancos produzidos em Portugal. Nota 18,5.
.Qtª do Vallado Reserva 2011 - 96 pontos na Wine Spectator e 94 no Parker; com base em vinhas velhas com mais de 80 anos, estagiou 18 meses em meias pipas de carvalho francês; ainda com muita fruta vermelha, boa acidez, especiado, taninos bem presentes mas civilizados, volume e final de boca assinaláveis (14,5 % vol.). A beber nos próximos 7/8 anos. Nota 18,5.
.Outrora Baga Clássico 2011 - 92 pontos na Wine Enthusiast; com base na casta Baga (100 %) em vinhas velhas, estagiou 2 anos em barricas de carvalho; ainda com muita fruta preta, acidez equilibrada, algo especiado, taninos afirmativos, algum volume e final de boca persistente (14 % vol.). Merece decantação. A beber nos próximos 8 a 10 anos. Nota 17,5+.
.Qtª da Romaneira 2012 - 91 pontos na Wine Spectator e 92 na Wine Enthusiast; com base nas castas Touriga Nacional (75 %), Touriga Franca (15 %) e Tinto Cão (10 %), estagiou 14 meses em barricas de carvalho francês; ainda com muita fruta vermelha, alguma acidez, ligeiramente especiado, taninos algo bicudos, algum volume e final de boca (13,5 % vol.). A beber nos próximos 3/4 anos. Nota 17.
E eles foram:
.Qtª da Pellada Primus 2015 - 94 pontos no Parker, Top 30 da Grandes Escolhas e Prémio Excelência da RV; com base em vinhas velhas com predominância da casta Encruzado, estagiou 2 anos em garrafa; aroma intenso e complexo, citrinos e fruta de caroço, notas florais, equilibrio entre a acidez e a gordura, algum volume e final de boca (13,5 % vol.). Um dos grandes brancos produzidos em Portugal. Nota 18,5.
.Qtª do Vallado Reserva 2011 - 96 pontos na Wine Spectator e 94 no Parker; com base em vinhas velhas com mais de 80 anos, estagiou 18 meses em meias pipas de carvalho francês; ainda com muita fruta vermelha, boa acidez, especiado, taninos bem presentes mas civilizados, volume e final de boca assinaláveis (14,5 % vol.). A beber nos próximos 7/8 anos. Nota 18,5.
.Outrora Baga Clássico 2011 - 92 pontos na Wine Enthusiast; com base na casta Baga (100 %) em vinhas velhas, estagiou 2 anos em barricas de carvalho; ainda com muita fruta preta, acidez equilibrada, algo especiado, taninos afirmativos, algum volume e final de boca persistente (14 % vol.). Merece decantação. A beber nos próximos 8 a 10 anos. Nota 17,5+.
.Qtª da Romaneira 2012 - 91 pontos na Wine Spectator e 92 na Wine Enthusiast; com base nas castas Touriga Nacional (75 %), Touriga Franca (15 %) e Tinto Cão (10 %), estagiou 14 meses em barricas de carvalho francês; ainda com muita fruta vermelha, alguma acidez, ligeiramente especiado, taninos algo bicudos, algum volume e final de boca (13,5 % vol.). A beber nos próximos 3/4 anos. Nota 17.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019
Mais espaços de restauração : Legaaal e Bistrô du Consulat
1.Legaaal 3,5 *
Fica na Rua da Rosa, 237 e pratica uma interessante cozinha afrancesada. Mesas despojadas, guardanapos de papel, espaço informal com mesas e cadeiras desencontradas e muito desconfortável nesta altura do ano (a enorme porta da rua esteve sempre escancarada, se calhar para deixar sair o cheiro a tabaco, muito presente quando eu cheguei).
Ementa muito reduzida e presente numa mera ardósia. Antes de vir o prato que escolhi, um bife de atum, ofereceram-me uma bela sopa acompanhada do magnífico pão da Gleba. O atum também estava francamente saboroso, podendo eu concluir pela qualidade da cozinha do Legaaal.
Quanto à componente vínica, a lista é confusa, tendo inventariado 2 espumantes, 34 brancos, 2 rosés, 36 tintos e 11 vinhos do Porto, sem qualquer indicação de vinhos a copo, mas com os anos de colheita presentes. Tinha lido na Time Out que este restaurante tinha 200 referências e todas a copo! Uma afirmação leviana, pois a oferta não chega a 100 vinhos e é omissa quanto à possibilidade de se beber a copo.
Perante a minha insistência, o dono que almoçava na mesa do lado, indicou 2 ou 3 vinhos que se podiam provar a copo. Optei pelo Vicentino Syrah 2016 (3,50 €) - com muita fruta presente, alguma acidez, taninos, volume e final de boca assinaláveis. Uma boa surpresa. Nota 17.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar num bom copo e a uma temperatura nos limites ( o armário térmico estava a 17/18º). Serviço eficiente e cordial.
2.Bistrô Le Consulat - 2,5 *
Fica na Praça Luis de Camões, 22 (1º andar) e é o último espaço de restauração do chefe André Magalhães, agora autointitulado de "taberneiro". Sala acolhedora, mesas com um toalhete (?) de ráfia e guardanapos de papel. Na ementa constam 7 entradas, 5 pratos, 4 acompanhamentos e 3 sobremesas, para além das tábuas de queijos e enchidos.
Escolhi o arroz de polvo, que afinal era um arroz com polvo e ovos mexidos (!), um prato nada tradicional mas que estava bem saboroso.
Quanto à componente vínica, inventariei 3 espumantes, 5 brancos, 3 rosés e 6 tintos, todos a copo. A lista, além de curta, tinha falhas e não indicava os anos de colheita.
Optei pelo Vallado 3 Melros 2016 (5,50 €, uma exorbitância) - com fruta vermelha, alguma acidez, taninos suaves, algum volume e final de boca persistente. Elegante e consistente. Nota 17.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado aprovar num bom copo. No entanto a temperatura estava acima do razoável. Perante o meu reparo, a empregada, muito simpaticamente, prontificou-se a mergulhar a garrafa em água e gelo. Só quando veio a comida é que serviu o vinho que já estava a uma temperatura adequada.
Não há desculpas para esta falha num dos espaços do conceituado chefe. Mais, no wine bar ao fundo da sala não vislumbrei qualquer máquina térmica para controlo das temperaturas dos tintos. Incompreensível!
Fica na Rua da Rosa, 237 e pratica uma interessante cozinha afrancesada. Mesas despojadas, guardanapos de papel, espaço informal com mesas e cadeiras desencontradas e muito desconfortável nesta altura do ano (a enorme porta da rua esteve sempre escancarada, se calhar para deixar sair o cheiro a tabaco, muito presente quando eu cheguei).
Ementa muito reduzida e presente numa mera ardósia. Antes de vir o prato que escolhi, um bife de atum, ofereceram-me uma bela sopa acompanhada do magnífico pão da Gleba. O atum também estava francamente saboroso, podendo eu concluir pela qualidade da cozinha do Legaaal.
Quanto à componente vínica, a lista é confusa, tendo inventariado 2 espumantes, 34 brancos, 2 rosés, 36 tintos e 11 vinhos do Porto, sem qualquer indicação de vinhos a copo, mas com os anos de colheita presentes. Tinha lido na Time Out que este restaurante tinha 200 referências e todas a copo! Uma afirmação leviana, pois a oferta não chega a 100 vinhos e é omissa quanto à possibilidade de se beber a copo.
Perante a minha insistência, o dono que almoçava na mesa do lado, indicou 2 ou 3 vinhos que se podiam provar a copo. Optei pelo Vicentino Syrah 2016 (3,50 €) - com muita fruta presente, alguma acidez, taninos, volume e final de boca assinaláveis. Uma boa surpresa. Nota 17.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar num bom copo e a uma temperatura nos limites ( o armário térmico estava a 17/18º). Serviço eficiente e cordial.
2.Bistrô Le Consulat - 2,5 *
Fica na Praça Luis de Camões, 22 (1º andar) e é o último espaço de restauração do chefe André Magalhães, agora autointitulado de "taberneiro". Sala acolhedora, mesas com um toalhete (?) de ráfia e guardanapos de papel. Na ementa constam 7 entradas, 5 pratos, 4 acompanhamentos e 3 sobremesas, para além das tábuas de queijos e enchidos.
Escolhi o arroz de polvo, que afinal era um arroz com polvo e ovos mexidos (!), um prato nada tradicional mas que estava bem saboroso.
Quanto à componente vínica, inventariei 3 espumantes, 5 brancos, 3 rosés e 6 tintos, todos a copo. A lista, além de curta, tinha falhas e não indicava os anos de colheita.
Optei pelo Vallado 3 Melros 2016 (5,50 €, uma exorbitância) - com fruta vermelha, alguma acidez, taninos suaves, algum volume e final de boca persistente. Elegante e consistente. Nota 17.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado aprovar num bom copo. No entanto a temperatura estava acima do razoável. Perante o meu reparo, a empregada, muito simpaticamente, prontificou-se a mergulhar a garrafa em água e gelo. Só quando veio a comida é que serviu o vinho que já estava a uma temperatura adequada.
Não há desculpas para esta falha num dos espaços do conceituado chefe. Mais, no wine bar ao fundo da sala não vislumbrei qualquer máquina térmica para controlo das temperaturas dos tintos. Incompreensível!
terça-feira, 12 de fevereiro de 2019
Curtas (CVIII) : a festa da Paixão pelo Vinho, Donna Taça, Adega & Sabores, vinho quente e um espumante inqualificável
1.A "Paixão pelo Vinho" no Beato
É a 3ª revista especializada, após a Revista de Vinhos (na última 6ª feira) e a Grandes Escolhas (na próxima 6ª feira), a organizar a festa anual de distribuição de prémios na área do vinho.
O evento será no dia 2 de Março, entre as 17 e as 23 h, no Beatus (Marvila), no decorrer do qual haverá Conversas com Enólogos, para além da referida cerimónia da distribuição de prémios.
2.Donna Taça (Rua do Telhal,48)
É um wine bar aberto em finais do ano passado que apostou em vinhos de pequenos produtores e não só. Para acompanhar, apenas tapas.
A Time Out, com algum exagero, referiu haver ali "mais de 1000 rótulos de vinhos de pequenos produtores que dificilmente (se) encontra noutro lugar". Refere, ainda, a articulista "O Donna Taça é o bar perfeito para se tornar um enólogo" (!?). Não queria dizer um enófilo? Santa ignorância...
3.Adega & Sabores de Portugal (Rua Coelho da Rocha,94)
É um pequeno espaço gourmet, mas com uma boa oferta de vinhos, queijos, charcutaria, compotas e, ainda, uma cuidada selecção de cervejas artesanais. Já abriu há algum tempo, mas só agora e por um mero acaso a descobri.
4.Vinho quente na Time Out
A Time Out, no seu nº de 30 de Janeiro, publicita o vinho quente à venda no seu Quiosque do Cais, uma pretensa moda importada do Norte da Europa. Andamos nós, os enófilos militantes, a bater-nos pela correcta temperatura de serviço dos vinhos e somos atropelados por estes senhores que vêm em contramão.
Já noutra ocasião me tinha insurgido contra tal malfeitoria, na crónica "Vinho quente a copo?", publicada em 17/3/2011, que suscitou a ira dos ofendidos.
5.Espumante inqualificável no Vila Galé de Tavira
Vi e não queria acreditar. O Hotel Vila Galé de Tavira tem à disposição dos clientes com pequeno almoço, um espumante meio seco que dá pelo sugestivo nome "Nuvens Douradas", proveniente de Espanha e sem direito a região demarcada nem ano de colheita! Preço de venda ao público, em alguns distribuidores: 1,95 €!
E tem o grupo Vila Galé, no seu portefólio vínico, um espumante, o Casa de Santa Vitória. Francamente!
É a 3ª revista especializada, após a Revista de Vinhos (na última 6ª feira) e a Grandes Escolhas (na próxima 6ª feira), a organizar a festa anual de distribuição de prémios na área do vinho.
O evento será no dia 2 de Março, entre as 17 e as 23 h, no Beatus (Marvila), no decorrer do qual haverá Conversas com Enólogos, para além da referida cerimónia da distribuição de prémios.
2.Donna Taça (Rua do Telhal,48)
É um wine bar aberto em finais do ano passado que apostou em vinhos de pequenos produtores e não só. Para acompanhar, apenas tapas.
A Time Out, com algum exagero, referiu haver ali "mais de 1000 rótulos de vinhos de pequenos produtores que dificilmente (se) encontra noutro lugar". Refere, ainda, a articulista "O Donna Taça é o bar perfeito para se tornar um enólogo" (!?). Não queria dizer um enófilo? Santa ignorância...
3.Adega & Sabores de Portugal (Rua Coelho da Rocha,94)
É um pequeno espaço gourmet, mas com uma boa oferta de vinhos, queijos, charcutaria, compotas e, ainda, uma cuidada selecção de cervejas artesanais. Já abriu há algum tempo, mas só agora e por um mero acaso a descobri.
4.Vinho quente na Time Out
A Time Out, no seu nº de 30 de Janeiro, publicita o vinho quente à venda no seu Quiosque do Cais, uma pretensa moda importada do Norte da Europa. Andamos nós, os enófilos militantes, a bater-nos pela correcta temperatura de serviço dos vinhos e somos atropelados por estes senhores que vêm em contramão.
Já noutra ocasião me tinha insurgido contra tal malfeitoria, na crónica "Vinho quente a copo?", publicada em 17/3/2011, que suscitou a ira dos ofendidos.
5.Espumante inqualificável no Vila Galé de Tavira
Vi e não queria acreditar. O Hotel Vila Galé de Tavira tem à disposição dos clientes com pequeno almoço, um espumante meio seco que dá pelo sugestivo nome "Nuvens Douradas", proveniente de Espanha e sem direito a região demarcada nem ano de colheita! Preço de venda ao público, em alguns distribuidores: 1,95 €!
E tem o grupo Vila Galé, no seu portefólio vínico, um espumante, o Casa de Santa Vitória. Francamente!
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019
Grupo FJF (7ª sessão) : vinhos de eleição e um fortificado surpreendente
O grupo original (Frederico, João e Francisco) reuniu, uma vez mais, no Magano. Os vinhos foram provados com o rótulo à vista:
.Gouvyas Reserva 2015 branco (garrafa levada por mim) - enologia de Luis Soares Duarte, com base em vinhas velhas; nariz contido, citrinos e fruta madura, bom equilibrio entre a acidez e a gordura, barrica bem casada, volume notável e final de boca assinalável (13,5 % vol.). Complexo e gastronómico. Um bom regresso desta prestigiada marca que andava desaparecida. Nota 18.
Este branco maridou com as entradas (queijo fresco, peixinhos da horta, alheira e empadinhas) e 2 sopas (de cação e de tomate).
.Carvalhas 2013 (levada pelo João) - com base na casta Tinta Francisca em vinhas velhas; fruta vermelha bem presente, alguma acidez e notas especiadas, taninos civilizados, algum volume e final de boca (13,5 % vol.). Elegante e bem comportado, a beber nos próximos 7/8 anos. Nota 17,5.
.Pai Abel 2013 (levada pelo Frederico) - nariz intenso, notas de fruta preta, acidez equilibrada, algo especiado, volume e final de boca notáveis (13,5 % vol.). Envolvente e a impor-se naturalmente, a beber nos próximos 8 a 10 anos. Nota 18,5.
Estes 2 tintos harmonizaram com um bife da vazia maturada.
.Moscatel da Madeira garrafeira particular 1865 (levada pelo João) - presença de frutos secos e casca de laranja, notas de iodo, acidez incrivel, algum volume e final de boca interminável. Nota 19.
Este fortificado acompanhou alguma doçaria conventual.
Mais uma grande sessão vínica, com a gastronomia e o serviço de vinhos à altura dos acontecimentos.
.Gouvyas Reserva 2015 branco (garrafa levada por mim) - enologia de Luis Soares Duarte, com base em vinhas velhas; nariz contido, citrinos e fruta madura, bom equilibrio entre a acidez e a gordura, barrica bem casada, volume notável e final de boca assinalável (13,5 % vol.). Complexo e gastronómico. Um bom regresso desta prestigiada marca que andava desaparecida. Nota 18.
Este branco maridou com as entradas (queijo fresco, peixinhos da horta, alheira e empadinhas) e 2 sopas (de cação e de tomate).
.Carvalhas 2013 (levada pelo João) - com base na casta Tinta Francisca em vinhas velhas; fruta vermelha bem presente, alguma acidez e notas especiadas, taninos civilizados, algum volume e final de boca (13,5 % vol.). Elegante e bem comportado, a beber nos próximos 7/8 anos. Nota 17,5.
.Pai Abel 2013 (levada pelo Frederico) - nariz intenso, notas de fruta preta, acidez equilibrada, algo especiado, volume e final de boca notáveis (13,5 % vol.). Envolvente e a impor-se naturalmente, a beber nos próximos 8 a 10 anos. Nota 18,5.
Estes 2 tintos harmonizaram com um bife da vazia maturada.
.Moscatel da Madeira garrafeira particular 1865 (levada pelo João) - presença de frutos secos e casca de laranja, notas de iodo, acidez incrivel, algum volume e final de boca interminável. Nota 19.
Este fortificado acompanhou alguma doçaria conventual.
Mais uma grande sessão vínica, com a gastronomia e o serviço de vinhos à altura dos acontecimentos.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2019
Janeiro 2011 : o que se passou aqui há 8 anos
Das 18 crónicas publicadas, destaco estas 4:
."2010 : na hora do balanço (I)", em 2/1
O meu TOP 10 de brancos, tintos e fortificados provados ao longo de 2010, mas apenas a partir de 19 de Março, data da minha 1ª crónica, com destaque para:
.a casta Alvarinho nos brancos
.os tintos do Douro
.a casta Bual nos fortificados
Moral da história: os meus gostos mantêm-se...
."2010 : na hora do balanço (II)", em 2/1
O meu TOP 10 restaurantes, dos quais apenas 3 ainda existem (Sabores d' Itália, Tasca da Esquina e Tomba Lobos).
Moral da história: dou azar aos espaços de restauração...
."Um desabafo 5 anos depois", em 17/1
A proposta para uma exposição de artes plásticas (com o tema: o vinho e a vinha) e o convite para o jantar comemorativo do 10º aniversário das "Coisas do Arco do Vinho", endereçados ao Presidente do CCB, ficaram sem resposta.
Moral da história: o presidente foi mal educado...
."A Herdade das Servas e a Blogosfera", em 22/1
Que eu me lembre e tenha participado, a Herdade das Servas foi o 1º produtor a pôr a blogosfera no mesmo nível da crítica especializada de vinhos. Foram 9 os blogues presentes (registo aqui aqueles que ainda funcionam regularmente: Comer Beber Lazer, O Vinho em Folha e este Enófilo Militante) e convidados mais alguns que não puderam estar presentes.
Moral da história: nenhum ou que cada um faça o seu...
."2010 : na hora do balanço (I)", em 2/1
O meu TOP 10 de brancos, tintos e fortificados provados ao longo de 2010, mas apenas a partir de 19 de Março, data da minha 1ª crónica, com destaque para:
.a casta Alvarinho nos brancos
.os tintos do Douro
.a casta Bual nos fortificados
Moral da história: os meus gostos mantêm-se...
."2010 : na hora do balanço (II)", em 2/1
O meu TOP 10 restaurantes, dos quais apenas 3 ainda existem (Sabores d' Itália, Tasca da Esquina e Tomba Lobos).
Moral da história: dou azar aos espaços de restauração...
."Um desabafo 5 anos depois", em 17/1
A proposta para uma exposição de artes plásticas (com o tema: o vinho e a vinha) e o convite para o jantar comemorativo do 10º aniversário das "Coisas do Arco do Vinho", endereçados ao Presidente do CCB, ficaram sem resposta.
Moral da história: o presidente foi mal educado...
."A Herdade das Servas e a Blogosfera", em 22/1
Que eu me lembre e tenha participado, a Herdade das Servas foi o 1º produtor a pôr a blogosfera no mesmo nível da crítica especializada de vinhos. Foram 9 os blogues presentes (registo aqui aqueles que ainda funcionam regularmente: Comer Beber Lazer, O Vinho em Folha e este Enófilo Militante) e convidados mais alguns que não puderam estar presentes.
Moral da história: nenhum ou que cada um faça o seu...
sábado, 2 de fevereiro de 2019
Grupo dos 6 (14ª sessão) : um Terrantez com a nota máxima
Esta 14ª sessão do Grupo dos 6 decorreu no Via Graça que, mais uma vez, brilhou na cozinha (chefe Hugo) e na sala (escanção Zacarias). Com os rótulos à vista desfilaram:
.Tirado a Ferros 2015 (garrafa nº 181/560 !, levada pelo Frederico) - um Dão produzido e elaborado pelo jovem Pimentel Pereira; com base nas castas tradicionais, estagiou 24 meses em barricas de carvalho francês; nariz discreto, fresco e mineral, elegante e complexo, volume e final de boca médios (13 % vol.). Uma bela surpresa. Nota 17,5.
.Vinha do Contador 2013 (levada pelo J. Rosa) - 92 pontos na Wine Enthusiast; com base nas castas Encruzado, Malvasia e Cercial, estagiou 8 meses em barricas de carvalho francês; aroma mais exuberante que o anterior, bom equilibrio entre a acidez e a gordura, algum volume e final de boca (13,5 % vol.). Nota 17,5.
Estes 2 brancos acompanharam o couvert e uma bela cabeça de garoupa no forno.
.Qtª da Leda 2011 (levada pelo Juca) - ainda com muita fruta, alguma acidez, especiado, taninos firmes e civilizados, volume e final de boca assinaláveis (14,5 % vol.). A beber nos próximos 8 a 10 anos. Nota 18+.
.Vinha Pan 2011 (levada por mim) - Prémio Excelência 2015, atribuído pela antiga Revista de Vinhos; com base na casta Baga, foram produzidas 2426 garrafas; aromas e sabores terciários, algo evoluido, acidez no ponto, taninos de veludo, algum volume e final de boca muito longo. Fresco e elegante (13 % vol.). A beber nos próximos 6/7 anos. Nota 18,5.
.93 Anos de História 2011 (garrafa nº 216/1193, levada pelo João) - com base na casta Touriga Nacional (100 %), estagiou 12 meses em pipas de carvalho francês; ainda com fruta, notas florais, alguma acidez, taninos dóceis, algum volume e final de boca (14 % vol.). A beber nos próximos 7/8 anos. Nota 18.
Estes tintos vieram para a mesa ainda com a garoupa presente, tendo a melhor harmonização sido com o Vinha Pan. Depois acompanharam bem um ensopado de cabrito.
.Blandy Terrantez 1975 (engarrafada em 2004, levada pelo Adelino) - notas de frutos secos, caril e iodo, vinagrinho bem presente, Algum volume e final de boca interminável. Complexo e sofisticado, a Madeira no seu melhor. Nota 19,5.
Este fortificado de eleição acompanhou sobremesas diversas.
Foi uma grande sessão de convívio, comeres e com os vinhos a portarem-se todos muito bem, nomeadamente o fortificado a merecer-me a nota mais alta da minha escala (19,5).
.Tirado a Ferros 2015 (garrafa nº 181/560 !, levada pelo Frederico) - um Dão produzido e elaborado pelo jovem Pimentel Pereira; com base nas castas tradicionais, estagiou 24 meses em barricas de carvalho francês; nariz discreto, fresco e mineral, elegante e complexo, volume e final de boca médios (13 % vol.). Uma bela surpresa. Nota 17,5.
.Vinha do Contador 2013 (levada pelo J. Rosa) - 92 pontos na Wine Enthusiast; com base nas castas Encruzado, Malvasia e Cercial, estagiou 8 meses em barricas de carvalho francês; aroma mais exuberante que o anterior, bom equilibrio entre a acidez e a gordura, algum volume e final de boca (13,5 % vol.). Nota 17,5.
Estes 2 brancos acompanharam o couvert e uma bela cabeça de garoupa no forno.
.Qtª da Leda 2011 (levada pelo Juca) - ainda com muita fruta, alguma acidez, especiado, taninos firmes e civilizados, volume e final de boca assinaláveis (14,5 % vol.). A beber nos próximos 8 a 10 anos. Nota 18+.
.Vinha Pan 2011 (levada por mim) - Prémio Excelência 2015, atribuído pela antiga Revista de Vinhos; com base na casta Baga, foram produzidas 2426 garrafas; aromas e sabores terciários, algo evoluido, acidez no ponto, taninos de veludo, algum volume e final de boca muito longo. Fresco e elegante (13 % vol.). A beber nos próximos 6/7 anos. Nota 18,5.
.93 Anos de História 2011 (garrafa nº 216/1193, levada pelo João) - com base na casta Touriga Nacional (100 %), estagiou 12 meses em pipas de carvalho francês; ainda com fruta, notas florais, alguma acidez, taninos dóceis, algum volume e final de boca (14 % vol.). A beber nos próximos 7/8 anos. Nota 18.
Estes tintos vieram para a mesa ainda com a garoupa presente, tendo a melhor harmonização sido com o Vinha Pan. Depois acompanharam bem um ensopado de cabrito.
.Blandy Terrantez 1975 (engarrafada em 2004, levada pelo Adelino) - notas de frutos secos, caril e iodo, vinagrinho bem presente, Algum volume e final de boca interminável. Complexo e sofisticado, a Madeira no seu melhor. Nota 19,5.
Este fortificado de eleição acompanhou sobremesas diversas.
Foi uma grande sessão de convívio, comeres e com os vinhos a portarem-se todos muito bem, nomeadamente o fortificado a merecer-me a nota mais alta da minha escala (19,5).
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