quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Sidónio de Sousa, Caves São João e Qtª das Bágeiras : a Bairrada clássica

Depois das provas e almoço no Luis Pato rumámos ao Sidónio de Sousa, onde fomos recebidos pelo produtor, pai e filho. Aliás, residência e adega coincidem geograficamente. A sala de visitas, que é também de provas, é um brinco e contrasta com o resto da adega. Foi neste espaço que nos serviram um lanche ajantarado, mas a fome já não era muita.
Confesso que os vinhos deste produtor, no passado, raramente me entusiasmaram; mas o problema deve ser meu uma vez que a crítica tem tecido os maiores encómios. Provámos 2 espumantes e 7 tintos da linha pura e dura, onde impera a Baga. Desfilaram, então, os espumantes Sidónio de Sousa 09 Rosé e 07 Branco e os tintos (também Sidónio de Sousa) 89 (Nota 15), 90 (16), 88 (10 e depois de decantado e muito arejado 12,5), 95 (17), 97 (14), Garrafeira 95 (16) e Garrafeira 97 (18). Este último foi, de facto, o que me encheu as medidas. Todos fossem assim!
Domingo, ainda de manhã, fomos visitar as Caves São João, um ícone da Bairrada. Parte considerável da adega e das caves de armazenagem do seu imenso espólio estão no sub-solo. Albergam, imaginem só, um stock de 1.300.000 garrafas. Não, não é engano, são mesmo um milhão e trezentas mil garrafas, mas nem todas certamente bebíveis! E todo aquele espaço a perder de vista, imaginem, está impecavelmente limpo. É um exemplo que se aplaude.
Provámos apenas 3 vinhos, não havendo tempo para mais. Foram 1 espumante Qtª Poço do Lobo 06, cuja relação preço/qualidade é imbatível (Nota 16,5), 1 branco Frei João Reserva 09(15) e 1 tinto Caves São João Reserva 07 (14).
Já com um considerável atraso chegámos à Qtª das Bágeiras (não fará muito sentido o acento no a, mas é assim que está registada a marca), onde nos esperava o produtor Mário Sérgio Nuno. Fomos recebidos principescamente, almoçámos muito bem (novo serviço do Mugasa que apresentou bacalhau à lagareiro e cabrito no forno, ambos com muita qualidade) e provámos ao longo da tarde (o almoço estendeu-se até à hora de jantar) 3 espumantes, 5 brancos e 4 tintos. Foi para mim e,creio, para o resto do grupo, o melhor lote de vinhos provados em toda a jornada. É de acrescentar que a maior parte dos vinhos foi servida em copos Riedel. Obrigado Mário Sérgio!
Voltando aos vinhos Qtª das Bágeiras, desfilaram os espumantes Reserva 90, Grande Reserva 03 e Reserva 07. No excelente lote de brancos estavam o Reserva 94 (a maior surpresa da jornada; nota 17,5) e os Garrafeiras 02 (17+), 04 (17,5+), 06 (16,5) e 08 (16,5). Quanto aos tintos provámos os Garrafeiras 05 (17), 04 (17+), 01 (grandioso, a merecer a nota mais alta de 18,5) e 94 (16). Finalmente, com as sobremesas mais uma garrafa de Blandy Bual 77, engarrafado em 2009, oferta nossa que o anfitrião adorou.
O Mário Sérgio é um ganhador, daí que fique bem a fotografia do José Mourinho com uma garrafa Qtª das Bágeiras na mão.

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