terça-feira, 30 de novembro de 2021

Grupo dos 6 (26ª sessão) : 1 branco e 1 tinto de eleição

 Este grupo de enófilos, desfalcado de 2 elementos (faltas justificadas) reuniu no restaurante Lagar do Xisto, já aqui referido. A componente gastronómica, da escola do Magano, mostrou-se mais uma vez à altura dos acontecimentos. Pena é que a televisão se mantenha ligada. Embora sem som , é sempre um factor de distração.

Desfilaram:


.Titan of Douro Vale dos Mil 2017 (garrafa nº 251/1428 levada por mim) - enologia de Luis Leocádio; com base em vinhas velhas, estagiou 16 meses em barricas de carvalho francês; presença de citrinos e fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, algum vegetal, volume e final de boca consideráveis (13,5 % vol.). Gastronómico e cheio de personalidade. Nota 18,5.

Este branco harmonizou com uma série de entradas (queijo fresco, empadinhas, cogumelos recheados, camarão ao alho, paio fatiado e ovos mexidos com farinheira) e um arroz de carabineiros.


.Luis Pato Vinha Barrosa Vinhas Velhas 2008 (levada pelo João) - com base na casta Baga; fresco, ainda co fruta vermelha, acidez pronunciada, notas vegetais e especiadas, taninos civilizados, algum volume e final de boca muito longo. Ainda cheio de juventude, deve ser consumido dentro de 7/8 anos. Nota 18,5.


.Casa de Saima Garrafeira Baga 2008 (levada pelo Frederico) - com base na casta Baga, estagiou 4 anos em tonéis de madeira; vinoso, ainda com muita fruta preta, acidez nos mínimos, especiado, taninos de veludo, algum volume e final de boca longo (13,5 % vol.). Gastronómico, mas cansativo. A beber nos proóximos 4/5 anos. Nota 17,5.

Estes 2 tintos maridaram com um tornedó no forno.


.Dalva Vintage 2000 (levada pelo Juca) - nariz discreto, ainda com fruta, alguma acidez e frescura, taninos dóceis, volume e final de boca médios. Muito unidireccional. Nota 16,5.

Este fortificado acompanhou uma série de doces conventuais.


Mais uma boa sessão de convívio, comeres e beberes.

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Grupo dos 6 : 148 vinhos provados desde 2017 (IV)

 A crónica de hoje e última dedicada a este tema é sobre os vinhos fortificados provados no âmbito deste grupo de enófilos. Dos 37 (10 Portos, 24 Madeiras e 3 Moscatéis) que vieram à mesa, quase todos saídos da garrafeira do nosso amigo Adelino, 29 (7 Portos, 21 Madeiras e 1 Moscatel) foram por mim classificados com 18,5 ou mais (78,4 % do total de fortificados).

E eles foram:


PORTOS

.Burmester Rio Torto 1900 - 19

.Graham's Vintage 1960- 18,5

.Krohn Vintage 1931 - 18,5+

.Quinta do Noval Vintage 1970 - 18,5

.Taylor's Vintage 1977 - 18,5

.Taylor's 40 Anos - 19

.Tordiz Ultra Reserva  - 18,5+


MADEIRAS

.A. Favila Verdelho 1867 - 19

.Artur Barros e Sousa (ABS) Sercial 1976 - 18,5

.ABS Verdelho Velho 1965 - 19 (2 garrafas)

.ABS Bual Muito Velho 1946 - 18,5+/19 (2 garrafas)

.ABS V.V.  Lote Bual e Malvasia - 18,5+

.ABS Malvasia da Fajã 1934 - 19

.ABS Malvasia 1965 - 18,5

.Blandy Verdelho 1977 - 19

.Blandy Bual 1920 - 19

.Blandy Bual 1977 - 19

.Blandy Terrantez 1975 - 19,5

.Blandy Malvasia 1981 - 19

.Borges Malvasia 1907 - 19,5

.FEM Verdelho Muito Velho - 19,5

.FMA Bual 1964 - 19/19/19,5 (3 garrafas)

.JBF Verdelho 1900 - 19

.Madeira Velho 1913 (garrafeira particular) - 19


MOSCATEL

.Bastardinho 20 Anos - 19


Em destaque:

.15 fortificados com 19 e 3 com 19,5

.Por marcas, a Artur Barros e Sousa (ABS) na frente com 8 eleitos, seguida da Blandy com 5

.Por castas, a Bual com 7, seguida da Verdelho e Malvasia (5 de cada)

terça-feira, 23 de novembro de 2021

Mais alguns espaços de restauração visitados : Nortada, Sabor da Pedra e outros

 1.Nortada - 4,5*

Este restaurante, que eu não visitava há uma série de anos, situa-se na Praia Grande. É um espaço amplo e luminoso, tendo pouco a haver com o passado, com vistas para o mar e muito bem decorado.

O menu é farto, dispondo de 9 entradas, 14 mariscos, 2 sopas, 10 pratos do mar, 9 peixes grelhados, 3 especiais, 2 por encomenda, 6 pratos do campo e 8 sobremesas.

Nesta visita comi:

.creme de marisco (de subir aos céus)

.arroz de peixe com garoupa e gambas

.brownie

Quanto à componente vínica, inventariei 6 espumantes, 4 champanhes, 82 brancos (1 era Colheita Tardia e 4 em formato magnum), 7 rosés, 46 tintos (3 em magnum), 7 Portos e 3 Madeiras. Uma oferta bem pujante, com referências de nomeada e vinhos nada óbvios. Fiquei a saber que a garrafeira foi organizada  pela Mercearia d' Aldeia, situada em Janas (vale a pena visitá-la).

Bebi, a copo, o branco La Rosa Reserva 2019 - com base nas castas Viosinho (60 %), Rabigato, Códega do Larinho e Gouveio; fresco e mineral, notas cítricas e algum vegetal, acidez q.b., algum volume e final de boca (13 % vol.). Nota 17,5.

A garrafa veio à mesa e dada a provar num bom copo Schott.

Serviço despachado e profissional.

No final do repasto um copo de Grahams 10 Anos, uma simpática oferta do Ralf, CEO da empresa alemã Schmidt-Stosberg, que também estava a almoçar e que eu conheço desde os tempos da saudosa Coisas do Arco do Vinho. 


2.Sabor da Pedra - 4,5 *

Situa-se em Alverangel, algures no "Cu de Judas", junto à Barragem de Castelo de Bode. 

Tem uma lista de vinhos impressionante, com todos os tops que se produzem em Portugal. Mais, os tintos estão com temperaturas controladas e os copos e decantadores são todos Riedel, um luxo!

Bebi, a copo, por deferência do dono, o branco Dona Berta Vinha Centenária 2017 (nota 18,5).

Comi uma sopa de peixe divinal, mas não aconselho o peixe do rio.


3.Revolução - 4,5 *

Já reabriu este imperdível espaço de restauração, situado no 1º andar da Associação 25 de Abril.

 O restaurante é público e a porta da rua está aberta (finalmente!).

sábado, 20 de novembro de 2021

Curtas (CXXVIII) : Gastronomia, Livros, TimeOut e nova garrafeira

 1.Festival Nacional de Gastronomia

Já começou no dia 18 este clássico de Santarém que já vai na sua 40ª edição, mas que só termina no dia 28.

Para além das tradicionais tasquinhas, vão estar presentes os chefes Rodrigo Castelo, Ljubomir Stanisic, Noélia e Chakall.

Mais informações em www.festivalnacionaldegastronomia.pt


2.Livros recentes

.João Paulo Martins

"Monção & Melgaço - Guia de Vinhos 2021" que aborda a História da Região e os Melhores do Ano.

.Maria João Almeida

"100 Grandes Vinhos de Portugal" em 2 versões ( em português e em inglês), a prenda perfeita para o Natal.

Mais informações em www.zestbooks.pt.


3.TimeOut Douro

A TimeOut publicou em Outubro, mas ainda está à venda, um nº especial totalmente dedicado ao Douro.

São 114 páginas, onde se pode ler uma curiosa entrevista com o casal de produtores e enólogos Sandra Tavares da Silva e Jorge Serôdio Borges e, ainda, entre outros artigos e informações, "As seculares quintas do Douro" e "Explorar a região vinhateira".

Imperdível!


4.Nova garrafeira

Abriu muito recentemente a garrafeira Nobreza (Rua São Julião, 54), muito bem decorada e com uma oferta criteriosa.

Mais informações em www.garrafeiranobreza.com, embora com alguns erros técnicos.

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Grupo dos 6 : 148 vinhos provados desde 2017 (III)

 A crónica de hoje é dedicada aos tintos provados no âmbito deste grupo de enófilos. Dos 63 provados, 32 foram classificados por mim com 18,5 ou mais (50,8 % do total de tintos postos à prova).

E eles foram:


.Antónia Adelaide Ferreira 2008 (Douro) - 18,5

.BOCA 2004 (Douro) - 18,5

.CV 2005 (Douro) - 18,5+

.Ferreirinha Reserva Especial 2009 (Douro) - 18,5

.Kopke Vinhas Velhas 2010 (Douro) - 18,5

.Legado 2011 (Douro) - 19

.Legado 2015 (Douro) - 18,5+

.Noval 2008 (Douro) - 18,5+

.Pintas 2011 (Douro) - 18,5+

.Qtª Crasto Vinha Maria Teresa 2011 (Douro) - 19

.Qtª Crasto Vinha da Ponte 2007 (Douro) - 18,5+

.Qtª da Leda 2000 (Douro) - 18,5

.Qtª da Romaneira 2004 (Douro) - 18,5

.Qtª Vale D. Maria Vinha Francisca 2014 (Douro) - 18,5

.Qtª Vale Meão 2008 (Douro) - 18,5+

.Qtª Vale Meão 2011 (Douro) - 18,5

.Real Companhia Velha Síbio 2014 (Douro) - 18,5

.Touriga Chã 2011 (Douro) - 18,5+

.Três Bagos Grande Escolha 2008 (Douro) - 18,5

.Casa da Passarella Vinhas Velhas 2008 (Dão) - 18,5

.Qtª da Falorca Garrafeira 2007 (Dão) - 18,5

.Qtª da Falorca Garrafeira 2009 (Dão) - 18,5+

.Qtª da Falorca Garrafeira 2011 (Dão) - 18,5+

.Qtª da Falorca Lagar Reserva 2010 (Dão) - 18,5

.Pai Abel 2009 (Bairrada) - 18,5

.Pai Abel 2011 (Bairrada) - 18,5+/18,5 (2 garrafas) 

.Qtª do Ribeirinho Baga Pé Franco 2007 (Bairrada) - 18,5

.Vinha Pan 2011 (Bairrada) - 18,5

.Gloria Reynolds 2009 (Alentejo) - 18,5

.Procura 2011 (Alentejo) - 18,5

.Viña Tondonia Reserva 2004 (Espanha) - 18,5


É de referir:

.A forte presença do Douro com 19 eleitos (59,4 % do total)

.A boa prestação das Beiras (Dão e Bairrada) com 10 eleitos (5 de cada e 31,3 % do total)

.Por anos de colheita, o podium ficou para 2011 (34,4 % do total), seguido à distância pela 2008 (15,6 %)

.Quanto às empresas produtoras, vem a Sogrape à cabeça (mais uma vez), logo seguida pela Quinta da Falorca.

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Grupo FJF (24ª sessão) : surpresas na Península de Setúbal

 Esta última sessão foi da responsabilidade do João que trouxe vinhos da sua garrafeira (1 branco, 2 tintos e 1 fortificado) e escolheu o restaurante Lugar Marcado já nosso conhecido e de reconhecida qualidade, não só nos tachos (Chefe Sandra), como na sala e respectivo serviço de vinhos (Fátima, a proprietária). Para que não digam que estou a ser parcial, leiam o que disse o blogue Joli (tenho um link para ele).

Após este intróito, vamos aos factos:


O almoço começou com a prova de 3 belíssimos azeites, a saber e segundo os meus critérios:

.Azête da Figueirinha (5 pontos em 5)

.Principal (4,5)

.Qtª Seara d' Ordens (4)

Quanto aos vinhos, desfilaram:


.Monte da Carochinha Arinto Reserva 2000 (V. R.Setúbal) - nariz  positivo, presença de citrinos e fruta de caroço, acidez acentuada, notas amanteigadas, algum volume e final de boca extenso (12,5 % vol.).

É um branco desconhecido, mas que nos cativa de imediato. Uma grande surpresa. Nota 17,5.

Este vinho acompanhou chamuças de bacalhau, folhado de Chaves e berbigão.


.Pegos Claros Grande Escolha 2016 DOC Palmela (garrafa nº 10443/12346) - com base na casta Castelão em vinha centenária, estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês; algo aberto de cor, aroma discreto, alguma acidez, ainda com fruta vermelha, notas especiadas com a pimenta em evidência, taninos de veludo, algum volume e final de boca muito longo (13,5 % vol.). Complexo e muito elegante, a beber nos próximos 7/8 anos. Nota 18,5.


.Leo d' Honor 2013 DOC Palmela - com base na casta Castelão, estagiou 18 meses em barricas de acrvalho francês; aroma mais intenso, presença de fruta preta e algum vegetal, acidez nos mínimos, notas especiadas e achocolatadas, taninos agressivos, algum volume e concentração e final de boca longo (14,5 % vol.). Gastronómico, a beber nos próximos 2/3 anos. Nota 18.

Estes 2 tintos maridaram com caril de gambas (o branco harmonizou melhor) e pá de borrego com milho frito.


.J. M. S. Moscatel de Setúbal Superior 1998 - presença de frutos secos, alguma acidez, notas iodadas, taninos dóceis, algum volume e final de boca. Excessivamente doce, torna-se enjoativo. Nota 17,5.

Este fortificado casou com bolo rançoso e surpresa de limão.


Mais uma boa sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado João!

sábado, 13 de novembro de 2021

Grupo dos 6 : 148 vinhos provados desde 2017 (II)

 A crónica de hoje é dedicada aos brancos. Dos 47 vinhos postos à prova, classifiquei 22 com 18 ou mais (46,8 % do total).

E eles foram:


.Anselmo Mendes Curtimenta Alvarinho 2012 (V. Verdes) - 18

.Portal do Fidalgo Alvarinho Reserva 25 Anos 2015 (V. Verdes) - 18

.Regueiro Alvarinho Barricas 2017 (V. Verdes) - 18

.Soalheiro Alvarinho 2011 * (V.Verdes) - 18

.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2010 (V.Verdes) - 18

.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2011 * (V. Verdes) - 18

.Soalheiro Alvarinho Reserva 2012 (V.Verdes) - 18,5

.Soalheiro Alvarinho Reserva 2014 (V. Verdes) - 18,5 (2 garrafas)

.Lacrau Garrafeira 2011 (Douro) - 18

.Poças Branco da Ribeira 2018 (Douro) - 18

.Vértice Grande Reserva 2009 (Douro) - 18 

.Pedra Cancela Intemporal 2012 (Dão) - 18,5

.Porta dos Cavaleiros Reserva Seleccionada 1979 (Dão) - 18

.Porta dos Cavaleiros Reserva Seleccionada 1984 (Dão) - 18,5

.Villa Oliveira Vinha Províncio 2012 (Dão) - 18

.Qtª das Bageiras Garrafeira 2015 * (Bairrada) - 18

.Pai Abel 2012 (Bairrada) - 18

.Poço do Lobo Arinto 1994 (Bairrada) - 18

.Série Impar Sercialinho 2017 (Bairrada) - 18

.5ª de Mahler 2000 (Tejo) - 18

.Terrenus Vinha da Serra 2014 (Alentejo) - 18  

* - garrafas magnum


É de referir:

.O peso da Região Vinhos Verdes com 9 eleitos, dos quais 6 da marca Soalheiro

.A  posição dos brancos das Beiras (Dão e Bairrada) com 8 eleitos (4 de cada Região)

.Os 4 brancos do século XX, ainda cheios de saúde

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Grupo dos 6 : 148 vinhos provados desde 2017 (I)

 Este grupo de enófilos (Adelino Sousa, Juca, João Quintela, José Rosa, Frederico Oom e eu) constitui-se à mesa do Via Graça para provar uma garrafa do mediático Blandy's Bual 1920, simpaticamente oferecida pelo Frederico. Desta 1ª sessão dei oportunamente conhecimento na crónica "Almoço com Bual 1920 e outra pingas de eleição".

Até ao princípio deste mês tinham sido realizadas 25 sessões. Para memória futura estes convívios de comeres e beberes decorreram em diversos espaços de restauração, com predomínio do Magano (15 vezes), seguido do Via Graça (4), Comendador Silva (2) e Casa da Dízima, Enoteca de Belém, As Colunas e Lugar Marcado (1 cada).

Dos 148 vinhos provados, 1 era champanhe, 47 brancos, 63 tintos e 37 fortificados (10 Portos, 24 Madeiras e 3 Moscatéis). Destes, 28 sairam da garrafeira do Adelino, 26 da minha e outros 26 do Frederico, 25 do João, 23 do J. Rosa e 20 do Juca.

Dos vinhos provados, entraram no meu quadro de honra 83 (56 % do total) classificados com 18 ou mais os brancos e com 18,5 ou mais os tintos e os fortificados.

Destes eleitos, 22 eram brancos, 32 tintos e 29 fortificados (7 Portos, 21 Madeiras e 1 Moscatel). Dos vinhos tranquilos, por Região, 9 eram Vinhos Verdes, 22 Douro, 9 Dão, 9 Bairrada, 1 Tejo, 3 Alentejo e 1 estrangeiro (Espanha).

De sublinhar:

.o peso dos vinhos do Douro nos tranquilos

.idem para os Madeiras nos fortificados.

.a subida de qualidade dos brancos (26,5 % do total dos eleitos)

Em próximas crónicas, passarei a inventariar os vinhos eleitos para o meu quadro de honra (brancos, tintos e fortificados).

terça-feira, 9 de novembro de 2021

Curtas (CXXVII) : Néctar das Avenidas, Escolha da Imprensa, Sabores do Campo e Semana Gastronómica do Vinho

 1.Garrafeira Néctar das Avenidas

É já no próximo dia 25 que a Néctar das Avenidas comemora o seu 10º aniversário. Não é segredo que eu sou amigo dos donos (Sara e João Quintela), mas isso não condiciona o que penso deles e do seu projecto, nem me tolda o raciocínio.

Para já é um facto indesmentível que é a única garrafeira no país que trabalha o vinho em profundidade e em permanência, quer através de provas alargadas (Bairradão, Lisboa, Tejo, Vinhos Madeira,...) quer organizando jantares vínicos periódicos ou visitas a produtores.

Por outro lado, esta louvável faceta da Néctar das Avenidas foi publicamente reconhecida pela revista Vinho - Grandes Escolhas (GE), ao atribuir-lhe o prémio da Melhor Garrafeira. Ainda no seu nº de Outubro, a GE publicou uma reportagem sobre os vinhos Poejo d' Algures, nascidos da colaboração do João Quintela (e do Pedro Garcia) com alguns produtores e enólogos afamados, sendo a sua venda um exclusivo da garrafeira.

A quebrar a unanimidade nos elogios à Néctar das Avenidas, destaca-se negativamente o Anibal Coutinho, o promotor dos prémios W, que nem sequer a seleccionou para as 10 lojas nomeadas para o prémio "Garrafeira do Ano", em 2 anos seguidos!

O meu desabafo pode ser lido na crónica "As contradições dos Prémios W atribuidos pelo Anibal Coutinho".


2.Painel da Imprensa

Recentemente tomei  parte do painel "Escolha da Imprensa", com outros colegas bloguistas e representantes de alguma imprensa. A prova decorreu nas instalações da Grandes Escolhas e estava francamente bem organizada. Calharam-me 29 vinhos, alguns dos quais muito jóvens e parecidos uns com os outros. Só chegado ao 29º (pareceu-me um Moscatel) é que desabafei "este levava-o para a tal ilha deserta"!


3.Sabores do Campo à Mesa

A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira voltou a organizar mais uma jornada gastronómica. Até ao final do mês pode-se almoçar ou jantar um menu tipicamente ribatejano (torricado de bacalhau assado ou canja à vilafranquense, entre outros) em 22 restaurantes aderentes.

Mais informações sobre os restaurantes em cm-vfxira.pt.


4.Semana Gastronómica do Vinho

Decorre em Beja até ao dia 14 a Semana Gastronómica do Vinho, organizada pela Câmara Municipal de Beja. Entre outras actividades, destaque para o Jantar Vínico no dia 11, com vinhos da Herdade dos Grous, Herdade da Malhadinha, Adega Mayor e Adega Cooperativa da Vidigueira.

Mais informações em www.cm-beja.pt.

sábado, 6 de novembro de 2021

Vinhos em família (CXXVII) : 1 branco de eleição e mais outras boas pingas

 Provados mais 6 vinhos em família (4 com notas de prova e 2 apenas com a classificação), com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega.

E eles foram:


.Pedra Cancela Intemporal 2014 (garrafa nº 823/1900) - com base na casta Encruzado, repousou na cave 6 anos (!) antes de ser comercializado; sem ponta de oxidação e ainda cheio de juventude, presença de citrinos, fruta de caroço e melão, algum floral, acidez equilibrada, notas glicerinadas, algum volume e final de boca envolvente (13,5 % vol.). Na linha do 2012, é um dos brancos mais interessantes produzidos em Portugal. Puro souplesse! Nota 18,5.


.Poejo d' Algures Reserva 2014 (produzido pela Wine & Soul em colaboração com Pedro Garcia e João Quintela, é um exclusivo da Garrafeira Néctar das Avenidas); com base em vinhas velhas, estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês; ainda com muita fruta vermelha, notas de esteva e especiadas, acidez equilibrada, taninos civilizados, volume e final de boca assinaláveis. Fino e complexo, foi recentemente elogiado na revista Grandes Escolhas. A beber nos próximos 7/8 anos. Nota 18.


.Dona Maria Grande Reserva 2014 - 93 pontos na Wine Enthusiast e 92 no Parker; com base nas castas Alicante Bouschet, Touriga Nacional, Petit Verdot e Syrah, estagiou 1 ano em barricas novas de carvalho francês; ainda com muita fruta vernmelha, alguma frescura, acidez no ponto, notas especiadas, taninos de veludo, algum volume e final de boca longo. Elegante e envolvente, a beber nos próximos 5/6 anos. Nota 18.


.Sandeman 30 Anos (engarrafado em 2016) - 96 pontos na Decanter; presença de frutos secos, citrinos e fruta de caroço, notas balsâmicas e especiadas, acidez equilibrada, algum iodo e caril, taninos bem presentes, algum volume e final de boca muito longo. Nota 18,5.


.Fonte do Ouro Reserva Especial Encruzado 2019 - 18

.Alorna Arinto & Chardonnay 2019 - 17,5

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Outubro 2013 : o que aconteceu aqui há 8 anos

 Das 13 crónicas publicadas no decorrer de Outubro 2013, destaco estas 3:


."Jantar Casa de Santar"

Recordando o 28º jantar vínico organizado pela Garrafeira Néctar das Avenidas. Decorreu no restaurante da Ordem dos Engenheiros e contou com a presença de Osvaldo Amado, o enólogo responsável pelos vinhos daquele produtor.


."Novo Formato+ (13ª sessão)"

Recordando uma sessão histórica, onde foram provados às cegas 4 tintos de 2004, onde estava o afamado Barca Velha. Só que, perante a surpresa dos participantes, o vencedor foi o Quinta da Falorca Garrafeira. E esta?

Os vinhos sairam todos da minha garrafeira e o repasto decorreu na saudosa Enoteca de Belém.


."Lisboa Restaurant Week (LRW)"

Recordando os bons tempos em que se podia usufruir de uma refeição num restaurante de topo, pagando apenas 20 € (19 € para o restaurante e 1 € para causas sociais).

Esta crónica refere as minhas experiências no Flores (o restaurante do Hotel do Bairro Alto) e no saudoso Assinatura.  Em 2013 não classificava os restaurantes, mas se o fizesse atribuiria 3,5* ao Flores e 4,5* ao Assinatura.