Este grupo de enófilos, desfalcado de 2 elementos (faltas justificadas) reuniu no restaurante Lagar do Xisto, já aqui referido. A componente gastronómica, da escola do Magano, mostrou-se mais uma vez à altura dos acontecimentos. Pena é que a televisão se mantenha ligada. Embora sem som , é sempre um factor de distração.
Desfilaram:
.Titan of Douro Vale dos Mil 2017 (garrafa nº 251/1428 levada por mim) - enologia de Luis Leocádio; com base em vinhas velhas, estagiou 16 meses em barricas de carvalho francês; presença de citrinos e fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, algum vegetal, volume e final de boca consideráveis (13,5 % vol.). Gastronómico e cheio de personalidade. Nota 18,5.
Este branco harmonizou com uma série de entradas (queijo fresco, empadinhas, cogumelos recheados, camarão ao alho, paio fatiado e ovos mexidos com farinheira) e um arroz de carabineiros.
.Luis Pato Vinha Barrosa Vinhas Velhas 2008 (levada pelo João) - com base na casta Baga; fresco, ainda co fruta vermelha, acidez pronunciada, notas vegetais e especiadas, taninos civilizados, algum volume e final de boca muito longo. Ainda cheio de juventude, deve ser consumido dentro de 7/8 anos. Nota 18,5.
.Casa de Saima Garrafeira Baga 2008 (levada pelo Frederico) - com base na casta Baga, estagiou 4 anos em tonéis de madeira; vinoso, ainda com muita fruta preta, acidez nos mínimos, especiado, taninos de veludo, algum volume e final de boca longo (13,5 % vol.). Gastronómico, mas cansativo. A beber nos proóximos 4/5 anos. Nota 17,5.
Estes 2 tintos maridaram com um tornedó no forno.
.Dalva Vintage 2000 (levada pelo Juca) - nariz discreto, ainda com fruta, alguma acidez e frescura, taninos dóceis, volume e final de boca médios. Muito unidireccional. Nota 16,5.
Este fortificado acompanhou uma série de doces conventuais.
Mais uma boa sessão de convívio, comeres e beberes.