quinta-feira, 26 de março de 2026

Novo Formato+ (52ª sessão) : 18,5 a nota mais baixa em 8 vinhos

 Esta última sessão foi da minha responsabilidade, tendo voltado a escolher a Taberna Albricoque. O  almoço voltou a decorrer na sala nobre reservada para nós. O chefe Bertílio Gomes escolheu um menu ajustado aos vinhos que levei (1 Madeira, 3 brancos Alvarinho, 3 tintos Douro 2015 e 1 Tawny 30 Anos). Estava tudo saborosíssimo.

Na sala o Nelson voltou a vestir a "farda" de escanção e praticou um serviço de vinhos de 5 *. Sem eles este evento teria sido mais pobre. Obrigado aos 2!

Quanto à composição do grupo, o casal Adelino/Carlota não poude comparecer, tendo participado o casal José Luis Azevedo (enófilo activo e filho do Juca)/Anabela.  


Desfilaram (não havendo a necessária concentração por minha parte, limito-me a pôr o respectivo CV e a classificá-los): 

.Artur Barros e Sousa Terrantez 1979 com amêndoas fritas e flor de sal - foi o vinho bebido na recepção dos convidados, ainda antes de irmos para a mesa. Nota 18,5+.


.QM Patriam nº 2 (lote 2028, 2020, 2021 e 2022) - 19 e TOP 30 na Grandes Escolhas (GE) e 94 na Revista de Vinhos (RV). Nota 18,5.

.Anselmo Mendes A Torre 2019 - 19,5 e TOP 30 na GE, TOP 30 na RV, e 96 pontos pelo James Suckling e no Parker. Nota 18,5+.

.Regueiro Jurácico III (lote 2010, 2011 e 2012) - 96 na RV. Nota 19.

Estes 3 brancos harmonizaram com:

.pão Bio com tiborna de uvas, laranja e morcela vegetal

.lula dos Açores com mexilhões

.pastel de massa tenra de perdiz


.Manoella Vinha do Alecrim - 19,5 na GE e 96 na RV. Nota 18,5.

.Domingos Alves de Sousa Reserva Pessoal (para mim a grande surpresa da jornada)- 19 e TOP 30 na GE e 96 e TOP 30 na RV . Nota 19,5.

.Legado - 19 na GE. Nota 19.

Estes 3 tintos maridaram com:

.bacalhau à Zé do Pipo versão Albricoque

.cabrito estonado com arroz de forno


Porto Sandeman 30 Anos - 95 na Wine Spectator e na Decanter, 94 na Wine Enthusiast. Nota 19.

Este fortificado acompanhou pão de ló com sorvete de tangerina.


Resumindo e concluindo foi mais uma jornada histórica de convívio, comeres e beberes!

terça-feira, 24 de março de 2026

Os Óscares do Vinho (2025)

1.Introdução 

Voltaram a ser atribuídos os famosos Óscares do Vinho, os 30 Excelência da Revista de Vinhos (RV)  em Fevereiro e os TOP 30 da Grandes Escolhas (GE) em Março.

Destes 60 eleitos apenas 2 coincidiram nos prémios de ambas as revistas:

.Anselmo Mendes A Torre 2019

.Quinta do Noval Nacional 2023


2.Por tipo de vinho

Os 30 Excelência da RV dividiram-se em 8 brancos, 15 tintos e 7 fortificados (1 Porto Vintage, 1 Tawny 80 Anos, 1 Colheita Branco, 2 Vinhos Madeira, 1 Moscatel de Setúbal e 1 Carcavelos).

Quanto à GE o TOP 30 contemplou 7 brancos, 18 tintos e 5 fortificados (1 Porto Vintage, 3 Tawnies de Idade e 1 Vinho Madeira).


3.Por Região

.Vinhos Verdes - 5 (2 da RV e 3 da GE)

.Douro - 16 (5 da RV e 11 da GE)

.Dão - 4 (3 da RV e 1 da GE)

.Bairrada - 5 (3 da RV e 2 da GE)

.Beira Interior - 1 (da RV)

.Lisboa - 2 (1 de cada)

.Tejo - 2 (1 de cada)

.Península de Setúbal - 1 (da GE)

.Alentejo - 8 (3 da RV e 5 da GE)

.Algarve - 1 (da RV)

.Açores - 1 (da RV)

.Madeirense - 1 (da RV)

.IVV - 1 (da RV)


4.Por preço

4.1.Brancos

Os preços dos vinhos premiados pela RV variam entre os 25 € do Ameal Reserva 2023 e os 203 € do Vinha dos Ultras 1º Jeirões 2023.

Quanto à GE os eleitos variam entre os 55 € do A Torre 2019 e os 100 € do Quinta da Rede Reserva da Família 2019.

4.2.Tintos

Os premiados pela RV variam entre os 24 € do Quinta da Serradinha Baga 2020 e os 270 € do Luis Pato Pé Franco das Valedas 2019.

Quanto à GE os eleitos variam entre os 34 € do Reynolds Grande Reserva 2021 e os 350 € do Pera Manca 2019. 

4.3.Fortificados

.Os premiados pela RV variam entre os 200 € do Carcavelos Quinta da Belavista e os 1770 € do D' Oliveiras Terrantez 1890.

Quanto à GE os eleitos variam entre os 380 € do Justino' s Cercial 50 Anos e os 1200 € do Quinta do Noval Nacional Vintage 2023.


E, para o ano, há mais!

quinta-feira, 19 de março de 2026

Grupo Ad-hoc (22ª sessão)

Este grupo de constituição aleatória reuniu recentemente no Belmiro. Boa comida de tacho, serviço profissional, mesas bem aparelhadas, guardanapos de pano, bons copos Schott, mas TV ligada embora sem som. Para quê?


Desfilaram, às cegas:

.Visceral Wines Pinot Gris 2023 (garrafa levada pelo João) - vinho branco de Lisboa com base na casta Pinot Gris (100 %); cítrico e mineral, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca longo (12 % vol.). complexo e gastronómico. Uma boa surpresa! Nota 18,5.


.Quinta de Santiago Rascunho Alvarinho 7ª edição 2019 (garrafa nº 796/1716 levada por mim) - com base na casta Alvarinho (100 %), estagiou 13 meses em barricas de carvaho francês usadas e mais 6 meses em garrafa; presença de citrinos e fruta de caroço, acidez crocante e algum amanteigado, volume e final de boca de registar (13 % vol.). Fresco e elegante. Nota 18,5.

Estes 2 brancos harmonizaram com as entradas (queijo fresco, cogumelos, paté, empadas e ovos à Belmiro) e uma perdiz estufada com couve lombarda e puré de batata.


.Mouchão Tonel 3-4 2003 (garrafa nº 3202 levada pelo J. Rosa) - com base na casta Alicante Bouschet (100 %), estagiou 24 meses nos tonéis 3 e 4 de carvalho português; ainda com muita fruta vermelha, acidez q.b., algum especiado, taninos bem presentes mas civilizados, estrutura e final de boca muito longo (14,5 % vol.). Fresco e complexo, a consumir  nos próximos 8 a 10 anos. Fresco, complexo e ainda cheio de juventude. Nota 18,5+.

Este tinto maridou com a perdiz (mal) e uma barriga de leitão (bem).


.Vinho do Porto Oiro da Cepa Reserva Particular da Quinta Tarrio (levada pelo Arménio) - Um Porto da Real Companhia Velha; presença de frutos secos, alguma acidez e doçura, muito especiado, algum volume e final de boca extenso. Uma curiosa raridade. Nota 17,5.

Este fortificado acompanhou um pijama de sobremesas.


A fechar: foi mais uma boa sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado a todos. 

terça-feira, 17 de março de 2026

Grupo dos 3 (103ª sessão) : Pai Abel branco e tinto em grande forma

 Esta última sessão deste grupo de enófilos da linha dura foi da minha responsabilidade. Escolhi, uma vez mais, o Lugar Marcado. O habitual : a Sandra inspiradíssima nos tachos e a Fátima a praticar um serviço de vinhos de 5 *. Bons copos Schott na mesa.


O repasto iniciou-se com a habitual prova de azeites:

.Quinta da Romaneira - 5

.Herdade Vale Feitoso - 4,5

.Sentidos (Algarve) - 4


Os vinhos da minha garrafeira, previamente decantados, foram provados às cegas:

.Pai Abel 2022 branco - com base nas castas Bical e Maria Gomes; nariz intenso, cítrico e mineral, equilibrio acidez/gordura, muito bem o volume e o final de boca (13 % vol.). Complexo e muito gastronómico. Nota 18,5+.

Este branco maridou com chamuças de bacalhau, croquetes de carne, lulas à algarvia, tomatada de feijão com farinheira e caril de camarão.


.Pai Abel 2017 tinto - TOP 30 e 19 na Grandes Escolhas; com base nas castas Baga (80 %) e Touriga Nacional (20 %); ainda com muita fruta preta, boa acidez, algum especiado, taninos bem presentes mas civilizados, boa estrutura e final de boca muito longo (15 % vol.). Complexo e muito elegante, a consumir nos próximos 12 a 14 anos. Nota 19.

Este tinto harmonizou com a tomatada, caril de camarão e presa de porco preto.


.Villa Oeiras 12 Anos Tinto Carcavelos - com base nas castas Castelão e Trincadeira, estagiou 12 anos em barricas de carvalho francês e português; alguma doçura e acidez, presença de frutos secos e especiarias, bom volume e final de boca. Nota 18.

Este generoso acompanhou bolo rançoso.


A terminar, foi mais uma boa sessão de convívio, comeres e beberes.

quinta-feira, 12 de março de 2026

Taberna da Esquina e outros espaços de restauração

 1.Taberna da Esquina - 4,5*

Cozinha aberta, sala cheia e ruidosa, 2 esplanadas (interior e exterior) e TV ligada embora sem som. Para quê? Ainda por cima apanhei com o Ventura à chegada e com o Passos Coelho à saida. Uf! 


Na ementa consta:

.Entradas - 14 (de 7 a 14,50 €)

.Queijos e enchidos - 6 (de 5,50 a 14 €)

.Sandes e salgados - 7 (de 1,80 a 11,50 €)

.Peixe - 10 (13,50 a 25 €)

.Carne - 9 (de 12,50 a 24,50 €)

.Sobremesas - 10 (de 1,20 a 4,90 €)

Desta oferta alargada, optei por 1 entrada (pastel de massa tenra com choco e camarão, delicioso) e por 1 prato (pataniscas de bacalhau com arroz de tomate, uma dose generosa mas que não me convenceu) 


Quanto à componente vínica, inventariei 3 espumantes, 3 champanhes, 31 vinhos brancos, 3 rosés, 30 tintos, 7 Vinhos do Porto, 3 Vinhos Madeira e 2 Moscatéis. Carta de vinhos francamente acima da média, com algumas referências nada óbvias, mas os vinhos verdes mal referenciados.

Mais, armário térmico para controlo da temperatura dos tintos, o que se aplaude.

Optei por 1 copo do branco 3 Bagos Reserva 2022. A garrafa veio à mesa e dada a provar num copo adequado e servida uma dose generosa. Fresco, cítrico e mineral, boa acidez e final de boca de referir. Nota 17.


2.Outros espaços de restauração, classificados de 1 a 5 * :

Com 5

.Contemporâneo Food & Wine (MACAM) (a)

.Lugar Marcado

.Magano

.Prova-Enoteca

.Salsa & Coentros

.Sauvage CCB

Com 4,5

.Belmiro

.Marisqueira de Algés

.Mesa do Alfaiate (Golden Lisbon Hotel)

.O Mercado (Rosa Agulhas)

.Sebastião (Hotel da Baixa)

.Swaagat (indiano)

.O Rio

.Relento (Algés)

Com 4

.Café do Chiado

.Galão

.Nortenha (Algés)

.Kaprixu (indiano)

.Le Petit (Algés)


(a) - chumbado por ter aderido à malfadada e ofensiva pressão da gratificação, moda importada pelos EUA

quinta-feira, 5 de março de 2026

Grupo dos 6 (43ª sessão)

 Esta última sessão com este grupo de enófilos decorreu no Magano. Boa comida de tacho e copos Spiegelau topo de gama em cima da mesa.


Desfilaram, às cegas:

.Quinta das Bageiras Garrafeira 2018 branco (garrafa nº 2229 levada pelo João e previamente decantada) - com base nas castas Maria Gomes e Bical em vinhas velhas, estagiou 10 meses em tonel usado; cítrico e mineral, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca longo (14 % vol.). Gastronómico. Nota 18.


.Doravante Arinto Edição Especial 2017 (garrafa levada por mim e previamente decantada) - com base na casta Arinto (100%) em vinha centenária, estagiou 9 meses em cascos de carvalho; nariz afirmativo, cítrico e mineral, acidez vibrante, notas ligeiramente amanteigadas, algum volume e final de boca extenso (12 % vol.). Muito elegante e uma excepcional relação preço/qualidade. Nota 18,5+.


.Casa da Passarella O Fugitivo 2016 (garrafa nº 1247/1970 levada pelo Juca) - com base  nas castas Bical, Encruzado , Terrantez e Uva-Cáo, estagiou 1 ano em barricas usadas; oxidação nobre, alguma acidez e fruta de caroço, volume e final de boca médios (13 % vol.). Correcto. Nota 17,5.

Estes 3 brancos harmonizaram com as entradas (queijo fresco, salada de polvo, pastéis de massa tenra e peixinhos da horta) e um atum fatiado com legumes.


.Quinta da Manoella Vinhas Velhas 2014 (levada pelo J.Rosa) - 92 pontos na Wine Spectator e na Decanter e Grande Ouro na Revista de Vinhos; com base em vinhas muito velhas, estagiou  22 meses em barricas de carvalho francês; ainda com fruta vermelha, acidez no ponto, algum especiado, taninos presentes mas civilizados, boa estrutura e final de boca persistente (14 % vol.). Fresco e elegante, a consumir nos próximos 10 a 12 anos. Nota 18,5.


.Legado 2014 (levada pelo Frederico) - com base em vinhas ancestrais estagiou durante 2 anos em barricas novas de carvalho francês; ainda com fruta preta, acidez q.b., notas de chocolate e outras especiarias, taninos bem presentes e comportados, bom volume e final de boca longo (14 % vol.). Muito complexo e gastronómico, a consumir nos próximos 8 a 10 anos. Nota 19.

Estes 2 tintos maridaram com uma vitela no forno.


.Niepoort Vintage 1997 (levada pelo José Luis) - 96 pontos na Wine Spectator e 97 pelo James Suckling; muito frutado. bela acidez, taninos domados, doçura equilibrada, volume e final de boca de referir. Nota 18.

Este fortificado acompanhou um pijama de sobremesas.


A terminar, foi mais uma grande sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado a todos!

terça-feira, 3 de março de 2026

Grupo FJF (48ª sessão)

 Esta última sessão foi da responsabilidade do João que levou 5 vinhos (2 brancos, 2 tintos e 1 fortificado) e escolheu o Salsa & Coentros. Boa comida de tacho, bom serviço e copos Riedel na mesa (um luxo!).

Desfilaram, às cegas:

.Quinta das Maias Verdelho 2002 - alguma oxidação nobre, fruta de caroço, notas meladas, alguma acidez, volume e final de boca (13 % vol.). Muito gastronómico. Nota 17,5.


.Belondrade Y Lurton (Rueda) - 94 pontos no Parker; com base na casta Verdejo (95 %) e outras, estagiou 9 meses em barricas de carvalho francês; cítrico e mineral, equilibrio acidez/gordura, boa estrutura e final de boca longo (14 % vol.). Fresco e elegante. Nota 18,5.

Estes 2 brancos harmonizaram com as entradas (queijo fresco, empadas, presuntoe migas de batata com com ovos à Salsa & Coentros) e filetes de peixe galo com arroz de grelos.


.Quinta de Lemos Touriga Nacional 2015 (1 das 18900 garrafas) - com base na casta Touriga Nacional (100%), estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês); ainda com fruta vermelha, acidez q.b., algo especiado, taninos bem presentes mas civilizados, bom volume e final de boca muito longo (14 % vol.). Complexo e gastronómico, a consumir nos próximos 8 a 10 anos. Nota 18,5.


.Quinta da Touriga Chã 2012 - Medalha de Ouro na Decanter; com base nas castas Touriga Franca (15%)  e Touriga Nacional (85%), estagiou 15 meses em barricas de carvalho francês; ainda com muita fruta, acidez no ponto, especiado, taninos afirmativos, bem estruturado e final de boca extenso (14,5 % vol.). Fresco e elegante, a consumir nos próximos 10 a 12 anos. Nota 18,5+.

Estes 2 tintos maridaram com bife do lombo e batatas fritas.


.Artur Barros e Sousa Reserva Seco (engarrafado em 2001) - presença de frutos secos, vinagrinho, algum especiado,  bom volume e final de boca interminável. Complexo e austero. Nota 19.

Este fortificado acompanhou bolo de chocolate.


Mais uma boa sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado João!