Cozinha Velha - 4,5 *
A Cozinha Velha é o restaurante da Pousada de Queluz que conheço há uma série de anos e com a qual mantive uma relação de amor e ódio.
No passado, na minha qualidade de responsável pelos vinhos da loja Coisas do Arco do Vinho e a pedido de clientes nossos que trabalhavam na Pousada, em 1998 ou 1999, colaborei na elaboração da carta de vinhos para a Cozinha Velha, da qual ainda possuo um exemplar. É uma diversão, passados mais de 20 anos, ver os preços ainda em escudos de alguns vinhos seleccionados para aquele restaurante. Por exemplo, Barca Velha 1985 a 25000 escudos (cerca de 125 €!).
Mas, com a mudança dos responsáveis passados alguns anos, as coisas azedaram, conforme se pode ver nas crónicas publicadas neste blogue:
."As contradições do Grupo Pestana"
Mas, voltando ao presente, é um prazer comer no antigo espaço das cozinhas do Palácio de Queluz. Pelo menos uma vez na vida é obrigatório ir lá almoçar ou jantar.
Quanto à ementa registei, para além do couvert, 5 entradas, 2 pratos de peixe, 3 de carne, 1 vegetariano e 5 sobremesas. Ementa demasiado curta, mas com boas ofertas.
Comemos (tudo saboroso e bem apresentado):
.Entrada (Partilha com pataniscas, croquetes e peixinhos da horta)
.Linguado frito com arroz de berbigão
.Pudim de marfim
Quanto à componente vínica, inventariei 3 espumantes (1 a copo), 4 champanhes, 11 brancos, (2), 1 rosé, 16 tintos (3), 4 Portos, 1 Madeira e 1 Moscatel. Algumas boas referências, mas sem os anos de colheita, o que se lamenta.
Optei por um copo do branco Porrais 2020 - cítrico, notas tropicais, acidez no ponto, algum volume e final de boca extenso. Gastronómico. Nota 17.
A garrafa veio à mesa, dada a provar num bom copo C & S e servida uma quantidade generosa.
Serviço eficiente, profissional e simpático.
Quando chegámos a música, por sinal bem foleira (fazia sentido num espaço destes passarem música clássica), estava muito alta, mas baixaram-na a pedido.
Apesar de algumas contradições, é obrigatório conhecer este espaço.
Eu tenciono voltar. Pazes feitas!