quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Mais 1 espaço de restauração visitado/revisitado : Cozinha Velha

 Cozinha Velha - 4,5 *

A Cozinha Velha é o restaurante da Pousada de Queluz que conheço há uma série de anos e com a qual mantive uma relação de amor e ódio.

No passado, na minha qualidade de responsável pelos vinhos da loja Coisas do Arco do Vinho e a pedido de clientes nossos que trabalhavam na Pousada, em 1998 ou 1999, colaborei na elaboração da carta de vinhos para a Cozinha Velha, da qual ainda possuo um exemplar. É uma diversão, passados mais de 20 anos, ver os preços ainda em escudos de alguns vinhos seleccionados para aquele restaurante. Por exemplo, Barca Velha 1985 a 25000 escudos (cerca de 125 €!).

Mas, com a mudança dos responsáveis passados alguns anos, as coisas azedaram, conforme se pode ver nas crónicas publicadas neste blogue: 

."As contradições do Grupo Pestana"

."Almoço na Cozinha Velha"

."O Grupo Pestana retalia"

Mas, voltando ao presente, é um prazer comer no antigo espaço das cozinhas do Palácio de Queluz. Pelo menos uma vez na vida é obrigatório ir lá almoçar ou jantar.

Quanto à ementa registei, para além do couvert, 5 entradas, 2 pratos de peixe, 3 de carne, 1 vegetariano e 5 sobremesas. Ementa demasiado curta, mas com boas ofertas.

Comemos (tudo saboroso e bem apresentado):

.Entrada (Partilha com pataniscas, croquetes e peixinhos da horta)

.Linguado frito com arroz de berbigão

.Pudim de marfim   

Quanto à componente vínica, inventariei 3 espumantes (1 a copo), 4 champanhes, 11 brancos, (2), 1 rosé, 16 tintos (3), 4 Portos, 1 Madeira e 1 Moscatel. Algumas boas referências, mas sem os anos de colheita, o que se lamenta.

Optei por um copo do branco Porrais 2020 - cítrico, notas tropicais, acidez no ponto, algum volume e final de boca extenso. Gastronómico. Nota 17.

A garrafa veio à mesa, dada a provar num bom copo C & S e servida uma quantidade generosa.

Serviço eficiente, profissional e simpático.

Quando chegámos a música, por sinal bem foleira (fazia sentido num espaço destes passarem música clássica), estava muito alta, mas baixaram-na a pedido.

Apesar de algumas contradições, é obrigatório conhecer este espaço.

Eu tenciono voltar. Pazes feitas!

terça-feira, 26 de outubro de 2021

Grupo dos 3 (76ª sessão) : 1 grande Bairrada e 1 grande Colheita

 Esta última sessão foi da minha responsabilidade e decorreu na Prova-Enoteca Restelo, já aqui referida por diversas vezes e um dos espaços de restauração da minha preferência. Nos tachos a Paula, sempre inspirada, e na sala o José Marques, sempre competente no serviço de vinhos (temperaturas controladas e copos Schott na mesa).

Desfilaram, sempre às cegas:


.Pai Abel 2018 - 18,5 na Grandes Escolhas; com base nas castas Maria Gomes e Bical, estagiou em barricas usadas de carvalho francês; fresco e mineral, acidez acentuada, presença de citrinos e fruta de caroço, algum volume e final de boca extenso (14,5 % vol.). Algo desequilibrado de momento, com excesso de álcool.  Melhorou quando a temperatura subiu. Há que esperar por ele mais uns anos. Nota 17,5.

Este branco maridou com o couvert, as entradas (camarão com ananás e ovos mexidos com farinheira e espargos) e, ainda, a feijoada de gambas.


,Pai Abel 2015 - 19 na Grandes Escolhas; com base nas castas Baga (80 %) e Touriga Nacional (20 %), estagiou em barricas usadas de carvalho francês; fresco e elegante, acidez no ponto, taninos evidentes e civilizados, especiarias e notas achocolatadas, volume considerável e final de boca longo (14 % vol.). Complexo e envolvente, a beber nos próximos 10 a 12 anos. Nota 18,5.

Este tinto harmonizou com a feijoada de gambas e um naco de vitela.


.Kopke Colheita 1981 (engarrafamento em 2020) - 93 pontos na Wine Spectator e, pelo menos, 6 medalhas de ouro em concursos internacionais; presença de frutos secos, acidez equilibrada, notas de brandy e caril, especiado, taninos civilizados, volume apreciável e final de boca interminável. O Vinho do Porto no seu melhor! Nota 19.

Este fortificado  acompanhou torta de laranja e tarte de amêndoa.

Mais uma grande sessão de convívio, comeres e beberes.

sábado, 23 de outubro de 2021

As revistas especializadas - Balanço de 1 ano (III)

 D. Restaurantes

No período em análise a RV visitou 14 restaurantes, tendo as respectivas críticas sido assinadas pelo Miguel Pires e pelo Nuno Vaz Guedes Pires que classificaram a cozinha, a sala e os vinhos.

A GE ficou-se por 9 espaços de restauração, cabendo a respectivas críticas à Mariana Lopes, Fernando Melo e João Geirinhas.


E. Cervejas Artersanais

A RV publicou 10 artigos sobre este tema, assinados pelo jornalista Luis Alves, que incluiram provas de cervejas, entrevistas e notícias sobre o mundo das artesanais.

A GE manteve-se completamente alheia a este admirável mundo novo.


F. Vinhos provados

Os criticos da RV provaram, durante o ano em análise, 2731 vinhos dos quais 369 classificados com 18 ou mais (13,5 % do total).

Os eleitos dividiram-se por 32 espumantes/champanhes (8,7 % do total), 111 brancos (30,1 %), 175 tintos (47,4 %) e 52 fortificados (14,1 %).

Por seu lado, a GE provou 2054, dos quais 424 classificados com 18 ou mais (20,6 % do total).

Os eleitos dividiram-se por 17 espumantes/champanhes (4,0 % do total), 127 brancos (30,0 %), 227 tintos (53,5 %) e 54 fortificados (12,5 %).

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

As revistas especializadas - Balanço de 1 ano (II)

 continuando...


B2. Painéis de Prova

A quantidade de painéis de prova realizados pelas 2 revistas foram semelhantes, ficando a GE com 13 e a RV com 12. Enumero-os a seguir por ordem cronológica, pondo entre () o nome do principal relator.


Grandes Escolhas (GE):

.Tintos do Tejo (Valéria Zeferino)

.Tintos de luxo do Alentejo (Valéria Zeferino)

.O melhor do Douro por menos de 30 € (Nuno Oliveira Garcia)

.Monção e Melgaço (Luis Lopes)

.LBV's (João Paulo Martins)

.Tintos do Dão (Valéria Zeferino)

.2011 : memórias de 1 ano de excelência (João Paulo Martins)

.Vinhos Verdes (Valéria Zeferino)

.Tintos do Alentejo até 15 € (Nuno Oliveira Garcia)

.Concurso Escolha da Imprensa 2020 (João Geirinhas)

.Touriga Nacional (Luis Antunes)

.Os melhores brancos do Douro (Nuno Oliveira Garcia)

.Tintos de Lisboa (Valéria Zeferino e Luis Antunes)

De realçar o protagonismo da jornalista Valéria Zeferino e o quase apagamento dos principais colaboradores da 1ª hora.


Revista de Vinhos (RV)

.Porto Vintage 2018 (José João Santos)

.Touriga Nacional (Marc Barros)

.Brancos da Bairrada (Marc Barros)

.Topos de gama em Melgaço (Marc Barros)

.Vinhos Naturais (Guilherme Corrêa e Marc Barros)

.Tapada de Coelheiros Garrafeira (José João Santos)

.Tintos entre 10 e 15 € (Marc Barros)

.Brancos de 2020 (Guilherme Corrêa e Marc Barros)

.Tintos do Atlântico (Marc Barros)

.Alvarinho (José João Santos)

.Loureiro (Marc Barros)

.Rosés (Marc Barros)

De realçar o protagonismo do jornalista Marc Barros, redactor de 75 % dos painéis. 


C. Lançamentos/Novidades

Enquanto a RV nos deu a conhecer 105 "Novidades", a GE ficou-se por 45 "Lançamentos".  


continua...

terça-feira, 19 de outubro de 2021

As revistas especializadas - Balanço de 1 ano (I)

De Setembro 2020 a Agosto 2021 analisei e publiquei 12 crónicas sobre as principais revistas especializdas que se publicam em Portugal, a Grandes Escolhas (GE) e a Revista de Vinhos (RV).

A crónica de hoje e seguintes será dedicada ao balanço de 1 ano destas revistas, de acordo com o articulado utilizado nas referidas crónicas.


A. Nº de páginas

A RV editou, ao longo de 1 ano, 1916 páginas, das quais 494 de publicidade, isto é, 1422 úteis (74,2 % do total).

Por seu lado a GE editou no mesmo período 1272 páginas, das quais 459 de publicidade, restando 813 úteis (63,9 % do total).


B1. Crónicas/Reportagens

A RV publicou 81, cabendo a responsabilidade da sua edição a estes 10 jornalistas e críticos:

.José João Santos - 29

.Guilherme Corrêa - 24

.Marc Barros - 22

.Fátima Iken - 14

.Nuno Guedes Vaz Pires - 8

.Manuel Moreira - 5

.Luis Costa  - 4

.Célia Lourenço - 3

.Luis Alves - 2

.Rodolfo Tristão - 1

De notar:

.o somatório das intervenções destes jornalistas ultrapassa o nº de crónicas/reportagens, uma vez que algumas são colectivas

.o grande esforço caiu nos ombros dos 3 primeiros jornalistas aqui citados (75 crónicas/reportagens sairam das suas mãos)


A GE editou 54, sendo a sua autoria da responsabilidade destes 10 jornalistas e críticos:

.Luis Lopes - 15

.Mariana Lopes - 15

.Valéria Zeferino - 10

.João Paulo Martins - 7

.Fernando Melo - 6

.Nuno Oliveira Garcia - 5

.Luis Antunes - 2

.Luis Francisco - 2

.Dirceu Vianna Junior - 2

.Carlos Dias Pinto - 1

De notar:

.o somatório das intervenções destes jornalistas ultrapassa o nº de crónicas/reportagens, uma vez que algumas são colectivas

.o grande esforço caiu também nos 3 primeiros jornalistas citados (40 crónicas/reportagens sairam das suas mãos)

.a pouca (Luis Antunes) ou mesmo nenhuma (João Afonso) colaboração de alguns jornalistas da 1ª hora


B2. Painéis de Prova

A publicar na próxima crónica.


B3. Opiniões

Para além dos Editoriais dos respectivos directores da GE (Luis Lopes) e da RV (Nuno Guedes Vaz Pires), é de referir as opiniões dos seguintes colaboradores da RV:

.Sarah Ahmad - 12

.Jamie Goode - 12

.José João Santos - 12

.José Peñin - 3

.Debra Meiburg - 3

.Duarte Calvão - 3

.J. A. Dias Lopes - 2

.Carlos Maribona - 1


continua...

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

TheFork Fest

 Com início hoje e até 26 Novembro é possível reservar mesa, num dos cerca de 80 restaurantes aderentes, com direito a 50 % de desconto, entre os quais O Nobre, Akla, La Trattoria, Jamie Oliver, Bem Haja e Terra Nova by Populi.

A reserva tem de ser feita obrigatoriamente através da plataforma The Fork. Imperdível!

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Setembro 2013 : o que aconteceu aqui há 8 anos

 Das 14 crónicas publicadas no decorrer de Setembro 2013, destaco estas 4:


."Visita à Adega Mãe (I)" e  "Visita à Adega Mãe (II)"

Recordando uma visita à Adega Mãe, no âmbito da blogosfera, onde fomos recebidos pelo próprio director-geral (Bernardo Alves) e pelo enólogo residente (Diogo Lopes) que orientou a visita e a prova de vinhos.


."Almoço com Vinhos da Madeira (10ª sessão) : o regresso a S. Francisco da Serra"

Recordando uma grande sessão de convívio, comeres e beberes deste grupo de enófilos militantes, organizada pelo Juca.

Desfilaram 16 (!) vinhos (2 espumantes, 7 brancos, 3 tintos e 4 Madeiras), com nota muito alta para o Blandy Bual 1977 (19).


."Coisas do Arco do Vinho : 17 anos depois (I)"

Não resisto a recordar a inauguração das CAV, em 27 Setembro 1996, projecto que muito me marcou e durou até Março 2010 nas nossas mãos (Juca e eu). 

Lamentavelmente, deixaram-no morrer. Paz à sua alma!

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Festival Craft de Cerveja Artesanal no WOW (aditamento)

 Quanto ao festival de cerveja artesanal referido no ponto 2 da crónica "À volta da cerveja artesanal (XXIII)", faltou referir os cervejeiros que vão participar. E eles são:

.Aldeana

.Barona

.Bila

.Burguesa

.Colussus e D' os Diabos

.Deuses do Malte

.Dois Corvos

.Letra

.Lupum

.Nortada

.Madam Lindinha Lucas

.OPO74

.Piratas Cervejeiros

.Rima

.Sovina

.Tough Love

.Vadia


sábado, 9 de outubro de 2021

À volta da cerveja artesanal (XXII)

 1.Mais provas

Provadas mais 11 cervejas (10 artesanais e 1 semi-artesanal), classificadas de 1 a 5.

Com 5

.Musa Remistura Belgian Golden Strong Ale (Lisboa) com 9,8º de álcool e estágio em barricas de Porto Cockburns

.Letra F American IPA (Vila Verde)

Com 4,5

.Musa Barley White (Lisboa) com 11º de álcool e estágio durante 4 meses em barricas de Porto Cockburns

.La Rosa IPA (Pinhão)

.Letra D Red Ale (Vila Verde)

.1927 Bengal Amber IPA

Com 4 

.Alma Transmontana (Braga) com 10º de álcool

.Dois Corvos Polite Society (Lisboa)

.Dois Corvos Portugal Beer Hazy Pale Ale (Lisboa)

Com 3,5

.Dois Corvos The Grape Depression Ale (Lisboa) com mosto de uva Moscatel envelhecida em barricas de Colheita Tardia durante 13 meses

Com 3

.Burguesa Barley Wine (Gaia) com 9º de álcool e estágio em barricas de Porto 


2.Festival Craft de Cerveja Artesanal no WOW

Nos dias 15, 16 e 17 de Outubro o WOW promove uma mostra e prova de cervejas artesanais, onde estarão presentes os principais cervejeiros nacionais.

Mais um evento do WOW a não perder!


3.Revista de Vinhos (RV)

A RV, no seu nº de Setembro, publica a 2ª parte de uma crónica dedicada às Sidras, mas não esquece as cervejas artesanais, dando-nos conhecimento da entrada da José Maria da Fonseca neste novo mundo. Em parceria com a 8ª Colina lançou recentemente a Mosquita Blonde Ale. Também ficamos a saber que a Sovina, agora pertença do Grupo Esporão, lançou a 500 Cherry Sour.


4.Evasões

Esta separata dos jornais DN e JN também tem estado atenta ao novo mundo das artesanais, tendo noticiado em 2 dos seus números:

.Num, a abertura do espaço Taproom Porto na Rua Dom João IV (Bonfim), resultante de uma parceria das cervejeiras portuenses Colussus e D' Os Diabos.

.Noutro, a divulgação de espaços onde se pode beber ou comprar artesanais, no Porto (Catraio Craft Beer Shop & Bar, na Rua da Cedofeita) e em Lisboa (Oitava Fábrica Taproom na Avenida Infante D. Henrique e 21 Gallas Brewpub na Rua Angelina Vidal).

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Grupo ad hoc (2ª sessão)

 Este grupo de enófilos, sem constituição rígida, voltou a reunir, desta vez no Lugar Marcado. Estiveram presentes o João Quintela (o promotor da idéia), Gaspar Arménio, Jorge Faustino e eu próprio.

Com a Sandra nos tachos, inspiradíssima como sempre, e a Fátima na sala a executar um serviço de vinhos de qualidade, como é habitual, desfilaram:


.Champagne Premier Cru Nicolas Maillart 2012 (1 das 15912 garrafas, levada pelo Jorge) - com base nas castas Pinot Noir (55 %) e Chardonnay (45 %), foi feito degorgement em Dezembro 2018.


.Viña Tondonia Reserva 2006 Rioja (garrafa levada pelo Arménio) - estagiou 6 anos (!) em madeira; alguma evolução, ligeira oxidação nobre, presença de fruta de caroço, notas glicerinadas, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca apreciáveis (12,5 % vol.). Cheio de saúde e deveras gastronómico. Nota 18,5.

Acompanhou:

.uma prova de azeites: Quinta Vale Meão Bio (nota 4 em 5), Brites Aguiar (4) e Azête Figueirinha (5) 

.chamuças e croquetes de alheira

.coelho frito

.polvo à algarvia

.caril de camarão


.Herdade da Lisboa Paço dos Infantes Touriga Nacional 2018 (levada pelo João) - com base na casta Touriga Nacional (100 %) estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês; presença de fruta vermelha, alguma acidez, taninos bem presentes mas civilizados, notas especiadas com a pimenta a impor-se, volume e final de boca de respeito (14 % vol.). Um Touriga Nacional atípico e muito gastronómico, a consumir nos próximos 6/7 anos. Nota 18.  


.Tapada de Coelheiros Garrafeira 2012 (1 das 2800 garrafas levada por mim) - com base nas castas Aragonez e Cabernet Sauvignon, estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês e mais 5 anos (!) em garrafa; ainda com alguma fruta preta, acidez no ponto, especiado, taninos impressivos e sedosos, volume apreciável e final de boca muito longo (14,5 % vol.). Complexo e cheio de saúde, a consumir nos próximos 8 a 10 anos. Nota 18,5+.

Estes 2 tintos harmonizaram com presa de porco preto.


.Graham's Quinta de Malvedos Vintage 1998 (levada por mim) - esta garrafa foi uma oferta do produtor em 2008, aquando uma visita de clientes das Coisa do Arco do Vinho a esta quinta e assinada por todos os participantes; ainda com muita fruta, alguma caidez, taninos dóceis, algum volume e final de boca. Um bom LBV. Nota 17,5.

Este Porto acompanhou uma mousse de chocolate. 


.Barbeito Boal 40 Anos, engarrafada em 2018 (garrafa nº 293/739 levada pelo Jorge) - presença de frutos secos e vinagrinho, notas iodadas, de caril e brandy, taninos suaves, volume assinalável e final de boca longo. Uma preciosidade. Nota 18,5+.

Este Madeira acompanhou um bolo rançoso.


Mais uma grande sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado a todos! 

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Visita ao WOW (III) - Os espaços de restauração

 Esta terceira e última crónica sobre o WOW é dedicada aos espaços de restauração. Entre restaurantes, bares e cafés são 12, embora 2 estejam temporariamente encerrados. Quando fiz o meu trabalho de casa, ainda em Lisboa, seleccionei estes 2 : o Golden Catch (Peixe e Marisco) e o T & C (Gastronomia Portuguesa), mas apenas consegui almoçar no primeiro. Quanto ao segundo, bati com o nariz na porta, pois estava reservado para um casamento, embora nada constasse na entrada. Francamente, não custava nada avisar os potenciais clientes.


.Golden Catch - 4 *

É um espaço amplo com uma invejável esplanada exterior detentora de vistas fabulosas para o Porto.

Na ementa constam 5 entradas, 2 sopas, 2 mariscadas, 7 pratos principais e 7 sobremesas, tudo a preços puxadotes. Optei por uma "Sopa rica de peixe" (mais remediada que rica) e pelo "Carpaccio de polvo" bem agradável.

Quanto à componente vínica, inventariei 4 espumantes (2 a copo), 2 champanhes (1), 12 brancos (6), 1 rosé (1), 10 tintos (6), 7 Portos e 1 Madeira. Tem, ainda, uma lista Top com 3 brancos, 15 tintos, 1 Moscatel e 2 Portos.

A lista está organizada pelo perfil dos vinhos e inclui a designação das castas e o ano de colheita. Os preços são altos e alguns demenciais.

Refugiei-me na semi-artesanal 1927 Bengal Amber IPA (nota 4,5) que me soube muito bem.

Serviço profissional e simpático, mas com algumas falhas.


.Root & Vine - 3,5 *

Este espaço, que fica encostado ao anterior e goza da mesma esplanada, aposta na comida vegetariana. Tem, ainda, uma ampla sala interior.

No menu constam 2 sopas, 5 entradas, 7 pratos principais e 7 sobremesas. Optei pelo aceitável "Caril vegetariano" e pela "Pera bêbeda" que estava muito saborosa.

A lista de vinhos é rigorosamente igual ao do espaço anterior. Voltei a jogar à defesa e refugiei-me na mesma 1927.

Serviço simpático, mas também com algumas falhas. 

Foi um apena não ter conhecido o T & C. Fica para uma próxima.