quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Vinhos no Pátio : cartão amarelo!

 Com organização da Comissão Regional de Turismo da Região de Lisboa e das CVR Lisboa e Península de Setúbal e colaboração da Revista de Vinhos decorreu no Pátio da Galé nos dias 9 a 12 Dezembro o evento "Vinhos no Pátio - Enoturismo de Lisboa e Setúbal".

Estavam presentes 24 bancas e mais de 200 vinhos à prova, mas os mais mediáticos (José Maria da Fonseca, Quinta Monte d' Oiro ou Chocapalha, entre outros) não compareceram. Para além de não haver um folheto indicativo dos produtores presentes, o que não se entende, alguns fizeram-se representar pelas segundas linhas e/ou os comerciais.


Por outro lado, as condições não eram as melhores. No Sábado, dia em que participei no evento, estava ligado um écran gigante, com o som altíssimo, com parte das bancas vazias porque Portugal jogava com Marrocos, resultando como consequência não serem famosas as condições para quem quisesse provar vinhos devidamente concentrado. Eu entendo que se tivesse transmitido o jogo, mas sem som, senhores organizadores!


A organização também anunciou a presença de 2 bancas onde se podia petiscar, Miguel Castro e Silva e Can the Can, mas só vislumbrei o primeiro. Mais, o Miguel Castro e Silva, que muito prezo, é um homem do Porto. Não pensaram em alguém de Lisboa ou de Setúbal, senhores organizadores?


Apesar destas condições adversas, ainda consegui provar 7 brancos, 6 tintos e 6 Moscatéis. Destes, destaco:

.Quinta da Bacalhôa Centenarium 2015 tinto - 18

.Quinta do Boição Vinhas Velhas Grande Reserva 2015 tinto - 17,5+

.Moscatel Adega de Palmela 10 Anos - 18

.Bacalhôa Moscatel Roxo Superior 10 Anos - 18

.Bacalhôa Moscatel de Setúbal Superior 10 Anos - 17,5+


Resumindo e concluindo, Cartão Amarelo à organização!

terça-feira, 27 de dezembro de 2022

Grupo dos 3 (82ª sessão) : Quanta Terra em grande forma e um Carcavelos surpreendente.

 Esta foi a 82ª sessão deste grupo de enófilos da linha dura, tendo sido 28 da minha inteira responsabilidade. Era ponto de honra (mas já não é) escolher sempre um restaurante diferente, mas já vai sendo muito difícil encontrar um espaço de restauração que tenha, para além de boa comida, um serviço exemplar de vinhos (copos e decantadores de qualidade, temperaturas controladas, etc) e que eu conheça os responsáveis. Até agora foram 26 os restaurantes escolhidos por mim, dos quais 12 já encerraram e 3 mudaram de dono e/ou de filosofia.


Nas 2 últimas sessões da minha responsabilidade escolhi o Lugar Marcado (Rua do Regedor, 7 ao Largo do Caldas) - 5 *, onde irei fazer as próximas. Tenho uma boa relação com a Fátima, proprietária e responsável pelo serviço na sala, e com a Sandra, responsável pela gastronomia de qualidade que ali se pratica. Mais, o serviço de vinhos, a cargo da Fátima, é do melhor que conheço em Lisboa e não só.


Por iniciativa da Fátima, o repasto começa sempre por uma prova de azeites de qualidade. A avaliação dos ditos não foi consensual, mas esta é a minha classificação:

.1º - Quinta Seara d' Ordens Selection - 5 (em 5)

.2º - Principal Vintage - 4,5

.3º - Quinta Vale Meão - 4


Quanto a vinhos (às cegas), desfilaram:

.Quanta Terra Grande Reserva 2019 branco - com base nas castas Gouveio e Viosinho, estagiou cerca de 18 meses em barricas de carvalho francês; fresco, cítrico e mineral, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca extenso (12,5 % vol.). Harmonioso e gastronómico. Nota 18.

Maridou com:

.couvert

.croquetes de carne

.folhado de queijo de cabra

.caril de camarão

.coelho frito


.Quanta Terra Inteiro 2011 - com base nas castas Touriga Franca e Touriga Nacional, estagiou 6 anos em madeira usada e mais 3 em cuba de cimento; ainda com muita fruta preta, acidez bem marcada, notas especiadas. taninos vigorosos mas civilizados, enorme volume e final de boca muito longo (14 % vol.). Potente e sedoso, em simultâneo. Nota 18,5+.

Harmonizou com:

.coelho frito 

.presa de porco preto


.Quinta do Barão + 30 Anos (Carcavelos) - presença de frutos secos, notas de brandy e especiarias, algum vinagrinho e volume e, ainda, final de boca extenso. Fresco e complexo, uma boa surpresa. Nota 18,5. 

Acompanhou:

.azevias

.tarte de amendoim

.mousse de chocolate


Mais uma grande sessão de convívio, comeres e beberes.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Vinhos em família (CXXXIX)

 Mais 3 vinhos provados em casa com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega e, ainda, mais alguns bebidos em espaços de restauração, sem notas de prova.

E eles foram:


1.Provados em casa

.Fundação Oriente Colares Malvasia 2015 - enologia de Jaime Quendera; com base na casta Malvasia de Colares; cítrico e mineral, salinidade e acidez presentes, algum volume e final de boca (12% vol.). Complexidade e originalidade. Nota 17,5.


.Adega Mãe 221 2017 (garrafa nº 2483/2539) - 2 enólogos (Anselmo Mendes e Diogo Lopes), 2 Regiões (Monção/Melgaço e Lisboa) e 1 casta (Alvarinho); "batonnage" durante 9 meses, sob borras finas; cítrico e tropical, alguma fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca de respeito (12,5 % vol.). Complexo e gastronómico. Nota 18.


.Quinta da Ponte Pedrinha Vinhas Velhas 2015 - enologia de Patricia Carvalho; muita fruta vermelha, alguma acidez, notas especiadas, taninos civilizados, volume e final de boca médios (14 % vol.). Redondo e envolvente. Nota 17.


2.Bebidos em espaços de restauração (todos brancos)

.OM. O Sedutor 2020 (Bairrada) - 17,5

.Quinta Vale de Fornos Reserva 2019 (Tejo) - 17,5

.Beyra 2021 (Beira Interior) - 17

.Planalto Reserva 2021 (Douro) - 17

.Maçanita Reserva 2020 (Douro) - 16,5

.Monte Branco Rafeiro 2015 (Alentejo) - 16,5

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

Grupo dos 6 (29ª sessão) : 1 branco, 1 tinto e 1 fortificado de respeito

 Este grupo de enófilos voltou a reunir na sua máxima força. O evento decorreu no Magano que esteve à altura dos acontecimentos. Gastronomia de muita qualidade, serviço de vinhos impecável e copos Spiegelau topo de gama na mesa.

Desfilaram:


.Buçaco Reservado 2015 (garrafa levada pelo João) - mineral, presença de citrinos e fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca longo (13,5 % vol.). Complexo e gastronómico, às cegas ninguém acerta com a idade. Nota 18,5.


.Quinta das Bageiras Cercial 2016 (garrafa nº 757/848 levada pelo Frederico) - acidez e mineralidade, volume e final de boca acentuados (13,5 % vol.). Uma raridade que "primeiro estranha-se e, depois, entranha -se". Nota 18.

Estes 2 brancos maridaram com:

.uma série de entradas (queijo fresco, empadas, salada de polvo, cogumelos recheados, peixinhos da horta e torresmos)

.pregado à Bulhão Pato (belíssimo) 


.Foral de Cantanhede Baga 2011 (garrafa nº 1579/5700 levada por mim) - enologia de Osvaldo Amado; com base na casta Baga (100 %), estagiou 24 meses em barricas de carvalho francês (75 % novas); ainda com fruta preta, acidez no ponto, notas especiadas, taninos bem presentes, volume notável e final de boca muito longo (14,5 % vol.). Ainda longe de reforma, é um caso sério. A beber nos próximos 10 a 12 anos. Nota 19.


.Crochet 2011 (1 das 3300 garrafas, levada pelo Juca) - enologia de Sandra Tavares da Silva e Susana Esteban; com base nas castas Touriga Franca (60 %) e Touriga Nacional (40 %), estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês (40 % novas); ainda com fruta vermelha, alguma acidez, taninos macios, algum especiado, volume e final de boca acima da média (14,5 % vol.). Fino e elegante, a beber nos próximos 4/5 anos. Nota 18.

Estes 2 tintos harmonizaram com um saboroso arroz de pombo bravo.


.Ferreirinha Rodo (levada pelo Adelino) - um tawny com cerca de 70 anos; presença de frutos secos, acidez nos mínimos, notas de iodo e brandy, taninos macios, doçura acentuada; algum volume e final de boca. Uma curiosidade. Nota 17,5.


Blandy Terrantez 1975 (também levada pelo Adelino) - presença de frutos secos e vinagrinho, notas de iodo, brandy e caril, taninos civilizados, algum volume e final de boca interminável. A Madeira no seu melhor! Nota 19.

Estes 2 fortificados acompanharm doce mil folhas, goiaba e broas de mel (levadas pelo Adelino).


Mais uma grande sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado a todos!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

À volta da cerveja artesanal (XXVIII)

 1.Mais provas

Provadas mais 12 cervejas (11 artesanais e 1 semi-artesanal), classificadas de 1 a 5:

.Com 5

.Letra A Blonde Ale (Vila Verde)

.Letra D Red Ale (idem)

.Letra F IPA (idem)

.Musa Remistura Belgian Strong Ale (Lisboa), com 9,8 % de álcool e estagiada em barricas de Vinho do Porto Cockburns 

.Trindade Profana IPA (Lisboa)

.8ª Colina Urraca Vendaval IPA (Lisboa)

Com 4,5

.Musa Born in the IPA (Lisboa)

.Musa Red Zeppelin Red Session IPA (idem)

.8ª Colina Mosquita Blonde Ale (Lisboa) em parceria com a José Maria da Fonseca

.1927 Bengal Amber IPA (Superbock)  

Com 4

.Dois Corvos Creature American IPA (Lisboa)

.Tuber Bock (uma parceria da Marafada com a Além Tejo) com batata doce


2.Revista de Vinhos (RV)

A RV, sempre atenta a este mundo novo das artesanais, com textos do jornalista Luis Alves, publicou nas suas edições de

.Outubro

A Sovina que faz parte do grupo Esporão, lançou agora a série 500 (3 referências, dedicadas ao Alentejo, Douro e Singapura).

.Novembro

A Mercadona lançou recentemente 2 referências, produzidas em Portugal (A Minha e A Tua).


3.Evasões

Esta separata de DN e JN (sai às sextas-feiras) de quando em quando faz referência à cerveja artesanal. O último apontamento é sobre a Judia, cervejeira de Carrazedo de Montenegro (Valpaços) que já comercializa 3 referências, todas com base na castanha (Judia, Martaínha e Longal, esta última  lançada recentemente).

terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Jantar do 11º Aniversário da Garrafeira Néctar das Avenidas

O jantar comemorativo do 11º aniversário da Néctar das Avenidas contou com a presença e os vinhos das produtoras e enólogas Sandra Tavares da Silva e Susana Esteban. O evento decorreu no restaurante Zunzum Gastrobar, tendo a chefe Marlene Vieira estado sempre presente , falado que se fartou e, ainda, conseguindo ir a algumas mesas. Todos os pratos saídos das suas mãos mostraram a sua criatividade e estavam saborosíssimos.

Mesas despojadas, mas guardanapos de pano, copos maioritariamente Spiegelau, mas serviço de vinhos, a cargo de um único empregado, demasiado demorado.


Desfilaram (vinhos e iguarias):

.Procura Rosé 2019 - fresco e correcto, mas sem cativar. Nota 15,5.

Com filhós de berbigão à Bulhão Pato, tartelete de atum e tosta de sapateira e abacate.

.Aventura 2020 branco - agradável e muito gastronómico, tem volume mas falta-lhe acidez. Nota 16,5.

Com pão de trigo integral, presunto de Barrancos e manteiga dos Açores.

.CH by Chocapalha Vinhas Velhas 2018 branco - com base na casta Arinto; presença de citrinos e fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca. Nota 17,5.

Com gamba rosa do Algarve e pregado na brasa com arroz cremoso de bivalves.

.Procura Vinhas Velhas 2017 - fruta vermelha e taninos bem presentes, algum volume e final de boca, redondo e algo pesado. Nota 17,5.

.Quinta da Manoella Vinhas Velhas 2019 - fresco e elegante, fruta e acidez bem presentes, especiado, taninos civilizados, volume e final de boca de respeito. Nota 18,5.

Com pica-pau de polvo e tempura de vegetais com caril (estes 2 tintos não ligaram, teria sido bem melhor com os brancos).

.Tricot 2017 (Alentejo) - fruta e acidez presentes, especiado, taninos evidentes, algum volume e final de boca longo. Nota 18.

.Crochet 2015 (Douro) - ainda com fruta, alguma acidez, notas especiadas, taninos civilizados, volume e final de boca de respeito, fino,elegante e muito complexo. Nota 18,5+.

Com peito de pato.

.Manoella Tawny 20 Anos (uma novidade que não cheguei a provar)

Com marmelo assado, iogurte e mel.


Quanto ao aniversário da Garrafeira, aqui vai o meu grande abraço de parabéns aos 2 "artistas", o João e a Sara Quintela, com votos que continuem o excelente trabalho que vêm fazendo, único no panorama vínico nacional, aproveitando a oportuniddae de relembrar o que editei há 1 ano em "Curtas (CXXVII : (...)".






quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Delfina e outros espaços

 1.Delfina - 4 *

Este espaço pertence ao Hotel Alma Lusa, situado na Praça do Município. Mesas despojadas, mas guardanapos de pano. Muito desconfortável para quem fique perto da porta automática, sempre a abrir e fechar.

O menu principal apresenta 12 entradas/petiscos (4 a 16 €), 19 pratos (16 a 28 €) e 8 sobremesas (todas a 6 €). Tem, ainda, a preços mais cordatos, a lista do dia com 5 entradas (3,5 a 5 €), 6 pratos (9,50 a 10,50 €) e 6 sobremesas (todas a 4,50 €).

Nesta visita comi:

.sopa de peixe (bem saborosa)

.caril de gambas e manga (muito adocicada e sem saber a caril)

Quanto à componente vínica, a lista não é corriqueira, mas os anos de colheita estão omissos.

Inventariei 3 espumantes, 2 champanhes, 20 brancos (4 a copo), 4 rosés (1), 26 tintos (4) e 9 fortificados (6 Portos e 3 Moscatéis, todos a copo). Os preços, especialmente a copo, são especulativos. Na lista consta, ainda, 1 cerveja artesanal mas que não tinham.

Optei por um copo de Qtª do Gradil Sauvignon e Arinto 2021 (6 € !) - presença de citrinos, equilibrio acidez/gordura, volume e final médios. Nota 16,5.

A garrafa veio à mesa e dada a provar num copo fraquito. Serviço eficiente.

Para terminar, este restaurante também aderiu à moda importada dos EUA, ao introduzirem na factura 10 % de gratificação (embora facultativa), o que é um insulto aos clientes.

Terei que pensar 2 vezes antes de lá voltar.


2.Outros espaços, classificados de 1 a 5 *

Com 5

.Lugar Marcado

.Magano

.Taberna Albricoque

.Zunzum Gastrobar

Com 4,5

.Bastardo

.Copostteria

.Elevador

.Frade dos Mares

.Lagar de Xisto

.Salsa e Coentros

Com 4

.Favas com Todos

.Le Petit (Algés)

.Marisco na Praça (Cascais)

.Relento (Algés)

.Taberna do El Corte Inglês

Com 3,5

.Campinas

.Churrasqueira do Campo Grande

.Lutador


terça-feira, 6 de dezembro de 2022

Vinhos do Alentejo em Lisboa

 Após um interregno de 2 anos devido à pandemia, a CVR Alentejana voltou a organizar a mostra e prova dos vinhos alentejanos no CCB, em Lisboa. Aderiram 71 produtores presentes com 450 referências, no total, tendo o evento, bem organizado pela CVRA, decorrido na tenda, um espaço amplo e tranquilo. De referir que, para além das bancas de vinho, havia uma com queijos e enchidos.

No entanto, pareceu-me que a maioria dos produtores não estava presente, tendo deixado nas suas bancas os respectivos comerciais. Dos produtores alentejanos que conheci nos tempos das Coisas do Arco do Vinho, apenas vi e tive a oportunidade de falar com o Lima Mayer e a Clara Roque do Vale.

Dos 450 vinhos presentes, apenas provei uma minoria (cerca de 10 %), 16 brancos e 25 tintos. 


Dos brancos provados destaco estes 6:

Com 18

.Qtª do Paral Vinhas Velhas 2018

Com 17,5+

.Paço dos Infantes Reserva 2019

Com 17,5

.Herdade Grande Grande Reserva 2020

.Herdade dos Grous Reserva 2021

.Milmat 2019

.Reynolds 2021


E, dos tintos, estes 18:

Com 18,5

.Icon d' Azamor 2015

.Blog 2017

.Freixo Family Colection 2018

.Marquês de Borba Reserva 2019

.Mouchão 2015

.Nunes Barata Grande Reserva 2014

.Quinta do Paral Vinhas Velhas 2019

Com 18+

.Herdade dos Grous Moon Harvest 2020

.Herdade do Peso Parcelas 2018

Com 18

.Esporão Private Selection 2016

.Herdade Grande Grande Reserva 2019

.Herdade de São Miguel The Friends Colection 2017

.Herdade das Servas Vinhas Velhas 2017

.Lima Mayer Reserva 2015

.Milmat Reserva 2019

.Paço dos Infantes Reserva 2019

.Reynolds Grande Reserva 2013

.Tapada do Chaves Reserva 2015


De referir:

.todos os produtores dos melhores brancos, fizeram o pleno com os tintos

.dos 18 tintos seleccionados, 10 eram de colheitas anteriores a 2018

sábado, 3 de dezembro de 2022

Novembro 2014 : o que aconteceu aqui há 8 anos

 Das 9 crónicas publicadas no decorrer de Novembro 2014, destaco estas 2:


."Almoço com Vinhos da Madeira (16ª sessão) : tintos de 2009 e 2 Madeiras Borges de luxo"

Recordando um grande almoço vínico na saudosa Enoteca de Belém, a convite do casal J. Rosa/Marieta, onde foram provados/bebidos 2 brancos, 4 tintos, 1 Porto e 3 Madeiras, tendo atribuído notas muito altas aos:

.Borges Sercial 1979 (levado pelo J. Rosa) - 19

.Borges Verdelho 1940 (levado pelo Adelino) - 19+


."Encontro com o Vinho e Sabores (EVS) 2014"

Recordando este evento organizado pela Revista de Vinhos (a antiga, agora Vinho - Grandes Escolhas). Foi, para mim, o evento do ano, onde só provei vinhos fortificados, alguns ao nível da excelência.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Grupo ad-hoc (3ª sessão)

 Este grupo, sem constituição fixa, voltou a reunir. Desta vez estiveram presentes o João (o promotor), Arménio, J. Rosa e eu. O local escolhido foi o restaurante Copostteria - 4,5 * (Rua Conde Sabugosa, 7A à Avenida de Roma) que eu não conhecia. É um espaço pequeno e aconchegante, gastronomia à altura dos acontecimentos, guardanapos de pano personalizados, grande oferta de vinhos e copos Spiegelau de grande qualidadede, a justificar o nome do restaurante.

Provados às cegas, desfilaram:


.Portal do Fidalgo Alvarinho 2010 (levado pelo João) - presença de citrinos e fruta de caroço, alguma acidez, notas glicerinadas, algum volume e final de boca (13,5 % vol.). Gastronómico, mas menos interessante que outras garrafas que provei anteriormente. Nota 17.


.Pai Abel 2018 (também levado pelo João) - com base nas castas Bical e Maria Gomes; fresco e cítrico, acidez pronunciada, notas florais, algum volume e final de boca longo (14,5 % vol.). Ainda muito jovem, prevê-se que vai evoluir bem. Melhorou no copo quando subiu a temperatura. Nota 17,5.

Estes 2 brancos acompanharam as entradas (ostras e choco frito), filetes de peixe galo e arroz de garoupa.


.Quinta Monte de Oiro Ex - Aequo 2011 (levado por mim) - 92 pontos no Parker; com base nas castas Syrah (75 %) e Touriga Nacional (25%), estagiou 20 a 24 meses em barricas de carvalho; exuberante e frutado, alguma acidez e especiarias, taninos presentes e civilizados, algum volume e final de boca persistente (14 % vol.). A consumir nos próximos 10 a 12 anos. Nota 18.


.Herdade de Portocarro Anima Lote 7 (2007) (levado pelo Arménio) - com base na casta Sangiovese, estagiou 24 meses em barricas usadas; mais contido do que o 1º vinho, alguma fruta vermelha, acidez bem marcada, taninos presentes, volume notável e final de boca muito longo (13 % vol.). Uma boa surpresa, a consumir nos próximos 12 a 14 anos. Nota 18,5.

Estes 2 tintos harmonizaram com bife à Chateaubriand.


.Borges Malvasia 30 Anos (levado pelo J. Rosa) - 96 pontos na Decanter; presença de frutos secos, equilibrio acidez/gordura, notas de iodo e caril, volume de registar e final de boca interminável. Perfil idêntico a um Porto tawny de idade (30 ou 40 anos). Nota 18,5+.

Este fortificado acompanhou uma tarte de maçã.


Uma grande sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado a todos!

terça-feira, 29 de novembro de 2022

Novo Formato+ (42ª sessão) : uma prova histórica

 Esta última sessão deste grupo de enófilos privilegiados (casais Juca/Mena, J. Rosa/Marieta, Adelino/Carlota, Francisco/Bety, João, Paula e Frederico) decorreu na Taberna Albricoque com vinhos da minha garrafeira (1 vinho de aperitivo, 3 brancos, 3 tintos e 1 Madeira). Nos tachos, o chefe Bertílio Gomes estava inspiradíssimo e serviu-nos um banquete altamente criativo e, na sala, o Nelson Guerreiro voltou a vestir a "farda" de escanção e praticou um serviço de vinhos de grande qualidade, fazendo-nos lembrar os saudosos tempos da Enoteca de Belém. O repasto decorreu na sala nobre do restaurante que ficou reservada para nós. Bingo!

Desfilaram (notas de prova telegráficas):


.Alboroque 2001 - um "Xerez" ribatejano (Terra Larga) com mais de 20 anos, refrescado com colheitas mais recentes; com base nas castas Arinto e Fernão Pires estagiou 2 anos em barrica (13 % vol.). Nota 17,5.

Este branco de aperitivo acompanhou amêndoas com flor de sal, torresmos do mar (moreia frita) e rissóis de berbigão.


.Regueiro Jurássico Alvarinho II (garrafa nº 1881/1920) - prémio TOP 30 Excelência atribuído pela Revista de Vinhos e nota 19 pela Grandes Escolhas; um lote das colheitas 2009,2010 e 2011 (13 % vol.). Fresco e sofisticado é um grande Alvarinho e um grande branco em qualquer parte do mundo. Nota 18,5.


.Pedra Cancela Intemporal 2014 (garrafa nº310/1900) - com base na casta Encruzado, estagiou 6 anos em cave (13,5 %). É um dos brancos mais interessantes que conheço, só saindo para o mercado 6 ou 7 anos depois da colheita. Original e complexo. Nota 18,5.


.Quinta dos Carvalhais Branco Especial (engarrafamento de 2021) - com base nas castas Encruzado, Gouveio e Sémillon, um lote de várias colheitas estagiadas em madeira 7 a 10 anos em média (14 % vol.). Volume de respeito e muito gastronómico. Nota 18.

Estes 3 brancos harmonizaram com 

.couvert (pão bio, morcela vegetal e azeite de trás-os-montes)

.tártaro de carapau

.canja de lingueirão

.salada de coelho


.Qtª Foz Arouce Vinhas Velhas de Santa Maria 2015 - com base na casta Baga, estagiou 14 meses em barricas de carvalho francês; uma grande estrutura e final de boca (14 % vol.). Uma grande surpresa este tinto que se bateu bem com vinhos muito mais caros. Nota 18,5+.


.Mouchão Tonel 3-4 2013 - com base na casta Alicante Bouschet, estagiou 3 anos em madeira e mais 2 em garrafa; algum volume e final de boca longo (14,5 % vol.). Elegante, esteve muito bem, mas no final mostrou algum cansaço. Nota 18,5. 


.Barca Velha 2011 (garrafa nº 2294/30936) - com base nas castas tradicionais do Douro, estagiou 18 meses e barricas de carvalho francês; volume acentuado e final de boca muitíssimo longo (14,5 % vol.). Perfil aristocrático e ainda com muitos anos pela frente, descolou no final dos outros tintos. Nota 19.

Estes 3 tintos maridaram com 

.cabeça de porco com camarão e batata doce

.perdiz estufada com cogumelos (uma iniciativa do chefe que não estava prevista)

.jantarinho de grão com rabo de boi


.Blandy Bual 1920 - uma grande complexidade com um volume notável e um final interminável, ficando o seu aroma a pairar na sala. Um dos grandes fortificados do mundo! Nota 19,5.

Este fortificado acompanhou uma trilogia algarvia e citrinos.


Resumindo e concluindo, foi uma grande jornada de convívio de comeres e beberes. Obrigado Bertílio! Obrigado Nelson!

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Grupo FJF (30ª sessão) : um Quinta do Mouro em grande forma

 O FJF voltou a reunir no Salsa & Coentros, desta vez com vinhos do João (2 brancos, 1 tinto e 2 licorosos dos Açores). O restaurante cumpriu bem, com gastronomia de tacho de qualidade, bons copos e serviço à altura dos acontecimentos.

Desfilaram:


.Rosa da Mata Fernão Pires 2019 (Beira Interior) - com base na casta Fernão Pires (100 %), estagiou 16 meses em barricas novas de carvalho francês (50 %); fresco, cítrico e mineral, acidez pronunciada, algum volume e final de boca notório (13 % vol.). Ligou muito bem com as entradas. Nota 17. 


.Quinta do Mouro Erro B 2019 - aromas e sabores já terciários, alguma acidez, notas untuosas, volume e final de boca médios (12 % vol.). Gastronómico, ligou melhor com o prato. Nota 16,5.

Estes 2 brancos acompanharam uma série de entradas (empadas, cogumelos e ovos mexidos) e um polvo à lagareiro.


Quinta do Mouro 2007 - com base nas castas Aragonez (45 %), Alicante Bouschet (30 %), Touriga Nacional (15 %) e Cabernet Sauvignon (10 %), estagiou 14 meses em barricas de carvalho francês e português (50 %); ainda com fruta vermelha, acidez no ponto, taninos civilizados, notas especiadas, algum volume e final de boca longo (14 % vol.). Complexo, em grande forma e cheio de saúde, está na altura de o beber. Nota 18,5.

Este tinto maridou com lombinhos na grelha e arroz de pombo bravo.


.Lajido Pico 1994

.Chico Maria Doce

Estes 2 licorosos dos Açores, os quais não me cativaram nem atribuí nota, acompanharam uma sobremesa de marmelo e um bolo de chocolate.


Mais uma boa sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado João!

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

Grupo dos 3 (81ª sessão) : 3 tintos com alguma idade

 Quatro meses depois este grupo da linha dura (Juca, João e eu) voltou a reunir, tendo sido organizado pelo Juca que escolheu o Lagar do Xisto já nosso conhecido e levou 3 tintos e 1 Porto Vintage da sua garrafeira.

 Boa comida de tacho e copos Schott na mesa. Desfilaram:


.Hero do Castanheiro 2001 (garrafa dedicada às CAV quando do seu 10º aniversário) - com base na casta Castelão; aromas e sabores terciários, notas especiadas, taninos dóceis, algum volume e final de boca (14,2 % vol.). Na sua curva descendente, mas ainda a dar prazer em bebê-lo pelo seu simbolismo. Nota 17.


.Quinta da Leda 2000 - aromas e sabores também terciários, especiado bem evidente, taninos civilizados, algum volume e final de boca longo (13,5 % vol.). Personalidade evidente e no ponto óptimo de consumo. Nota 17,5.


.Quinta da Pellada Touriga Nacional 1996 - fruta ainda presente, notas florais, alguma acidez, especiado, taninos bem presentes, volume e final de boca de respeito (13,5 % vol.). Um grande Touriga Nacional ainda cheio de saúde. Nota 18,5.


Estes 3 tintos acompanharam toda a refeição. Com as entradas (queijo fresco, cogumelos recheados, peixinhos da horta, empadas e ameijoas à Bulhão Pato) não ligaram, mas estiveram muito bem com o cabrito no forno.


.Fonseca Vintage 1997 - 96 pontos na Wine Enthusiast, 95 na Wine Spectator e 93 no Parker; ainda muito frutado, alguma acidez e especiarias, taninos vigorosos, volume e final de boca notáveis. Nota 18.

Este fortificado acompanhou a sobremesa (encharcada e hóstias de ovo).


Mais uma boa sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado Juca!

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Curtas (CXLI) : Mercado de Vinhos, Vinhos do Alentejo, Melting Tables Talks, Christmas Wine Market e Fugas

 1.Mercado de Vinhos

Com organização da House of Wines e do Campo Pequeno, vai decorrer de 11 a 13 Novembro, no espaço deste último, a 9ª edição do Mercado de Vinhos.

Estarão presentes mais de 100 pequenos e médios produtores de vinho.


2.Vinhos do Alentejo em Lisboa

Com organização da CVR Alentejana, vai decorrer em 18 e 19 Novembro, num dos espaços do CCB mais uma prova de vinhos alentejanos. 

Estão previstos 70 produtores com 450 vinhos. 


3.Melting Table Talks

Este evento, com organização da AGAVI - Associação para a promoção da Gastronomia, Vinhos, Produtos Regionais e Biodiversidade e curadoria de Ricardo Dias Felner, vai decorrer em 25 e 26 Novembro no renovado Mercado do Bolhão.


4.Christmas Wine Market

Organizado por "Vinhos a Descobrir", este evento decorrerá nos dias 26 e 27 Novembro na Cordoaria Nacional em Lisboa.

Estão previstos 50 produtores de vinho com 450 referências.


5.Fugas

O Pedro Garcias, jornalista e produtor de vinho no Douro, publicou na Fugas (separata do Público de 5 Novembro) uma carta aberta ao Cláudio Martins (o mentor da comercialização do vinho Júpiter a uns módicos 1000 €) sob o título "O fenómeno português dos vinhos "únicos e especiais" a preços astronómicos".

Humor puro e duro. Imperdível!

terça-feira, 8 de novembro de 2022

Grupo FJF (29ª sessão) : 2 brancos fora da caixa

 Este grupo de enófilos (João Quintela, Frederico Oom e eu) voltou a reunir passados 3 meses, uma eternidade. A sessão foi da responsabilidade do Frederico que escolheu o restaurante Salsa e Coentros, onde eu não ia há já uns tantos anos. Espaço arejado, luminoso e confortável, mesas aparelhadas, gastronomia à altura dos acontecimentos, copos Riedel (um luxo!) e serviço profissional. Tudo isto a merecer 4,5 *.


Quanto aos vinhos, saídos da garrafeira do Frederico, desfilaram:

.Vale da Capucha - São José Arinto 2017 Bio (IVV) - com origem em vinhas situadas na zona de Torres Vedras; presença de citrinos e fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca longo (13,5 % vol.). Complexo e gastronómico, acompanha bem toda a refeição. Uma grande surpresa este branco totalmente desconhecido da minha parte, até agora. Nota 18,5.


.Pormenor A de Arinto 2020 (Douro) - mais cítrico e mineral que o anterior, acidez pronunciada, volume e final de boca médios (13 % vol.). Fresco e sofisticado harmoniza bem com as entradas. Nota 17,5.

Estes 2 brancos acompanharam:

.entradas (empadas, favinhas, cogumelos e pimentos)

.filete de peixe galo com arroz e grelos


.Textura Pura 2018 (Dão) - com base nas castas Jaen, Baga, Alfrocheiro, Tinto Cão e Tinta Pinheira estagiou 16 meses e barricas usadas de carvalho francês; alguma fruta e acidez, ligeiramente especiado, taninos dóceis, volume e final de boca assinaláveis (13 % vol.). Fresco e elegante. Nota 17,5+.

Este tinto maridou com lombinhos de porco e lebre com feijão.


.Qtª La Rosa 30 Anos (engarrafado em 2018) - presença de frutos secos e vinagrinho, notas de iodo e caril, algum volume e final de boca interminável. Nota 18,5.

Este fortificado acompanhou uma série de sobremesas (encharcada, toucinho do céu, torta de laranja e bolo de chocolate).


Mais uma grande jornada de convívio, comeres e beberes. Obrigado Frederico!

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

Outubro 2014 : o que aconteceu aqui há 8 anos

 Das 12 crónicas publicadas no decorrer de Outubro 2014, destaco estas 3:


."Novo Formato+ (13ª sessão) : tintos 2005 em prova"

Recordando um almoço organizado por mim na saudosa Enoteca de Belém com vinhos da minha garrafeira.

Foram provados/bebidos 2 brancos 2012, 4 tintos 2005 e 1 Solera 1963 da Artur Barros e Sousa.


."José Avillez ao quadrado"

Recordando as minhas visitas a 2 espaços de restauração deste estrelado chefe:

.Pizzaria Lisboa 

.Cantinho do Avillez


."Os Comeres no Mercado da Ribeira : Miguel Castro e Silva (MCS)"

Recordando uma das muitas visitas que fiz ao Time Out Market, quando ainda se podia circular por lá.

terça-feira, 1 de novembro de 2022

Vinhos em família e não só...(CXXXVIII)

 Mais 4 vinhos provados em casa, com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega, e mais uns tantos bebidos em espaços de restauração sem notas de prova. E eles foram:


1.Provados em casa

.Quinta do Lagar Novo Arinto 2019 (Alenquer) - com base na casta Arinto (100 %), estagiou 10 meses em barricas usadas de carvalho francês; cítrico e mineral, acidez pronunciada, algum volume e final de boca (13 % vol.). Fresco e elegante, vai crescer nos próximos anos. Nota 17.


.Kelman Encruzado Grande Reserva 2015 (garrafa nº 1456/2000, Dão) - com base na casta Encruzado (100 %), estagiou 2 anos em barricas novas de carvalho francês e mais 2 em garrafa; presença de citrinos e fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca de assinalar (13 % vol.). Muito complexo e gastronómico. Nota 18. Passada 1 semana, foi voltada a provar a mesma garrafa. Nota 18,5!


.Quinta do Rol 2006 (V. R. Estremadura) - com base na casta Arinto (100 %); evoluido e algo oxidado, presença de citrinos, fruta de caroço e frutos seco, acidez a dar-lhe vida, notas especiadas, algum volume e final de boca seco e adocicado (12 % vol.). Menos interessante que o 2007. Nota 16,5.


.Dalva Colheita 1985 (engarrafada em 2016) - presença de frutos secos, notas de iodo, brandy e caril, acidez no ponto, algum volume e final de boca muito longo. Com uma boa relação preço/qualidade é sempre um prazer voltar a este fortificado. Nota 18,5.


2.Bebidos em espaços de restauração

Brancos

.Argila 2019 - 17,5

.Casa Burmester Reserva - 17,5

.Monte da Carochinha 2021 - 17,5

.Ramillo Colares 2021 - 17,5

.Adega de Pegões Colheita Seleccionada 2021 - 17

.Beyra 2021 - 17

.Planalto Reserva 2021 - 17

.Prova Régia 2019 - 17

.Quinta Bageiras Chumbado- 17

.Monte das Servas Escolha 2021 - 16,5

Rosés

.Barranco Longo 2021 - 16,5

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

O Encontro da Revista de Vinhos (23ª Edição)

 Como não gosto de baralhar o palato, em cada uma das provas alargadas em que participei recentemente optei por provar unicamente um tipo de vinhos. Assim, no evento Lisboa & Tejo organizado pelas Garrafeiras Néctar das Avenidas e Wines 9297 provei 33 brancos, no Vinhos e Sabores 2022 da responsabilidade da Grandes Escolhas concentrei-me em 53 tintos e, agora no Encontro da Revista de Vinhos, deliciei-me com 21 fortificados.

Este último evento decorreu nos dias 22, 23 e 24 Outubro no Centro de Congressos de Lisboa (à Junqueira), tendo contado com 160 stands de vinhos e mais um espaço para os naturais, 9 de acessórios e 6 de gastronomia. Na área da gastronomia a oferta não era muito interessante, mas foi ali que fiz o meu almoço (sandes de presunto, empada de caça e queijada), acompanhado de um copo de branco sem história. Foi o possível...


Estive apenas presente no dia 24 (data dedicada aos profissionais), tendo provado 11 Vinhos do Porto, 2 Vinhos da Madeira, 4 Moscatéis e 4 Carcavelos.

Qualidade média muito alta, destacando:

Com 19,5

.Alambre JMF 40 Anos

Com 19

.Taylor's Gold Age 50 Anos

.Dow's 40 Anos

Com 18,5

.Croft 20 Anos

.Dow's 30 Anos

.Graham's 30 Anos

.Graham's 40 Anos

.Quinta da Côrte 20 Anos

.Sandeman 20 Anos

.Alambre JMF 20 Anos

.Moscatel Setúbal Roxo JMF 20 Anos 

.Villa Oeiras Colheita 1997

De referir:

.a presença 8 tawnies de idade, dos quais alguns 20 anos a par dos 30 e 40 

.a inclusão de 3 moscatéis da JMF

.a ausência de Vinhos Madeira, os meus preferidos mas aqui mal representados


Para além da prova é sempre gratificante reencontrar antigos clientes das CAV, enólogos, produtores ou comerciais meus conhecidos há anos.

Entre outros lá estavam o Carlos Campolargo, Célia Alves, Domingos e Tiago Alves de Sousa, Filipa Pato e Virgílio Loureiro, a quem tive o prazer de falar. 

E, para o ano, há mais (4 a 6 Novembro 2023)!

terça-feira, 25 de outubro de 2022

Oitto by chefe Carlos Afonso e outros espaços

 1.Oitto - 4,5 *

Espaço amplo, mas demasiado frio e formal, com a música alta. Não havia necessidade...

Cozinha aberta, mesas despojadas mas com guardanapos de pano.

No menu, inspirado em alguns dos pratos criados pelo chefe n' O Frade, constam 6 de queijo e charcutaria, 19 entradas e petiscos, 4 de peixe, 4 de carne, 2 vegetarianos e 4 sobremesas.

Partilhei:

.berbigão, coentros e lima

.empada

.tiborna de bacalhau

.papada de porco

.arroz doce

Embora o chefe não estivesse, tudo o que veio para a mesa estava saborosíssimo. 

Quanto à componente vínica, inventariei 2 espumantes, 1 champanhe, 16 brancos (3 a copo, sendo 1 colheita tardia), 11 tintos (3) e 1 moscatel. Lista com os anos de colheita e alguns vinhos originais.

Optei pelo Paço dos Infantes Reserva 2019 a copo - presença de citrinos e fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca. Muito gastronómico, acompanhou bem todo o almoço. Nota 17,5.

A garrafa veio à mesa, dada a provar num bom copo Luigi Bormiolo e servida uma quantidade generosa.

Serviço eficiente e profissional.

Finalmente, este restaurante aderiu à moda importada dos EUA de incluir na factura 5 % de gratificação (embora facultativa) que é um insulto aos clientes.

Embora tenha muita consideração pelo chefe Carlos Afonso que conheço há já alguns anos, não tenciono voltar.


2.Outros espaços, classificados de 1 a 5

Com 5

.Belmiro

.Lugar Marcado

.Zunzum

Com 4,5

.Bastardo

.Belém 2 a 8

.Cais da Estação (Sines)

.Degust'AR Lisboa

.Elevador (Hotel Santa Justa)

.Santa Clara dos Cogumelos

.Tasca da Memória (Hotel Books and Wines)

Com 4

.Casa da Amendoeira (Caselas, Lx)

.Fishtail (Alcântara, Lx)

.Lamelas (Porto Covo)

.Relento (Algés)

Com 3,5

.Dona Mimi (Charneca do Lumiar, Lx)

terça-feira, 18 de outubro de 2022

Vinhos e Sabores 2022

 Este evento, organizado pela revista Grandes Escolhas, entretanto interrompido pela pandemia, voltou em força à FIL, tendo decorrido de 8 a 10 Outubro. Contou com 280 stands, sendo 248 de vinhos, 22 de sabores e 10 de acessórios e, ainda, milhares  de visitantes.

Nos sabores destacaram-se as 3 bancas de arrozes e respectivos chefes (José Júlio Vintém, Vitor Adão e Hélio Gonçalves). Optei pelo J. J. Vintém que já conheço há uma série de anos, tendo almoçado um soberbo arroz de caça. Pena não existir, ao contrário dos anos anteriores, uma banca com vinho a copo. Uma falha da organização?


Estive presente no dia 10 (dia dedicado aos profissionais), tendo provado, dos milhares de vinhos presentes de cerca de 400 produtores, uma ínfima parte, tendo-me fixado exclusivamente nos tintos para não baralhar o palato.

A qualidade média dos 53 tintos provados, pareceu-me deveras alta, destacando estes:

Com 19

.Abandonado 2019 (Douro)

.Messias Garrafeira 1998 (Douro)

Com 18,5

.Costa Boal Homenagem Grande Reserva 2011 (Douro)

.Quinta Nova Vinha Centenária 2018 (Douro)

.Quinta do Pôpa Único Vinhas Velhas 2017 (Douro)

.São Luiz Grande Reserva Vinhas Velhas 2017 (Douro)

.Vallado Vinha da Granja 2019 (Douro)

.Vallegre Vinhas Velhas Reserva Especial 2017 (Douro)

.Taboadella Grande Villae 2019 (Dão)

.Luis Pato Vinha Barrio 2008 (Bairrada)

.Hexagon 2017 (Península de Setúbal)

.Terrenus Clos dos Muros 2016 (Alentejo)

De referir:

.a quase omnipresença dos tintos do Douro (2/3)

.a inclusão de alguns vinhos com uma certa idade, mas ainda cheios de saúde

.a colheita 2017 (1/3)

.a temperatura a que estavam a maior parte dos vinhos provados (acima do desejável)


Para além da prova de vinhos, é sempre um prazer reencontrar uma série de pessoas, sejam antigos clientes das Coisas do Arco do Vinho, produtores, enólogos ou comerciais. Entre outros menos conhecidos, tive a oportunidade de abraçar e dar 2 dedos de conversa a, por ordem alfabética, Casimiro Gomes, Diogo Lopes, Francisco Ferreira, José Perdigão, Lobo de Vasconcelos, Penha Garcia, Rui Reguinga e Sérgio Nuno.

E, para o ano, há mais (14 a 16 Outubro 2023)!

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Curtas (CXL) : Vinhos do Alentejo, Passevinho, Oktober Festa, Grande Reserva e Vinhos de Portugal

 1.Vinhos do Alentejo

Pela 1ª vez no Norte a CVR Alentejo vai organizar uma grande e alargada prova de vinhos alentejanos.

O evento decorrerá no WOW (em Gaia) em 4 e 5 Novembro.

Em Lisboa será o regresso ao CCB, previsto para os dias 18 e 19 Novembro.


2.Passevinho

A 6ª edição deste evento (prova aberta e conversas com os produtores) decorrerá na Padaria do Povo (Rua Luis Derouet, 20A em Campo de Ourique) no dia 6 Novembro (das 15 às 19 h).


3.Oktober Festa

Este evento, organizado por uma parceria de cervejeiras situadas em Marvila (Dois Corvos, Lince, Musa e 8ª Colina), vai decorrer nos dias 15 e 16 Outubro.

Estarão à prova 40 cervejas artesanais, sendo convidadas as cervejeiras Vandoma, Aguarela, Barona e Aldeana.


4.Grande Reserva

Grande Reserva é o nome de uma rubrica que passa no jornal da noite na SIC às 6ª feiras. Em cada programa é convidado(a) uma figura de prestígio no mundo do vinho.

Já passaram por lá Anselmo Mendes, Francisco Albuquerque, Luis Sottomayor e Susana Esteban.


5.Vinhos de Portugal

Vinhos de Portugal é um programa (3 episódios) que a RTP2 repôs recentemente (dias 10, 11 e 12).

A autoria é do saudoso jornalista e crítico de vinhos, com obra publicada, José António Salvador, com quem o João Paulo Martins deu os primeiros passos.

terça-feira, 11 de outubro de 2022

Santarém Capital da Gastronomia em 3 andamentos

 1º andamento - a prova

Este enófilo militante foi um dos convidados, entre dezenas, para participar na apresentação do programa do 41º Festival Nacional de Gastronomia de Santarém que decorreu na Quinta da Bela Vista, algures nos arredores desta cidade. Para além dos convidados pessoais da autarquia, estiveram presentes alguns órgãos de comunicação social e representantes da chamada blogosfera (antónio mendes nunes - as minhas escolhas, coversas à mesa, novas krónikas vinícolas, virgílo gomes e wine fan).


Este encontro começou com a apresentação e prova orientada, por parte do reputado escanção Rodolfo Tristão, dos vinhos vencedores e Medalhas de Excelência do Concurso Vinhos do Tejo 2022, com classificações dadas por mim (para o meu gosto o branco está uns furos acima do tinto):

.Branco - Quinta do Casal Monteiro Fernão Pires Grande Reserva 2019 (nota 17,5)

.Tinto - Zé da Leonor Reserva 2020 (nota 16,5)

Resta dizer que a prova foi de pé, logo não nas melhores condições, e os copos eram Schott.


2º andamento - os discursos

Os tradicionais e indispensáveis discursos tiveram a cargo do presidente e do vice-presidente da Câmara Municipal de Santarém e, ainda, do chefe Rodrigo Castelo (restaurante Taberna Ò Balcão) na sua qualidade de "embaixador para a comida de Santarém".

Ficámos a saber que o Festival de Gastronomia vai decorrer na Casa do Campino, de 21 Outubro a 1 Novembro, ficando a petiscaria a cargo de 24 conceituados chefes (Ana Moura, Hugo Nascimento, Justa Nobre, Luis Gaspar,João Sá, Marlene Vieira, Miguel Laffan e Noélia Jerónimo, entre outros). 

Mais informações em cm-santarem.pt.


3º andamento - o almoço

O almoço, a 4 mãos, foi da responsabilidade do chefe João Diogo Saloio (restaurante Mãe em Lisboa) que apresentou um cozido desconstruido, e do António ... (Taberna do Geraldo, Ribeira de Santarém) com o seu muito badalado cozido tradicional. Ambos souberam-me muito bem.

A terminar, arroz doce e castanhas de ovo, um final feliz.


Quanto a vinhos, na minha mesa (éramos 8) quase todos os participantes começaram com vinhos tintos a acompanhar os cozidos. No entanto ficaram rendidos ao branco que levei para a mesa, o Conde Vimioso Reserva 2019 (nota 17,5+), com base na casta Arinto, fresco mas com uma boa estrutura e a fazer uma boa harmonização com a gastronomia. É um bom vinho para a mesa que me passou despercebido quando o provei no evento Lisboa & Tejo.

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Vinte & Cinco - 4 *

 Começo por afirmar o que foi dito quando publiquei a crónica "Revolução - 4,5 *" há mais de 2 anos.

Declaração de interesses: sou sócio da Associação 25 de Abril (A25A), onde se situa este espaço de restauração (Rua da Misericórdia, 95 - 1º), desde a sua fundação. Mas este facto não me inibe de elogiar o que merecer, nem criticar o que está mal, no meu ponto de vista.


A ementa, concebida pelos sócios e chefes Vitor Hugo e Theo Bruno, é deveras original fugindo à rotina da maior parte dos restaurantes que conheço. Sem separação de entradas, pratos, peixe ou carne, o menu apresenta, para além do couvert (pão massa mãe, azeitona galega temperada, manteiga composta e azeite bio), 18 itens desde 3 € (ostras ao natural) até 18 € (polvo caramelizado em mel e chipotle). Em separado, o menu contempla, ainda, 4 sobremesas.

Os sócios da A25A e seus convidados podem optar pelo menu do dia que custa 15 € (sopa, prato à escolha entre peixe e carne, sobremesa, bebida e café). Uma boa solução para quem não queira arriscar na ementa principal.

Das vezes que lá fui experimentei as 2 modalidades e confesso que fiquei rendido à qualidade daquilo que comi a partir da ementa. No couvert o "pão massa mãe" (embora nem sempre presente) e o azeite bio marcam pontos, o prato ("atum em pistachio") e a sobremesa ("bom-bom de chocolate") merecem-me nota muito alta. 


Quanto à componente vínica, precisa de levar uma grande volta, com omissões gritantes e serviço com falhas, embora seja uma lista nada óbvia com uma ou outra referência original.

 Inventariei 1 espumante, 10 brancos (1 a copo), 9 tintos (1 a copo) e 1 rosé. Não constam os anos de colheita, nem vinhos fortificados e ainda não aderiram à cerveja artesanal.

A lista omite a casta Alvarinho de Monção-Melgaço e a Arinto de Bucelas, obrigatórias em qualquer carta de vinhos. Mais, o único espumante presente vem do Alentejo, o que não faz sentido. E os espumantes mais representativos de Távora - Varosa ou da Bairrada? Por outro lado, também me parece excessiva a quantidade de vinhos Pedro Martin e Herdade do Rocim. Também, para mim, não faz sentido uma  referência italiana (branco e tinto). Não traz nenhum valor acrescentado. 

Quanto ao serviço de vinhos, as garrafas vieram à mesa mas não foram dadas a provar. Mais, o tinto foi servido a uma temperatura acima do recomendado. Para compensar, os copos para vinho são Spiegelau e Riedel (um luxo!).


Resumindo e concluindo, vale a pena frequentar este Vinte & Cinco que, apesar de se situar num 1º andar da A25A , é um restaurante público. Tenciono voltar, fazendo votos para que os responsáveis meditem nas minhas críticas.

terça-feira, 4 de outubro de 2022

Setembro 2014 : o que se passou aqui há 8 anos

 Das 9 crónicas publicadas ao longo de Setembro 2014, destaco estas 3:


."Perplexidades (X)"

Recordando uma história, passada nos tempos das Coisas do Arco do Vinho, com uma personagem do mundo do vinho que não se portou lá muito bem connosco, não sabendo separar as suas responsabilidades institucionais dos seus interesses pessoais.

Era, na altura, presidente de uma CVR! E mais não digo...


."Evento Wine Bloggers na Adega José de Sousa"

Recordando uma visita à Adega José de Sousa, no âmbito da blogosfera. A iniciativa foi da José Maria da Fonseca, tendo sido recebidos e acompanhados pelo Domingos Soares Franco.

E não foi a 1ª vez!


."Grupo dos 3 (40ª sessão) : Quinta dos Carvalhais em prova"

Recordando um almoço vínico deste grupo de enófilos da linha dura (Juca, João Quintela e eu) no restaurante Avenue, encerrado há anos, onde a Marlene Vieira, uma chefe em ascensão, pontificava nos tachos e a equipa Manuel Moreira e Giscard Muller na sala.

Inesquecível jornada!

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

À volta da cerveja artesanal (XXVII)

 1.Mais provas

Provadas mais 8 cervejas (6 artesanais e 2 semi-artesanais), classificadas de 1 a 5:

Com 4,5

.Koriska IPA (Açores)

.OPTO 74 Gyroscope IPA (Porto)

.1927 Bengal Amber IPA (Superbock)

Com 4

.Amphora Nemesis Special Ale (Braga) com 13º de álcool

.Dois Corvos Matiné IPA (Lisboa)

.Dois Corvos Murmúrio American Ale (Lisboa)

.Sedutora Hopy Pils (Aveiro)

.Bohemia Original (Sagres)


2.Festival Craft

Confirmando o que foi dito nas últimas "Curtas", o World of Wine (WOW), em Gaia, vai ser o palco da 3ª edição do Festival Craft nos fins de semana 29/9 a 2/10 e 6 a 9/10.

Vão estar presentes 25 cervejeiros e podem ser provadas mais de 100 referências de cerveja artesanal. 


3.Revista de Vinhos (RV)

O nº de Setembro da RV dedica 2 páginas à cerveja Lagunitas (Califórnia), com texto e notas de prova de Luis Alves.

terça-feira, 27 de setembro de 2022

Vinhos em família (CXXXVII) : um belíssimo tawny de idade

Quatro vinhos provados em casa, com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega, e mais uns tantos bebidos em espaços de restauração e sem notas de prova.


1.Provados em casa

.Boas Quintas Morgado de Bucelas Cuvée Arinto 2000 - Considerado o vinho revelação do evento "Lisboa & Tejo"; com base na casta Arinto (100 %), estagiou 6 meses em barricas de carvalho francês; cítrico e mineral, algum amanteigado, acidez no ponto, volume e final de boca de assinalar (13 % vol.). Elegante, acompanha bem entradas. Nota 17,5.


.José Maria da Fonseca Pasmados 2008 - com base nas castas Viognier, Viosinho e Arinto, estagiou 2 anos em cave, dos quais 3 meses em barricas de carvalho francês; muito evoluido e algo oxidado (a cor pode assustar os menos avisados), presença de citrinos e fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, algum especiado, volume e final de boca (13 % vol.). Precisa de comida de tacho e não deve ser bebido muito frio. Nota 16,5.


.Campolargo Calda Bordaleza 2008 - com base nas castas Cabernet Sauvignon (45 %), Merlot (30 %) e Petit Verdot (25 %), estagiou 24 meses em barricas novas de carvalho francês; ainda com fruta vermelha, fresco, acidez equilibrada, notas florais, algum volume e final de boca persistente (14,5 % vol.). Elegante, a beber nos próximos 4 a 6 anos. Nota 18.


.Graham's 30 Anos (engarrafado em 2013) - 95 pontos na Wine Spectator e na Wine Enthusiast e, ainda, 94 pontos no Parker; presença de frutos secos, iodo e brandy, notas iodadas, alguma acidez e volume e, ainda, um final de boca longo. É sempre um prazer beber este tawny. Nota 18,5.


2.Bebidos em espaços de restauração

Brancos

.Quinta do Cidrô Chardonnay 2018 - 18

.Abibes Sauvignon Blanc 2021 - 17,5

.Luis Pato Maria Gomes 2021 - 17

.Argila 2019 - 17

.Adega Mãe Pinta Negra Reserva 2020 - 17

.Castelo d' Alba 2020 - 16,5

.São Luiz 2021 - 16,5

Tintos

.Vinha do Reino 2017 - 17,5

.Vargosa Reserva 2019 - 17

sábado, 24 de setembro de 2022

Curtas (CXXXIX) : Lisboa & Tejo, Vinhos a Descobrir, Vinhos & Sabores, Festival de Gastronomia e Essência do Vinho - Lisboa

 1.Lisboa & Tejo

Provados 33 brancos, o meu TOP 5 é o seguinte:

1º - Quinta do Rol Chardonnay e Arinto 2007

2º - Adega Mãe Vital Vinhas Velhas 019

3º - Adega Belém Arinto 2021

4º - Quinta Monte d' Oiro Reserva 2019

5º - Conde Vimioso Vinha do Convento 2018


2.Vinhos a Descobrir

A 11ª Edição do Vinhos a Descobrir, em simultâneo com o 1º Festival de Vinhos com Gastronomia,

vai decorrer em 1 e 2 Outubro na Alfândega do Porto.

Mais informações em www.vinhosadescobrir.pt


3.Grandes Escolhas - Vinhos & Sabores

Este evento anual da revista Grandes Escolhas vai decorrer na FIL (Pavilhão 1) nos dias 8, 9 e 10 Outubro, sendo este último exclusivo a profissionais.

Mais informações em www.vinhosesabores.com


4.Festival de Gastronomia

O 41º Festival Nacional de Gastronomia de Santarém vai decorrer de 21 Outubro a 1 Novembro na Casa do Campino.

Mais informações a serem divulgadas oportunamente.


5.Essência do Vinho - Lisboa

O encontro da Revista de Vinhos em Lisboa vai decorrer no Centro de Congressos de Lisboa, na Junqueira, de 22 a 24 Outubro.

Mais informações em encontrovinhosesabores.com

terça-feira, 20 de setembro de 2022

Novo Formato+ (41ª sessão) : 4 fortificados de eleição (2 do século XIX)

 Esta última sessão decorreu "chez" casal Adelino/Carlota, com vinhos da sua garrafeira acompanhados pela gastronomia da casa e alguns reforços. O Novo Formato+ é um grupo de privilegiados com acesso a vinhos de grande qualidade, nomeadamente os fortificados, grande parte deles disponibilizados pelo nosso amigo Adelino. Não deve haver outro grupo em Portugal, ou mesmo fora, com acesso a estas raridades.

Somos uns sortudos!


O momento foi de usufruir, não me deixando espaço para apontar as minhas notas de prova, limitando-me a pontuá-los. 

Desfilaram 2 brancos, 2 tintos e 4 fortificados:

.Verdelho O Original by Antóniuo Maçanita 2015 em magnum (garrafa nº 140) - fresco e cheio de salinidade (nota 18)

.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2012 (não cheguei a provar)

Estes 2 brancos maridaram com uma série de entradas.


.Quinta Vale Meão 2007 - 95 pontos na Wine Spectator; já na fase descendente, mas ainda a dar uma boa prova (18)

.Quinta Vale Meão 2010 - 93 pontos na Wine Spectator; muito fresco e ainda com alguns anos pela frente (18,5)

Estes 2 tintos harmonizaram com uma belíssima espetada em pau de louro, à moda da Madeira.


.Noval Colheita 1974 (engarrafado em 1985) - o elo mais "fraco" (18,5)

.Burmester Reserva Novidade 1890 - uma grande "novidade" (19,5)

.Trilogia José Maria da Fonseca (engarrafado em 1999) - um dos tops da JMF (19)

.Artur Barros e Sousa Boal 1860 - um "monstro" da Madeira (19,5)

Estes 4 fortificados acompanharam umas tantas sobremesas, algumas bem madeirenses.


Grande jornada de convívio, comeres e beberes (alguns irrepetíveis)!

Obrigado Adelino e Carlota!

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

O Frade no Mercado da Ribeira - 4,5 * e outros espaços

1.O Frade

 O Frade, instalado na Calçada da Ajuda e objecto das crónicas

."O Frade - 3,5 *"

."O Frade revisitado - 4,5 *"

estendeu-se ao Time Out Market, onde recentemente o fui visitar.

É um espaço agradável com bom tempo, graças à sua apetecível esplanada exterior com uma capacidade para 40 pessoas. No interior, ao balcão, cabem mais 20.

Quanto à ementa, mais reduzida do que a da casa mãe, constam 7 petiscos, 3 pratos principais e 2 sobremesas, tendo eu escolhido a "Empada especial do Frade", "Coelho de coentrada" e "Mousse de chocolate". Estava tudo deveras saboroso, não ficando a perder com o Frade da Calçada da Ajuda.

Quanto à componente vínica, inventariei 1 espumante, 3 brancos, 1 rosé, 3 tintos, 1 Porto, 1 Madeira e 1 Moscatel, todos a copo. Lista criteriosa, mas curta e sem os anos de colheita.

Optei por um copo do branco Poças Coroa d' Ouro 2021 - cítrico, acidez pronunciada, volume e final de boca médios. Correcto, mas sem se evidenciar. Nota 16,5.

A garrafa veio à mesa e servida uma quantidade generosa num bom copo.

Serviço despachado e simpático.

Recomendo e tenciono voltar. 


2.Outros espaços, classificados de 1 a 5

.Marisco na Praça (Cascais) - 4,5 *

.Degust' AR Lisboa - 4 *

.Moinho Ibérico (São João das Lampas) - 4 *

terça-feira, 13 de setembro de 2022

Curtas (CXXXVIII) : Lisboa & Tejo, Prémios W, Vinipax e Festival CRAFT no WOW

 1.Lisboa & Tejo

É já neste Sábado (14h30 às 20 h) que vai decorrer a 2ª edição deste evento, organizado pela Garrafeira Néctar das Avenidas em parceria com a Garrafeira Wines 9297, no espaço do Hotel Real Palácio.

Estão confirmados 33 produtores destas Regiões e, ainda, uma Prova Especial com as Quintas Monte d' Oiro, Sant' Ana e Chocapalha.

Dos mais de 100 vinhos em prova, serão eleitos os 10 melhores (5 brancos e 5 tintos) que serão provados/bebidos num jantar especial a ocorrer no restaurante Taberna Albricoque do consagrado chefe Bertílio Gomes.


2.Prémios W

O Aníbal Coutinho, homem dos 7 ofícios, aqui referido há mais de 10 anos em "Anibal Coutinho : 5 em 1", tem vindo a publicar a sua lista de nomeados para tudo e mais alguma coisa.

No respeitante a "Garrafeira (Loja de Vinhos) do Ano", nomeou mais uma vez o Club del Goumet El Corte Inglês, a Garrafeira Estado d´Alma e a Garrafeira São João.

Que se saiba, nenhuma destas garrafeiras, por muito bons que sejam os respectivos portefólios, trabalhou e promoveu o vinho como tem feito, há já uma série de anos, a Garrafeira Néctar das Avenidas, mais uma vez esquecida pelo sr. 5 em 1.

Lamentável!


3.VINIPAX

Este evento, promovido pela Câmara Municipal de Beja, vai decorrer de 30 Setembro a 2 Outubro no Parque de Feiras e Exposições de Beja.

Está prevista a presença de 60 marcas de vinho.

Mais informações em www.patrimoniosdosul.pt. 


4.Festival CRAFT no WOW

A 3ª edição do festival CRAFT vai decorrer nos espaços do World of Wine (WOW) em Gaia nos fins de semana 29 Setembro a 2 Outubro e 6 a 9 Outubro.

Estarão presentes 23 cervejeiras que terão à prova mais de 100 cervejas artesanais.

Mais informações em wow.pt/festival-cerveja-artesanal-porto.


quinta-feira, 8 de setembro de 2022

O Júpiter, uma vez mais

 Há um ano e picos, publiquei aqui a crónica "A propósito do Júpiter : o vinho, os espertos e os tansos" que me deu muito gozo, referindo o que alguma crítica escrevera, o Pedro Garcias na Fugas (assertivo como sempre) e o João Paulo Martins na Revista do Expresso (mais contido).

Vem isto a propósito do artigo do Pedro Garcias na Fugas de 27 de Agosto, sob o título "Cláudio Martins, o "génio" do vinho português que nos quer fazer passar por tolos", de leitura obrigatória e que assino por baixo.


Não resisto a transcrever estas passagens:

"O consultor, conselheiro, produtor e vendedor de vinho Cláudio Martins acha que descobriu a verdade. Ou melhor, ele sabe que não descobriu coisa nenhuma, mas quer convencer-nos que sim, que somos todos uns tansos ao insistirmos em vender vinhos tão, tão baratos que por serem tão, tão baratos os clientes estrangeiros não os compram. Foi o que o badalado adviser, com carreira em Inglaterra e instalado agora em Portugal, disse numa entrevista ao jornalista Edgardo Pacheco." (no início do texto)


"(...) Apresentar o vinho Júpiter, o vinho tinto de talha do Alentejo, colheita 2015, que Cláudio Martins vende a mil euros a garrafa, como exemplo do que o país deve fazer para se tornar conhecido no mundo dos vinhos é risível. É querer tomar-nos por parvos. E porquê? Por que se trata de um vinho sem história, sem qualquer referente, a não ser o de se tratar de um vinho de talha, que é feito, como se sabe, para se beber rápido. Pelo menos é (o) que os produtores de vinhos de talha nos vendem (...)" (mais ou menos a meio do texto)


"(...) se um Porto de 1815 rendeu o que rendeu, como é que Cláudio Martins nos quer convencer de que o Júpiter vale mil euros? E se 6800 euros foi um preço absurdamente baixo para uma garrafa de vinho do Porto tão antiga e especial, por que razão Cláudio Martins não a comprou, para a revender mais tarde com um avultado lucro, como promete aos compradores do Júpiter?". (no final do texto) 


Nota final - não sou amigo nem sequer conhecido do Pedro Garcias, apenas estivemos num jantar/prova de vinhos do João Portugal Ramos e do José Maria Soares Franco, no restaurante do Altis Belém há quase 10 anos, onde apenas trocamos algumas palavras de circunstância. 

terça-feira, 6 de setembro de 2022

Pica - Pau - 4 * e outros espaços

1.Pica - Pau (Rua da Escola Politécnica, 27)

Este espaço de restauração é uma aposta recente do chefe Luis Gaspar (esse mesmo da Sala de Corte) que se inspirou na "Cozinha Tradicional Portuguesa" da saudosa Maria de Lourdes Modesto e pretende "(...) Valorizar o património nacional, com uma ementa que atravessa várias regiões (...)". 

Ambiente descontraido, esplanada interior, mesas despojadas e em cima umas das outras, música demasiado alta, mas guardanapos de pano e copos Riedel! Enfim, uma série de contradições...

Na ementa consta 1 prato do dia (12 € de 2ª a 6ª feira, mais caro ao fim de semana), 11 petiscos, 6 pratos principais e algumas sobremesas.

Optei por:

.couvert (pão quente de Mafra, manteiga dos Açores e molho Pica - Pau)

.berbigão à Bulhão Pato

.pastéis de bacalhau (os melhores que comi na minha vida)

Na componente vínica, inventariei 3 espumantes (1 a copo), 11 brancos (4), 4 rosés (1) e 11 tintos (4).

Têm ainda 1 Tawny 10 Anos, 1 Moscatel, 1 Carcavelos e cerveja artesanal.

Optei por um copo do branco Dory 2021 - fresco, cítrico e mineral, corpo e final de boca médios; muito elegante. Nota 17.

A garrafa veio à mesa, dada a provar num copo Riedel (um luxo!) e servida uma quantidade generosa.

Serviço simpático e profissional.

Mas, no final, borraram a pintura ao introduzir na factura uma gratificação de 5 %, ao irritante estilo norte americano! Embora estes 5 % não sejam obrigatórios, acho esta moda francamente despropositada.

A gratificação tem a haver com a consciência de cada um e o cliente não deve ser pressionado.

De qualquer modo, tenciono voltar, fazendo votos para que este restaurante acabe de vez com esta moda made in USA.


2.Outros espaços, classificados de 1 a 5 *

Com 4,5

.Antártida (Terreiro do Paço, Lisboa)

.Maria Petisca (Viana do Castelo)

.Laguna Restaurante Barco (Aveiro)

.O Bairro (Aveiro)

.Tasca Chic José Avillez (Corte Inglês, Lisboa)

Com 4

.Alma Lusa (Linda a Velha)

.À Margem (Belém, Lisboa)

.Elevador (Hotel Santa Justa, Lisboa)

.Mariana (Afife)

.Marisqueira de Algés (Algés)

.Saleiro (Hotel Flor de Sal, Viana do Castelo)

sábado, 27 de agosto de 2022

O Blogue vai de férias

O blogue enófilo militante vai de férias e estará de regresso dia 6 de Setembro.

Até lá, boas férias e bons copos!

quinta-feira, 25 de agosto de 2022

À volta da cerveja artesanal (XXVI)

 1.Mais provas

Provadas mais 9 cervejas (6 artesanais e 3 semi-artesanais), classificadas de 1 a 5:

Com 5

.Barona APA (Marvão)

.Dois Corvos Lisbon Calling Double IPA (Lisboa) com 7,9º de álcool

Com 4,5

.Letra F American IPA (Vila Verde)

.Trindade Fenix American Wheat (Lisboa)

.1927 Bengal Amber IPA (Superbock)

Com 4

.Bohemia Original (Sagres)

.El Alcazar (Jaén, Espanha)

.1927 Munich Dunkel (Superbock)

Com 3,5

.Musa Saison O' Connor (Lisboa)


2.ARTESANAL

A 2ª edição do ARTESANAL - Mercado de Cervejas e Cidras artesanais vai decorrer de 2 a 4 Setembro na cidade da Maia, no espaço Inspire bem próximo do centro.

Mais informações em www.inspire-eventos.pt.


3.Revista de Vinhos (RV)

A RV, ao contrário da Grandes Escolhas, continua atenta a este mundo novo das artesanais, tendo publicado nestes últimos 3 meses (texto e notas de prova de Luis Alves):

.Junho

Sobre a cervejeira Artesanali's (Póvoa de Varzim) que utiliza os mostos da casta Alvarinho, tendo lançado as suas primeiras referências (Mesmo Boa - Cerveja Artesanal de Alvarinho e Mesmo Boa - Cerveja Extra).

.Julho

Dedicada à 8ª Colina (Graça, Lisboa), com destaque às cervejas Urraca Vendaval, Zé Arnaldo, Joe da Silva e Vila Maria.

Agosto

Referida a Trindade como a cervejeira mais antiga de Lisboa (1836), tendo aderido às artesanais em 2018. Neste nº da RV são apresentadas 2 (Trindade Profana e Trindade Fénix).


4.Evasões

Esta separata do DN e do JN também está atenta ao mundo das artesanais, embora sem grande regularidade. Recentemente noticiou a abertura de um bar por parte da Lupum (Avintes) que dá pelo nome de Lupum Taproom (Rua da Fontiela).

terça-feira, 23 de agosto de 2022

Grupo dos 6 (28ª sessão) : um Madeira estratosférico

 Este grupo de enófilos, agora na sua máxima força, voltou a reunir no restaurante Magano que, mais uma vez, esteve à altura dos acontecimentos com uma boa gastronomia e serviço de vinhos a rigor (copos, temperaturas, ...). Desfilaram:


.Taboadella Grande Villae 2018 branco (1 das 3480 garrafas levada por mim) - 91 pontos no Parker; com base nas castas Encruzado, Bical e outras em vinhas velhas, estagiou 12 meses em barricas novas de carvalho francês; presença de citrinos e fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, notas glicerinadas, algum volume e final de boca (14 % vol.). Pesado e gastronómico pede comida de tacho. Nota 17,5.

Este branco acompanhou uma série de entradas (queijo fresco, empadas, cogumelos recheados e favinhas) e um pregado à Bulhão Pato.


.Poeira 44 Barricas 2014 (levado pelo J. Rosa) - 94 pontos na Wine Spectator e 92 no Parker; TOP 30 e nota 19 na Grandes Escolhas; estagiou em barricas de carvalho francês; ainda com muita fruta vermelha, acidez no ponto, notas especiadas, taninos presentes mas domesticados, volume e final de boca assinaláveis (13,5 % vol.). Gastronómico, a consumir em 4/5 anos. Nota 18,5.


.Luis Pato 2014 (levado pelo João) - com base na casta Baga; ainda com algum afruta, acidez prolongada, especiado discreto, taninos dóceis, algum volume e final de boca (12 % vol.). Muito fresco e elegante, a consumir nos próximos 10/12 anos. Nota 18.

Estes 2 tintos harmonizaram com arroz de pombo bravo.


.Blandy Bual 1948 (garrafa nº 321/1668 engarrafada em 2004 e levada pelo Frederico) - presença de frutos secos, notas de iodo, caril e brandy, vinagrinho no ponto, volume adequado e final de boca interminável. A Madeira no seu melhor! Nota 19,5.

Este fortificado acompanhou uma série de sobremesas.


Mais uma grande sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado a todos!

quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Vinhos em família (CXXXVI) : continua a omnipresença dos brancos

1.Bebidos em casa 

Degustados mais 4 brancos com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega. E eles foram:


.Anselmo Mendes Parcela Única 2017 - Prémio Excelência da Grandes Escolhas em 2019 para o melhor branco e 93 pontos no Parker e na Wine Enthusiast; com base na casta Alvarinho (100 %), estagiou 9 meses em barricas novas de carvalho francês e mais 12 meses em garrafa; ligeira evolução na cor, presença de citrinos, notas glicerinadas e de melão, acidez no ponto, volume e final de boca acentuados (13 % vol.). Complexo e muito gastronómico, a pedir pratos mais substanciais. Nota 18,5.


.Quinta de San Michel Arinto 2017 - Prémio Excelência da Revista de Vinhos em 2020; com base na casta Arinto (100 %), estagiou 6 meses em barricas de carvalho americano e mais 26 meses em garrafa; cítrico e mineral, notas de maçã verde, acidez equilibrada, algum volume e final de boca longo (13 % vol.). Muito fresco e elegante, a pedir entradas leves. Nota 18.


.Luis Pato Vinhas Velhas 2019 - com base nas castas Bical (50 %), Cercial e Sercialinho (25 % de cada); presença de citrinos, notas florais, alguma caidez e amanteigado, volume e final de boca médios (13 % vol.). Grande relação preço/qualidade. Nota 17,5.


.Quinta dos Carvalhais Branco Especial (1 das 4100 garrafas) - com base nas castas Encruzado, Gouveio, Sémillon e outras, das colheitas de 2006, 2010, 2013, 2014, 2015, 2016 e 2020, teve um estágio prolongado em barricas de carvalho usadas (8 anos em média) e engarrafado em 2021; presença de citrinos e fruta de caroço, sem ponta de oxidação, equilibrio acidez/gordura, boa estrutura e final de boca longo (14 % vol.). Muito bem conseguido e complexo é um dos melhores Branco Especial. Nota 18. 


2.Bebidos em espaços de restauração (todos brancos)


Com 18

.Quinta Poço do Lobo Reserva Arinto 2018


Com 17,5

.Argilla 2018


Com 17

.Castelo d' Alba 2021

.Laboeira Maria Gomes e Chardonnay 2017

.Muros Antigos Alvarinho 2021

.Raul Riba d' Ave Sílica 2020


Com 16,5

.Beira 2021

.Cabriz Colheita Seleccionada 2020

.Planalto Reserva 2021 

.Quinta da Sequeira 2021

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Sauvage - 4,5 * e outros espaços

 1.Sauvage (Rua António Serpa, 9)

Visitei recentemente e por 2 vezes este espaço que não conhecia. É uma agradável surpresa que passa a constar nos meus eleitos. Gastronomia, a cargo do chefe Rui Abreu, de grande qualidade, com um toque asiático, pratos muito bem apresentados, carta de vinhos fora do comum, serviço profissional e, também, simpático. Um único senão: ao fim de semana famílias com crianças podem causar algum excesso de barulho.

Sala pequena mas confortável, esplanada exterior com demasiado calor no verão, mesas despojadas mas com guardanapos de pano personalisados e música por vezes alta (baixam a pedido).

No menu constam 12 pratos para partilhar, 12 principais e 5 sobremesas. Nas 2 jornadas comi:

.cavala de pele tostada (em partilha)

.bao de leitão (em partilha)

.arroz de lingueirão

.arroz cremoso de camarão e algas

Quanto à componente vínica, inventariei 1 champanhe, 1 espumante (a copo), 12 brancos (5 a copo), 2 rosés (1), 8 tintos (3), 2 Porto e 1 Carcavelos, com as temperaturas devidamente controladas. Quanto a cervejas artesanais, ainda não aderiram a este mundo novo.

Optei por um copo de Morgado de Bucelas Puro Calcário 2021 (Sociedade Boas Quintas) - fresco, cítrico e mineral, acidez pronunciada a dar-lhe vida, algum volume e final de boca. Vai melhorar nos próximos 3/4 anos. Nota 17.

A garrafa veio à mesa e dada a provar num copo algo pesado.


2.Fundação Oriente - 4 *

Já me tinha referido ao restaurante em "Fundação Oriente e outros espaços", fechado para férias, mas agora é a vez cafetaria que subiu até ao 5º andar e ocupou o lugar daquele espaço.

Tem um menu que inclui o prato principal (à escolha entre peixe, carne e vegetariano), sobremesa e café. Tudo isto por 8,50 €, o que é de aproveitar.

As bebidas são à parte. Bebi o branco Castelo de Alba 2021, servido em quantidade generosa e num belíssimo copo, que me custou 1,50 €, preço que não se encontra em mais sítio nenhum!


3.Outros espaços, todos em Lisboa (classificados de 1 a 5 *)

Com 5 *

.Magano

.Prova-Enoteca Restelo

.Zunzum Gastro Bar

Com 4,5

.Belém 2 a 8

.Elevador

.Sem Dúvida

Com 4

.Bastardo

.Café no Chiado

.Delfina

.Nau do Restelo

Com 3,5

.À Margem

.Café Imperial

.Infame

.Maat Kitchen 

.Senhor Peixe

.Story Ouro

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Curtas (CXXXVII) : Enoturismo na RCV, Concurso fotos Vinhos Tejo, Lisboa & Tejo, Douro & Porto e Solar do Vinho do Porto

 1.Enoturismo na Real Companhia Velha 

De 3ª feira a Sábado, sempre com início às 10 h, pode visitar-se a Real Companhia Velha, em Gaia.

A visita, com um custo de 68 €, inclui as Caves do Vinho do Porto da RCV, o Centro de Visitas e o Museu e, ainda, um almoço na Enoteca 17.56.


2.Concurso de Fotografia

Já foi anunciada a 2ª edição deste concurso, promovido pela CVR Tejo, em parceria com a Confraria Enófila e a Rota dos Vinhos do Tejo. 

Inscrições até ao dia 31/8.


3.Evento Lisboa & Tejo

Organizada pela Garrafeira Néctar das Avenidas, em parceria com a Garrafeira Wines 9297, a 2ª edição deste evento vai decorrer dia 17/9 das 14h30 às 20 h no Hotel Real Palácio (entrada 10 € com direito a copo). No âmbito deste evento, está prevista uma Prova Especial com as Quintas Monte d' Oiro, Sant ' Ana e Chocapalha (custo 25 €).


4.Douro & Porto Wine Festival

Realiza-se em Lamego, em 17 e 18/9,  este evento dedicado ao vinho e à música, com o apoio do IVDP, C M Lamego e Turismo do Porto e Norte, estando prevista a presença de 100 produtores do Douro e de uns tantos cantantes (Fafá de Belém e Pedro Abrunhosa, entre outros).


5.Solar do Vinho do Porto (rua S. Pedro de Alcântara)

Reabriu, após demoradas obras de fundo no Palácio Ludovice (agora Wine Experience Hotel), o Solar do Vinho do Porto. Numa primeira visita rápida, pareceu-me francamente mais moderno, mas não sei se mais funcional. A visitar com mais tempo...

Recorde-se o que publiquei aqui há mais de 12 anos:

"O Solar do Vinho do Porto em Lisboa".

terça-feira, 9 de agosto de 2022

Novo Formato+ (40ª sessão) : 3 tintos de referência e 3 fortificados imperdíveis

 Esta última sessão deste grupo de enófilos privilegiados decorreu "chez" Juca e Mena, com vinhos da sua garrafeira (excepto os fortificados), acompanhados pela gastronomia da casa com alguns reforços.

Desfilaram:

.Espumante Quinta Poço do Lobo Bruto 2018 - a cumprir a sua função de boas vindas (nota 16,5).


.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2017 (em garrafa magnum) - com base na casta Alvarinho (100 %); presença de citrinos e notas tropicais, acidez no ponto, algum amanteigado e volume, final de boca acima da média (13 % vol.). Gastronómico e ainda longe da reforma. Nota 17,5+.

Este branco acompanhou meloa com presunto, queijo fresco, ovos de codorniz, tarte de cebola (levada pela Bety) e fatiados diversos.


.CARM Maria de Lourdes 2008 - com base nas castas Touriga Franca e Touriga Nacional, estagiou 24 meses em barricas de carvalho francês; ainda com fruta vermelha e alguma acidez, notas especiadas, taninos de veludo, algum volume e final de boca (14 % vol.). Equilibrado e muito requintado. Ainda pode dar uma boa prova nos próximos 3/4 anos. Nota 18,5.


.Quinta do Mouro Rótulo Dourado 2002 - ainda com alguma fruta e acidez, algum especiado, taninos dóceis, volume médio e final de boca extenso (14 % vol.). Já na curva descendente, não vale a pena guardá-lo por mais tempo. Nota 18.


.Duas Quintas Reserva Especial 2004 (previamente decantado) - 92 pontos na Wine Spectator e no Parker; com base nas castas tradicionais do Douro, estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês; ainda com fruta preta, acidez equilibrada, notas especiadas, taninos ainda bem presentes mas civilizados, volume assinalável e final de boca longo (14 % vol.). Um tinto de eleição que me surpreendeu e que pode ser bebido nos próximos 5/6 anos. Nota 19.

Estes 3 tintos acompanharam um excelente rabo de boi com puré de batata, acabado de sair das mãos do Juca.


Seguiram-se 3 fortificados levados pelo nosso amigo Adelino e da sua garrafeira, limitando-me a usufruir deles sem me preocupar em escrever as respectivas notas de prova:


.Niepoort Colheita 1912 (engarrafado em 1975) - nota 19

.Bastardinho 20 Anos (engarrafamento antigo) - nota 18

.Adega do Torreão Bual Velho (engarrafado em 1954) - nota 19,5

Estes 3 fortificados acompanharam uma tábua de queijos e doçaria diversa.


 Foi mais uma grande sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado Juca e Mena!

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Julho 2014 : o que aconteceu aqui há 8 anos

 Das 11 crónicas publicadas no decorrer de Julho 2014, destaco estas 3:


."Curtas (XXXIV)"

Recordando uma prova de vinhos brancos dos Lavradores de Feitoria (LF), orientada pela Olga Martins, onde se destacou o Colheita Tardia 2010, uma belíssima estreia dos LF neste tipo de vinho.


."Almoço com Vinhos da Madeira (14ª sessão) (...)"

Recordando uma grande jornada em Porto Covo, chez Natalina e Modesto, onde entre outros se beberam:

.Artur Barros e Sousa Terrantez 1981 (nota 18,5)

.Artur Barros e Sousa Boal Reserva Velha (18)

.Borges Malvasia + 40 Anos (19)


."Vinhos de Altitude - Workshop"

Recordando uma jornada em Vila Nova de Tazém, organizada pela Revista de Vinhos (a antiga) e moderada pelo Luis Lopes (seu director), com vinhos de altitude.

Mas, por outro lado, lamentando o oportunismo e a politização do evento por parte das forças vivas da terra (Câmara Municipal e Junta de Freguesia) que levaram consigo um Secretário de Estado que aproveitou  a oportunidade para discursar sobre o que sabia e o que não sabia. Imperdoável!

Vale a pena ler os comentários no final da crónica.

terça-feira, 2 de agosto de 2022

2º Enoturismo no Dão (IV) : Quinta da Taboadella

 continuando...


9.Museu do Linho

Começámos o dia visitando este museu municipal instalado numa antiga casa de família na aldeia de Várzea de Calde. Muito bem organizado, didáctico e deveras interessante. Recomenda-se a quem vá ou passe  por Viseu.

No entanto, não se encaixou nesta jornada de enoturismo, dando origem a um apreciável atraso que atirou o almoço para quase as 15 horas, o que não faz muito sentido.


10.Quinta da Taboadella

Situada na Silvã de Cima, distrito de Viseu, onde fomos recebidos pela Helena Lopes (enoturismo), pertence à família Amorim e é a mais profissional das quintas visitadas nesta 2ª jornada de enoturismo no Dão. Para além de uma moderna e bonita adega, desenhada pelo arquitecto Carlos Castanheira, tem ainda uma loja, restaurante e alojamento, para além de jornadas de enoturismo para grupos. Em suma, uma boa organização e uma equipa profissional.

Na prova, muito bem orientada, desfilaram num confronto Dão/Douro os tintos:

.Quinta Nova Unoaked 2019 (Douro) - nota 17,5

.Taboadella Villae 2020 (Dão) - 17

.Quinta Nova Reserva 2019 (Douro) - 18

.Taboadella Reserva Touriga Nacional 2020 (Dão) - 17,5


11.Almoço na Quinta da Taboadella - 4,5 *

Mesa bem aparelhada, copos Schott e serviço profissional. 

Bebemos e comemos:

.Taboadella Villae 2021 branco (nota 17) com creme de ervilhas, requeijão e hortelã

.Taboadella Villae 2020 tinto (16,5) e

.Taboadella Reserva Touriga Nacional 2020 (18) * com cabrito à pastor, arroz de forno e batata assada

* este Touriga Nacional portou-se melhor à mesa do que na prova


12.Conclusões e destaques

.Quinta da Taboadella - a mais profissional e bem organizada

.Quinta da Bica - a mais intimista

.Quinta do Medronheiro - a mais surpreendente

.Quinta do Cruzeiro e Caminhos Cruzados - as menos interessantes

Para terminar, uma palavra à Maria João de Almeida e ao Jorge Santos: estiveram muito bem, cada um no seu pelouro e, ainda, na facilidade de comunicação com o grupo.

quinta-feira, 28 de julho de 2022

2ª Enoturismo no Dão (III) : Quinta da Bica e Quinta do Cruzeiro

 continuando...


5.Quinta da Bica

A Quinta da Bica fica perto de Seia e inclui um solar carregado de história, com origem no século XVI. Aí fomos recebidos pela actual gestora e proprietária, Filipa Sacadura Botte de seu nome que, no dia a dia da empresa tem a ajuda das suas 4 filhas. No dia da nossa visita, estava presente uma sua neta que ajudou na execução da prova de vinhos. É mesmo o vinho no feminino na sua máxima expressão.

Na prova, orientada pela Filipa Botte, desfilaram:

.Qtª da Bica 2021 branco - nota 17,5

.Qtª da Bica 2018 tinto - 17

.Qtª da Bica Vinhas Velhas 2016 - 18

.Qtª da Bica Jaen 2019 - 17

Lamentavelmente, os tintos ficaram prejudicados por terem sido provados à temperatura ambiente. Uma pena...

Resta dizer que a Quinta da Bica começou a produzir vinhos em 1989 pelas mãos do enólogo Virgilio Loureiro, até 1993, continuando até 2003 com o enólogo Magalhães Coelho. A partir desta data, o responsável pelos vinhos passou a ser o já consagrado enólogo Paulo Nunes.   


6.Almoço no Paço dos Cunhas de Santar - 5 *

O almoço do grupo decorreu no restaurante do Paço dos Cunhas de Santar, já meu conhecido de outras visitas, onde fomos simpaticamente recebidos pela Ana Paula Teixeira, a responsável pelo enoturismo.

Na mesa, onde já estavam salgados e um belíssimo azeite Cabriz Selecção Especial, desfilaram:

.Espumante Cabriz 2017 - nota 15,5

.Casa de Santar Reserva 2019 branco - 17,5

Este branco maridou com um crepe de queijo da Serra.

.Casa de Santar Reserva 2015 - 18

Este tinto harmonizou com um cachaço com puré de batata doce.

.Moscatel do Douro Palestra 2009 - 17

Este fortificado acompanhou um pudim de queijo da Serra. 

Boa comida, copos Scott na mesa e serviço eficiente e profissional, embora distante.

Este almoço veio a apagar a má impressão de há 4 anos, conforme a crónica  

"Rescaldo das férias (V) : Paço dos Cunhas e (...)"


7.Quinta do Cruzeiro

A Quinta do Cruzeiro, situada na região de Mangualde, pertence à advogada Julia Kemper que dá o seu nome à maior parte dos seus vinhos.

O grupo foi recebido pela Rita Teixeira (enoturismo) e Duarte Machado (consultor), tendo orientado a prova dos seguintes vinhos:

.Elpenor 2016 rosé - nota 16,5+

.Julia Kemper Vinhas Seleccionadas Encruzado 2019 - 17

.Julia Kemper Curiosity 2012 - 17


8.Jantar na Taberna da Milinha - 4,5 *

Um espaço contraditório situado em Viseu, com a TV ligada embora sem som e copos Riedel na mesa!

Bebemos e comemos:

.Quinta do Sobral Santar Reserva 2021 branco - nota 17,5

.Soito 2019 rosé - 16,5

.Quinta do Sobral Santar Reserva 2019 tinto - 17

Estes 3 vinhos foram acompanhados por um festival de comida:

.sardinhas escabeche

.torricado de cavala

.papelote com farinheira

.tábua de queijos e enchidos

.pataniscas de bacalhau e arroz de feijão

.carne maturada e batata assada

A terminar, boa e variada comida, serviço profissional e temperaturas dos vinhos controladas.


continua...

terça-feira, 26 de julho de 2022

2º Enoturismo no Dão (II) : Caminhos Cruzados e Quinta do Medronheiro

continuando... 


1.Caminhos Cruzados

A 1ª etapa deste 2º enoturismo no Dão começou na Quinta da Teixuga do produtor Caminhos Cruzados, no concelho de Nelas, onde se situa uma moderna adega. Os Caminhos Cruzados pertencem, desde há pouco tempo, ao Grupo Terras e Terroir que também integra a Quinta da Pacheca.

Fomos recebidos pelo Luis Filipe, coordenador do enoturismo naquela quinta, que orientou uma prova com 5 vinhos, a saber:

.Caminhos Cruzados 2020 branco - nota 16,5

.Caminhos Cruzados Reserva Encruzado 2019 - 17 

.Titular Dão Novo 2021 - 15

.Clandestino 2019 - 16,5

.Titular Reserva 2018 - 17,5

Esta prova não teve grande interesse, até porque os tintos foram servidos à temperatura ambiente (quentes!) e o Dão Novo não faz sentido.


2.Almoço na Taberna da Adega - 4,5 *

A Taberna da Adega, um espaço amplo e confortável que eu já conhecia de outra visitas *, pertence à Lusovini e situa-se em Nelas. Fomos, muito simpaticamente, recebidos com um flute de espumante. 

Já na mesa, desfilaram:

.Pedra Cancela Selecção do Enólogo 2021 - 16,5

Este branco acompanhou um festival de entradas e um belíssimo azeite Pedra Cancela Virgem Extra.

.Pedra Cancela Reserva 2018 - 17,5

Este vinho harmonizou com bacalhau assado e uma posta.

.Andresen Cambridge Tawny - 13

.Andresen LBV 2011 - 16

Serviço eficiente, profissional e também simpático.

A meio do repasto tivémos o prazer e o privilégio da visita do Casimiro Gomes, o responsável pelo Grupo Lusovini e meu conhecido desde os tempos das Coisas do Arco do Vinho. 

* ver a crónica "Rescaldo das férias (IV) : Taberna da Adega e (...)"


3.Quinta do Medronheiro

Na Quinta do Medronheiro, produtor de vinhos e com um hotel rural, perto de São Cipriano, Viseu, fomos simpaticamente recebidos pelo seu proprietário Pedro Freitas que orientou uma prova de vinhos, com copos Schott e temperaturas controladas:

Desfilaram, com umas tantas tapas a acompanhar:

.Qtª Medronheiro Rosé 2017 - nota 17

.Qtª Medronheiro Blanc des Noirs 2017 - 17,5

.Qtª Medronheiro 2011 - 18 

.Espumante Stagio Blanc des Noirs 2010 - 17

Foi uma inesperada e interessantíssima prova, profissionalmente bem orientada. 


4.Jantar na Casa Arouquesa - 4 *

É um enorme (demasiado, para o meu gosto) espaço em Viseu, vocacionado para carníveros.

Como mais valia, copos Riedel e pratos Vista Alegre na mesa.

Sempre com pratos de carne à vista, bebemos:

.Casa da Passarella A Descoberta 2021 branco - 17,5

.Casa da Passarella A Descoberta 2019 tinto - 16,5

Embora este restaurante tenha armários climatizados para controlo das temperatura dos tintos, o serviço teve falhas não tendo posto na mesa os tintos à temperatura correcta.


continua...

sábado, 23 de julho de 2022

Grupo FJF (28ª sessão) : 1 surpreendente "Jerez" nacional e 2 brancos da família Pato

 Esta última sessão foi da minha responsabilidade, tendo decorrido na Taberna Albricoque com vinhos da minha garrafeira. Começo por elogiar o trabalho do chefe Bertílio Gomes que estava inspiradíssimo na sua criativa cozinha algarvia, a merecer 5 *. Bons copos Chef & Sommelier, temperaturas controladas e serviço impecável por parte do único empregado presente, mas que não retive o nome.


Desfilaram:

.Alboroque 2001 - um vinho branco de aperitivo, ao estilo Jerez, produzido pelo produtor Areias Gordas, com base nas castas Fernão Pires (fermentado em barrica) e Arinto (fermentado em inox), tendo sido engarrafado apenas em 2017; muito seco, acidez no ponto, notas de iodo, algum amanteigado, volume e final de boca acima da média (13 % vol.). Uma novidade do Tejo surpreendente e fora da caixa! Nota 17,5.

Este branco acompanhou amendoas salgadas, cenoura roxa, pão tipo Gleba, azeite e rissois de berbigão com muxama e meloa.


.Filipa Pato Nossa Calcário Bical 2017 (1 das 5170 garrafas) - com base na casta Bical (100 %); cítrico e mineral, notas florais e de maçã verde, acidez pronunciada, algum volume e final de boca (13 % vol.). Fresco e equilibrado. Nota 17,5+. 

Este branco harmonizou com arroz de lingueirão.


.Luis Pato Quinta do Ribeirinho 2019 - nota 19 na Grandes Escolhas; com base na casta Sercialinho (100 %); nariz exuberante, presença de citrinos e fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca de respeito (14 % vol.). Complexo e apaixonante. Nota 18,5+.

Este branco maridou com polvo assado e batata doce.


.Sandeman 30 Anos (engarrafado em 2021) - 94 pontos nas revistas Decanter e Wine Spectator; presença de frutos secos, notas de brandy e caril, acidez.  pronunciada, algum volume e final de boca longo. Um agrande tawny. Nota 19.

Este fortificado acompanhou pão de ló de Ovar e sorvete de tangerina.


Foi mais uma grande jornada de convívio, comeres e beberes.

terça-feira, 19 de julho de 2022

2º Enoturismo no Dão (I) : uma introdução

Quase 6 anos depois, voltei a participar  numa jornada alargada de enoturismo no Dão. A ida ao Dão em 2016 deu origem a 6 crónicas que vale a pena relembrar:

."Enoturismo no Dão (I) : uma jornada inesquecível"

."Enoturismo no Dão (II) : Paço dos Cunhas de Santar"

."Enoturismo no Dão (III) : Casa da Insua"

."Enoturismo no Dão (IV) : Casa da Passarella"

."Enoturismo no Dão (V) : Quinta da Madre de Água"

."Enoturismo no Dão (VI) : Quinta de Lemos"


Quanto à sua organização houve uma série de alterações mantendo-se, no entanto, a presença da Maria João de Almeida, especialista em enoturismo com obra publicada e a animadora no terreno.

Por outro lado, a agência Tryvel foi substituída pela Abreu e o Rui Nobre pelo Jorge Santos. Porém, desta vez, não foi distribuída a brochura com o programa, informação sobre o alojamento e a história resumida dos locais visitados. Para compensar provaram-se mais vinhos (20 agora contra 12 no passado) e beberam-se às refeições também 13 vinhos, mas agora vieram para a mesa mais 3 fortificados (2 Porto e 1 Moscatel).


Neste 2º Enoturismo, foram visitados os seguintes produtores, para além de uma pedagógica incursão no Museu do Linho em Várzea de Calde:

.Caminhos Cruzados

.Quinta do Medronheiro

.Quinta da Bica

.Quinta do Cruzeiro

.Quinta da Taboadella

e feitas refeições nos seguintes espaços:

.Taberna da Adega (na Lusovini, Nelas)

.Casa Arouquesa (Vizeu)

.Paço dos Cunhas de Santar (Santar)

.Taberna da Milinha (Viseu)

.Quinta da Taboadella (Silvã de Cima, Sátão)


Em próximas crónicas, inventariei os vinhos provados nos produtores e os comeres e beberes nos espaços de restauração.

quinta-feira, 14 de julho de 2022

Frade dos Mares - 4,5 * e outros espaços

 1.Frade dos Mares (Av. D. Carlos I, 55)

Sala de dimensão média, mesas aparelhadas e guardanapos de pano.

A ementa apresenta 3 sopas, 6 entradas, 7 pratos de peixe, 4 de carne, 2 vegan e 8 sobremesas, tendo escolhido:

.couvert (3 tipos de pão e azeitonas marinadas)

.croquetes de polvo com salada de feijão frade

.gambas à Frade dos Mares

Estava tudo muito saboroso e as quantidades servidas eram bem generosas.

Quanto à componente vinica, inventariei 2 espumantes (1 a copo), 22 brancos (3), 2 rosés (1), 22 tintos (9), 7 raridades, 7 Portos e 3 Madeiras. uma boa selecção com os vinhos datados e temperaturas controladas. Ainda não apostaram na cerveja artesanal (apenas a semi-artesanal Bohemia).

Optei por um copo do branco Qtª Vale de Fornos Reserva 2019 - com base na castas Arinto, Chardonnay e Gewurztraminer; cítrico e mineral, acidez bem presente, algum volume e final de boca. Muito elegante e uma boa surpresa. Nota 17,5.

A garrafa veio à mesa e dada a provar num belíssimo copo sem marca.

Serviço profissional e muito simpático.

Recomendo e tenciono voltar.


2.Outros espaços (classificados de 1 a 5 *)

Com 5 *

.Taberna Albricoque

Com 4,5 *

.Degust'AR Lisboa

.Lugar Marcado

.Moinho Ibérico (São João das Lampas)

.Taverna dos Trovadores (S. Pedro de Sintra)

Com 4 *

.À Margem

.Bastardo

.Elevador

.Infame

.Mercado

.Mestrias

Com 3,5 *

.Wine Not?

terça-feira, 12 de julho de 2022

Vinhos em família (CXXXV) : brancos uma vez mais

1.Bebidos em casa: 

Provados mais 4 vinhos brancos com os rótulos à vista, sem a pressão da prova cega.


.Inspirações Alvarinho 2018 (1 das 2095 garrafas) - saído das mãos da dupla Anselmo Mendes/António Braga; com base na casta Alvarinho (100 %) estagiou 8 meses em barricas usadas; presença de citrinos e alguma fruta de caroço, notas tropicais, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca (13 % vol.). Elegante e gastronómico. Nota 18.


.Sou Alvarinho 2018 (garrafa nº 955) - Prémio Excelência da Revista de Vinhos; uma parceria da Joana Santiago (Quinta de Santiago) com o enólogo Mira do Ó; com base na casta Alvarinho (100 %); cítrico e mineral, notas tropicais, boa acidez, algum amanteigado, volume e final de boca médios (12,5 % vol.). Fresco e elegante. Nota 17,5+.


.Kelman Encruzado Grande Reserva 2015 (garrafa nº 1452/2000) - com base na casta Encruzado (100 %) estagiou 2 anos em barricas de carvalho francês e mais 2 em garrafa; equilibrio acidez/gordura, notas glicerinadas, aromas terciários, volume e final de boca assinaláveis (13 % vol.). Original, complexo e gastronómico. Nota 18.


.Quinta dos Carvalhais Branco Especial (1 das 5174 garrafas) - com base nas castas Encruzado, Gouveio e Sémillon de 8 colheitas diferentes, com uma média de 7 anos de estágio em barricas usadas de carvalho, foi engarrafado em 2019; algum citrino e fruta de caroço, acidez no ponto, notas amanteigadas, madeira ainda demasiado presente, algum volume e final de boca (14 % vol.). Nota 17,5.

Provada a mesma garrafa uma semana depois, a presença da madeira desvaneceu-se e o vinho melhorou. Nota 18.

Moral da história: este branco precisa sempre de ser decantado!


2.Bebidos em espaços de restauração:

Com 17,5

..COM 2021

.Adega Mãe Chardonnay 2020

.Esporão Reserva 2020

.Adega Vila Real Premium 2019

.S. Luiz Reserva 2020

.Adega Vila Real Premium 2017 

Com 17

.Tiago Cabaço Vinhas Velhas 2020

.Madre de Água Encruzado 2019

.Periquita Reserva 2020

.Fagulho Reserva 2017

Com 16,5

.Dona Ermelinda 2020

Com 16

.S. Luiz 2021


terça-feira, 5 de julho de 2022

Os meus grupos de prova : 957 vinhos (e mais algumas dezenas não contabilizados) provados desde 2010 (III)

 continuando...


A 3ª e última crónica dedicada a este assunto inventaria os vinhos que entraram no meu Quadro de Honra (QH), sendo eleitos os brancos classificados com 18 ou mais e os tintos e fortificados com 18,5 ou mais.

Dos 957 vinhos contabilizados, entraram no meu QH 385 (40,2 % do total). Desagregando:

.Espumantes/Champanhes - 20 provados e apenas 1 entrou no meu QH (5 %)

.Brancos - 282 provados, dos quais 86 entraram no QH (30,5 %)

.Tintos - 333 provados, dos quais 124 entraram no QH (37,2 %)

.Fortificados - 321 provados, dos quais 174 entraram no QH  (54,2 %), sendo

..Vinhos do Porto - 91, dos quais 34 no QH (37,4%)

..Vinhos Madeira - 188, dos quais 122 no QH (64,9 %)

..Moscatéis - 37, dos quais 17 no QH (45,9 %)

..Carcavelos - 4, dos quais 1 no QH (25 %)


Por Região, os 211 vinhos tranquilos (brancos e tintos) eleitos para o meu QH, desdobram-se em:

.Douro/Trás-os-Montes - 77 (36,5 %)

.Dão - 38 (18,0 %)

.Vinhos Verdes - 30 (14,2 %)

.Bairrada/Beira Litoral - 30 (14,2 %)

.Alentejo - 13 (6,2 %)

.Estrangeiros - 9

.Lisboa - 6

.Palmela/Peninsula de Setúbal - 3

.Tejo - 2

.Açores - 2

.IVV - 1 


De salientar:

.a boa prestação dos brancos, com quase 1/3 dos provados a entrar no QH, o que seria impensável há alguns anos atrás

.a qualidade dos fortificados, com mais de 50 % a serem eleitos, destacando-se os Vinhos Madeira, dos quais somos fanáticos, mas também os Moscatéis

.a grande presença do Douro, mas também a boa prestação do Dão, Vinhos Verdes e Bairrada

domingo, 3 de julho de 2022

Junho 2014 : o que aconteceu aqui há 8 anos

 Das 11 crónicas publicadas no decorrer de Junho 2014, destaco estas 2:


."Jantar Qtª das Bageiras"

Recordando um jantar vínico, organizado pela Garrafeira Néctar das Avenidas, com a Qtª das Bageiras e a presença do seu produtor Mário Sérgio Nuno.

O repasto decorreu na Casa do Bacalhau, ficando na memória os vinhos Pai Abel 2012 branco e Pai Abel 2009 tinto.


."O 4º aniversário do Assinatura"

Recordando um jantar de aniversário do saudoso e emblemático restaurante Assinatura, encerrado há já alguns anos.

Quando deste 4º aniversário o chefe Henrique Mouro já lá não estava, tendo sido substituído pelo chefe Vitor Areias após uma passagem meteórica do chefe João Sá. Mas nenhum destes 2 conceituados chefes fez esquecer o Henrique Mouro que deixou a sua marca no Assinatura.

quinta-feira, 30 de junho de 2022

Curtas (CXXXVI) : Festival Mix It, Clube de Enoturismo, Vinho ao Vivo, Lojas a descobrir e vinhos QSF

 1.Festival Mix It

Em Gaia, no espaço WOW, vai decorrer em Julho este festival sob o tema "Mistura tónica, agite a vida" com base em bebidas como o Gin, o Porto, a Vodka e outras, misturadas em água tónica, nos dias

.7 (das 17 às 24 h)

.8 (das 17 às 02 h)

.9 (das 15 às 02 h)

.10 (das 15 às 20 h)

Mais informações em www.wow.pt


2.Clube de Enoturismo

A APENO vai apresentar o Clube de Enoturismo Norte no dia 8 Julho (19 h) no Porto Palácio Hotel. 

Este evento inclui um jantar com prova de vinhos.

Mais informações em enoturismodeportugal.pt. 


3.Vinho ao Vivo 2022

Mais uma edição deste evento organizado pel' Os Goliardos em 17 (das 11 às 19 h) e 18 (das 14 às 20 h) Julho que decorrerá nos espaços Espelho d' Água e À Margem, em Belém frente ao Tejo.

Mais informações em osgoliardos.com.pt.


4.Lojas a descobrir

Recentemente "descobri" 2 lojas que vale a pena conhecer e recomendo:

.Wineclick (Calçada de Santo Amaro, 136A)

É um pequeno espaço que apostou em vinhos não muito conhecidos e que são, praticamente, exclusivos seus. Serão algumas pérolas a descobrir.

Foi lá que comprei o Kelman Encruzado Grande Reserva 2015, classificado pela Revista de vinhos com 18,5 uma raridade que não se encontra em sítio nenhum, a não ser nesta garrafeira.

Tem um portal bem desenhado, organizado e actualizado (www.wineclick.pt).


.More than Wine (Lx Factory)

Sobressai na confusão que é a Lx Factory. Tem uma oferta criteriosa, desde vinhos a cerveja artesanal, azeites, vinagres, conservas, compotas, artesanato, etc, que vale a pena comprar.

O respectivo portal também me pareceu bem estruturado e fácil de navegar (loja.morethanwine.pt).


5.Vinhos QSF

Já tinha zurzido neste projecto em "Curtas (CXXVII) : (...) e Que se f...2020".

O mau gosto, a chico-espertice, o oportunismo e a barrasquice estão de volta com o "abecedário QSF", uma colecção de 9 garrafas (89 € o conjunto), cada uma delas com uma letra, de modo a ler-se "Que se foda" quando devidamente alinhadas.

Francamente, já não há pachorra para tanto dislate. O mundo do Vinho não merece isto.

Cartão vermelho!

terça-feira, 28 de junho de 2022

Os meus grupos de prova : 957 vinhos (e mais algumas dezenas não contabilizados) provados desde 2010 (II)

 continuando...


Foram 207 as sessões com os meus grupos de prova, a saber:

.Grupo dos 3 - 80

.Grupo dos Madeiras - 36

.Novo Formato+ - 38

.Grupo dos 6 - 27

.Grupo FJF - 26

Estas sessões foram realizadas em 80 espaços de restauração ou nas nossas residências, referindo aqui os 10 restaurantes mais frequentados:

.Magano - 27

.Enoteca de Belém (já encerrada) - 20

.Lugar Marcado - 12

.Corte Inglês - 12

.Casa da Dízima - 10

.Via Graça - 9

.As Colunas - 9

.Lagar de Xisto - 5

.Guarda Real - 5

.Ordem dos Engenheiros - 4


Quanto aos 957 vinhos contabilizados, dividiram-se em:

.espumantes/champanhes - 20 (2,1 % do total)

.brancos - 282 (29,5 %)

.tintos - 334 (34,9 %)

.fortificados - 321 (33,5 %), sendo

.Porto - 91 (28,3 % dos fortificados)

.Madeira - 188 (58,7 %)

.Moscatel - 37 (11,5 %)

.Carcavelos - 4 (1,2 %)

.Xerez - 1 (0,3 %)


continua...