Para sorte de alguns e azar de outros, agora é um prazer frequentar o Time Out Market, vulgo Mercado da Ribeira. Em mais 2 visitas confirmei o que disse na recente crónica "Mercado da Ribeira : agora sem congestionamentos".
Tudo muito louvável, mas (há sempre um mas...) a música excessivamente alta é incomodativa e não faz falta nenhuma. Ainda chamei a atenção de uma empregada da Time Out, que respondeu serem ordens da administração (!?).
Depois da banca do chefe João Rodrigues, as últimas visitas incidiram na Cozinha da Felicidade e na Marlene Vieira, a componente feminina da Time Out Market.
Na Cozinha da Felicidade optei por um dos pratos emblemáticos, o arroz carolino cremoso de lingueirão, uma delícia. Acompanhou a cerveja semi-artesanal 1927 Amber Bengal (nota 4,5 em 5), para mim a melhor de todo o portefólio da Super Bock.
A fechar, mais uma vez, o café e chocolate preto artesanal da Bettina Corallo.
Na Marlene Vieira aproveitei o menu refeição (14,50 €), com direito ao prato do dia (pataniscas de bacalhau, muito fofas e saborosas, com arroz de tomate e feijão, o prato das terças-feiras), sobremesa (tarte de requeijão, à escolha entre outras 2 ou 3) e um copo de vinho, o branco Kopke 2019 - citrico e mineral, alguma acidez e frescura, volume e final de boca médios (nota 16,5).
O café (0,80 €) foi bebido na banca do mesmo e pago obrigatoriamente com MB (excesso de rigor?).
Uma nota simpática: a revista Time Out é oferecida aos clientes que o desejarem.
Resumindo e concluindo, é a altura dos gastrónomos e enófilos voltarem a frequentar o Mercado da Ribeira, enquanto não regressa o turismo em força.
Finalmente um apelo À Time Out, baixem lá o som, por favor!
terça-feira, 28 de julho de 2020
domingo, 26 de julho de 2020
Curtas (CXXIII) : espaços revisitados, revistas especializadas e conservas
1.Mais espaços de restauração revisitados em tempo de desconfinamento
A) - Lugar Marcado - 4,5 *
Já aqui referido "n" vezes quando dos relatos dos almoços vínicos do Grupo dos 3, Novo Formato+ e FJF.
Fora deste âmbito foi também elogiado na crónica "Um trio maravilha (1ª parte) : Lugar Marcado".
Nesta última revisita comemos umas saborosas chamuças de bacalhau, uns belíssimos berbigões e, ainda, robalo com puré de batata doce e esparregado, tudo devidamente acompanhado com um grande branco:
Quinta da Romaneira Reserva 2017 - com base nas castas Rabigato, Malvasia Fina e Gouveio, estagiou 6 meses em barricas de carvalho francês (30 %) e em inox (70 %); fresco, elegante, estruturado e gastronómico. Nota 17,5.
A equipa é a mesma, com a proprietária Fátima na sala e a Sandra nos tachos.
B) - O Frade - 4,5 *
Também já aqui referido em:
."O Frade - 3,5 *"
."Curtas (CXVII) : (...) e 4 espaços de restauração revisitados"
."O Frade revisitado - 4,5 *"
Nesta última, com os líderes do projecto ausentes, partilhámos 2 entradas (coelho de coentrada e muxama de atum) e um prato principal, tudo com muita qualidade. A acompanhar uma agradável e gastronómica cerveja Damm Inedit, concebida pelo badalado chefe Ferran Adriá e respectiva equipa de sommeliers do famoso elBulli.
2.Revistas da especialidade
A Grandes Escolhas acordou de uma longa letargia e tem vindo a publicar, desde há pouco tempo, uma newsletter (Resumo da Semana), a par da revista mensal.
Em contraponto, a Revista de Vinhos tem vindo a publicar, desde há alguns meses e quase diariamente, a sua newsletter (Ler, Ouvir e Ver) a par da revista mensal.
Notícias não faltam!
3.Conservas
A) - Público
Este jornal diário tem vindo a lançar, com a sua edição de Sábado, a Varina (uma colecção de latas de sardinha, com um molho concebido por um chefe de nomeada, com o custo de 1,99 €). A 1ª foi da responsabilidade do chefe Vitor Sobral e os molhos das que se seguiram foram elaborados com receitas dos chefes convidados (ontem, foi a vez do chefe Henrique Sá Pessoa).
B) - Expresso
A Revista E do Expresso de ontem publicou um curioso artigo da autoria de Ricardo Dias Felner, com o título "Segredos bem conservados". O autor andou por dentro do negócio, desvenda algumas coisas escondidas do consumidor normal e aconselha 8 pontos de venda.
O Ricardo Dias Felner, que também colabora com a Grandes Escolhas, é autor do interessante livro "O Homem Que Comia Tudo" (Quetzal Editores, 2020).
Recomendo o artigo no Expresso e o livro. A não perder!
C) - Parceria das Conservas
É uma banca no Mercado Campo de Ourique que "descobri" há pouco tempo e tem uma grande e inesperada oferta de conservas. É um ponto de venda tão bom ou melhor que os 8 indicados no Expresso. O Ricardo estava mesmo distraído...
A) - Lugar Marcado - 4,5 *
Já aqui referido "n" vezes quando dos relatos dos almoços vínicos do Grupo dos 3, Novo Formato+ e FJF.
Fora deste âmbito foi também elogiado na crónica "Um trio maravilha (1ª parte) : Lugar Marcado".
Nesta última revisita comemos umas saborosas chamuças de bacalhau, uns belíssimos berbigões e, ainda, robalo com puré de batata doce e esparregado, tudo devidamente acompanhado com um grande branco:
Quinta da Romaneira Reserva 2017 - com base nas castas Rabigato, Malvasia Fina e Gouveio, estagiou 6 meses em barricas de carvalho francês (30 %) e em inox (70 %); fresco, elegante, estruturado e gastronómico. Nota 17,5.
A equipa é a mesma, com a proprietária Fátima na sala e a Sandra nos tachos.
B) - O Frade - 4,5 *
Também já aqui referido em:
."O Frade - 3,5 *"
."Curtas (CXVII) : (...) e 4 espaços de restauração revisitados"
."O Frade revisitado - 4,5 *"
Nesta última, com os líderes do projecto ausentes, partilhámos 2 entradas (coelho de coentrada e muxama de atum) e um prato principal, tudo com muita qualidade. A acompanhar uma agradável e gastronómica cerveja Damm Inedit, concebida pelo badalado chefe Ferran Adriá e respectiva equipa de sommeliers do famoso elBulli.
2.Revistas da especialidade
A Grandes Escolhas acordou de uma longa letargia e tem vindo a publicar, desde há pouco tempo, uma newsletter (Resumo da Semana), a par da revista mensal.
Em contraponto, a Revista de Vinhos tem vindo a publicar, desde há alguns meses e quase diariamente, a sua newsletter (Ler, Ouvir e Ver) a par da revista mensal.
Notícias não faltam!
3.Conservas
A) - Público
Este jornal diário tem vindo a lançar, com a sua edição de Sábado, a Varina (uma colecção de latas de sardinha, com um molho concebido por um chefe de nomeada, com o custo de 1,99 €). A 1ª foi da responsabilidade do chefe Vitor Sobral e os molhos das que se seguiram foram elaborados com receitas dos chefes convidados (ontem, foi a vez do chefe Henrique Sá Pessoa).
B) - Expresso
A Revista E do Expresso de ontem publicou um curioso artigo da autoria de Ricardo Dias Felner, com o título "Segredos bem conservados". O autor andou por dentro do negócio, desvenda algumas coisas escondidas do consumidor normal e aconselha 8 pontos de venda.
O Ricardo Dias Felner, que também colabora com a Grandes Escolhas, é autor do interessante livro "O Homem Que Comia Tudo" (Quetzal Editores, 2020).
Recomendo o artigo no Expresso e o livro. A não perder!
C) - Parceria das Conservas
É uma banca no Mercado Campo de Ourique que "descobri" há pouco tempo e tem uma grande e inesperada oferta de conservas. É um ponto de venda tão bom ou melhor que os 8 indicados no Expresso. O Ricardo estava mesmo distraído...
quinta-feira, 23 de julho de 2020
À volta da cerveja artesanal (XIII)
1.Mais provas
Provadas mais 6 cervejas artesanais, em casa e em espaços de restauração, classificadas de 1 a 5. E elas foram:
Com 5
.Letra F American IPA (Vila Verde) (também 5 noutras 3 situações)
Com 4,5
.8ª Colina Urraca Vendaval IPA (Lisboa) (nota 4,5+ noutras 2 situações)
Com 4
.8ª Colina Vila Maria (Lisboa)
.Dois Corvos Polite Society Wild Beer (Lisboa) envelhecida em barricas de Moscatel
Com 3,5
.Letra B Bohemian Pilsner (Vila Verde) (nota 4 noutra situação)
.Rafeira Villa Craft Apple Weiss (Sintra)
2.Ground Burger - 4 *
Já aqui referido este simpático espaço de restauração nas crónicas
."Curtas (LXX) : (...), hamburgueres e (...)" no seu ponto 2.
."À volta da cerveja artesanal (II)" no seu ponto 2.
."À volta da cerveja artesanal (IV)" no seu ponto 3.
Das 10 torneiras activas, apenas 1 era cerveja artesanal portuguesa, um crime de "lesa pátria"!
Optei pela "tuga" a OPO 74 Gyroscope IPA (nota 4) que acompanhou uma agradável hamburga (a mais simples das 12 que constam no menu) e salada. Ligação perfeita.
Serviço muito simpático, eficiente e profissional.
Inventariei 84 cervejas em garrafa, a saber (entre parêntesis indico as portuguesas):
.IPA - 31 (inclui a portuense OPO)
.Ales - 16 (inclui a minhota Letra E)
.Porter e Stout - 11
.Grape Ales - 9
.Envelhecidas - 6 (inclui a lisboeta 8ª Colina Bardolfo)
.Lager e Pilsner - 4
.Barley Wine - 4
.Weiss - 3
Provadas mais 6 cervejas artesanais, em casa e em espaços de restauração, classificadas de 1 a 5. E elas foram:
Com 5
.Letra F American IPA (Vila Verde) (também 5 noutras 3 situações)
Com 4,5
.8ª Colina Urraca Vendaval IPA (Lisboa) (nota 4,5+ noutras 2 situações)
Com 4
.8ª Colina Vila Maria (Lisboa)
.Dois Corvos Polite Society Wild Beer (Lisboa) envelhecida em barricas de Moscatel
Com 3,5
.Letra B Bohemian Pilsner (Vila Verde) (nota 4 noutra situação)
.Rafeira Villa Craft Apple Weiss (Sintra)
2.Ground Burger - 4 *
Já aqui referido este simpático espaço de restauração nas crónicas
."Curtas (LXX) : (...), hamburgueres e (...)" no seu ponto 2.
."À volta da cerveja artesanal (II)" no seu ponto 2.
."À volta da cerveja artesanal (IV)" no seu ponto 3.
Das 10 torneiras activas, apenas 1 era cerveja artesanal portuguesa, um crime de "lesa pátria"!
Optei pela "tuga" a OPO 74 Gyroscope IPA (nota 4) que acompanhou uma agradável hamburga (a mais simples das 12 que constam no menu) e salada. Ligação perfeita.
Serviço muito simpático, eficiente e profissional.
Inventariei 84 cervejas em garrafa, a saber (entre parêntesis indico as portuguesas):
.IPA - 31 (inclui a portuense OPO)
.Ales - 16 (inclui a minhota Letra E)
.Porter e Stout - 11
.Grape Ales - 9
.Envelhecidas - 6 (inclui a lisboeta 8ª Colina Bardolfo)
.Lager e Pilsner - 4
.Barley Wine - 4
.Weiss - 3
terça-feira, 21 de julho de 2020
Geographia revisitado em tempos de desconfinamento - 4,5 *
Já aqui referi este espaço de restauração, centrado nas várias cozinhas dos PALOPS, nas crónicas
."Espaços de restauração : algumas surpresas (III)", no seu ponto 4.
."Geographia revisitado - 4 *"
Habituado a ver este restaurante composto ou mesmo cheio, é um dó de alma quando a um almoço de fim de semana só está ocupada 1 mesa com 2 pessoas, como foi o caso desta revisita.
Cumpridas as regras da DGS, com a colocação do estojo contendo os talheres e o guardanapo personalizado, só depois de nos sentarmos.
A ementa contempla quase todas as cozinhas dos PALOPS, tendo optado por:
.A sapateira que queria ser casquinha de Siri, com farófia de cajú (Portugal/Brasil)
.Polvo à Lagareiro com puré de mandioca e legumes (Portugal/Brasil)
.Mousse de Chocolate (São Tomé)
A lista de vinhos tem uma boa selecção, mas falha quanto aos anos de colheita, na oferta a copo e na separação dos verdes dos restantes brancos.
Inventariei 2 espumantes, 20 brancos, 2 rosés e 20 tintos. Tem também cervejas artesanais, tendo eu escolhido a Musa Born in the IPA (nota 4,5).
Resta dizer que tudo o que veio para a mesa tinha muita qualidade e o serviço desenrolou-se rápido, eficiente, profissional e simpático.
Aconselho o Geographia e tenciono voltar.
."Espaços de restauração : algumas surpresas (III)", no seu ponto 4.
."Geographia revisitado - 4 *"
Habituado a ver este restaurante composto ou mesmo cheio, é um dó de alma quando a um almoço de fim de semana só está ocupada 1 mesa com 2 pessoas, como foi o caso desta revisita.
Cumpridas as regras da DGS, com a colocação do estojo contendo os talheres e o guardanapo personalizado, só depois de nos sentarmos.
A ementa contempla quase todas as cozinhas dos PALOPS, tendo optado por:
.A sapateira que queria ser casquinha de Siri, com farófia de cajú (Portugal/Brasil)
.Polvo à Lagareiro com puré de mandioca e legumes (Portugal/Brasil)
.Mousse de Chocolate (São Tomé)
A lista de vinhos tem uma boa selecção, mas falha quanto aos anos de colheita, na oferta a copo e na separação dos verdes dos restantes brancos.
Inventariei 2 espumantes, 20 brancos, 2 rosés e 20 tintos. Tem também cervejas artesanais, tendo eu escolhido a Musa Born in the IPA (nota 4,5).
Resta dizer que tudo o que veio para a mesa tinha muita qualidade e o serviço desenrolou-se rápido, eficiente, profissional e simpático.
Aconselho o Geographia e tenciono voltar.
domingo, 19 de julho de 2020
A minha biblioteca vínica (XIV) : os livros de Jancis Robinson
Jancis Robinson é uma respeitada jornalista especializada em vinhos, tendo obtido o grau de Master Wine, já com uma vasta obra publicada.
Em crónica anterior "A minha biblioteca vìnica (I) : os Guias", no seu ponto 4. já tinha referido o livro "Jancis Robinson Prova os Melhores Vinhos Portugueses". Acrescento, agora os outros 2 livros desta autora que possuo:
1."Guide to Wine Grapes" (Oxford University Press, 1996) com 236 páginas
É um livro de bolso, onde descreve centenas de castas de todo o mundo, de A a Z.
2."Curso de Vinhos" (Livros Cotovia, 1999) com 319 páginas
Este livro está dividido em 4 partes:
.Tirar o maior proveito do vinho
.Como se faz o vinho
.Castas
.O mundo do vinho
Das 150 páginas da última parte, apenas 7 são dedicadas a Portugal, com especial incidência nos vinhos Porto e Madeira.
Em crónica anterior "A minha biblioteca vìnica (I) : os Guias", no seu ponto 4. já tinha referido o livro "Jancis Robinson Prova os Melhores Vinhos Portugueses". Acrescento, agora os outros 2 livros desta autora que possuo:
1."Guide to Wine Grapes" (Oxford University Press, 1996) com 236 páginas
É um livro de bolso, onde descreve centenas de castas de todo o mundo, de A a Z.
2."Curso de Vinhos" (Livros Cotovia, 1999) com 319 páginas
Este livro está dividido em 4 partes:
.Tirar o maior proveito do vinho
.Como se faz o vinho
.Castas
.O mundo do vinho
Das 150 páginas da última parte, apenas 7 são dedicadas a Portugal, com especial incidência nos vinhos Porto e Madeira.
quinta-feira, 16 de julho de 2020
Mercado da Ribeira : agora sem congestionamentos
Fui um militante do Mercado da Ribeira, agora Time Out Market, mas com o "boom" turístico tornou-se insuportável e deixei de o frequentar. Entretanto chegou o Covid-19 e o Mercado fechou, só reabrindo este mês.
Recentemente fui lá espreitar e o que vi nada tem a haver com o passado. A ocupação das mesas, agora separadas geográfica e fisicamente com placas de acrílico, estaria a 50 %, as entradas e saídas devidamente sinalizadas, a higienização das mãos controlada, seguranças por todo o lado, etc.
Resumindo e concluindo, pode andar-se à vontade, sem os atropelos do passado e sem problemas de abancar em segurança.
Abanquei no João Rodrigues, o chefe da moda. Para além da sugestão do mês (8,90 €), tem disponíveis 5 pratos emblemáticos (9,80 €):
.Spaghetti al nero di seppia com lulas, camarão e mexilhão
.Bochecha de vitela com risotto de cogumelos
.Polvo assado, batata e cebola
.Naco de vaca arouquesa, batata, ovo e folhas frescas
.Bacalhau com à Braz de tomate e azeitonas
Optei pelo spaghetti, dose abundante e muito saborosa, devidamente acompanhada por um copo de branco Lupucinus 2017 - com base nas castas Viosinho (50 %), Códega do Larinho (30 %) e Rabigato (20 %); presença de citrinos e fruta de caroço, equilíbrio acidez/gordura, algum volume e final de boca (12 % vol.). Nota 17,5 (17 noutra situação).
Verifiquei que as bancas dos chefes, para além de vinho a copo, têm agora cerveja de pressão.
No final fui à banca Bettina Corallo, onde bebi café devidamente acompanhado de um belíssimo chocolate preto artesanal de São Tomé.
Recomendo e tenciono voltar, antes que os turistas regressem em força.
Recentemente fui lá espreitar e o que vi nada tem a haver com o passado. A ocupação das mesas, agora separadas geográfica e fisicamente com placas de acrílico, estaria a 50 %, as entradas e saídas devidamente sinalizadas, a higienização das mãos controlada, seguranças por todo o lado, etc.
Resumindo e concluindo, pode andar-se à vontade, sem os atropelos do passado e sem problemas de abancar em segurança.
Abanquei no João Rodrigues, o chefe da moda. Para além da sugestão do mês (8,90 €), tem disponíveis 5 pratos emblemáticos (9,80 €):
.Spaghetti al nero di seppia com lulas, camarão e mexilhão
.Bochecha de vitela com risotto de cogumelos
.Polvo assado, batata e cebola
.Naco de vaca arouquesa, batata, ovo e folhas frescas
.Bacalhau com à Braz de tomate e azeitonas
Optei pelo spaghetti, dose abundante e muito saborosa, devidamente acompanhada por um copo de branco Lupucinus 2017 - com base nas castas Viosinho (50 %), Códega do Larinho (30 %) e Rabigato (20 %); presença de citrinos e fruta de caroço, equilíbrio acidez/gordura, algum volume e final de boca (12 % vol.). Nota 17,5 (17 noutra situação).
Verifiquei que as bancas dos chefes, para além de vinho a copo, têm agora cerveja de pressão.
No final fui à banca Bettina Corallo, onde bebi café devidamente acompanhado de um belíssimo chocolate preto artesanal de São Tomé.
Recomendo e tenciono voltar, antes que os turistas regressem em força.
terça-feira, 14 de julho de 2020
Vinhos em família (CVIII) : mais 4 brancos em desconfinamento
Provados/bebidos, em tempo de desconfinamento, mais 4 brancos em família, sem a pressão da prova cega e todos eles recomendáveis:
.Qtª de Pancas Arinto Reserva 2015 (garrafa nº 6006/6627) - 91 pontos no Parker e 90 na Wine Enthusiast; com base na casta Arinto, estagiou 9 meses em barricas de carvalho francês; muito fresco, cítrico e mineral, acidez acentuada, algum volume e final de boca (12,5 % vol.). Gastronómico, vai melhorar com mais 3/4 anos em cima. Nota 17,5.
.Qtª do Ameal Escolha 2017 - com base na casta Loureiro (100 %), estagiou 6 meses em barricas de carvalho francês usadas; também muito fresco, cítrico e mineral, notas de maçã verde e florais, acidez equilibrada, volume e final de boca médios (12 % vol.). Elegante e sofisticado. Nota 17,5.
.Chocapalha Reserva 2017 - com base nas castas Chardonnay (80 %) e Arinto (20 %), estagiou 9 meses em barricas de carvalho francês; cor palha, fresco e mineral, presença de citrinos e fruta de caroço, belíssima acidez, notas amanteigadas, algum volume e final de boca (12,5 %). Bebível a solo ou com comida por perto. Nota 17,5+.
.Procura Vinhas Velhas 2017 - 18,5 na Grandes Escolhas; com base em vinhas velhas na Serra S. Mamede, estagiou 8 meses em barricas de carvalho francês; fruta madura, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca acentuados (13% vol.). Muito gastronómico, precisa de comida de tacho. Nota 17,5+.
.Qtª de Pancas Arinto Reserva 2015 (garrafa nº 6006/6627) - 91 pontos no Parker e 90 na Wine Enthusiast; com base na casta Arinto, estagiou 9 meses em barricas de carvalho francês; muito fresco, cítrico e mineral, acidez acentuada, algum volume e final de boca (12,5 % vol.). Gastronómico, vai melhorar com mais 3/4 anos em cima. Nota 17,5.
.Qtª do Ameal Escolha 2017 - com base na casta Loureiro (100 %), estagiou 6 meses em barricas de carvalho francês usadas; também muito fresco, cítrico e mineral, notas de maçã verde e florais, acidez equilibrada, volume e final de boca médios (12 % vol.). Elegante e sofisticado. Nota 17,5.
.Chocapalha Reserva 2017 - com base nas castas Chardonnay (80 %) e Arinto (20 %), estagiou 9 meses em barricas de carvalho francês; cor palha, fresco e mineral, presença de citrinos e fruta de caroço, belíssima acidez, notas amanteigadas, algum volume e final de boca (12,5 %). Bebível a solo ou com comida por perto. Nota 17,5+.
.Procura Vinhas Velhas 2017 - 18,5 na Grandes Escolhas; com base em vinhas velhas na Serra S. Mamede, estagiou 8 meses em barricas de carvalho francês; fruta madura, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca acentuados (13% vol.). Muito gastronómico, precisa de comida de tacho. Nota 17,5+.
quinta-feira, 9 de julho de 2020
Grupo dos 3 (73ª sessão) : 1 Douro e 1 Tawny em grande forma
Esta última sessão foi organizada pelo Juca que levou um convidado e 4 vinhos da sua garrafeira. Escolheu o Via 14 - Comeres & Vinhos, restaurante situado no Parque das Nações (Via do Oriente,14), conhecido pela comida de tacho de qualidade. Os copos são aceitáveis e o serviço esforçado. Como mais valia, o patrão e responsável pelos tachos sentou-se na nossa mesa, na parte final do almoço. Mas, apesar de termos ficado numa área mais ou menos reservada, a barulheira vinda da sala implicava connosco, dificultando a prova cega.
Quanto aos vinhos, desfilaram:
.Qtª da Sequeira Grande Reserva 2011 - com base nas castas Rabigato, Gouveio, Códega do Larinho e Malvasia Fina, em vinhas velhas, estagiou 6 meses em barrica; presença de citrinos e fruta de caroço, alguma oxidação nobre e notas glicerinadas, equilíbrio acidez/gordura, volume considerável e algum final de boca (14 % vol.). Gastronómico e uma boa surpresa já com alguma idade. Nota 17,5+ (noutras situações 18/17,5+/18/18).
Este branco acompanhou as entradas (queijo fresco, empadas e camarões na frigideira) e aguentou muito bem o prato principal (moamba).
.Duas Quintas Celebração Qtª Erva Moira - sem ano de colheita e com base nas castas Touriga Franca, Tinta Barroca e Touriga Nacional; ainda com fruta vermelha, acidez equilibrada, taninos bicudos, algum volume e final de boca (13,5 % vol.). Gastronómico, mas pouco harmonioso. Nota 17.
.Três Bagos Grande Escolha 2004 - com base nas castas tradicionais em vinhas velhas; ainda com fruta vermelha, acidez no ponto, notas especiadas, taninos de veludo, volume e final de boca acentuados (14 % vol.). Elegante e harmonioso, um grande Douro. Nota 18,5 (noutras situações 19/17,5/18,5/18,5/18).
Estes 2 tintos maridaram com uma deliciosa moamba e funge.
.Porto Barros Finest Old Tawny - presença de frutos secos e mel, notas de caril, acidez equilibrada, taninos civilizados, volume e final de boca consideráveis. Fino e elegante. Nota 18,5.
Fez companhia a um saboroso leite de creme.
Mais uma boa jornada com 1 Douro e 1 Tawny em grande forma. Obrigado Juca!
Quanto aos vinhos, desfilaram:
.Qtª da Sequeira Grande Reserva 2011 - com base nas castas Rabigato, Gouveio, Códega do Larinho e Malvasia Fina, em vinhas velhas, estagiou 6 meses em barrica; presença de citrinos e fruta de caroço, alguma oxidação nobre e notas glicerinadas, equilíbrio acidez/gordura, volume considerável e algum final de boca (14 % vol.). Gastronómico e uma boa surpresa já com alguma idade. Nota 17,5+ (noutras situações 18/17,5+/18/18).
Este branco acompanhou as entradas (queijo fresco, empadas e camarões na frigideira) e aguentou muito bem o prato principal (moamba).
.Duas Quintas Celebração Qtª Erva Moira - sem ano de colheita e com base nas castas Touriga Franca, Tinta Barroca e Touriga Nacional; ainda com fruta vermelha, acidez equilibrada, taninos bicudos, algum volume e final de boca (13,5 % vol.). Gastronómico, mas pouco harmonioso. Nota 17.
.Três Bagos Grande Escolha 2004 - com base nas castas tradicionais em vinhas velhas; ainda com fruta vermelha, acidez no ponto, notas especiadas, taninos de veludo, volume e final de boca acentuados (14 % vol.). Elegante e harmonioso, um grande Douro. Nota 18,5 (noutras situações 19/17,5/18,5/18,5/18).
Estes 2 tintos maridaram com uma deliciosa moamba e funge.
.Porto Barros Finest Old Tawny - presença de frutos secos e mel, notas de caril, acidez equilibrada, taninos civilizados, volume e final de boca consideráveis. Fino e elegante. Nota 18,5.
Fez companhia a um saboroso leite de creme.
Mais uma boa jornada com 1 Douro e 1 Tawny em grande forma. Obrigado Juca!
terça-feira, 7 de julho de 2020
À volta da cerveja artesanal (XII)
1.Mais provas
Provadas mais 8 cervejas artesanais e semi-artesanais, em casa e em espaços de restauração, classificadas de 1 a 5. E elas foram:
Com 5
.Letra D Red Ale (Vila Verde) (nota 4,5 noutra situação)
Com 4,5
.Musa Born in the IPA (nota 4 noutra situação)
.1927 Bengal Amber IPA (também 4,5 noutra situação)
Com 4
.Praxis Pilsner (Coimbra)
.OPO 74 Gyroscope IPA (Porto)
.Letra C Oatmeal Stout (Vila Verde)
.1927 Munich Dunkel (também 4 noutra situação)
Com 3,5
.Letra A Blonde Ale (Vila Verde) (nota 4 noutra situação)
2.Hops Beer & Co. - 4 *
Já aqui referido este espaço de restauração que apostou fortemente na cerveja artesanal, no ponto 2. da crónica "À volta da cerveja artesanal (VIII)".
Música alta (baixaram a pedido) e mesas despojadas (só puseram o toalhete e uma bolsa com os talheres e guardanapo de pano, quando me sentei). Tudo de acordo com as regras da DGS.
Além de dezenas de garrafas, este espaço tinha disponíveis 12 torneiras com artesanais à pressão:
.Praxis Pilsner
.Bolina Blonde Ale
.Letra D Red Ale
.Trevo da Caparica Oat Meal Stout
.Musa Frank APA
.Letra F IPA
.8ª Colina Mr. Pickle Sour Gose
.Trevo da Caparica Neipa
.Bolina Brut Ale
.Marzen
.Letra/Mean Sardine Port Barley Wine
.Letra Alvarinho Grape Ale
Um luxo!
Optei pelo menu almoço que custa 10,90 € com direito a prato, bebida e café.
Vieram para a mesa uma entrada (extra menu) de chamuças de rabo de boi (muito boas) e o prato de cevada de camarão (não me convenceu), acompanhados pela cerveja Praxis Pilsner (nota 4), saída de uma das torneiras.
Não vislumbrei nenhum empregado, tendo o serviço sido feito pelo dono.
Estavam 7 pessoas a almoçar (nada mau, neste tempo de desconfinamento).
3.Novos espaços
Em pouco tempo abriram 2 novos espaços ligados a cervejeiras:
a) Escritório Beer & Barber Club (Av. António Augusto de Aguiar, 140)
Representa uma marca de Aveiro da qual não retive o nome.
b) Sacarrabos (Rua da Moeda,1)
Lamentavelmente este espaço, ligado à cervejeira de Sines, estava fechado nas 2 vezes que lá pretendi ir.
Cartão amarelo à Sacarrabos!
Provadas mais 8 cervejas artesanais e semi-artesanais, em casa e em espaços de restauração, classificadas de 1 a 5. E elas foram:
Com 5
.Letra D Red Ale (Vila Verde) (nota 4,5 noutra situação)
Com 4,5
.Musa Born in the IPA (nota 4 noutra situação)
.1927 Bengal Amber IPA (também 4,5 noutra situação)
Com 4
.Praxis Pilsner (Coimbra)
.OPO 74 Gyroscope IPA (Porto)
.Letra C Oatmeal Stout (Vila Verde)
.1927 Munich Dunkel (também 4 noutra situação)
Com 3,5
.Letra A Blonde Ale (Vila Verde) (nota 4 noutra situação)
2.Hops Beer & Co. - 4 *
Já aqui referido este espaço de restauração que apostou fortemente na cerveja artesanal, no ponto 2. da crónica "À volta da cerveja artesanal (VIII)".
Música alta (baixaram a pedido) e mesas despojadas (só puseram o toalhete e uma bolsa com os talheres e guardanapo de pano, quando me sentei). Tudo de acordo com as regras da DGS.
Além de dezenas de garrafas, este espaço tinha disponíveis 12 torneiras com artesanais à pressão:
.Praxis Pilsner
.Bolina Blonde Ale
.Letra D Red Ale
.Trevo da Caparica Oat Meal Stout
.Musa Frank APA
.Letra F IPA
.8ª Colina Mr. Pickle Sour Gose
.Trevo da Caparica Neipa
.Bolina Brut Ale
.Marzen
.Letra/Mean Sardine Port Barley Wine
.Letra Alvarinho Grape Ale
Um luxo!
Optei pelo menu almoço que custa 10,90 € com direito a prato, bebida e café.
Vieram para a mesa uma entrada (extra menu) de chamuças de rabo de boi (muito boas) e o prato de cevada de camarão (não me convenceu), acompanhados pela cerveja Praxis Pilsner (nota 4), saída de uma das torneiras.
Não vislumbrei nenhum empregado, tendo o serviço sido feito pelo dono.
Estavam 7 pessoas a almoçar (nada mau, neste tempo de desconfinamento).
3.Novos espaços
Em pouco tempo abriram 2 novos espaços ligados a cervejeiras:
a) Escritório Beer & Barber Club (Av. António Augusto de Aguiar, 140)
Representa uma marca de Aveiro da qual não retive o nome.
b) Sacarrabos (Rua da Moeda,1)
Lamentavelmente este espaço, ligado à cervejeira de Sines, estava fechado nas 2 vezes que lá pretendi ir.
Cartão amarelo à Sacarrabos!
quinta-feira, 2 de julho de 2020
Junho 2012 : o que se passou aqui há 8 anos
Das 13 crónicas publicadas no decorrer de Junho 2012, destaco estas 4 (cada uma com um link, para satisfazer a curiosidade dos mais interessados):
."João Portugal Ramos e a Blogosfera"
Recordando uma inesquecível visita às instalações do produtor João Portugal Ramos, em Estremoz, com provas orientadas pelo anfitrião e almoço, exclusivamente para autores de blogues vínicos.
Estiveram presentes 11 "bloguistas", responsáveis por 9 blogues, alguns já desaparecidos.
."Jantar com Vinhos da Madeira (5ª sessão)"
O núcleo duro dos Vinhos da Madeira reuniu-se na saudosa Enoteca de Belém para mais um jantar vínico, onde foram degustados 10 vinhos, 5 dos quais eram Madeira, destacando-se o Blandy Bual 1977 (nota 19).
."Novo Formato+ (5ª sessão)"
Também realizada na Enoteca de Belém, esta sessão foi da minha responsabilidade, tendo posto à prova 7 vinhos da minha garrafeira (3 brancos 2008, 3 tintos 2007 e 1 Porto Colheita).
Os tintos foram pensados como uma homenagem aos nossos amigos Alvaro de Castro e Dirk Niepoort (PAPE, Robustus e DODA). Mas o vinho da noite foi o Burmester Colheita 1955 (nota 19).
."Jantar Quinta Chocapalha"
Organizado pela Néctar das Avenidas, decorreu no restaurante As Colunas e contou com a presença da produtora e enóloga Sandra Tavares da Silva.
."João Portugal Ramos e a Blogosfera"
Recordando uma inesquecível visita às instalações do produtor João Portugal Ramos, em Estremoz, com provas orientadas pelo anfitrião e almoço, exclusivamente para autores de blogues vínicos.
Estiveram presentes 11 "bloguistas", responsáveis por 9 blogues, alguns já desaparecidos.
."Jantar com Vinhos da Madeira (5ª sessão)"
O núcleo duro dos Vinhos da Madeira reuniu-se na saudosa Enoteca de Belém para mais um jantar vínico, onde foram degustados 10 vinhos, 5 dos quais eram Madeira, destacando-se o Blandy Bual 1977 (nota 19).
."Novo Formato+ (5ª sessão)"
Também realizada na Enoteca de Belém, esta sessão foi da minha responsabilidade, tendo posto à prova 7 vinhos da minha garrafeira (3 brancos 2008, 3 tintos 2007 e 1 Porto Colheita).
Os tintos foram pensados como uma homenagem aos nossos amigos Alvaro de Castro e Dirk Niepoort (PAPE, Robustus e DODA). Mas o vinho da noite foi o Burmester Colheita 1955 (nota 19).
."Jantar Quinta Chocapalha"
Organizado pela Néctar das Avenidas, decorreu no restaurante As Colunas e contou com a presença da produtora e enóloga Sandra Tavares da Silva.
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