Este grupo de enófilos, agora na sua máxima força, reuniu no Lugar Marcado que, mais uma vez, esteve à altura dos acontecimentos na cozinha e na sala.
A começar, por iniciativa da Fátima, mais uma prova de azeites. Para o meu gosto, deu-se um empate técnico entre o Vale Meão e o Brites Aguiar que ultrapassaram o Oliveira Ramos, elegante mas demasiado "light".
Quanto à componente vínica, provada com os rótulos à vista, desfilaram:
.Maritávora Grande Reserva 2011 branco (levado pelo Frederico) - com base nas castas Códega do Larinho, Rabigato e Viosinho em vinhas velhas com mais de 100 anos, estagiou 7 meses em barricas; ainda com saúde, sem ponta de oxidação, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca. Tudo no ponto, mas sem arrasar. Nota 17.
.Pai Abel 2012 branco (levado pelo João) - com base nas castas Bical e Maria Gomes, estagiou em barricas usadas; mais fresco e mineral que o 1º, presença de citrinos e fruta de caroço, boa acidez, notas amanteigadas, volume e final de boca assinaláveis. Um dos grandes brancos portugueses. Nota 18.
Estes 2 brancos harmonizaram com uma série de entradas (chamuças de bacalhau, berbigão, lulas à algarvia e ovinhos com linguiça).
.Qtª Touriga Chã 2011 (levado pelo J. Rosa) - com base nas castas Touriga Nacional e Touriga Franca, estagiou 15 meses em barricas de carvalho francês; muito fresco e sedutor, ainda com fruta vermelha, acidez equlibrada, levemente especiado, boa estrutura e final de boca extenso. Fino e harmonioso, a beber nos próximos 8 a 10 anos. Nota 18,5+.
.Qtª Bageiras Pai Abel 2011 (levado por mim) - com base nas castas Baga (80 %) e Touriga Nacional (20 %), estagiou em barricas usadas; nariz discreto, acidez equilibrada, especiado, notas fumadas, taninos presentes mas civilizados, volume de respeito e final de boca longo. Um Bairrada complexo e consistente, a beber nos próximos 7/8 anos. Nota 18,5.
.Dona Maria Grande Reserva 2011 (levado pelo Juca) - com base nas castas Alicante Bouschet, Touriga Nacional, Petit Verdot e Syrah, estagiou 12 meses em barricas novas de carvalho francês; muito frutado e carnudo, acidez no ponto, especiado, taninos sedosos, algum volume e final de boca. Harmonioso, está no ponto óptimo de consumo. Nota 18.
Estes 3 tintos maridaram com coelho frito, presa de porco preto, milho frito e batatas no forno.
A fechar, da melhor maneira, 2 fortificados estratosféricos levados pelo Adelino, dos quais não tomei qualquer nota descritiva. Limitei-me a apreciá-los e a usufruí-los!
.Taylor's Vintage 1977 - 18,5
.Artur Barros e Sousa Verdelho 1965 - 19
Como sobremesas avançaram mousse de chocolate negro (para o Porto), tarte de amêndoa (para o Madeira) e sortido de gelados.
Grande sessão de convívio, comeres e beberes deste grupo de enófilos privilegiados!
terça-feira, 24 de setembro de 2019
domingo, 22 de setembro de 2019
Vinhos em família (XCVII) : mais 4 brancos
Mais 4 brancos provados em casa com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega.
E eles foram:
.Fundação Oriente Colares Malvasia 2014 - enologia de Jaime Quendera; nariz contido, fresco e mineral, notas cítricas, salinidade, algum volume e complexidade, final de boca médio (13,5 % vol.). Muito gastronómico e ainda longe da reforma. Nota 18.
.Quinta da Murta Clássico 2015 (Bucelas) - enologia de Hugo Mendes; com base na casta Arinto (100 %), estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês; nariz discreto, muito fresco com uma acidez bem pronunciada, notas cítricas e minerais, volume e final de boca médios (13 % vol.). Melhorou no dia seguinte depois de aberto. Nota 17,5. Gostava de o voltar a provar daqui a 3/4 anos.
.Qtª do Rol Colecção Arinto 2015 (regional Lisboa) - estagiou mais de 1 ano em contacto com as borras finas; cheio de frescura e acidez, presença de citrinos, notas amanteigadas, algum volume e final de boca (12,5 % vol.). Ainda em crescimento. Nota 17,5.
.Vale dos Ares Limited Edition Alvarinho 2016 (Monção e Melgaço, garrafa nº 23/600) - estagiou 6 meses em barrica; notas cítricas e tropicais, equilibrio acidez/gordura, alguma complexidade, volume e final de boca médios. (13,5 % vol.). Nota 17.
E eles foram:
.Fundação Oriente Colares Malvasia 2014 - enologia de Jaime Quendera; nariz contido, fresco e mineral, notas cítricas, salinidade, algum volume e complexidade, final de boca médio (13,5 % vol.). Muito gastronómico e ainda longe da reforma. Nota 18.
.Quinta da Murta Clássico 2015 (Bucelas) - enologia de Hugo Mendes; com base na casta Arinto (100 %), estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês; nariz discreto, muito fresco com uma acidez bem pronunciada, notas cítricas e minerais, volume e final de boca médios (13 % vol.). Melhorou no dia seguinte depois de aberto. Nota 17,5. Gostava de o voltar a provar daqui a 3/4 anos.
.Qtª do Rol Colecção Arinto 2015 (regional Lisboa) - estagiou mais de 1 ano em contacto com as borras finas; cheio de frescura e acidez, presença de citrinos, notas amanteigadas, algum volume e final de boca (12,5 % vol.). Ainda em crescimento. Nota 17,5.
.Vale dos Ares Limited Edition Alvarinho 2016 (Monção e Melgaço, garrafa nº 23/600) - estagiou 6 meses em barrica; notas cítricas e tropicais, equilibrio acidez/gordura, alguma complexidade, volume e final de boca médios. (13,5 % vol.). Nota 17.
terça-feira, 17 de setembro de 2019
Grupo dos Madeiras (35ª sessão) : 3 Madeiras de excepção
O encontro deste grupo de privilegiados foi em S. Francisco da Serra "chez" Juca que contou com a preciosa ajuda da Mila (filha) e da Paula nos tachos e do Pedro (genro) e João no serviço de vinhos. O meu aplauso para eles todos.
Como vinhos de boas vindas e a acompanhar uma série de entradas, foram servidos 3 Alvarinhos (Soalheiro 2012, Soalheiro Granit 2015 e Soalheiro 1ª Vinhas 2015, todos a situarem-se nos 17 pontos). Uma referência especial para o Clássico que foi a grande surpresa.
Seguiram-se:
.CARM Maria de Lourdes 2011 branco - com base nas castas Gouveio (40 %), Viosinho (30 %) e Rabigato (30 %); ataque inicial adocicado, ainda com fruta e sem ponta de oxidação, alguma acidez e notas amanteigadas, volume e final de boca apreciáveis (13 % vol.). Muito gastronómico. Nota 17,5+.
Harmonizou com "Raia à (chefe) Juca".
.CARM Grande Reserva 2010 - com base nas castas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês; nariz contido, ainda com fruta vermelha, notas florais, alguma acidez e especiarias, taninos vibrantes, algum volume e final de boca longo (13,5 % vol.). Uma boa surpresa vinda de um tinto de 2010. Nota 18.
.Pintas 2008 magnum - aroma discreto, cheio de saúde, alguma acidez, taninos ainda bem presentes, notas fumadas, volume e final de boca assinaláveis (14,5 % vol.). Elegante e discreto. Nota 18.
Estes tintos maridaram com arroz de rabo de boi.
Seguiram-se 3 Madeiras de excepção, o momento muito alto deste encontro, não tendo tomado qualquer nota descritiva dos mesmos. Foi só usufruir este momento único! E eles foram:
.Leacock Sercial Solera 1860 - 18
.Adega do Torreão Titular Doce - 18,5
.FEM Verdelho Muito Velho - 19
Grande sessão (mais uma) de convívio, comeres e beberes. Obrigado Juca!
Como vinhos de boas vindas e a acompanhar uma série de entradas, foram servidos 3 Alvarinhos (Soalheiro 2012, Soalheiro Granit 2015 e Soalheiro 1ª Vinhas 2015, todos a situarem-se nos 17 pontos). Uma referência especial para o Clássico que foi a grande surpresa.
Seguiram-se:
.CARM Maria de Lourdes 2011 branco - com base nas castas Gouveio (40 %), Viosinho (30 %) e Rabigato (30 %); ataque inicial adocicado, ainda com fruta e sem ponta de oxidação, alguma acidez e notas amanteigadas, volume e final de boca apreciáveis (13 % vol.). Muito gastronómico. Nota 17,5+.
Harmonizou com "Raia à (chefe) Juca".
.CARM Grande Reserva 2010 - com base nas castas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês; nariz contido, ainda com fruta vermelha, notas florais, alguma acidez e especiarias, taninos vibrantes, algum volume e final de boca longo (13,5 % vol.). Uma boa surpresa vinda de um tinto de 2010. Nota 18.
.Pintas 2008 magnum - aroma discreto, cheio de saúde, alguma acidez, taninos ainda bem presentes, notas fumadas, volume e final de boca assinaláveis (14,5 % vol.). Elegante e discreto. Nota 18.
Estes tintos maridaram com arroz de rabo de boi.
Seguiram-se 3 Madeiras de excepção, o momento muito alto deste encontro, não tendo tomado qualquer nota descritiva dos mesmos. Foi só usufruir este momento único! E eles foram:
.Leacock Sercial Solera 1860 - 18
.Adega do Torreão Titular Doce - 18,5
.FEM Verdelho Muito Velho - 19
Grande sessão (mais uma) de convívio, comeres e beberes. Obrigado Juca!
quinta-feira, 12 de setembro de 2019
O Frade - 3,5 *
Este novo espaço em Belém (Calçada da Ajuda, 14), já objecto de crítica muito positiva no Expresso (Fortunato da Câmara), praticamente reduzido a um balcão, onde se pode assistir ao empratamento das iguarias encomendadas, inspirou-se na tasca/restaurante, com o mesmo nome, localizada em Beja e pertença da família Frade. Em Lisboa, não perdendo de vista a tradição, o espaço e a gastronomia são mais requintados.
Na sala o Sérgio Frade (responsável pelo espaço e o relações públicas) e nos tachos o seu primo Carlos Afonso, já com algum currículo em locais de prestígio.
Por tudo isto valem as 5*, mas perdem em toda a linha na componente vínica, que precisa de dar uma grande volta, pois encalharam nos vinhos de talha da família e pouco mais. Eles já perceberam isso e têm previsto um projecto de garrafeira que lhes vai roubar um pouco do já exíguo espaço. Se isso for à vante, cá estarei para lhes subir a nota.
A ementa é petisqueira e inclui 3 pratos, cuja confecção é de muita qualidade. Para um casal chega perfeitamente 1 dos pratos principais e 2 entradas, tudo para partilhar. Comemos, em 2 visitas, dois dos pratos (arroz de pato e arroz de robalo , excelentes ambos), quatro entradas (lulas com grão, coelho de coentrada e berbigão à Bulhão Pato, esta das 2 vezes). Das sobremesas apenas provámos a mousse de chocolate com azeite e flor de sal.
Quanto a vinhos, os tintos de talha deixam-se beber, mas o branco é imbebível.
Na última visita, por simpatia do dono, provei o Maria Bonita Loureiro 2017 - fresco e mineral, notas cítricas e vegetais, acidez no ponto, volume e final de boca médios. Acompanhou muito bem as entradas, mas passou por baixo do prato. Nota 16,5.
A garrafa veio à mesa e dada a provar num copo adequado.
Serviço muito eficiente, rápido e atencioso.
Recomendo, mas sugiro que levem vinho de casa (eu sei que autorizam a pedido).
Na sala o Sérgio Frade (responsável pelo espaço e o relações públicas) e nos tachos o seu primo Carlos Afonso, já com algum currículo em locais de prestígio.
Por tudo isto valem as 5*, mas perdem em toda a linha na componente vínica, que precisa de dar uma grande volta, pois encalharam nos vinhos de talha da família e pouco mais. Eles já perceberam isso e têm previsto um projecto de garrafeira que lhes vai roubar um pouco do já exíguo espaço. Se isso for à vante, cá estarei para lhes subir a nota.
A ementa é petisqueira e inclui 3 pratos, cuja confecção é de muita qualidade. Para um casal chega perfeitamente 1 dos pratos principais e 2 entradas, tudo para partilhar. Comemos, em 2 visitas, dois dos pratos (arroz de pato e arroz de robalo , excelentes ambos), quatro entradas (lulas com grão, coelho de coentrada e berbigão à Bulhão Pato, esta das 2 vezes). Das sobremesas apenas provámos a mousse de chocolate com azeite e flor de sal.
Quanto a vinhos, os tintos de talha deixam-se beber, mas o branco é imbebível.
Na última visita, por simpatia do dono, provei o Maria Bonita Loureiro 2017 - fresco e mineral, notas cítricas e vegetais, acidez no ponto, volume e final de boca médios. Acompanhou muito bem as entradas, mas passou por baixo do prato. Nota 16,5.
A garrafa veio à mesa e dada a provar num copo adequado.
Serviço muito eficiente, rápido e atencioso.
Recomendo, mas sugiro que levem vinho de casa (eu sei que autorizam a pedido).
terça-feira, 10 de setembro de 2019
As contradições dos Prémios W atribuidos pelo Anibal Coutinho
A propósito dos nomeados para "Garrafeira (Loja de Vinhos) do Ano", escreveu o mentor destes prémios W que "(...) as garrafeiras ganhadoras têm um entusiasta do vinho como gestor, um enófilo com muitas viagens aos países vinhateiros e às nossas regiões e produtores, com presença assídua nas principais feiras, com sucesso na dinamização de uma tertúlia interessada, coesa e participativa nos vários eventos vínicos (jantares, conversas, provas cegas, provas comentadas) que a sua loja promove - esse é o factor-chave de sucesso e de diferenciação; essas são as lojas onde me sinto abençoado.(...)".
Depois deste preâmbulo, estava à espera que a primeira garrafeira em Lisboa (não comento a escolha das garrafeiras fora de Lisboa e espalhadas pelo país) a ser nomeada fosse a Néctar das Avenidas que é aquela que mais se encaixa nos considerandos do Anibal Coutinho, pois organiza eventos vínicos praticamente em todo o ano, com realce para o Bairradão (ver Grandes Escolhas de Julho 2019). E que as outras pudessem ser a Empor, a Garrafeira Imperial ou a Wines 9297, que também fazem provas nos seus espaços.
Foi com a maior das surpresas que constatei recentemente que as garrafeiras de Lisboa nomeadas para Garrafeira do Ano foram a Estado d' Alma, a Napoleão e a Wines by Heart! Aquelas 2 limitam-se a vender vinho, não lhes conhecendo quaisquer eventos vínicos, enquanto que esta última abriu há cerca de 1 mês e nada me garante que daqui a 1 ano ainda esteja aberta, embora já tenha sido publicitada na Time Out e no blogue Mesa Marcada.
São os mistérios insondáveis do Anibal Coutinho e os seus Prémios W!
Mas já não é a primeira vez que estes prémios provocam polémica. Para quem tiver curiosidade recomendo a leitura da minha crónica "Prémios W 2015 : o Anibal Coutinho ensandeceu?", publicada em 14/1/2016, onde entre os 10 nomeados para figura do ano, foi incluido o ex- presidente Anibal Cavaco Silva.
Terminava eu assim "Só se foi por solidariedade onomástica!".
Depois deste preâmbulo, estava à espera que a primeira garrafeira em Lisboa (não comento a escolha das garrafeiras fora de Lisboa e espalhadas pelo país) a ser nomeada fosse a Néctar das Avenidas que é aquela que mais se encaixa nos considerandos do Anibal Coutinho, pois organiza eventos vínicos praticamente em todo o ano, com realce para o Bairradão (ver Grandes Escolhas de Julho 2019). E que as outras pudessem ser a Empor, a Garrafeira Imperial ou a Wines 9297, que também fazem provas nos seus espaços.
Foi com a maior das surpresas que constatei recentemente que as garrafeiras de Lisboa nomeadas para Garrafeira do Ano foram a Estado d' Alma, a Napoleão e a Wines by Heart! Aquelas 2 limitam-se a vender vinho, não lhes conhecendo quaisquer eventos vínicos, enquanto que esta última abriu há cerca de 1 mês e nada me garante que daqui a 1 ano ainda esteja aberta, embora já tenha sido publicitada na Time Out e no blogue Mesa Marcada.
São os mistérios insondáveis do Anibal Coutinho e os seus Prémios W!
Mas já não é a primeira vez que estes prémios provocam polémica. Para quem tiver curiosidade recomendo a leitura da minha crónica "Prémios W 2015 : o Anibal Coutinho ensandeceu?", publicada em 14/1/2016, onde entre os 10 nomeados para figura do ano, foi incluido o ex- presidente Anibal Cavaco Silva.
Terminava eu assim "Só se foi por solidariedade onomástica!".
quinta-feira, 5 de setembro de 2019
Curtas (CXIV) : Prado, Degust' AR, Story, nova garrafeira e Bairrada
1.Revisitar mais uma vez o Prado - 4,5 *
Já tinha referido este espaço em "Revisitar o Prado - 4,5 *", crónica publicada em 13/11/2018, mas não me canso de o revisitar com o chefe António Galapito sempre inspirado.
Desta vez provei: Mexilhão da ria, Pleurotus, Carapau com alface do mar (prefiro a cavala),Tosta de salmonete (divinal) e Gelado de cogumelos, cevada e caramelo.
Acompanhou uma belíssima cerveja artesanal Dois Corvos Matiné (4,5 em 5).
Uma nota - os copos para vinho são muito bons e custam 1,50 € na Polux, passe a publicidade.
Não há nenhuma desculpa para que os restaurantes não tenham bons copos, mas lamentavelmente a maioria não investe nesta componente, tão importante quanto a comida.
2.Revisitar o Degust' AR - 4,5 *
Já tinha escrito sobre este espaço em "Degust' AR Lisboa - 4 *), crónica publicada em 14/7/2019, mas não tinha tido a oportunidade de testar a componente vínica.
A maridar com umas saborosas e bem servidas migas de espargos com lombinhos de porco ibérico, optei por um copo de tinto Herdade dos Grous 2017 - aberto na cor, fresco, muita fruta vermelha, taninos dóceis, algum volume e final de boca médio. Nota 16,5.
A garrafa veio à mesa e dada a provar num belíssimo copo a uma temperatura correcta.
Testado o serviço de vinhos, a apreciação deste restaurante subiu de 4 para 4,5 *.
3.Os restaurantes dos hotéis Story
Esta cadeia está omnipresente na Baixa de Lisboa, com hotéis no Rossio, Rua do Ouro, Rua Augusta, Rua Condes de Monsanto e Praça da Figueira ( a abrir brevemente).
Para quem esteja na Baixa, à hora de almoço, pode ser uma boa aposta abancar num dos restaurantes do grupo (neste momento aconselho o Story Ouro e o Story Augusta), onde a troco de 14 € se pode comer uma refeição completa (couvert, entrada, prato, sobremesa, copo de vinho/cerveja e café).
4.Uma nova garrafeira
Abriu há cerca de 1 mês a garrafeira/wine bar "Wines by Heart" (Rua Rosa Araújo, 35), com uma aposta nos vinhos estrangeiros, a par dos nacionais, e onde se pode petiscar qualquer coisa e provar vinho a copo.
Apesar de aberta há tão pouco tempo e ainda não ter história, já foi objecto de crónicas na Time Out e no blogue Mesa Marcada. Mais, já consta no Top das 10 melhores garrafeiras, no âmbito dos prémios W 2019 do Anibal Coutinho! A este tema hei-de voltar oportunamente.
5.Vinhos da Bairrada
Vai decorrer nos dias 14 e 15 de setembro, no Pavilhão Desportivo da Anadia, o evento "Aqui na Bairrada - Beber & Saborear", onde se podem provar vinhos e petiscos bairradinos.
Mais, estão programadas 2 Provas Comentadas pelo Luis Lopes, director da Grandes Escolhas.
Já tinha referido este espaço em "Revisitar o Prado - 4,5 *", crónica publicada em 13/11/2018, mas não me canso de o revisitar com o chefe António Galapito sempre inspirado.
Desta vez provei: Mexilhão da ria, Pleurotus, Carapau com alface do mar (prefiro a cavala),Tosta de salmonete (divinal) e Gelado de cogumelos, cevada e caramelo.
Acompanhou uma belíssima cerveja artesanal Dois Corvos Matiné (4,5 em 5).
Uma nota - os copos para vinho são muito bons e custam 1,50 € na Polux, passe a publicidade.
Não há nenhuma desculpa para que os restaurantes não tenham bons copos, mas lamentavelmente a maioria não investe nesta componente, tão importante quanto a comida.
2.Revisitar o Degust' AR - 4,5 *
Já tinha escrito sobre este espaço em "Degust' AR Lisboa - 4 *), crónica publicada em 14/7/2019, mas não tinha tido a oportunidade de testar a componente vínica.
A maridar com umas saborosas e bem servidas migas de espargos com lombinhos de porco ibérico, optei por um copo de tinto Herdade dos Grous 2017 - aberto na cor, fresco, muita fruta vermelha, taninos dóceis, algum volume e final de boca médio. Nota 16,5.
A garrafa veio à mesa e dada a provar num belíssimo copo a uma temperatura correcta.
Testado o serviço de vinhos, a apreciação deste restaurante subiu de 4 para 4,5 *.
3.Os restaurantes dos hotéis Story
Esta cadeia está omnipresente na Baixa de Lisboa, com hotéis no Rossio, Rua do Ouro, Rua Augusta, Rua Condes de Monsanto e Praça da Figueira ( a abrir brevemente).
Para quem esteja na Baixa, à hora de almoço, pode ser uma boa aposta abancar num dos restaurantes do grupo (neste momento aconselho o Story Ouro e o Story Augusta), onde a troco de 14 € se pode comer uma refeição completa (couvert, entrada, prato, sobremesa, copo de vinho/cerveja e café).
4.Uma nova garrafeira
Abriu há cerca de 1 mês a garrafeira/wine bar "Wines by Heart" (Rua Rosa Araújo, 35), com uma aposta nos vinhos estrangeiros, a par dos nacionais, e onde se pode petiscar qualquer coisa e provar vinho a copo.
Apesar de aberta há tão pouco tempo e ainda não ter história, já foi objecto de crónicas na Time Out e no blogue Mesa Marcada. Mais, já consta no Top das 10 melhores garrafeiras, no âmbito dos prémios W 2019 do Anibal Coutinho! A este tema hei-de voltar oportunamente.
5.Vinhos da Bairrada
Vai decorrer nos dias 14 e 15 de setembro, no Pavilhão Desportivo da Anadia, o evento "Aqui na Bairrada - Beber & Saborear", onde se podem provar vinhos e petiscos bairradinos.
Mais, estão programadas 2 Provas Comentadas pelo Luis Lopes, director da Grandes Escolhas.
terça-feira, 3 de setembro de 2019
Agosto 2011 : o que se passou aqui há 8 anos
Das 14 crónicas publicadas no decorrer de agosto 2011, destaco estas 3:
."Borbulhas em S. Francº da Serra"
Uma curiosa prova organizada pelo meu amigo Juca, no âmbito do grupo Núcleo Duro, onde estive como convidado do anfitrião. Entraram 2 champanhes, 7 espumantes e 1 cava.
Nota alta para o leitão à Bairrada, vindo de um modesto restaurante em Roncão (Santiago do Cacém).
."Ainda o "Prazer na Esplanada"".
A propósito de um artigo publicado na Revista de Vinhos (a antiga), cujo articulista (Samuel Alemão, já desligado da RV) seleccionou, entre outros, o espaço "Soul Devotion", em Campo de Ourique, cuja esplanada nem sequer era digna do nome.
."Os vinhos do amigo Adelino de Sousa"
É sempre com prazer e de inteira justiça relembrar o que se bebe em casa deste enófilo amigo (Grupo dos Madeiras e Grupo dos 6).
Nesse almoço, entre outros vinhos, nota alta para os fortificados
-Moscatel Setúbal Roxo 20 Anos da JMF (18)
-Porto Dona Antónia 1877 (18,5)
-Reserva Velhíssima Adega do Torreão Terrantez 1905 (19,5)
."Borbulhas em S. Francº da Serra"
Uma curiosa prova organizada pelo meu amigo Juca, no âmbito do grupo Núcleo Duro, onde estive como convidado do anfitrião. Entraram 2 champanhes, 7 espumantes e 1 cava.
Nota alta para o leitão à Bairrada, vindo de um modesto restaurante em Roncão (Santiago do Cacém).
."Ainda o "Prazer na Esplanada"".
A propósito de um artigo publicado na Revista de Vinhos (a antiga), cujo articulista (Samuel Alemão, já desligado da RV) seleccionou, entre outros, o espaço "Soul Devotion", em Campo de Ourique, cuja esplanada nem sequer era digna do nome.
."Os vinhos do amigo Adelino de Sousa"
É sempre com prazer e de inteira justiça relembrar o que se bebe em casa deste enófilo amigo (Grupo dos Madeiras e Grupo dos 6).
Nesse almoço, entre outros vinhos, nota alta para os fortificados
-Moscatel Setúbal Roxo 20 Anos da JMF (18)
-Porto Dona Antónia 1877 (18,5)
-Reserva Velhíssima Adega do Torreão Terrantez 1905 (19,5)
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