terça-feira, 29 de junho de 2021

Almoço Quinta de Soalheiro

 Embora com um considerável atraso (o almoço foi no dia 29 de Maio), aqui estou a recordar este evento organizado pela Garrafeira Néctar das Avenidas que decorreu no Via Graça, um restaurante 5 *, com a gastronomia e o serviço de vinhos a correr da melhor maneira. Só de copos Riedel cada participante teve direito a 7 (6 para vinhos e 1 para água). Um luxo!

Os vinhos foram apresentados pelo Luis Cerdeira que, para além de ser o enólogo e produtor, é um excelente comunicador.

O repasto foi iniciado informalmente com o espumante Soalheiro Rosé Bruto. Já com os participantes nas mesas, desfilaram:

.Soalheiro Granit Alvarinho Mineral Selection 2020

Acentuadamente cítrico, fresco e mineral, notas vegetais, volume e final de boca médios (13 % vol.). Portou-se bem, mas sem impressionar. Nota 16,5. 

.Soalheiro Germinar Loureiro Vinhas Velhas Alvarinho 2019

Mais fresco e floral, com uma acidez mais acentuada, algum volume e final de boca (12 % vol.). É uma boa surpresa e uma novidade no portefólio Soalheiro. Nota 17,5.

Estes 2 brancos acompanharam "Tagliatelle" de lula (demasiado al dente), batata doce, lima e coentros. 

.Soalheiro Primeiras Vinhas Alvarinho 2019

Com base em vinhas com mais de 40 anos; presença de citrinos e alguma fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, volume assinalável e final de boca longo (13 % vol.). Mantem-se na linha de qualidade dos Primeiras Vinhas. Nota 18.

Harmonizou muito bem com o Robalo de anzol, molho de mexilhão e puré de batata.

.Soalheiro Reserva Alvarinho 2018

Fruta de caroço, citrinos e algum tropical, bela acidez, notas amanteigadas, volume considerável e final de boca persistente (13 % vol.). Complexo, ainda precisa de tempo para se mostrar em toda a sua plenitude. Nota 18,5.  

Maridou muito bem com "O Nosso Bacalhau à Brás".

.Soalheiro Dócil Alvarinho 2020 

Nariz ainda fechado, fresco e mineral, ligeiramente adocicado, acidez presente, volume e final de boca médios (9 % vol.). Nota 16,5.

Não ligou com a sobremesa (Leite creme de queijo de Azeitão com gelado de noz).

A fechar, foi servida Soalheiro Aguardente Velha, uma aguardente bagaceira de vinho verde, que não cheguei a provar.

Em conclusão, mais uma boa sessão de convívio, comeres e beberes.

sábado, 26 de junho de 2021

As revistas especializadas - Junho 2021 (2ª parte)

 2.Grandes Escolhas (GE)

A. 104 páginas, das quais 38 de publicidade. Logo, apenas 66 úteis (63,5 % do total).

B1. Crónicas/Reportagens (5)

.Ervamoira é aqui (Luis Lopes)

.Herdade da Lisboa: nova vida, futuro brilhante (Mariana Lopes)

.Quinta da Manoella, um monumento ao Douro antigo (Nuno Oliveira Garcia) 

.Um imenso Alentejo para descobrir (Luis Francisco)

.Vinhão versus Sousão: a dupla face de uma uva (Valéria Zeferino), com 19 vinhos provados

B2. Painéis de prova (1)

.Orgulho Nacional (Luis Antunes), com 44 vinhos de Touriga Nacional provados

C. Lançamentos (5)

.Adega Belém Urban Winery: amor e uvas na cidade (Mariana Lopes)

.Quinta da Ramalhosa (Mariana Lopes)

.Santa Vitória : vinho, azeite e liberdade (Mariana Lopes)

.Quinta da Romaneira, expressão do terroir (Valéria Zeferino)

.PR1V1L3G.1UM: Loureiro e Alvarinho em flor (Nuno Oliveira Garcia)

D. Crítica de restaurantes

Nada a assinalar

E. Cervejas artesanais

Nada a assinalar

F. Provados 195 vinhos, dos quais 45 classificados com 18 ou mais (23,1 % do total)

Brancos (3)

.Herdade Aldeia de Cima Garrafeira 2019 (Alentejo) - 19

.Scala Coeli Verdelho 2018 (Alentejo) - 18,5

.Champanhe Moet & Chandon Grand Vintage Rosé 2013 - 18,5

Tintos (18)

.Abandonado 2017 (Douro) - 19

.Quinta do Bronze 2017 e Vinha do Plagão 2016 (Douro) - 18,5

.Quinta do Crasto Touriga Nacional 2017 (Douro) - 19

.Quinta da Ervamoira 2018 (Douro) - 18,5

.Quinta da Manoella 2018 - 19,5 ; 2012 e 2015 - 19 ; 2010, 2011, 2016 e 2017 (Douro) - 18,5

.Quinta da Romaneira Reserva 2018 (Douro) - 18,5

.Quinta das Marias Touriga Nacional Reserva 2018 (Dão) - 18,5

.Quinta da Pellada Carrocel 2015 (Dão)  - 18,5

.Villa Oliveira Touriga Nacional 2016 (Dão) - 18,5

.Cartuxa Reserva 2016 (Alentejo) - 18,5

.Herdade da Lisboa Trincadeira 2019 (Alentejo) - 18,5 

Fortificados (3)

.Alves de Sousa Vintage 2019 - 18,5

.Ramos Pinto RP 30 Anos - 19,5

.Bacalhôa Moscatel de Setúbal Superior 30 Anos 1985 - 19,5

Seguem-se 21 vinhos classificados com18.

Dos 45 eleitos, 2 são champanhes, 10 brancos, 28 tintos e 5 fortificados (4 Porto e 1 Moscatel).

Por Região, os vinhos tranquilos dividem-se em 2 Vinhos Verdes, 26 Douro, 4 Dão e 6 Alentejo.


3.Neste número de Junho, é de referir:

.A RV continua com mais páginas úteis (116 contra 66 da GE)

.O mesmo se passa com as Crónicas/Reportagens (9 da RV e 5 da GE), Opiniões (4 da RV) e Novidades/Lançamentos (8 da RV e 5 da GE)

.Sobre restaurantes e cervejas artesanais, a RV marcou pontos ao passo que a GE nada disse

.Finalmente, a RV provou mais vinhos (228 contra 195 da GE), mas a GE ultrapassou a RV na eleição de vinhos classificados com 18 ou mais (45 contra 42 da RV).

quinta-feira, 24 de junho de 2021

A propósito do Júpiter : o vinho, os espertos e os tansos

 1.Introdução

Grande parte da imprensa escrita e algo acéfala, embandeirou em arco com a recente apresentação, em Lisboa, dos objectivos da Oeno Group, sediada em Londres, representada pelo seu director, Michael Doerr de seu nome, e por Cláudio Martins, o seu embaixador em Portugal e que viveu alguns anos em Londres.

E o que pretendem estes senhores, "experts" em esperteza, passe o pleonasmo? Incluir o vinho português nos "Wines from Another World", que não se vão encontrar nas garrafeiras e são artigos de luxo destinados a coleccionadores, onde se situam "sheiks, oligarcas e multimilionários", segundo o Público de 4 deste mês.

Para já a Oeno incluiu no seu portefólio um vinho alentejano, o Júpiter da Herdade do Rocim, e mais tarde será a vez de um vinho do Douro. Preço por cada garrafa: 1000 €! Leu bem, são mesmo mil euros. 


2.O vinho

Este primeiro vinho, que ainda ninguém provou (e não vai provar, palpito eu), saíu das mãos do Pedro Ribeiro, enólogo da Herdade do Rocim e vai chamar-se Júpiter. É da colheita 2015, produzido com base nas castas Moreto, Trincadeira, Tinta Grossa, Alicante Bouschet e outras e tendo estagiado 48 meses em ânforas e mais 12 na garrafa. 


3.O que disse o Pedro Garcias

No Fugas de 12 de Junho, o crítico Pedro Gracias, sempre assertivo, começou assim a sua crónica semanal "Foi notícia na semana passada um vinho português "do outro mundo", chamado Júpiter, que vai custar mil euros. Foi idealizado pelo "especialista internacional" Cláudio Martins. Pergunta o leitor: que vinho é este? Não sei. Nem eu , nem ninguém que tenha lido as inúmersa notícias escritas sobre o tema. Quem é Cláudio Martins? Também não conheço, mas deve ser uma pessoa importante, pelas inúmeras notícias que lhe dedicam. (...)" E mais à frente: "(...) Cláudio Martins deve trabalhar com uma extraordinária agência de Comunicação. Sem gastar um tostão, conseguiu publicar inúmeras notícias sobre este seu negócio. (...) Nunca saberemos se o Júpiter é um vinho bom, extraordinário, assim-assim ou mau, a não ser que compremos uma das 800 garrafas produzidas (...)".

E a terminar a sua crónica, pondo o dedo na ferida, diz "Alguém, no seu perfeito juizo, acredita que 800 garrafas de Júpiter vão ajudar a elevar a imagem do vinho português no mundo?"


4.O que disse o João Paulo Martins (JPM)

Sem nunca mencionar o nome do vinho, o JPM na sua última crónica na Revista do Expresso, refere "(...) É pena que haja compradores que acham que estão a comprar um vinho do "outro mundo" só porque é caro. Sejamos claros: eu até posso ter no meu portefólio um vinho a €1000 a garrafa, desde que sejam apenas umas centenas de garrafas, não complica nem dá dores de cabeça ao contabilista da casa. Falou-se do vinho, a imprensa incauta e ignorante foi atrás e uns quantos tolos, só porque têm muito dinheiro, resolveram comprar. (...) Aos parolos ricos que compram qualquer vinho caro só para mostrar que podem, apetece dizer: é bem feito!" 


5.O que disse um dos espertos

"(...) Estamos a ser selectivos com quem estamos a convidar para adquirir estes vinhos (...) Não estarão disponíveis em qualquer loja, até porque os mesmos tornar-se-ão rapidamente alguns dos vinhos mais cobiçados nas próximas décadas. (...)".


6.O que dirá um dos tansos

De um tanso para outro : 

"É pá, eu já comprei um Júpiter, um vinho português que ninguém conhece e que é só destinado aos eleitos. Custou-me 1000 €, uma pechincha..."

O outro:

"É pá, eu também quero!"


7.Moral da história

Com papas, bolos e Júpiteres, se enganam os tolos!

terça-feira, 22 de junho de 2021

As revistas especializadas - Junho 2021 (1ª parte)

 1.Revista de Vinhos (RV)

A. 162 páginas, das quais 46 de publicidade. Logo, apenas 116 úteis (71,6 % do total).

B1. Crónicas/Reportagens (9)

.Vinho Verde Senhorial: Casa de Vilacetinho, Paço de Teixeiró e Quinta de Curvos (Marc Barros) 

.Melgaço: Quinta do Regueiro, Alvaianos, Encosta do Capelo, Casa de Canhotos e Dom Ponciano (José João Santos)

.Dez Anos de Mirabilis (Luis Costa), com uma vertical de 9 brancos e 5 tintos

.Herdade da Lisboa : nasce um novo ícone no Alentejo (Guilherme Corrêa)

.Santa Vitória, o vinho no campo e no enoturismo (Manuel Moreira)

.Vinho em lata (José João Santos, Luis Alves, Marc Barros e Nuno Vaz Guedes Pires)

.Real Companhia Velha, um branco de 64 e outras relíquias (José João Santos)

.Caldeirada, um poema do mar (Fátima Iken)

.Sopa, Mar e Vinho (Guilherme Corrêa)

B2. Painéis de prova (1)

.O jogo de cintura do Alvarinho (José João Santos), com 44 vinhos provados (9 espumantes, 11 Alvarinhos de culto, 12 Alvarinhos Colheita 2020 e 12 Alvarinhos de coleccionador)

B3. Opiniões (4)

.Sarah Ahmed (A Wine Detective investiga a enologia do século XXI) 

.J.A. Dias Lopes (Os cozinheiros de D. João VI)

.Jamie Goode (Fortificação: passado, presente e futuro dos vinhos fortificados)

.José João Santos (Exercício anti-chavões: Sauvignon Blanc e Loureiro)

C. Novidades (8)

.Niepoort : vinhos de parcela e um Vintage grandioso (José João Santos)

.Quinta da Romaneira : novos vinhos do Douro, Vintage e a estreia nos Colheitas (António Lopes, José João Santos, Luis Costa e Marc Barros)

.Herdade Aldeia de Cima, o primeiro Garrafeira (José João Santos, Manuel Moreira e Rodolfo Tristão)

.Barão do Hospital: raizes na hospitalidade (Marc Barros)

.Palato do Côa, novo patamar (Nuno Guedes Vaz Pires)

.Domaine du Chardonnay (Luis Costa)

.Kopke, a confirmação de um rosé superior (Manuel Moreira)

.Moet & Chandon Grand Vintage 2013 (Manuel Moreira)

D. Restaurantes

.Plano, a cozinha elegante e rústica de Vitor Adão (Miguel Pires)

E. Cervejas artesanais

.Uns teimosos de Coimbra: cerveja Praxis (Luis Alves), com 8 artesanais provadas

F. 228 vinhos provados, dos quais 42 classificados com 18 ou mais (18,4 %)

Brancos (6)

.Soalheiro 1ª Vinhas Alvarinho 2008 (V. Verdes) - 18,5

.Mirabilis 2014, 2016, 2017, 2018 e 2019 (Douro) - 18,5

Tintos (5)

.Mirabilis 2017 (Douro) - 19 e 2019 - 18,5

.Niepoort Museu dos Lagares 2018 (Douro) - 19 e Lote D3 2014 - 18,5

.Qtª Monte Xisto 2018 (Douro) - 18,5

Fortificados (3)

.Taylor's Single Harvest Tawny 1896 - 20

.Niepoort Bioma Vinha da Pisca Vintage 2017 - 19,5

.Carcavelos Quinta dos Pesos 1991 - 18,5

Seguem-se 28 vinhos classificados com 18

Dos 42 eleitos 19 são brancos, 17 tintos, 5 fortificados (4 Porto e 1 Carcavelos) e 1 Champanhe.

Os vinhos tranquilos, por Região, dividem-se em 7 Vinhos Verdes, 26 Douro, 1 Beira Interior, 1 Tejo, 3 Alentejo e 1 IVV.

sábado, 19 de junho de 2021

Grupo dos Madeiras (IV) : 125 vinhos fortificados provados desde finais de 2010

 Na crónica de hoje inventario os fortificados saídos das garrafeiras dos outros participantes, destacando os vinhos que mais me impressionaram e que classifiquei com 18,5 ou mais:


3.Juca

Participou com 13 vinhos fortificados da sua garrafeira, 5 dos quais (todos Madeira) entraram no meu Quadro de Honra, a saber:

.Adega do Torreão Titular Doce - 18,5

.FEM Verdelho Muito Velho - 19

.Blandy's Sercial 1974 - 18,5+

.Blandy's Terrantez 1975 - 18,5+

.Artur Barros e Sousa Terrantez 1981 - 18,5


4.Alfredo

Da garrafeira deste saudoso amigo sairam 8 fortificados, dos quais elegi estes 3 (todos Madeira):

.Blandy's Boal 1971 - 18,5

.Artur Barros e Sousa Verdelho 1984 - 18,5

.Borges Malvasia +40 Anos - 18,5


5.João

.Da sua garrafeira avançaram 7 fortificados, dos quais seleccionei este Madeira:

.Blandy's Bual 1977 (2 garrafas) - 18,5 e 18,5+


6.Frederico

O último a ingressar neste grupo só teve a oportunidade de levar 2 vinhos fortificados, tendo eu eleito :

.Blandy's Malvasia 1977 - 18,5


7.Eu, a fechar este precioso inventário:

Sairam 9 fortificados da minha garrafeira, dos quais seleccionei estes 7 (todos Madeira):

.JBF Bual 1900 - 18,5+

.Cossart Gordon Sercial 1960 - 18,5

.Leacock Bual 1966 - 18,5

.Blandy's Bual 1977 - 19

.Blandy's Terrantez 1977 - 19

.Borges Sercial 1979 - 19

.Artur Barros e Sousa Terrantez 1981 - 18,5


Em relação a estes 18 eleitos, é de referir:

.4 foram classificados com 19

.1 é do século XIX e 2 (sem o ano impresso) podem ser ou não

Finalmente e no total:

.32 foram classificados com 19 ou mais

.13 eram do século XIX e mais alguns poderiam ser ou não

quinta-feira, 17 de junho de 2021

À volta da cerveja artesanal (XX)

 1.Mais provas

Provadas mais 8 cervejas (5 artesanais e 3 semi-artesanais), classificadas de 1 a 5:

Com 4,5

.Koriska IPA (Açores) *

.1927 Bengal Amber IPA (Superbock)

Com 4

.Trindade Profana IPA (Lisboa) *

.Nortada IPA (Porto) *

.Hopsin Wheat Wine Grape ALE (Colares), com mosto de Malvasia da Adega Cooperativa de Colares e 10º de álcool *

.1927 Munich Dunkel (Superbock)

.Bohemia Original (Sagres)

Com 3,5

.Bila Belgian Blonde Ale (Vila Real) *

* - provadas pela 1ª vez


2.Porta 50 (Rua das Fontainhas, 50 a Alcântara)

"Descobri" recentemente esta loja que dá pelo original e sugestivo nome de Garrafeira de Cerveja Artesanal e pertence ao mesmo dono da Adega & Sabores (Rua Coelho da Rocha).

A Porta 50 está aberta de 2ª a 6ª feira das 11 às 19 h, mas também vende on line.

Comercializa 30 marcas, sendo cerca de 200 as referências à venda.

Mais informações em www.porta50.shop.

terça-feira, 15 de junho de 2021

Grupo dos Madeiras (III) : 125 vinhos fortificados provados desde finais de 2010

Depois de ter inventariado os vinhos fortificados que sairam da garrafeira do Adelino, a crónica de hoje é dedicada a outros 2 participantes, destacando os néctares que mais me impressionaram e que classifiquei com 18,5 ou mais:


1.José Rosa

Da sua garrafeira sairam 18 vinhos fortificados, 13 dos quais (12 Madeiras e 1 Porto) entraram no meu Quadro de Honra, a saber:

.PJL Boal 1880 - 18,5 e 19

.PJL Malvasia 1880 - 18,5+

.Henriques & Henriques Sercial Solera 1898 - 19

.FMA Bual 1964 - 19

.Blandy's Terrantez 1976 - 18,5 e 18,5+

.Blandy's Verdelho 1977 - 18,5+

.Borges Sercial 1979 - 19 e 18,5

.Blandy's Malvasia 1985 - 18,5+

.Borges Malvasia + 40 Anos - 19

.Ramos Pinto 30 Anos - 18,5


2.Modesto

Da garrafeira do Modesto sairam 14 fortificados, dos quais 10 (todos Madeira) foram por mim eleitos:

.Blandy's Boal Solera 1891 - 19,5

.Blandy's Bual 1948 - 19

.FMA Bual 1964 - 19

.Blandy's Bual 1969 - 19

.Cossart Gordon Bual 1969 - 19

.Blandy´s Bual 1977 - 19

.Borges Sercial 1979 - 19 (3 garrafas)

.Artur Barros e Sousa Terrantez 1980 - 18,5


Em relação a estes 23 eleitos, é de referir:

.14 foram classificados com 19 ou mais

.4 são do século XIX

sábado, 12 de junho de 2021

Vinhos em família (CXXIII) : ainda a colheita de 2011

 Mais 4 vinhos (2 brancos e 2 tintos) ainda provados em confinamento, com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega.

E eles foram:


.Magma Verdelho 2018 - enologia da dupla Anselmo Mendes/Diogo Lopes (a mesma da Adega Mãe); com base na casta Verdelho (5 meses) estagiou 5 meses nas borras finas; fresco e mineral, notas salinas, bela acidez, presença de citrinos e maçã verde, algum volume e final de boca (12,5 % vol.). Um bom exemplar dos Açores, algo austero, elegante e gastronómico. Nota 18.


.Muros de Magma Verdelho 2015 - da mesma equipa; com base na casta Verdelho (100 %), estagiou 5 meses em barricas de carvalho francês; algo oxidado, presença de citrinos e fruta de caroço, acidez marcante, notas amanteigadas, mais volumoso e final de boca médio (12,5 % vol.). Muito gastronómico, mas algo pesado fica a perder com o seu irmão mais em conta. Nota 17.


.Pereira de Melo Primado 2011 (Dão) (garrafa nº 2128/3560) - 90 pontos no Parker; com base nas castas Touriga Nacional (40 %), Tinta Roriz (30 %) e Alfrocheiro/Jaen (30 %), estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês, 12 em inox e mais de 24 na garrafa, antes de ser comercializado; austero, ainda com fruta vermelha, acidez equilibrada, taninos suaves, ligeiro especiado, algum volume e final de boca seco (13 % vol.). Elegante, discreto e gastronómico, a consumir nos próximos 5/6 anos. Nota 17,5.


.Palácio dos Távoras Grande Reserva 2011 (DOC Trás-os-Montes) - com base em vinhas velhas, estagiou 14 meses em barricas novas de carvalho francês; nariz positivo e ainda com muita fruta vermelha, alguma acidez, notas terrosas e apimentadas, taninos de veludo, volume e final de boca assinaláveis (14,5 % vol.). Um bom exemplar da colheita de 2011, a beber nos próximos 4/5 anos. Nota 18,5.

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Grupo dos Madeiras (II) : 125 vinhos fortificados provados desde finais de 2010

 A crónica de hoje é dedicada aos vinhos fortificados que sairam da garrafeira do nosso amigo Adelino, inventariando aqueles que classifiquei com 18,5 ou mais.

Foram 54 as garrafas de vinhos fortificados que o Adelino trouxe à prova, dos quais 31 (19 Madeiras, 8 Portos e 4 Moscatéis) entraram no meu Quadro de Honra. 

E eles são:


MADEIRAS

.Blandy,s Boal Solera 1814 - 18,5

.Artur Barros e Sousa Boal 1860 - 19,5

.Blandy's Bual 1863 - 19,5

.Adega do Torreão Terrantez 1864 - 18,5+ 

.Adega do Torreão Bastardo 1880 - 18,5+

.Artur Barros e Sousa Moscatel Velho 1890* - 18,5

.FEM Verdelho Muito Velho - 19

.Justino's Terrantez Old Reserve - 19

.JBR Bual 1900 - 18,5

.Artur Barros e Sousa Malvasia Solera 1914 - 18,5+

.Artur Barros e Sousa Boal Solera 1919 - 19

.Blandy's Bual 1920 - 19,5

.Miles Bual 1934 - 19 e 19,5

.Borges Verdelho 1940 - 19+

.Artur Barros e Sousa Sercial 1963 - 18,5

.Blandy's Cerceal 1966 - 18,5+

.Blandy's Bual 1969 - 19

.Blandy's Terrantez 1975 - 18,5

* - inicialmente tinha-o incluido nos Moscatéis, mas parece-me fazer mais sentido colocá-lo aqui nos Madeiras 


PORTOS

.Noval Colheita 1880 - 19

.Niepoort VV - 18,5

.Niepoort Garrafeira 1938 - 19

.Burmester Colheita 1955 - 19

.Quinta do Noval Vintage 1958 - 18,5

.Fonseca Guimaraens Vintage 1976 - 19

.Fonseca Vintage 1994 - 18,5+

.Taylor's Vintage 1994 - 18,5


MOSCATÉIS

.Moscatel José Maria da Fonseca 1900 - 18,5

.Moscatel José Maria da Fonseca 1918 - 18,5

.Bastardinho José Maria da Fonseca 1927 - 18,5+

.Bastardinho José Maria da Fonseca 20 Anos - 18,5


Em relação a estes 31 eleitos, é de referir:

.14 foram classificados com 19 ou mais

.8 são do século XIX e 3 (sem ano impresso) também poderão ser (ou não)

.quase todos, no momento, são autênticas raridades só acessíveis a alguns privilegiados.

terça-feira, 8 de junho de 2021

Grupo dos 6 (24ª sessão) : quando 2 brancos se impõem aos tintos e ao fortificado


Após uma nova ausência de cerca de 7 meses, este grupo de enófilos, embora desfalcado, reuniu no Magano para mais um convívio com comeres, beberes e serviço à altura dos acontecimentos. Curiosamente, os vinhos tranquilos (2 brancos e 2 tintos) eram todos da colheita 2012. Mas, a grande surpresa foram os 2 brancos que se impuseram aos 2 tintos e ao fortificado.

Desfilaram:


.Soalheiro Reserva Alvarinho 2012 (da garrafeira do Juca) - estagiou em barricas novas e usadas de carvalho francês; cítrico e mineral, ligeiras notas tropicais, muito fresco e sem ponta de oxidação, volume e final de boca de assinalar (13 % vol.). Um grande branco de uma marca sempre consistente. Ligou melhor com as entradas. Nota 18,5.


.Pedra Cancela Intemporal 2012 (garrafa nº 762/1200, levada por mim) - com base nas castas Encruzado, Malvasia Fina e Cerceal, estagiou 7 anos (!) em cave; alguma oxidação nobre, fruta cítrica e de caroço, equilibrio acidez/gordura, notas glicerinadas, estrutura notável e final de boca persistente. (14 % vol.). Gastronómico, ligou melhor com o prato. Um vinho raro e um dos brancos mais interessantes que provei nestes últimos anos. Nota 18,5.

Estes 2 brancos acompanharam as entradas habituais (queijo fresco, peixinhos da horta, cogumelos recheados, empadas, presunto e torresmos) e o prato (lulinhas fritas muito saborosas).


.Qtª de Lemos Dona Georgina 2012 (da garrafeira do João) - com base nas castas Touriga Nacional (80 %) e Tinta Roriz (20 %), estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês; fresco, acidez presente, ainda com alguma fruta vermelha, ligeiramente especiado, taninos civilizados, algum volume e final de boca (14,5 % vol.). Muito elegante, a beber nos próximos 8 a 10 anos. Nota 18.


.Qtª Touriga Chã 2012 (da garrafeira do Frederico) - com base nas castas Touriga Nacional (85 %) e Touriga Franca (15 %), estagiou 15 meses em barricas de carvalho francês; alguma fruta vermelha, notas vegetais, algum chocolate preto, ligeiramente especiado, taninos discretos, algum volume e final de boca (14,5 % vol.). A beber nos próximos 4/5 anos. Nota 17,5.

Estes 2 tintos acompanharam um belíssimo arroz de pombo.


.Artur Barros e Sousa Moscatel Velho 1963 (da garrafeira do J.Rosa) - nariz contido, presença de frutos secos, algum vinagrinho, notas de farmácia, algum volume e final de boca. Esta garrafa, com a casta Moscatel ausente em parte incerta, não estava no seu melhor. Nota 17,5 (noutras situações 18,5/18,5+ e 19!).

Este Madeira acompanhou as sobremesas habituais.


Resta acrescentar que todos os vinhos foram servidos em magníficos copos Riedel bordaleses. Um luxo!

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Grupo dos Madeiras (I) : 125 vinhos fortificados provados desde finais de 2010

 A primeira crónica sobre as provas deste grupo de privilegiados "Jantar com Vinhos da Madeira : puro prazer!", foi publicada em 17/12/2010. Este evento, que ficará para a história (imodéstias à parte), decorreu na saudosa Enoteca de Belém. Nessa estreia, para além de 2 vinhos tranquilos (1 Madeirense e 1 dos Açores), provaram-se 4 Vinhos da Madeira (2 da garrafeira do Adelino, o mentor do grupo, 1 trazido pelo Juca e outro por mim).

Foram realizadas 36 sessões, tendo a última, organizada pelo J.Rosa, elemento deste grupo, decorrido em Novembro 2019 na Casa da Dízima, onde um vinho do século XIX (PJL Malvasia 1880) fechou o repasto com chave de ouro. Para memória futura, estes 36 convívios de comeres e beberes decorreram em espaços de restauração como a Enoteca de Belém (11), Casa da Dízima (6), Corte Inglês e Casa do Bacalhau (1 cada) e, também, nas residências de alguns dos participantes (6 na vivenda do Modesto, 5 no Adelino, 5 no Juca e 1 no Alfredo).

Para além de algumas dezenas de brancos e tintos, aqui não contabilizados, provaram-se 125 fortificados (95 Vinhos da Madeira, 24 Vinhos do Porto e 6 Moscatéis).

Quanto aos Vinhos da Madeira 25 eram da Blandy, 21 Artur Barros e Sousa, 13 Borges, 8 Cossart Gordon e 28 de outros produtores. Por castas 31 eram Bual, 17 Sercial, 16 Terrantez, 12 Malvasia, 11 Verdelho, 3 Bastardo, 1 Moscatel, 1 Listrão, 1 de lote e 2 não especificadas.

Dos 125 provados, entraram no meu Quadro de Honra 71, classificados com 18,5 ou mais (56,8 % do total). Destes, 57 eram Vinhos da Madeira (60 %), 9 Vinhos do Porto (37,5 %) e 5 Moscatéis (83,3 %).

A composição deste grupo de privilegiados, que muito deve ao Adelino de Sousa (madeirense de origem e detentor de uma monumental garrafeira, a fazer inveja a muitos profissionais), não foi sempre a mesma. Para além do Adelino, o Modesto, Juca , João, eu e respectivas companheiras, somos da primeira hora. O saudoso Alfredo também era da composição inicial e quando partiu deu lugar ao J.Rosa. Mais recentemente, o Frederico foi "adoptado" por nós.

Dificilmente se encontrará em Portugal ou mesmo fora, um grupo assim de privilegiados com acesso ao melhor do que se tem feito em Vinhos da Madeira e não só.

Em próximas crónicas, passarei a inventariar os vinhos fortificados que elegi para o meu Quadro de Honra.

terça-feira, 1 de junho de 2021

Maio 2013 : o que se passou aqui há 8 anos

Das 12 crónicas publicadas no decorrer de Maio 2013, destaco estas 3:


."Os vinhos do João e os vinhos do José" e respectivo aditamento

Recordando um jantar de apresentação das novidades vínicas do João Portugal Ramos e do José Maria Soares Franco que decorreu no balado restaurante Feitoria e onde a blogosfera marcou uma forte presença.


."O núcleo dos enomadeirenses"

Recordando um almoço no Hotel Real Palácio, por iniciativa do João Quintela, com os componentes (à altura) do chamado Grupo dos Madeiras.

Curiosamente não foi provado nenhum Vinho da Madeira.


."Novo Formato+ (11ª sessão)"

Recordando um almoço nos domínios do Banco de Portugal, cujo anfitrião foi o nosso amigo e saudoso Alfredo Penetra que nos deixou há um bom par de anos. Nunca é demais recordá-lo.