Esta última sessão foi com vinhos da garrafeira do Juca e decorreu no Magano, cuja gastronomia e serviço de vinhos, mais uma vez, esteve à altura dos acontecimentos.
Desfilaram:
.Blandy Alvada 5 Anos - lote de Bual e Malvasia; presença de frutos secos, notas de brandy e algum iodo, excesso de doçura e défice de acidez, algum volume e final de boca. Um bom Madeira para principiantes. Nota 16,5.
Não ligou com as entradas habituais.
.Vallado Reserva 2015 branco - enologia dos Franciscos (Olazabal e Ferreira); com base nas castas Arinto, Gouveio, Rabigato e Viosino, estagiou 7 meses em barricas de carvalho francês; nariz discreto, alguma acidez e fruta madura, notas vegetais, volume médio e final de boca amargo (12,5 % vol.). Gastronómico. Nota 16,5.
Acompanhou sável frito com açorda de ovas do mesmo.
.Esporão Private Selection Garrafeira 2008 - enologia de David Baverstock e Luis Patrão; com base nas castas Alicante Bouschet, Aragonez e Syrah, estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês e mais 18 meses em garrafa; nariz contido, ainda com alguma fruta e acidez, especiado, taninos civilizados, volume e final de boca assinaláveis (14,5 % vol.). Fresco e elegante, no ponto óptimo de consumo. Nota 18,5. O rótulo é do artista plástico Rui Sanches.
Harmonizou com cabrito e batata no forno.
.Blandy Verdelho 1977 (engarrafado em 2009) - presença de frutos secos, algum iodo e vinagrinho, notas salinas, taninos evidentes, volume notável e final de boca longo. Muito complexo. Nota 18,5+.
Acompanhou as sobremesas habituais.
Mais uma boa sessão, com destaque para um surpreendente tinto alentejano e confirmação de um belo Madeira. Obrigado, Juca!
sábado, 30 de março de 2019
quinta-feira, 28 de março de 2019
À volta da cerveja artesanal (I)
Na crónica "Cerveja artesanal versus vinho a copo", publicada em 11/8/2018, referia o interesse crescente de órgãos de comunicação social (especializados ou genéricos), pontos de venda (garrafeiras, lojas gourmet e até hiper mercados) e produtores de vinhos (para já, Esporão e Qtª de La Rosa), neste tipo de bebida. Recentemente (nº 597, de 6 a 12 de Março) a Time Out dedicou-lhe 16 páginas com muita e preciosa informação, desde a definição de cada estilo de cerveja artesanal, até aos locais onde podem ser compradas e onde podem ser degustadas.
Atento a esta nova tendência, tenho provado regularmente cervejas artesanais, registando a sua identificação, onde podem ser compradas e a pontuação que lhes atribuí (adoptei, para já, a escala de 1 a 5, mais fácil para mim e enquanto não dominar bem esta nova matéria).
Em pontuação descendente, aqui vão as pontuações das primeiras cervejas artesanais que registei, para memória futura:
Com 5 (o máximo):
.IMP5RIO, uma parceria da cervejeira Letra com a Dois Corvos (estagiou em barricas de Moscatel da Qtª do Portal, tem 10º de álcool e um prazo de validade de 20 anos!). Obrigatório conhecer.
Com 4,5:
.1927 Munich Dunkel (uma semi-artesanal da Super Bock, como as restantes 1927 que mencionarei)
.A.M.O. Scottish Ale (Lisboa)
.Creature American IPA (Dois Corvos, Lisboa)
Com 4:
.1927 Bengal Amber IPA
.1927 Blond Ale
.La Rosa Lager (Qtª de La Rosa)
.Musa Borne in the IPA (Lisboa)
.Co-Lab Mexicali Ale (Lisboa)
.Saison by the Sea (Dois Corvos, com 8,8 º de álcool)
Com 3,5:
.1927 Porter
.La Rosa IPA
.ABC Petisca (Sesimbra)
.Barona APA (Marvão)
Quanto aos locais de compra, destaco a loja gourmet "Adega & Sabores de Portugal" (Rua Coelho da Rocha, 94), já aqui referida, com uma surpreendente selecção e um atendimento impecável. Também comprei na loja "Comida Independente" (Rua Cais do Tojo, 28), na cervejeteca "Cerveja Canil" (Rua dos Douradores, 133, com um atendimento confuso), Corte Inglês e no Auchan do Allegro.
As garrafeiras, com algumas excepções (Wines 9297, segundo me informaram e Estado d' Alma, esta com uma entrada tímida), não aderiram. Um apelo aos seguidores deste blogue: se sabem de outras, manifestem-se!
Atento a esta nova tendência, tenho provado regularmente cervejas artesanais, registando a sua identificação, onde podem ser compradas e a pontuação que lhes atribuí (adoptei, para já, a escala de 1 a 5, mais fácil para mim e enquanto não dominar bem esta nova matéria).
Em pontuação descendente, aqui vão as pontuações das primeiras cervejas artesanais que registei, para memória futura:
Com 5 (o máximo):
.IMP5RIO, uma parceria da cervejeira Letra com a Dois Corvos (estagiou em barricas de Moscatel da Qtª do Portal, tem 10º de álcool e um prazo de validade de 20 anos!). Obrigatório conhecer.
Com 4,5:
.1927 Munich Dunkel (uma semi-artesanal da Super Bock, como as restantes 1927 que mencionarei)
.A.M.O. Scottish Ale (Lisboa)
.Creature American IPA (Dois Corvos, Lisboa)
Com 4:
.1927 Bengal Amber IPA
.1927 Blond Ale
.La Rosa Lager (Qtª de La Rosa)
.Musa Borne in the IPA (Lisboa)
.Co-Lab Mexicali Ale (Lisboa)
.Saison by the Sea (Dois Corvos, com 8,8 º de álcool)
Com 3,5:
.1927 Porter
.La Rosa IPA
.ABC Petisca (Sesimbra)
.Barona APA (Marvão)
Quanto aos locais de compra, destaco a loja gourmet "Adega & Sabores de Portugal" (Rua Coelho da Rocha, 94), já aqui referida, com uma surpreendente selecção e um atendimento impecável. Também comprei na loja "Comida Independente" (Rua Cais do Tojo, 28), na cervejeteca "Cerveja Canil" (Rua dos Douradores, 133, com um atendimento confuso), Corte Inglês e no Auchan do Allegro.
As garrafeiras, com algumas excepções (Wines 9297, segundo me informaram e Estado d' Alma, esta com uma entrada tímida), não aderiram. Um apelo aos seguidores deste blogue: se sabem de outras, manifestem-se!
terça-feira, 26 de março de 2019
Curtas (CX) : Gastronomia, Porco Preto, Alentejo em Lisboa, Peixe em Lisboa e Bairradão,
Tomem nota nas vossas agendas:
1.História da Gastronomia Portuguesa
É uma série transmitida pela RTP1, aos sábados. O 1º episódio já foi para o ar no passado dia 23, mas ainda pode ser visto. Em cada episódio um chefe fala sobre a gastronomia portuguesa num dado século. O 1º foi dedicado ao século XX, sendo conduzido pelo Ljubomir Stanisic (restaurante 100 Maneiras) e contou com intervenções da Maria de Lurdes Modesto, Vitor Sobral e Alexandra Prado Coelho, entre outros.
2.Porco Preto Bellota
A decorrer até ao dia 4 de Abril, nos restaurantes Rubro, com ementas especialmente dedicadas ao porco preto alentejano. Requer reserva prévia.
3.Alentejo em Lisboa
Mais uma edição do Alentejo em Lisboa, organizada pela CVR Alentejo e apoio da Essência do Vinho, que terá apresentações e provas de vinhos e azeites alentejanos. Este evento decorrerá, como é tradição, na tenda do CCB, em 5 (das 17h30 às 21h) e 6 de Abril (das 15h às 21h).
4.Peixe em Lisboa
Mais uma edição do Peixe em Lisboa, organizada pela Associação Turismo de Lisboa (ATL), que decorrerá no Pavilhão Carlos Lopes de 4 a 14 de Abril e conta com os restaurantes/chefes Arola, Casa do Bacalhau, Ibo, Montemar, Paulo Morais, Marlene Vieira, Porto Santa Maria, Taberna Macau e Tágide.
5.Bairradão
A 6ª edição do Bairradão, organizada pela Garrafeira Néctar das Avenidas (Sara e João Quintela), decorrerá no dia 4 de Maio (das 15h às 20h) no Hotel Real Palácio, como habitual.
Oportunamente serão divulgados os produtores presentes.
1.História da Gastronomia Portuguesa
É uma série transmitida pela RTP1, aos sábados. O 1º episódio já foi para o ar no passado dia 23, mas ainda pode ser visto. Em cada episódio um chefe fala sobre a gastronomia portuguesa num dado século. O 1º foi dedicado ao século XX, sendo conduzido pelo Ljubomir Stanisic (restaurante 100 Maneiras) e contou com intervenções da Maria de Lurdes Modesto, Vitor Sobral e Alexandra Prado Coelho, entre outros.
2.Porco Preto Bellota
A decorrer até ao dia 4 de Abril, nos restaurantes Rubro, com ementas especialmente dedicadas ao porco preto alentejano. Requer reserva prévia.
3.Alentejo em Lisboa
Mais uma edição do Alentejo em Lisboa, organizada pela CVR Alentejo e apoio da Essência do Vinho, que terá apresentações e provas de vinhos e azeites alentejanos. Este evento decorrerá, como é tradição, na tenda do CCB, em 5 (das 17h30 às 21h) e 6 de Abril (das 15h às 21h).
4.Peixe em Lisboa
Mais uma edição do Peixe em Lisboa, organizada pela Associação Turismo de Lisboa (ATL), que decorrerá no Pavilhão Carlos Lopes de 4 a 14 de Abril e conta com os restaurantes/chefes Arola, Casa do Bacalhau, Ibo, Montemar, Paulo Morais, Marlene Vieira, Porto Santa Maria, Taberna Macau e Tágide.
5.Bairradão
A 6ª edição do Bairradão, organizada pela Garrafeira Néctar das Avenidas (Sara e João Quintela), decorrerá no dia 4 de Maio (das 15h às 20h) no Hotel Real Palácio, como habitual.
Oportunamente serão divulgados os produtores presentes.
sábado, 23 de março de 2019
Lisbon Restaurant Week (II): Bica do Sapato - 3,5 *
Com a mesma postura com que fui ao À Justa, descrito na crónica anterior, fechei estas jornadas no Bica do Sapato, onde não ia há uma série de anos, e que conta agora com a antiga equipa do Assinatura, o chefe Henrique Mouro e o sub-chefe Pedro Resende.
Espaço amplo, com uma sala para fumadores e outra para os militantes anti-tabaco, como é o meu caso. Mesas bem aparelhadas, guardanapos de pano, copos Schott de grande qualidade e música de fundo demasiado alta.
Comi, para além do couvert:
.asa de raia de coentrada, dose reduzida e sem sabor (12,50 € na ementa)
.bacalhau fresco escalfado sobre à brás com emulsão de azeitona, algo salgado (20,50 €)
.sorbet de frutos vermelhos, mousse de morango e denso de chocolate branco, o melhor do almoço (6 €)
Houve aqui uma poupança significativa, ao pagar 20 € em vez dos 39 € que me custariam se tivesse ido ao Bica do Sapato noutra altura. O que foi caro foi o couvert (2,75) e o café (1,75).
Quanto à componente vínica, inventariei 8 champanhes (3 a copo), 4 espumantes (4), 44 brancos (16), 3 rosés (2), 42 tintos (12), 12 de uma selecção especial e cerveja semi-artesanal 1927. Na carta não constavam vinhos fortificados, o que não se entende.
Carta bem construida, com uma cuidada selecção de vinhos, mas a preços nada meigos.
Optei por um copo do rosé Barranco Longo 2017 (4,40 €) - austero, seco, frutado, acidez presente, volume e final de boca assinaláveis para um rosé. Gastronómico. Nota 17. Aqui faço um parêntesis ( o Barranco Longo foi o vencedor 2 ou 3 anos consecutivos no painel de prova cega de rosés nas Coisas do Arco Vinho).
A garrafa veio à mesa, mas o vinho não foi dado a provar e o rótulo só foi mostrado a meu pedido, para confirmar o ano de colheita. Inadmissivel! Um restaurante como este não pode ter um serviço de vinhos de fraca qualidade.
Que saudades dos gloriosos tempos do Assinatura!
Espaço amplo, com uma sala para fumadores e outra para os militantes anti-tabaco, como é o meu caso. Mesas bem aparelhadas, guardanapos de pano, copos Schott de grande qualidade e música de fundo demasiado alta.
Comi, para além do couvert:
.asa de raia de coentrada, dose reduzida e sem sabor (12,50 € na ementa)
.bacalhau fresco escalfado sobre à brás com emulsão de azeitona, algo salgado (20,50 €)
.sorbet de frutos vermelhos, mousse de morango e denso de chocolate branco, o melhor do almoço (6 €)
Houve aqui uma poupança significativa, ao pagar 20 € em vez dos 39 € que me custariam se tivesse ido ao Bica do Sapato noutra altura. O que foi caro foi o couvert (2,75) e o café (1,75).
Quanto à componente vínica, inventariei 8 champanhes (3 a copo), 4 espumantes (4), 44 brancos (16), 3 rosés (2), 42 tintos (12), 12 de uma selecção especial e cerveja semi-artesanal 1927. Na carta não constavam vinhos fortificados, o que não se entende.
Carta bem construida, com uma cuidada selecção de vinhos, mas a preços nada meigos.
Optei por um copo do rosé Barranco Longo 2017 (4,40 €) - austero, seco, frutado, acidez presente, volume e final de boca assinaláveis para um rosé. Gastronómico. Nota 17. Aqui faço um parêntesis ( o Barranco Longo foi o vencedor 2 ou 3 anos consecutivos no painel de prova cega de rosés nas Coisas do Arco Vinho).
A garrafa veio à mesa, mas o vinho não foi dado a provar e o rótulo só foi mostrado a meu pedido, para confirmar o ano de colheita. Inadmissivel! Um restaurante como este não pode ter um serviço de vinhos de fraca qualidade.
Que saudades dos gloriosos tempos do Assinatura!
quinta-feira, 21 de março de 2019
Lisbon Restaurant Week 2019 (I) - À Justa - 4,5 *
Aproveito sempre este evento para conhecer ou revisitar restaurantes caros no dia a dia, mas que neste período (7 a 17 de Março) disponibilizaram uma ementa acessível (20 €, com direito a entrada, prato e sobremesa).
O primeiro foi o "À Justa" (Calçada da Ajuda, 107) que ainda não conhecia. Sala pequena, muito bem decorada e confortável, mesas despojadas com tampos de azulejos, iguais aos das paredes e guardanapos de pano.
Comemos a tradicional sopa de santola (9,90 € na carta), mil folhas de pato com batata doce (19,90 €) e cremoso de frutos silvestre (6,85 €). Paguei por esta refeição os tais 20 € (à lista teriam sido 36,65 €, uma diferença de quase 17 € por pessoa). Estava tudo uma maravilha.
A chefe Justa passou pelas mesas, mas nem sequer precisou de entrar na cozinha. Tem umas tantas jovens a desempenharem, da melhor maneira, o seu papel. Mais, todos os pratos foram devidamente explicados pela equipa da sala, muito profissional e simpática, com destaque para o sénior Ricardo Gonçalves, de seu nome.
Quanto à componente vínica, inventariei 5 champanhes (1 a copo), 4 espumantes (1), 34 brancos (4), 54 rosés (2), 42 tintos (14), 4 Portos, 1 Madeira, 1 Moscatel e 1 Colheita Tardia (todos a copo). A carta, bem estruturada, mas com preços altos, inclui os anos de colheita e, ainda, as castas e os nomes dos enólogos, uma mais valia.
A conselho do chefe de sala avançou um copo do branco Flor do Tua Reserva 2017 (6 €, um exagero) - nariz discreto, fresco e mineral, frutado, bela acidez, volume e final de boca médios. Nota 16,5.
A garrafa veio à mesa, dada a provar num bom copo e servida uma quantidade generosa.
No final do repasto, foi-nos oferecido um Porto 10 Anos, cuja marca não retive, mas com um perfil mais próximo de um 20 Anos. Um boa surpresa.
Recomendo vivamente este restaurante e aconselho marcar através da plataforma The Fork, com um desconto de 30 % em toda a ementa (bebidas à parte).
O primeiro foi o "À Justa" (Calçada da Ajuda, 107) que ainda não conhecia. Sala pequena, muito bem decorada e confortável, mesas despojadas com tampos de azulejos, iguais aos das paredes e guardanapos de pano.
Comemos a tradicional sopa de santola (9,90 € na carta), mil folhas de pato com batata doce (19,90 €) e cremoso de frutos silvestre (6,85 €). Paguei por esta refeição os tais 20 € (à lista teriam sido 36,65 €, uma diferença de quase 17 € por pessoa). Estava tudo uma maravilha.
A chefe Justa passou pelas mesas, mas nem sequer precisou de entrar na cozinha. Tem umas tantas jovens a desempenharem, da melhor maneira, o seu papel. Mais, todos os pratos foram devidamente explicados pela equipa da sala, muito profissional e simpática, com destaque para o sénior Ricardo Gonçalves, de seu nome.
Quanto à componente vínica, inventariei 5 champanhes (1 a copo), 4 espumantes (1), 34 brancos (4), 54 rosés (2), 42 tintos (14), 4 Portos, 1 Madeira, 1 Moscatel e 1 Colheita Tardia (todos a copo). A carta, bem estruturada, mas com preços altos, inclui os anos de colheita e, ainda, as castas e os nomes dos enólogos, uma mais valia.
A conselho do chefe de sala avançou um copo do branco Flor do Tua Reserva 2017 (6 €, um exagero) - nariz discreto, fresco e mineral, frutado, bela acidez, volume e final de boca médios. Nota 16,5.
A garrafa veio à mesa, dada a provar num bom copo e servida uma quantidade generosa.
No final do repasto, foi-nos oferecido um Porto 10 Anos, cuja marca não retive, mas com um perfil mais próximo de um 20 Anos. Um boa surpresa.
Recomendo vivamente este restaurante e aconselho marcar através da plataforma The Fork, com um desconto de 30 % em toda a ementa (bebidas à parte).
terça-feira, 19 de março de 2019
Grupo dos 6 (15ª sessão) : brancos, tintos e fortificado na área da excelência
Mais um encontro deste grupo de enófilos, desta vez com brancos de 2015, tintos de 2010 e 1 Madeira de 1946. O evento teve lugar no Magano, com a gastronomia e o serviço de vinhos à altura dos acontecimentos, isto é, muito bem.
Desfilaram:
.Maçanita As Olgas 2015 (garrafa levada por mim) - "encepamento ancestral", isto é, vinhas com 85 a 100 anos; ainda muito frutado e fresco, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca (13,5 % vol.). Fino e elegante. Nota 17,5+.
.Pai Abel 2015 (levada pelo João) - 92 pontos no Parker; com base nas castas Maria Gomes e Bical; nariz discreto, alguma fruta, notas amanteigadas a imporem-se, volume e final de boca assinaláveis (13,5 % vol.). Um perfil diferente e mais gastronómico que o anterior. Nota 17,5+.
Estes 2 brancos acompanharam as entradas habituais e uma divinal barriga de atum.
.Antónia Adelaide Ferreira 2010 (levada pelo J. Rosa) - estagiou 2 anos em barricas novas de carvalho francês; ainda com muita fruta, alguma acidez, especiado, taninos suaves, algum volume e final de boca persistente (14,5 % vol.). A beber nos próximos 5/6 anos. Nota 18.
.Qtª da Falorca Lagar Reserva 2010 (levada pelo Frederico) - 95 pontos no Parker; com base nas castas Touriga Nacional (70%), Tinta Roriz e Alfrocheiro (15% de cada); frutado e fresco, acidez equilibrada, taninos finos, volume e final de boca notáveis (14 % vol.). Muito elegante e harmonioso. A beber nos próximos 8 a 10 anos. Nota 18,5.
.Vallado Reserva 2010 (levada pelo Juca) - com base em vinhas velhas com mais de 80 anos, estagiou 17 meses em meias pipas de carvalho francês; nariz neutro, alguma fruta e acidez, taninos civilizados, volume e final de boca médios (14,5 % vol.). A beber nos próximos 5/6 anos. Nota 17,5+.
Estes 3 tintos harmonizaram com carne maturada e legumes.
.Artur Barros e Sousa Boal Muito Velho 1946 (levada pelo Adelino) - notas de frutos secos, iodo e caril, presença acentuada de vinagrinho, complexidade, volume notável e final de boca interminável. A Madeira no seu melhor. Nota 18,5+.
Foi mais uma grande jornada de convívio e comeres, com os vinhos a situarem-se na área da excelência.
Desfilaram:
.Maçanita As Olgas 2015 (garrafa levada por mim) - "encepamento ancestral", isto é, vinhas com 85 a 100 anos; ainda muito frutado e fresco, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca (13,5 % vol.). Fino e elegante. Nota 17,5+.
.Pai Abel 2015 (levada pelo João) - 92 pontos no Parker; com base nas castas Maria Gomes e Bical; nariz discreto, alguma fruta, notas amanteigadas a imporem-se, volume e final de boca assinaláveis (13,5 % vol.). Um perfil diferente e mais gastronómico que o anterior. Nota 17,5+.
Estes 2 brancos acompanharam as entradas habituais e uma divinal barriga de atum.
.Antónia Adelaide Ferreira 2010 (levada pelo J. Rosa) - estagiou 2 anos em barricas novas de carvalho francês; ainda com muita fruta, alguma acidez, especiado, taninos suaves, algum volume e final de boca persistente (14,5 % vol.). A beber nos próximos 5/6 anos. Nota 18.
.Qtª da Falorca Lagar Reserva 2010 (levada pelo Frederico) - 95 pontos no Parker; com base nas castas Touriga Nacional (70%), Tinta Roriz e Alfrocheiro (15% de cada); frutado e fresco, acidez equilibrada, taninos finos, volume e final de boca notáveis (14 % vol.). Muito elegante e harmonioso. A beber nos próximos 8 a 10 anos. Nota 18,5.
.Vallado Reserva 2010 (levada pelo Juca) - com base em vinhas velhas com mais de 80 anos, estagiou 17 meses em meias pipas de carvalho francês; nariz neutro, alguma fruta e acidez, taninos civilizados, volume e final de boca médios (14,5 % vol.). A beber nos próximos 5/6 anos. Nota 17,5+.
Estes 3 tintos harmonizaram com carne maturada e legumes.
.Artur Barros e Sousa Boal Muito Velho 1946 (levada pelo Adelino) - notas de frutos secos, iodo e caril, presença acentuada de vinagrinho, complexidade, volume notável e final de boca interminável. A Madeira no seu melhor. Nota 18,5+.
Foi mais uma grande jornada de convívio e comeres, com os vinhos a situarem-se na área da excelência.
sábado, 16 de março de 2019
Porto Extravaganza 2019
Estive recentemente no Palácio de Seteais, em Sintra, para mais um evento "Porto Extravaganza - os Vinhos Generosos de Portugal", tendo apenas participado na jornada dedicada aos Vinhos da Madeira (nos outros 2 dias, as estrelas foram alguns dos Vinhos do Porto Messias e Qtª do Noval).
No passado, participei numa série de Extravaganzas, todas superiormente organizadas pelo Paulo Cruz, o dono do Bar do Binho em Sintra e grande coleccionador de vinhos fortificados.
Lamentavelmente não ficou qualquer registo meu para memória futura, pois ainda não existia este enófilo militante. A excepção foi a prova dos Garrafeiras da Niepoort, ocorrida há cerca de 2 anos e que foi objecto da crónica "Porto Extravaganza : os Garrafeiras da Niepoort (I)", publicada em 21/3/2017.
Voltando ao Extravaganza 2019, o dia dedicado aos Vinhos da Madeira estava previsto e confirmado para a degustação de vinhos da Madeira Wine quase todos do século XX mas, quase em cima da hora, o seu CEO (Chris Blandy de seu nome) cancelou-a.
Avançou, então, o plano B do Paulo Cruz com vinhos da sua colecção, quase todos do século XIX. Na sua apresentação contou com o apoio da Diana Silva (a produtora dos polémicos vinhos Ilha) e do Paulo Bento (enófilo e coleccionador de Vinhos da Madeira e que fez parte do painel de prova das Coisas do Arco do Vinho, de boa memória). A logística, mais uma vez, esteve a cargo da indispensável Teresa que também é prima do organizador.
A prova, onde estavam maioritariamente enófilos apaixonados por Vinhos da Madeira, marcaram presença o Adelino de Sousa (também ele um grande coleccionador) que interveio várias vezes e mais 3 militantes dos nossos grupos de prova (José Rosa, Frederico Oom e eu ), incidiu sobre 13 vinhos do século XIX e apenas um mais recente (que foi, aliás, o mais fraco). As principais revistas especializadas também se fizeram representar (Grandes Escolhas com o João Paulo Martins e a Revista de Vinhos com o Manuel Moreira).
É de sublinhar:
.a grande surpresa que foram os 2 vinhos Henriques & Henriques, ambos no patamar da excelência
.a confirmação da longevidade dos Vinhos da Madeira que foram provados com todo o respeito devido à sua provecta idade.
Para terminar deixo aqui as minhas classificações, subjectivas certamente, que exprimem os diversos graus de prazer que os vinhos provados me deram. E elas foram:
Com 19 :
.Henriques & Henriques Boal Velhíssimo 1878
Com 18,5 :
.Borges Terrantez 1846
.Henriques & Henriques Verdelho Solera 1887
.D'Oliveiras Malvazia Reserva 1900
Com 18+ :
.Artur Barros e Sousa Boal 1860
.Leacock Malmsey Solera 1863
Com 18 :
.Leacock Solera Sercial 1860
.Torre Bella Sercial 1865
.P.J.L. Malvazia 1880
Com 17,5 :
.Real Vinícola da Madeira 1850
.Sercial do Jardim do Sol (?) 1870
Com 17 :
.Freitas & Irmão Reserva 1825
.Justino Henriques Malvasia 1890
Com 16 :
.Artur Barros e Sousa Listrão Branco do Porto Santo
A fechar:
.alguns destes (poucos) vinhos estão ou estiveram à venda na Garrafeira Nacional e outros em leiloeiras internacionais
.agradeço publicamente a oportunidade (irrepetível) que me foi dada de provar estas relíquias.
No passado, participei numa série de Extravaganzas, todas superiormente organizadas pelo Paulo Cruz, o dono do Bar do Binho em Sintra e grande coleccionador de vinhos fortificados.
Lamentavelmente não ficou qualquer registo meu para memória futura, pois ainda não existia este enófilo militante. A excepção foi a prova dos Garrafeiras da Niepoort, ocorrida há cerca de 2 anos e que foi objecto da crónica "Porto Extravaganza : os Garrafeiras da Niepoort (I)", publicada em 21/3/2017.
Voltando ao Extravaganza 2019, o dia dedicado aos Vinhos da Madeira estava previsto e confirmado para a degustação de vinhos da Madeira Wine quase todos do século XX mas, quase em cima da hora, o seu CEO (Chris Blandy de seu nome) cancelou-a.
Avançou, então, o plano B do Paulo Cruz com vinhos da sua colecção, quase todos do século XIX. Na sua apresentação contou com o apoio da Diana Silva (a produtora dos polémicos vinhos Ilha) e do Paulo Bento (enófilo e coleccionador de Vinhos da Madeira e que fez parte do painel de prova das Coisas do Arco do Vinho, de boa memória). A logística, mais uma vez, esteve a cargo da indispensável Teresa que também é prima do organizador.
A prova, onde estavam maioritariamente enófilos apaixonados por Vinhos da Madeira, marcaram presença o Adelino de Sousa (também ele um grande coleccionador) que interveio várias vezes e mais 3 militantes dos nossos grupos de prova (José Rosa, Frederico Oom e eu ), incidiu sobre 13 vinhos do século XIX e apenas um mais recente (que foi, aliás, o mais fraco). As principais revistas especializadas também se fizeram representar (Grandes Escolhas com o João Paulo Martins e a Revista de Vinhos com o Manuel Moreira).
É de sublinhar:
.a grande surpresa que foram os 2 vinhos Henriques & Henriques, ambos no patamar da excelência
.a confirmação da longevidade dos Vinhos da Madeira que foram provados com todo o respeito devido à sua provecta idade.
Para terminar deixo aqui as minhas classificações, subjectivas certamente, que exprimem os diversos graus de prazer que os vinhos provados me deram. E elas foram:
Com 19 :
.Henriques & Henriques Boal Velhíssimo 1878
Com 18,5 :
.Borges Terrantez 1846
.Henriques & Henriques Verdelho Solera 1887
.D'Oliveiras Malvazia Reserva 1900
Com 18+ :
.Artur Barros e Sousa Boal 1860
.Leacock Malmsey Solera 1863
Com 18 :
.Leacock Solera Sercial 1860
.Torre Bella Sercial 1865
.P.J.L. Malvazia 1880
Com 17,5 :
.Real Vinícola da Madeira 1850
.Sercial do Jardim do Sol (?) 1870
Com 17 :
.Freitas & Irmão Reserva 1825
.Justino Henriques Malvasia 1890
Com 16 :
.Artur Barros e Sousa Listrão Branco do Porto Santo
A fechar:
.alguns destes (poucos) vinhos estão ou estiveram à venda na Garrafeira Nacional e outros em leiloeiras internacionais
.agradeço publicamente a oportunidade (irrepetível) que me foi dada de provar estas relíquias.
quinta-feira, 14 de março de 2019
Grupo FJF (8ª sessão) : Único 2015, a perfeição
O grupo original reuniu novamente no Magano. O pretexto foi a prova do novo Qtª dos Carvalhais Único (após as colheitas de 2005 e 2009, chegou agora a vez da 2015) para comemorar a entrada do Frederico (um dos F) no Clube Reserva 1500.
Desfilaram:
.Granbazán Limousin Albariño 2010 (garrafa levada pelo João) - com base na casta Albariño, estagiou 6 meses em barrica; evoluído, fruta madura, acidez e gordura, volume e final de boca assinaláveis (13,5 % vol.). Muito gastronómico. Nota 17,5.
Acompanhou as entradas habituais e ainda maridou com o prato de sável e açorda de ovas.
.Qtª dos Carvalhais Único 2015 (levada pelo Frederico) - enologia de Beatriz Cabral de Almeida; com base na casta Touriga Nacional (88 %), estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês novas e usadas; muito fresco e frutado, notas florais, acidez no ponto, especiado, taninos de veludo, volume de respeito e final de boca muito longo (14 % vol.). Cheio de souplesse e complexidade, é a perfeição no Dão. A beber nos próximos 10 a 12 anos. Nota 19.
Casou bem com o sável e ainda fez companhia a um cabrito no forno.
.Lopo de Freitas 2011 (levada por mim) - enologia de Susana Pinho; com base nas castas Touriga Nacional e Baga, estagiou 14 meses em barrica; cheio de juventude e fruta, acidez equilibrada, taninos presentes e civilizados, algo especiado, volume e final de boca notáveis (14,5 % vol.). A beber nos próximos 8 a 10 anos. Aguentou o embate com o Único. Nota 18,5.
Casou bem com o cabrito e arroz de miúdos.
.Moscatel J P Vinhos 1989 (da garrafeira do João) - presença de frutos secos, forte componente de iodo, notas de brandy, acidez nos mínimos, algum volume e final de boca. Nota 17,5+.
Mais uma grande sessão no Magano, com a gastronomia e o serviço de vinhos à altura dos acontecimentos.
Desfilaram:
.Granbazán Limousin Albariño 2010 (garrafa levada pelo João) - com base na casta Albariño, estagiou 6 meses em barrica; evoluído, fruta madura, acidez e gordura, volume e final de boca assinaláveis (13,5 % vol.). Muito gastronómico. Nota 17,5.
Acompanhou as entradas habituais e ainda maridou com o prato de sável e açorda de ovas.
.Qtª dos Carvalhais Único 2015 (levada pelo Frederico) - enologia de Beatriz Cabral de Almeida; com base na casta Touriga Nacional (88 %), estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês novas e usadas; muito fresco e frutado, notas florais, acidez no ponto, especiado, taninos de veludo, volume de respeito e final de boca muito longo (14 % vol.). Cheio de souplesse e complexidade, é a perfeição no Dão. A beber nos próximos 10 a 12 anos. Nota 19.
Casou bem com o sável e ainda fez companhia a um cabrito no forno.
.Lopo de Freitas 2011 (levada por mim) - enologia de Susana Pinho; com base nas castas Touriga Nacional e Baga, estagiou 14 meses em barrica; cheio de juventude e fruta, acidez equilibrada, taninos presentes e civilizados, algo especiado, volume e final de boca notáveis (14,5 % vol.). A beber nos próximos 8 a 10 anos. Aguentou o embate com o Único. Nota 18,5.
Casou bem com o cabrito e arroz de miúdos.
.Moscatel J P Vinhos 1989 (da garrafeira do João) - presença de frutos secos, forte componente de iodo, notas de brandy, acidez nos mínimos, algum volume e final de boca. Nota 17,5+.
Mais uma grande sessão no Magano, com a gastronomia e o serviço de vinhos à altura dos acontecimentos.
terça-feira, 12 de março de 2019
Jantar Casa da Passarella : o 100º evento da Néctar das Avenidas
Foi um momento histórico, na vida da Garrafeira Néctar das Avenidas, este jantar com vinhos da Casa da Passarella, apresentados pelo enólogo Paulo Nunes, ao coincidir com o seu 100º evento. Muitos anos e eventos vínicos é o que os enófilos em geral e eu em particular desejamos à Sara e ao João Quintela.
Este jantar, com 80 participantes, decorreu na sala nobre da Casa do Bacalhau, enquanto que na sala ao lado estava um grupo com mais de 100 pessoas. Servir 2 jantares com esta dimensão não é para todos. Acrescento que os copos nas nossas mesas (cerca de 400!), eram na maioria Riedel e, ainda, o ritmo do serviço com os vinhos a chegarem à mesa antes da comida foi o adequado. Parabéns ao João Bandeira e sua equipa.
Depois desta introdução, vamos aos vinhos provados e bebidos:
.A Descoberta 2018 branco - com base nas castas Encruzado, Malvasia e Verdelho, estagiou 6 meses com as borras finas; nariz intenso, muito frutado com notas cítricas e tropicais, alguma acidez, magro de corpo e final de boca curto (13 % vol.). Para consumo imediato e adequado a entadas leves. Nota 15,5.
Acompanhou pastéis e paté de bacalhau.
.Espumante O Fugitivo Bruto - com base na casta Baga, feito o dégorgement em Janeiro 2019; bolha fina, cremoso e notas de pão cozido (12 % vol.). Nota 16,5.
Não ligou bem com pataniscas de bacalhau e arroz de tomate.
.O Enólogo Vinhas Velhas 2015 tinto - com base nas castas tradicionais, estagiou 18 meses em barricas de carvalho; aroma fino com alguma intensidade, fruta vermelha, acidez no ponto, taninos suaves, algum volume e final de boca (14 % vol.). Equilibrado e elegante. A beber nos próximos 3/4 anos. Nota 16,5+.
Maridou com uma feijoada de linguas de bacalhau.
.O Fugitivo Vinhas Centenárias 2015 tinto (3160 garrafas) - aroma fino e austero, fruta vermelha, acidez equilibrada , notas especiadas, taninos civilizados, volume e final de boca assinaláveis (13,5 % vol.). Fresco, harmonioso e complexo. A beber nos próximos 8 a 10 anos. Nota 18.
Casou bem com pernil assado, batatas e chalotas.
.O Fugitivo Branco em Curtimenta 2017 (1955 garrafas) - cor carregada, nariz austero, fruta cozida e de caroço, alguma acidez e gordura, volume considerável e final de boca que desaparece rapidamente (12 % vol.). Servido demasiado frio, é um branco polémico e nada consensual. Nota dos 17,5 aos 15,5 venha o diabo e escolha...
Duas notas finais:
.os contra-rótulos contam histórias, mas sobre os vinhos (castas, estágio,...) nada dizem
.esperava mais dos vinhos e a Néctar das Avenidas merecia melhor.
Este jantar, com 80 participantes, decorreu na sala nobre da Casa do Bacalhau, enquanto que na sala ao lado estava um grupo com mais de 100 pessoas. Servir 2 jantares com esta dimensão não é para todos. Acrescento que os copos nas nossas mesas (cerca de 400!), eram na maioria Riedel e, ainda, o ritmo do serviço com os vinhos a chegarem à mesa antes da comida foi o adequado. Parabéns ao João Bandeira e sua equipa.
Depois desta introdução, vamos aos vinhos provados e bebidos:
.A Descoberta 2018 branco - com base nas castas Encruzado, Malvasia e Verdelho, estagiou 6 meses com as borras finas; nariz intenso, muito frutado com notas cítricas e tropicais, alguma acidez, magro de corpo e final de boca curto (13 % vol.). Para consumo imediato e adequado a entadas leves. Nota 15,5.
Acompanhou pastéis e paté de bacalhau.
.Espumante O Fugitivo Bruto - com base na casta Baga, feito o dégorgement em Janeiro 2019; bolha fina, cremoso e notas de pão cozido (12 % vol.). Nota 16,5.
Não ligou bem com pataniscas de bacalhau e arroz de tomate.
.O Enólogo Vinhas Velhas 2015 tinto - com base nas castas tradicionais, estagiou 18 meses em barricas de carvalho; aroma fino com alguma intensidade, fruta vermelha, acidez no ponto, taninos suaves, algum volume e final de boca (14 % vol.). Equilibrado e elegante. A beber nos próximos 3/4 anos. Nota 16,5+.
Maridou com uma feijoada de linguas de bacalhau.
.O Fugitivo Vinhas Centenárias 2015 tinto (3160 garrafas) - aroma fino e austero, fruta vermelha, acidez equilibrada , notas especiadas, taninos civilizados, volume e final de boca assinaláveis (13,5 % vol.). Fresco, harmonioso e complexo. A beber nos próximos 8 a 10 anos. Nota 18.
Casou bem com pernil assado, batatas e chalotas.
.O Fugitivo Branco em Curtimenta 2017 (1955 garrafas) - cor carregada, nariz austero, fruta cozida e de caroço, alguma acidez e gordura, volume considerável e final de boca que desaparece rapidamente (12 % vol.). Servido demasiado frio, é um branco polémico e nada consensual. Nota dos 17,5 aos 15,5 venha o diabo e escolha...
Duas notas finais:
.os contra-rótulos contam histórias, mas sobre os vinhos (castas, estágio,...) nada dizem
.esperava mais dos vinhos e a Néctar das Avenidas merecia melhor.
sábado, 9 de março de 2019
Tejo Gourmet (III) : Mãe Cozinha com Amor - 3 *
O 2º restaurante que frequentei, no âmbito do Tejo Gourmet, foi o Mãe, propriedade de 3 ribatejanos, já aqui referido em "Tejo no feminino (2ª parte) : o almoço", crónica publicada em 7/6/2018. Das críticas feitas na altura apenas corrigiram o nome da Região Ribatejo para Tejo, ficando por corrigir a omissão dos anos de colheita e a temperatura a que estavam e estão os vinhos tintos. Uma pena.
Mesas com toalhetes e guardanapos de papel. Mais, este espaço não tinha publicitado o evento, cujo menu nem sequer constava na lista.
A troco de 20 €, tive direito a couvert (pão, azeitonas e um belíssimo paté), entrada (torricado de perdiz com chips de batata doce, que estava francamente bom), prato (sopa de pedra de bacalhau, já aqui criticada na crónica acima referida) e sobremesa (suspiro com limão e amêndoas).
Acompanhei a refeição com um copo do branco Lagoalva Talhão 1 2017 (uma simpática oferta do dono) - muito aromático e fresco, notas cítricas e tropicais, acidez no ponto, algum volume e final de boca adocicado. Nota 17,5.
A garrafa veio à mesa e dado a provar num copo de qualidade e sem marca (segundo informação do dono, custa pouco mais de 1 €) e servida uma quantidade generosa.
Serviço profissional e simpático.
Mesas com toalhetes e guardanapos de papel. Mais, este espaço não tinha publicitado o evento, cujo menu nem sequer constava na lista.
A troco de 20 €, tive direito a couvert (pão, azeitonas e um belíssimo paté), entrada (torricado de perdiz com chips de batata doce, que estava francamente bom), prato (sopa de pedra de bacalhau, já aqui criticada na crónica acima referida) e sobremesa (suspiro com limão e amêndoas).
Acompanhei a refeição com um copo do branco Lagoalva Talhão 1 2017 (uma simpática oferta do dono) - muito aromático e fresco, notas cítricas e tropicais, acidez no ponto, algum volume e final de boca adocicado. Nota 17,5.
A garrafa veio à mesa e dado a provar num copo de qualidade e sem marca (segundo informação do dono, custa pouco mais de 1 €) e servida uma quantidade generosa.
Serviço profissional e simpático.
quinta-feira, 7 de março de 2019
Tejo Gourmet (II) : Varanda de Lisboa - 4 *
O Varanda de Lisboa, restaurante do Hotel Mundial, foi o 1º espaço de restauração que visitei no âmbito do evento Tejo Gourmet. Além de o site do hotel publicitar o programa, indicando o menu e respectivos preços (19 € ao almoço, sem vinhos e 35 € ao jantar com harmonização de vinhos), o Varanda de Lisboa é o que pratica preços mais acessíveis de todos os restaurantes aderentes. Mais, a ementa está impressa, para que não haja dúvidas.
Usufrui deste menu ao almoço e constatei que os 19 € incluiam couvert (pão, azeite, azeitonas e crepes de camarão), água e café. Os vinhos ou outros extras são pagos à parte.
A entrada (sardinhas albardadas) e o prato (ensopado de enguias) inserem-se muito bem na cozinha tradicional ribatejana, ao contrário da sobremesa (tarte de castanha). Estava tudo com qualidade (as enguias, simplesmente fabulosas) e as doses generosas.
O serviço em geral, demasiado à antiga, embora simpático, teve alguns deslizes inesperados.
Quanto à componente vínica, a lista é alargada, sem indicação dos anos de colheita e com preços altos. A copo tem uma dúzia de sugestões.
Optei por um copo de Qtª de Alorna Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon 2012 (6 €) - ainda com muita fruta, notas florais e algum vegetal, acidez equilibrada, taninos macios, algum volume e final de boca. Nota 17.
A garrafa veio à mesa e dada a provar num copo Schott, mas a uma temperatura desadequada que, no entanto, foi rápida e profissionalmente bem resolvida, com um recipiente com água e gelo.
Este Varanda de Lisboa está de parabéns, pois cumpriu da melhor maneira os objectivos definidos pela Confraria do Tejo.
Em próxima crónica falarei da minha experiência no Mãe - Cozinha com Amor.
Usufrui deste menu ao almoço e constatei que os 19 € incluiam couvert (pão, azeite, azeitonas e crepes de camarão), água e café. Os vinhos ou outros extras são pagos à parte.
A entrada (sardinhas albardadas) e o prato (ensopado de enguias) inserem-se muito bem na cozinha tradicional ribatejana, ao contrário da sobremesa (tarte de castanha). Estava tudo com qualidade (as enguias, simplesmente fabulosas) e as doses generosas.
O serviço em geral, demasiado à antiga, embora simpático, teve alguns deslizes inesperados.
Quanto à componente vínica, a lista é alargada, sem indicação dos anos de colheita e com preços altos. A copo tem uma dúzia de sugestões.
Optei por um copo de Qtª de Alorna Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon 2012 (6 €) - ainda com muita fruta, notas florais e algum vegetal, acidez equilibrada, taninos macios, algum volume e final de boca. Nota 17.
A garrafa veio à mesa e dada a provar num copo Schott, mas a uma temperatura desadequada que, no entanto, foi rápida e profissionalmente bem resolvida, com um recipiente com água e gelo.
Este Varanda de Lisboa está de parabéns, pois cumpriu da melhor maneira os objectivos definidos pela Confraria do Tejo.
Em próxima crónica falarei da minha experiência no Mãe - Cozinha com Amor.
quarta-feira, 6 de março de 2019
Aditamento a Curtas (CIX) : a Bairrada em Lisboa
6.Bairrada@LX (3ª edição)
A Bairrada, com o apoio da respectiva CVR, vai voltar a Lisboa. No dia 23 de Março, das 15 às 20 h, 20 produtores bairradinos terão uma série de vinhos à prova no Mercado da Ribeira (1º piso).
Boas provas!
A Bairrada, com o apoio da respectiva CVR, vai voltar a Lisboa. No dia 23 de Março, das 15 às 20 h, 20 produtores bairradinos terão uma série de vinhos à prova no Mercado da Ribeira (1º piso).
Boas provas!
terça-feira, 5 de março de 2019
Curtas (CIX) : Sável, Restaurant Week, Mercado Gourmet, Tejo a Copo e a Hora de Baco
1.O sável é rei em Vila Franca de Xira
Já está em movimento e só termina no final de Março, a campanha "Em Março, o Sável é rei em Vila Franca de Xira", patrocinada pela respectiva Câmara Municipal.
Aderiram 26 restaurantes do concelho, a maioria dos quais (12) em Vila Franca.
Mais informações em www.cm-vfxira.pt.
2.Restaurant Week
Já arrancou em todo o país o Restaurant Week, mas só para clientes detentores de cartão Millennium. A partir do dia 7 deste mês e até ao dia 17, qualquer um de nós pode usufruir deste programa. A troco de 20 € podemos almoçar/jantar em restaurantes caros que não iríamos, por falta de orçamento. O menu fixo de cada restaurante (entrada, prato e sobremesa) pode ser visto na plataforma The Fork.
Em Lisboa e arredores aderiram 63 restaurantes, entre os quais estão o Kais, Akla, Varanda de Lisboa, Nobre, Adlib, Panorama, Adega Machado, Bica do Sapato, o Ato, Arola e Ânfora (Palácio do Governador).
Marcação obrigatória em The Fork.
3.Mercado Gourmet do Campo Pequeno
Neste próximo fim de semana, dia 8 (sexta-feira, a partir das 15 h) e dias 9 e 10 (sábado e domingo, a partir das 12 h), podemos participar neste evento e comprar azeites, queijos, charcutaria, conservas, compotas ou mel.
4.Tejo a Copo
Com organização da CVR Tejo, vai decorrer no próximo dia 9 de Março, das 15 às 21 h, no Convento de São Francisco, em Santarém, este evento "Tejo a Copo", a que aderiram 18 produtores e 2 restaurantes.
5.A Hora de Baco
A RTP Memória está a retransmitir uma série de episódios de 2002, 2003 e outros anos algo recuados.
Já vi alguns e é sempre um prazer recordar momentos, vinhos ou pessoas que, naquela altura, nos disseram alguma coisa.
Já está em movimento e só termina no final de Março, a campanha "Em Março, o Sável é rei em Vila Franca de Xira", patrocinada pela respectiva Câmara Municipal.
Aderiram 26 restaurantes do concelho, a maioria dos quais (12) em Vila Franca.
Mais informações em www.cm-vfxira.pt.
2.Restaurant Week
Já arrancou em todo o país o Restaurant Week, mas só para clientes detentores de cartão Millennium. A partir do dia 7 deste mês e até ao dia 17, qualquer um de nós pode usufruir deste programa. A troco de 20 € podemos almoçar/jantar em restaurantes caros que não iríamos, por falta de orçamento. O menu fixo de cada restaurante (entrada, prato e sobremesa) pode ser visto na plataforma The Fork.
Em Lisboa e arredores aderiram 63 restaurantes, entre os quais estão o Kais, Akla, Varanda de Lisboa, Nobre, Adlib, Panorama, Adega Machado, Bica do Sapato, o Ato, Arola e Ânfora (Palácio do Governador).
Marcação obrigatória em The Fork.
3.Mercado Gourmet do Campo Pequeno
Neste próximo fim de semana, dia 8 (sexta-feira, a partir das 15 h) e dias 9 e 10 (sábado e domingo, a partir das 12 h), podemos participar neste evento e comprar azeites, queijos, charcutaria, conservas, compotas ou mel.
4.Tejo a Copo
Com organização da CVR Tejo, vai decorrer no próximo dia 9 de Março, das 15 às 21 h, no Convento de São Francisco, em Santarém, este evento "Tejo a Copo", a que aderiram 18 produtores e 2 restaurantes.
5.A Hora de Baco
A RTP Memória está a retransmitir uma série de episódios de 2002, 2003 e outros anos algo recuados.
Já vi alguns e é sempre um prazer recordar momentos, vinhos ou pessoas que, naquela altura, nos disseram alguma coisa.
sábado, 2 de março de 2019
Fevereiro 2011 : o que se passou aqui há 8 anos
Das 14 crónicas publicadas neste blogue em Fevereiro 2011, destaco estas 3:
."Garrafeiras : a lista negra continua", no dia 1
Mais 3 garrafeiras fecharam as portas, juntando-se a outras 3 mencionadas na crónica referente a Dezembro 2010.
."O regresso dos 3+4 (6ª sessão)", no dia 21
Esta sessão decorreu no restaurante As Colunas, com vinhos da garrafeira do Juca que pôs em confronto vinhos da Quinta do Crasto. 3 Vinhas Velhas (2005, 2006 e 2007) mediram forças com outros do mesmo produtor, mas de um patamar mais acima, como foi o caso do Xisto, Touriga Nacional e Maria Teresa (2005, 2006 e 2007, respectivamente). E houve surpresas nas notas atribuídas por mim.
No final do repasto houve, ainda, lugar para o Cossart Gordon Bual 1969 (18,5+)!
."Novo jantar com vinhos da Madeira : a excelência", no dia 27
Este evento desenrolou-se na saudosa Enoteca de Belém e, no que diz respeito aos Madeiras, desfilaram (notas entre parentesis atribuídas por mim):
.Cossart Gordon Terrantez 1977 (18)
.Blandy Bual 1971 (18,5)
.Blandy Bual Solera 1891 (19,5)
.Borges Malvasia + de 40 Anos (18+)
Um luxo!
."Garrafeiras : a lista negra continua", no dia 1
Mais 3 garrafeiras fecharam as portas, juntando-se a outras 3 mencionadas na crónica referente a Dezembro 2010.
."O regresso dos 3+4 (6ª sessão)", no dia 21
Esta sessão decorreu no restaurante As Colunas, com vinhos da garrafeira do Juca que pôs em confronto vinhos da Quinta do Crasto. 3 Vinhas Velhas (2005, 2006 e 2007) mediram forças com outros do mesmo produtor, mas de um patamar mais acima, como foi o caso do Xisto, Touriga Nacional e Maria Teresa (2005, 2006 e 2007, respectivamente). E houve surpresas nas notas atribuídas por mim.
No final do repasto houve, ainda, lugar para o Cossart Gordon Bual 1969 (18,5+)!
."Novo jantar com vinhos da Madeira : a excelência", no dia 27
Este evento desenrolou-se na saudosa Enoteca de Belém e, no que diz respeito aos Madeiras, desfilaram (notas entre parentesis atribuídas por mim):
.Cossart Gordon Terrantez 1977 (18)
.Blandy Bual 1971 (18,5)
.Blandy Bual Solera 1891 (19,5)
.Borges Malvasia + de 40 Anos (18+)
Um luxo!
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