quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

À volta da cerveja artesanal (XVII)

1.Mais provas

Provadas mais 9 cervejas (6 artesanais e 3 semi-artesanais), em casa ou em espaços de restauração, classificadas de 1 a 5:

Com 4,5

.Mecanica Craft Beer Fuel American Pale Ale (Lisboa)

.Marafada Algarve Pale Ale (Algós)

.1927 Bengal Amber IPA

Com 4

.8ª Colina Urraca Vendaval IPA (Lisboa)

.OPO 74 Gyroscope IPA (Porto)

.1927 Munich Dunkel

.Bohemia Original

Com 3,5

.Dois Corvos Murmúrio Amber Ale (Lisboa)

Com 3

.8ª Colina Pesetero Stout com figos (Lisboa)


2.Ground Burger - 3,5 *

Já aqui referido diversas vezes, a última das quais na crónica "À volta da cerveja artesanal (XIII)", no ponto 2.

Nesta última visita tinha 10 torneiras activas, sendo 7 dos EUA (!), 1 do Hawaii, 1 alemã e apenas 1 portuguesa (!). Era a OPO 74 Gyroscope IPA (Porto), também presente na minha última visita a este espaço nada patriota. Ainda por cima, com tantas boas cervejas em Lisboa, foram buscar uma da Invicta.

Bebi a portuguesa a acompanhar uma Hamburga Ground Burger, saborosa mas sem me convencer o pão (brioche).

Serviço descoordenado e algo lento, talvez porque tivessem dar prioridade às encomendas da Glovo e da Uber.


3.Hoops Beer & Co. - 4,5 *

Também já referido este espaço na crónica "À volta da cerveja artesanal (VIII)", no ponto 2.

Continua a ser, em Lisboa, a melhor oferta de cerveja artesanal portuguesa. E onde se come melhor.

O espaço melhorou muito, ao desenvolver-se mais para o local da entrada/saída, mais luminoso e com vistas amplas para o Campo Pequeno. Fica sem efeito a minha crítica quanto à claustrofobia mencionada na referida crónica.

Nesta última visita inventariei 8 torneiras, com capacidade para copos de 25 e 50 cl:

.Praxis Pilsner

.Letra D Red Ale

.Sin Pecado Oatmeal Stout

.Letra F IPA

.Post Scriptum Weiss

.Bolina White IPA

.Collab 13 cervejeiros IPA

.Collab Post Scriptum/Tottenhopfen Double New England IPA

Têm ainda uma série de cervejas artesanais em garrafa e em lata, mas lamentavelmente não consegui aceder à respectiva listagem.

Comi chamuças de rabo de boi, camarões al agillo e salsichas alemãs. Estava tudo delicioso (aliás, neste espaço, prefiro as entradas aos pratos principais) e fiquei perfeitamente almoçado. Acompanhei estas iguarias com a cerveja Collab 13 cervejeiros IPA (nota 4,5).

Como nota negativa, eu fui o único cliente ao almoço de um dia de semana. Uma injustiça! O Hops Beer merece melhor. Quem aprecie ou ainda não conheça a cerveja artesanal deve visitar este imperdível espaço.

Todos ao Hops Beer, já!

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

As revistas especializadas - nº de Dezembro (2ª parte)

 2.Grandes Escolhas (GE)

A. 152 páginas, das quais 66 de publicidade. Logo, apenas 86 úteis (56,6 % do total).

B1. Crónicas/Reportagens (6)

.Palácio Condes de Anadia, um "château" no Dão (Luis Lopes)

.Quinta do Gradil, história e modernidade de mãos dadas (Mariana Lopes)

.Quinta da Rede, o lado mais fresco do Douro (Luis Lopes)

.José Maria Soares Franco, entrevista (João Paulo Martins)

.Por terras de Espanha, (Valéria Zeferino)

.The Fladgate Partnership, saber fazer turismo à volta do vinho (Valéria Zeferino)

B2. Painéis de prova (2)*

.O melhor do Douro, qualidade e classe por menos de 30 € (Nuno Garcia), com prova de 30 vinhos tintos 

.Monção e Melgaço, colecção de outono/inverno (Luis Lopes), com prova de 19 vinhos brancos 

C. "Lançamentos" (6)

.Os segredos da Passarella (João Paulo Martins)

.Titan, vinhos de um Douro diferente (Luis Lopes)

.Hexagon, a maioridade afirma-se aos 20 anos (João Geirinhas e Nuno Garcia)

.Herdade de São Miguel, 15 anos de vindimas num vinho único (Mariana Lopes)

.Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa, um grandíssimo tinto de Portugal (Mariana Lopes)

.Regateiro JR, nova geração, nova marca (Mariana Lopes)

D. Crítica de restaurantes

.Sal na Adega, o novo restaurante da Adega Mãe (Mariana Lopes)

E.Cervejas artesanais

A GE continua de costas voltadas para este mundo novo.

F. 231 vinhos provados, dos quais 49 classificados com 18 ou mais (21,2 % do total).

Brancos

.Espumante Murganheira Cuvée 2017 - 19

.Anselmo Mendes Tempo Alvarinho 2016 (Vinhos Verdes) - 19

.Guru Non Millésime (Douro) - 19

.Anselmo Mendes Parcela Única Alvarinho 2018 (Vinhos Verdes) - 18,5

.Deu-la-Deu Histórico Alvarinho 2017 (Vinhos Verdes) - 18,5

.Quinta do Regueiro Jurássico I Alvarinho (Vinhos Verdes) - 18,5

.Quinta da Rede Reserva da Família 2012 (Douro) - 18,5

.Titan of Douro Fragmentado Blend 1 (Douro) - 18,5

.Villa Oliveira Segunda Edição L 2015/2019 (Dão) - 18,5

.Conde Anadia 2017 (Dão) - 18,5

Tintos

.Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa 2017 (Douro) - 19,5

.Pintas 2018 (Douro) - 19

.Casa da Passarella 2009 (Dão) - 19

.Casa Ferreirinha Touriga Fêmea 2016 (Douro) - 18,5

.Monte Meão Vinha dos Novos 2017 (Douro) - 18,5

.Vallado Field Blend 2017 (Douro) - 18,5

.Titan of Douro Estágio em Barro 2018 (Douro) - 18,5

.Maria do Carmo Alicante Bouschet 2015 (Lisboa) - 18,5

.Conde Vimioso Vinha do Convento 2017 (Tejo) - 18,5

.Hexagon 2015 (P. Setúbal) - 18,5

.Herdade São Miguel Resumo de 15 Vindimas (Alentejo) - 18,5

Fortificados

.Pintas Vintage 2018 - 19

Seguem-se 27 vinhos classificados com 18.

Dos 49 eleitos 2 são espumantes, 22 vinhos brancos, 20 tintos e 5 fortificados.

Por Região, os vinhos tranquilos dividem-se em 12 Vinhos Verdes, 17 Douro, 2 Dão, 1 Bairrada, 3 Lisboa, 1 Tejo, 1 Setúbal, 4 Alentejo e 1 estrangeiro.


3.Concluindo

Neste nº especial de Dezembro, com muitas mais páginas do que é habitual, é de referir:

.A RV continua a ter mais páginas úteis (139 contra 86 da GE)

.A RV tem também mais Crónicas/Reportagens (8 contra 6 da GE)

.Quanto a Painéis de prova, cada uma realizou 2

.Quanto a "Novidades" a RV apresentou 17 e a GE 6 "Lançamentos"

.Quanto a restaurantes e cervejas artesanais, mantem-se a mesma situação anterior.

sábado, 26 de dezembro de 2020

Vinhos em família (CXIV) : brancos de inverno

Mais 3 vinhos bebidos em família, com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega.

E eles foram:


.Pedra Cancela Intemporal 2012 (garrafa nº 763/1200) - com base nas castas Encruzado, Malvasia Fina e Cerceal, estagiou em cave 7 anos (!); aromático, fresco e mineral, presença de citrinos e alguma fruta de caroço, bela acidez e notas glicerinadas, algum volume e final de boca longo (14 % vol.). Vinho raro, gastronómico, complexo e cheio de personalidade. Nota 18,5.

Não o tendo encontrado em Lisboa, comprei-o on line à garrafeira Dom Vinho (Coimbra).


.Poejo d' Algures Alvarinho - um exclusivo da Garrafeira Néctar das Avenidas, produzido pela PROVAM e com base nas colheitas de 2016, 2017 e 2018, resultou de um lote escolhido por Pedro Garcia e João Quintela, tendo estagiado mais de 1 ano em barrica; aroma expressivo, alguma evolução. presença de citrinos e alguma fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca assinaláveis (13 % vol.). Complexo, envolvente e gastronómico. Nota 18.


.Morgado Santa Catherina Reserva 2017 - com base na casta Arinto (100 %), estagiou 6 meses em barrica; cítrico, fresco e mineral, acidez equilibrada, volume e final de boca consideráveis (13 % vol.). Com excelente relação preço/qualidade, não deve ser servido muito frio. Nota 17,5.

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

As revistas especializadas - nº de Dezembro (1ª parte)

 1.Revista de Vinhos (RV)

A. 202 páginas, das quais 63 de publicidade. Logo apenas 139 úteis (68,8 % do total).

B1. Crónicas/Reportagens (8) *

.Rui Paula, 2 estrelas Michelin, 3 restaurantes e um futuro em aberto (Fátima Iken)

.Ermelinda Freitas, 100 anos depois a casa da Leonor (Nuno Guedes Vaz Pires)

.Alentejo, entre Montargil e a Vidigueira (Guilherme Corrêa)

.Quinta do Val Moreira, a amizade na procura de algo maior (José João Santos) 

.Momentos de prazer (Marc Barros)

.Tempo de Natal (Fátima Iken)

.2020, ano de boas harmonizações (Guilherme Corrêa)

.Pelas Beiras com os melhores queijos (Luis Alves)

B2. Painéis de prova (2) *

.Topos de gama, selecção de luxo (Marc Barros), com provas de 42 brancos e 88 tintos

.Espumantes de Alvarinho em Melgaço (Guilherme Corrêa e Marc Barros), com prova de 19 espumantes

C. "Novidades" (17)

.Azores Wine Company, vinhos de sal e lava (Nuno Guedes Vaz Pires)

.Casa da Passarella, do passado ao futuro (José João Santos)

.Quinta do Crasto, a essência da Vinha Maria Teresa (Manuel Moreira)

.José Maria da Fonseca, novos vinhos de colecção (José João Santos)

.Symington Family Estates, Quinta do Vesúvio o peso da história (Manuel Moreira)

.Caves São Domingos, a aposta num tinto de topo (José João Santos)

.Casca Wines, Cascale em versão "petroleiro" e tinto (Manuel Moreira)

.Lusovini, um jovem Regateiro (Marc Barros)

.Wine & Soul, Pintas com Character (Manuel Moreira)

.Carlos Lucas, brancos topo de gama e ... (Luis Costa)

.Quinta Avidagos, diferenciação no Baixo Corgo (Nuno Guedes Vaz Pires) 

.Taylor's, Colheita 1970 e uma estrela de cinema (Manuel Moreira)

.Adega Mayor, novos instrumentos da orquestra Mayor (Marc Barros)

.Quinta Dona Matilde, um Colheita que não vai em modas (Manuel Moreira)

.Terra Chama Wines, nova chama no Dão (Marc Barros)

.Herdade Vale d' Evora, frescura de terra quente (Manuel Moreira)

.Barbeito, três pérolas do Atlântico (Nuno Guedes Vaz Pires)

D. Crítica de Restaurantes

.Castas e Pratos, em Peso da Régua (Nuno Guedes Vaz Pires)

.Degust'AR Lisboa, em Lisboa (Miguel Pires)

E. Cervejas Artesanais

.O regresso do lúpulo (Luis Alves)

F. 324 vinhos provados, dos quais 84 classificados com 18 ou mais (25,9 % do total)

Brancos 

.Vinha Centenária 2017 (Açores) - 19 (75 €)

.Oboé Silver Edition 2016 (Douro) - 18,5 (150 €)

.Grande Druida 2017 (Dão) - 18,5 (40 €)

.Villa Oliveira 2ª Edição (Dão) - 18,5 (75 €)

.Arinto dos Açores sur Lies 2019 (Açores) - 18,5 (33 €)

.Terrantez Pico 2019 (Açores) - 18,5 (50 €)

Tintos

.Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa 2017 (Douro) - 19 (200 €)

.Casa da Passarella Vindima 2009 (Dão) - 19 (195 €)

.Quinta da Carolina 2016 (Douro) - 18,5 (33 €)

.Quinta das Tecedeiras 2017 (Douro) - 18,5 (25 €)

.Pintas 2018 (Douro) - 18,5 (80 €)

.Casa da Passarella Fugitivo Vinha Centenária 2016 (Dão) - 18,5 (28 €)

.Quinta da Ponte Pedrinha Vinhas Velhas 2015 (Dão) - 18,5 (18 €)

.Dona Maria Grande Reserva 2015 (Alentejo) - 18,5 (27 €)

.Grande Rocim Reserva 2017 (Alentejo) - 18,5 (65 €)

Fortificados

.Taylor's Very Old Tawny - 20 (2900 €)

.Taylor's Single Harvest 1970 - 19 (375 €)

.Barbeito Verdelho 50 Anos - 20 (560 €)

Seguem-se 66 vinhos classificados com 18.

Dos 84 eleitos, 19 são espumantes, 22 brancos, 39 tintos e 4 fortificados.

Os vinhos tranquilos, por Regiões, dividem-se em 2 Vinhos Verdes, 19 Douro, 10 Dão, 2 Bairrada, 2 Lisboa, 1 Tejo, 20 Alentejo e 5 Açores. 


* em relação aos meses anteriores, o ponto B subdividiu-se em B1 "Crónicas/Reportagens" propriamente ditas e B2 "Painéis de prova".


continua...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Mais 2 espaços de restauração : Taberna Criativa (revisita) e Lisboa Tu e Eu (estreia)

 Estes dois restaurantes foram visitados por mim já há algum tempo, mas os meus apontamentos andaram perdidos até agora. Mas mais vale tarde do que nunca.


1.Taberna Criativa - 4 *

Este simpático espaço, localizado bem no centro de Sintra, já foi aqui referido na crónica "Taberna Criativa : uma surpresa em Sintra", há pouco mais de 3 anos. 

Mantém-se o menu almoço (14 €), com direito a:

.couvert (2 variedades de pão, azeite Esporão, tapenade e manteiga)

.sopa (creme de coentros)

.prato (filete de robalo com salada de legumes)

.sobremesa (gelado)

.bebida (vinho da casa)

.café

Uma deliciosa refeição, a um preço imbatível, com a mais valia de o chefe ter vindo à mesa.

Quanto ao vinho da casa a copo, foi o branco JMF 2019 - frutado, fresco e mineral, acidez no ponto, algum volume e final de boca. Servido demasiado frio, melhorou quando a temperatura subiu. Nota 16.

A garrafa veio à mesa mas não foi dado a provar, uma falha a corrigir. Quantidade e copos aceitáveis.

Serviço em geral eficiente e simpático.

Continua a ser um valor seguro este espaço em Sintra. Recomendo e tenciono voltar.


2.Lisboa Tu e Eu Bistrô Flores - 4 * 

Este espaço situa-se na Praça das Flores, 45 e ocupa o belo espaço do antigo restaurante Conventual, um clássico dos anos 80/90 do século passado.

A sala de entrada funciona mais como bar, mas a outra onde almocei é ampla e confortável, com uma música de fundo suave e a meu gosto.

Nesta 1ª visita fiquei-me pelos petiscos, todos deliciosos e saídos das mãos da chefe Diana:

.croquetes de leitão com molho de mostarda

.bruschetta de lascas de bacalhau

.camarão com molho de malagueta

Há, ainda, a possibilidade de se degustarem os gelados artesanais, feitos na casa.

Quanto à componente vínica, a lista é curta (apenas 5 brancos, 8 tintos e 3 rosés), sem anos de colheita, nem vinho a copo nem cervejas artesanais. É o elo mais fraco deste espaço, a necessitar de rápida correcção, que não sei se já teria sido feita.

O serviço é eficiente e simpático, com a mais valia da proprietária, Maria do Carmo Vieira de seu nome, ter ido à mesa. 

Resumindo e concluindo, recomendo e tenciono voltar.

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Grupo FJF (20ª sessão) : 3 vinhos à altura dos acontecimentos

 Em rigor, o grupo presente neste dia deveria chamar-se JFJ em vez de FJF, pois o Frederico não poude comparecer e, no seu lugar, participou o José Rosa. Jotas e Efes à parte, este encontro decorreu no restaurante Lugar Marcado, um dos meus preferidos em Lisboa, contando nos tachos com a chefe Sandra inspiradíssima e, na sala, a Fátima a praticar um serviço de vinhos de 5 *.

Quanto a vinhos provados, desfilaram:


.Qtª San Michel Arinto 2017 (garrafa nº 1367, levada por mim) - com base na casta Arinto (100 %), estagiou 6 meses em barricas de carvalho americano e francês; aroma subtil, fresco e mineral, belíssima acidez, notas amanteigadas, algum volume e final de boca longo (13 % vol.). Uma bela surpresa vinda de Janas. Um vinho elegante e longevo. Nota 18.

Este branco harmonizou com o couvert (pão e azeite Vale Meão Bio), chamuças, berbigão e caril de camarão.


.Quinta da Basília Old Vines 2013 (garrafa levada pelo João Quintela) - com base em vinhas velhas, estagiou 18 meses em barricas novas de carvalho francês; aroma intenso, frutos vermelhos, fresco e elegante, boa acidez, notas especiadas, algum volume e final de boca persistente (14,5 % vol.). A beber nos próximos 4/5 anos. Nota 18.

Este tinto maridou com polvo panado, presa de porco preto, milho frito e esparregado.


.Blandy's Terrantez 20 Anos (garrafa levada pelo José Rosa) - 91 pontos na Wine Spectator; presença de frutos secos, algum maracujá, notas especiadas, iodo e brandy, taninos consistentes e civilizados, algum volume e final de boca muito longo. Nota 18,5.

Este Madeira acompanhou uma tarte de amêndoa e sortido de gelados.


Mais uma boa sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado a todos!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Taberna Albricoque revisitada mais uma vez - 4,5 *

 Não me canso de ir à Taberna Albricoque, onde se come a genuina cozinha tradicional algarvia, mas sempre reinventada pelo chefe Bertílio Gomes. O registo das minhas visitas anteriores pode ser encontrado nas crónicas:

."Taberna Albricoque - 4 *"

."Taberna Albricoque revisitada - 4,5 *"

Para além de um menu de almoço (14,50 € com direito a pão, azeitonas, prato do dia, sobremesa e copo de vinho da casa) que nunca experimentei, nesta última revisita inventariei 11 entradas/petiscos, 4 pratos do dia e 4 sobremesas. 

Optei por começar com os deliciosos e imperdíveis rissois de berbigão e a viciante moreia frita (uma espécie de torresmos do mar), continuei com o saboroso peixe porco e terminei com bolo de alfarroba acompanhada por um original e belíssimo gelado de queijo de figo.

Quanto à componente vínica, inventariei 2 espumantes (1 a copo), 12 brancos (4), 1 rosé (1) e 13 tintos (2). A lista está bem estruturada, identificando as castas de cada vinho, os anos de colheita e as respectivos perfis, o que é raro na maioria dos restaurantes que conheço. No entanto não constam os fortificados (não averiguei se têm) nem as cervejas artesanais (que têm).

Optei pela surpreendente cerveja artesanal "Marafada Algarve Pale Ale", elaborada em Algós e a merecer a nota de 4,5 (em 5). Aromática, sem excessos de gás ou espuma, amarga quanto baste e muito gastronómica.

O proprietário e chefe Bertílio, agora sozinho na cozinha, foi às mesas mais de uma vez, o que é sempre uma mais valia.

O serviço, requintado para uma "taberna", esteve a cargo de um jovem que não retive o nome. Mostrou simpatia e profissionalismo.

A Taberna Albricoque tem tudo para se ir, gostar e voltar. É o que eu tenciono fazer!

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Vinhos em família (CXIII) : 3 belos brancos e 1 Colheita de respeito

 Mais 4 vinhos provados (3 brancos e 1 Porto Colheita) com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega.

E eles foram:


.Conceito 2010 - com base nas castas Códega (40 %), Rabigato (40 %) e outras em vinhas velhas, estagiou 10 meses em barricas de carvalho francês e caucasiano; alguma oxidação nobre, presença de  citrinos e fruta de caroço, belíssima acidez, algum amanteigado, volume e final de boca apreciáveis (13 % vol.).

Uma grande surpresa a saúde deste vinho, com a rolha a desfazer-se completamente. Muito gastronómico, precisa de comida por perto. Nota 17,5+.


.Qtª das Bageiras Garrafeira 2017 (garrafa nº 3080/3150) - com base nas castas Maria Gomes e Bical em vinhas velhas; nariz exuberante, presença de citrinos, notas florais e abaunilhadas, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca assinaláveis (14,5 % vol., um exagero!). Muito gastronómico, também precisa de comida, por perto. Nota 18.


.Qtª San Michel Malvarinto de Janas 2017 (garrafa nº 477/4000); com base nas castas Malvasia e Arinto, estagiou 6 meses em barricas de carvalho americano e francês; cítrico com alguma fruta de caroço e salinidade, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca (13 % vol.). Uma boa surpresa vinda de um sítio improvável. Nota 17,5.


.Dalva Colheita 1985 (engarrafada em 2016) - 92 pontos no Parker; presença de frutos secos e citrinos, algum iodo e caril, acidez bem balanceada, taninos de veludo, algum volume e final de boca longo. Elegante, complexo e com uma boa relação preço/qualidade. Nota 18,5.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Grupo FJF (19ª sessão) : 1 branco e 1 tinto surpreendentes

 Esta última sessão decorreu no restaurante Lagar do Xisto (Av. Columbano Bordalo Pinheiro, 103), propriedade de Simão Ferreira que também funciona como chefe de sala, onde se come muito bem. Não fica nada a perder com o Magano, antes pelo contrário. Pena é haver demasiado ruido na sala e terem os televisores ligados, embora sem som. Copos Riedel na mesa e serviço de vinhos rigoroso.

Os néctares vieram da garrafeira do Frederico, a saber:


.Barrocas do Mar 2019 (São Miguel, Açores) - produzido por Hermano Ferreira, antigo piloto da Sata; com base nas castas Fernão Pires e Verdelho; muito fresco e mineral, presença de citrinos, salinidade evidente, volume e final de boca médios (13 % vol.). Um surpreendente branco de garagem (500 garrafas produzidas). Nota 17,5.

Este branco acompanhou umas tantas entradas (empadinhas, presunto, peixinhos da horta, queijo fresco, camarões e ovos mexidos com farinheira) e o prato de peixe (imperador grelhado com grelos e feijão verde).


.Marquês de Marialva Garrafeira 2001 Edição Especial 65 Anos - enologia de Osvaldo Amado; com base na casta Baga (100 %), estagiou 10 anos (!) em inox, seguido de mais 2 em barricas usadas, tendo sido engarrafado apenas em 2015 (4300 garrafas); presença de fruta vermelha, fresco, acidez equilibrada, algum especiado, taninos presentes e civilizados, bem estruturado e final de boca longo (14,5 % vol.). Mais outra grande surpresa, a beber nos próximos 8 a 10 anos. Nota 18,5.

Este tinto harmonizou com uma perdiz estufada.


.Barbeito Malvasia Frasqueira 1994 (nº 18/160, engarrafada em 2020) - presença de frutos secos, notas de iodo, caril e brandy, taninos bem evidentes, algum volume e final de boca interminável. Uma raridade. Nota 18,5.

Este fortificado acompanhou uma tarte de amêndoa.


Mais uma boa sessão de convívio, comeres e beberes com vinhos surpreendentes. Obrigado Frederico!

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Novembro 2012 : o que aconteceu aqui há 8 anos

 Das 12 crónicas publicadas no decorrer de Novembro 2012, destaco estas 4, por ordem cronológica:


."Jantar Herdade dos Grous"

Recordando um jantar vínico no restaurante As Colunas, organizado pela Garrafeira Néctar das Avenidas, e que contou com a presença de Pedro Ribeiro, enólogo residente deste produtor.


."Encontro com os Vinhos e Sabores (EVS) 2012"

Recordando a presença da senhora Merkel em Lisboa, com a zona de Belém, onde resido, sitiada e em máxima segurança, inviabilizando a passagem dos transportes públicos e carros particulares. Tinha 2 hipóteses, ou voltar para casa ou fazer-me ao caminho até à FIL. E foi o que fiz, tendo escrito na crónica em referência que "(...) é preciso muita militância para enfrentar estas contrariedades e não ter desistido dos meus intentos. (...)".


."Jantar Quinta de Sant' Ana"

Recordando mais um jantar vínico, organizado pela Garrafeira Néctar das Avenidas, desta vez em parceria com o restaurante Tágide, contando com a presença dos produtores e do António Maçanita, na altura o enólogo responsável.


."Almoço com Vinhos da Madeira (6ª sessão)"

Recordando uma inesquecível jornada vínica na saudosa Enoteca de Belém, durante a qual o nosso amigo Adelino de Sousa pôs à prova 5 Vinhos da Madeira da sua invejável garrafeira, com destaque para:

.Artur Barros e Sousa Verdelho 1983 (nota 18)

.FEM Sercial Muito Velho (nota 18,5+)

.Blandy Bual 1969 (nota 19)