O blogue enófilo militante vai de férias e estará de regresso dia 6 de Setembro.
Até lá, boas férias e bons copos!
Divagações à volta do vinho e outras coisas
O blogue enófilo militante vai de férias e estará de regresso dia 6 de Setembro.
Até lá, boas férias e bons copos!
1.Mais provas
Provadas mais 9 cervejas (6 artesanais e 3 semi-artesanais), classificadas de 1 a 5:
Com 5
.Barona APA (Marvão)
.Dois Corvos Lisbon Calling Double IPA (Lisboa) com 7,9º de álcool
Com 4,5
.Letra F American IPA (Vila Verde)
.Trindade Fenix American Wheat (Lisboa)
.1927 Bengal Amber IPA (Superbock)
Com 4
.Bohemia Original (Sagres)
.El Alcazar (Jaén, Espanha)
.1927 Munich Dunkel (Superbock)
Com 3,5
.Musa Saison O' Connor (Lisboa)
2.ARTESANAL
A 2ª edição do ARTESANAL - Mercado de Cervejas e Cidras artesanais vai decorrer de 2 a 4 Setembro na cidade da Maia, no espaço Inspire bem próximo do centro.
Mais informações em www.inspire-eventos.pt.
3.Revista de Vinhos (RV)
A RV, ao contrário da Grandes Escolhas, continua atenta a este mundo novo das artesanais, tendo publicado nestes últimos 3 meses (texto e notas de prova de Luis Alves):
.Junho
Sobre a cervejeira Artesanali's (Póvoa de Varzim) que utiliza os mostos da casta Alvarinho, tendo lançado as suas primeiras referências (Mesmo Boa - Cerveja Artesanal de Alvarinho e Mesmo Boa - Cerveja Extra).
.Julho
Dedicada à 8ª Colina (Graça, Lisboa), com destaque às cervejas Urraca Vendaval, Zé Arnaldo, Joe da Silva e Vila Maria.
Agosto
Referida a Trindade como a cervejeira mais antiga de Lisboa (1836), tendo aderido às artesanais em 2018. Neste nº da RV são apresentadas 2 (Trindade Profana e Trindade Fénix).
4.Evasões
Esta separata do DN e do JN também está atenta ao mundo das artesanais, embora sem grande regularidade. Recentemente noticiou a abertura de um bar por parte da Lupum (Avintes) que dá pelo nome de Lupum Taproom (Rua da Fontiela).
Este grupo de enófilos, agora na sua máxima força, voltou a reunir no restaurante Magano que, mais uma vez, esteve à altura dos acontecimentos com uma boa gastronomia e serviço de vinhos a rigor (copos, temperaturas, ...). Desfilaram:
.Taboadella Grande Villae 2018 branco (1 das 3480 garrafas levada por mim) - 91 pontos no Parker; com base nas castas Encruzado, Bical e outras em vinhas velhas, estagiou 12 meses em barricas novas de carvalho francês; presença de citrinos e fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, notas glicerinadas, algum volume e final de boca (14 % vol.). Pesado e gastronómico pede comida de tacho. Nota 17,5.
Este branco acompanhou uma série de entradas (queijo fresco, empadas, cogumelos recheados e favinhas) e um pregado à Bulhão Pato.
.Poeira 44 Barricas 2014 (levado pelo J. Rosa) - 94 pontos na Wine Spectator e 92 no Parker; TOP 30 e nota 19 na Grandes Escolhas; estagiou em barricas de carvalho francês; ainda com muita fruta vermelha, acidez no ponto, notas especiadas, taninos presentes mas domesticados, volume e final de boca assinaláveis (13,5 % vol.). Gastronómico, a consumir em 4/5 anos. Nota 18,5.
.Luis Pato 2014 (levado pelo João) - com base na casta Baga; ainda com algum afruta, acidez prolongada, especiado discreto, taninos dóceis, algum volume e final de boca (12 % vol.). Muito fresco e elegante, a consumir nos próximos 10/12 anos. Nota 18.
Estes 2 tintos harmonizaram com arroz de pombo bravo.
.Blandy Bual 1948 (garrafa nº 321/1668 engarrafada em 2004 e levada pelo Frederico) - presença de frutos secos, notas de iodo, caril e brandy, vinagrinho no ponto, volume adequado e final de boca interminável. A Madeira no seu melhor! Nota 19,5.
Este fortificado acompanhou uma série de sobremesas.
Mais uma grande sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado a todos!
1.Bebidos em casa
Degustados mais 4 brancos com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega. E eles foram:
.Anselmo Mendes Parcela Única 2017 - Prémio Excelência da Grandes Escolhas em 2019 para o melhor branco e 93 pontos no Parker e na Wine Enthusiast; com base na casta Alvarinho (100 %), estagiou 9 meses em barricas novas de carvalho francês e mais 12 meses em garrafa; ligeira evolução na cor, presença de citrinos, notas glicerinadas e de melão, acidez no ponto, volume e final de boca acentuados (13 % vol.). Complexo e muito gastronómico, a pedir pratos mais substanciais. Nota 18,5.
.Quinta de San Michel Arinto 2017 - Prémio Excelência da Revista de Vinhos em 2020; com base na casta Arinto (100 %), estagiou 6 meses em barricas de carvalho americano e mais 26 meses em garrafa; cítrico e mineral, notas de maçã verde, acidez equilibrada, algum volume e final de boca longo (13 % vol.). Muito fresco e elegante, a pedir entradas leves. Nota 18.
.Luis Pato Vinhas Velhas 2019 - com base nas castas Bical (50 %), Cercial e Sercialinho (25 % de cada); presença de citrinos, notas florais, alguma caidez e amanteigado, volume e final de boca médios (13 % vol.). Grande relação preço/qualidade. Nota 17,5.
.Quinta dos Carvalhais Branco Especial (1 das 4100 garrafas) - com base nas castas Encruzado, Gouveio, Sémillon e outras, das colheitas de 2006, 2010, 2013, 2014, 2015, 2016 e 2020, teve um estágio prolongado em barricas de carvalho usadas (8 anos em média) e engarrafado em 2021; presença de citrinos e fruta de caroço, sem ponta de oxidação, equilibrio acidez/gordura, boa estrutura e final de boca longo (14 % vol.). Muito bem conseguido e complexo é um dos melhores Branco Especial. Nota 18.
2.Bebidos em espaços de restauração (todos brancos)
Com 18
.Quinta Poço do Lobo Reserva Arinto 2018
Com 17,5
.Argilla 2018
Com 17
.Castelo d' Alba 2021
.Laboeira Maria Gomes e Chardonnay 2017
.Muros Antigos Alvarinho 2021
.Raul Riba d' Ave Sílica 2020
Com 16,5
.Beira 2021
.Cabriz Colheita Seleccionada 2020
.Planalto Reserva 2021
.Quinta da Sequeira 2021
1.Sauvage (Rua António Serpa, 9)
Visitei recentemente e por 2 vezes este espaço que não conhecia. É uma agradável surpresa que passa a constar nos meus eleitos. Gastronomia, a cargo do chefe Rui Abreu, de grande qualidade, com um toque asiático, pratos muito bem apresentados, carta de vinhos fora do comum, serviço profissional e, também, simpático. Um único senão: ao fim de semana famílias com crianças podem causar algum excesso de barulho.
Sala pequena mas confortável, esplanada exterior com demasiado calor no verão, mesas despojadas mas com guardanapos de pano personalisados e música por vezes alta (baixam a pedido).
No menu constam 12 pratos para partilhar, 12 principais e 5 sobremesas. Nas 2 jornadas comi:
.cavala de pele tostada (em partilha)
.bao de leitão (em partilha)
.arroz de lingueirão
.arroz cremoso de camarão e algas
Quanto à componente vínica, inventariei 1 champanhe, 1 espumante (a copo), 12 brancos (5 a copo), 2 rosés (1), 8 tintos (3), 2 Porto e 1 Carcavelos, com as temperaturas devidamente controladas. Quanto a cervejas artesanais, ainda não aderiram a este mundo novo.
Optei por um copo de Morgado de Bucelas Puro Calcário 2021 (Sociedade Boas Quintas) - fresco, cítrico e mineral, acidez pronunciada a dar-lhe vida, algum volume e final de boca. Vai melhorar nos próximos 3/4 anos. Nota 17.
A garrafa veio à mesa e dada a provar num copo algo pesado.
2.Fundação Oriente - 4 *
Já me tinha referido ao restaurante em "Fundação Oriente e outros espaços", fechado para férias, mas agora é a vez cafetaria que subiu até ao 5º andar e ocupou o lugar daquele espaço.
Tem um menu que inclui o prato principal (à escolha entre peixe, carne e vegetariano), sobremesa e café. Tudo isto por 8,50 €, o que é de aproveitar.
As bebidas são à parte. Bebi o branco Castelo de Alba 2021, servido em quantidade generosa e num belíssimo copo, que me custou 1,50 €, preço que não se encontra em mais sítio nenhum!
3.Outros espaços, todos em Lisboa (classificados de 1 a 5 *)
Com 5 *
.Magano
.Prova-Enoteca Restelo
.Zunzum Gastro Bar
Com 4,5
.Belém 2 a 8
.Elevador
.Sem Dúvida
Com 4
.Bastardo
.Café no Chiado
.Delfina
.Nau do Restelo
Com 3,5
.À Margem
.Café Imperial
.Infame
.Maat Kitchen
.Senhor Peixe
.Story Ouro
1.Enoturismo na Real Companhia Velha
De 3ª feira a Sábado, sempre com início às 10 h, pode visitar-se a Real Companhia Velha, em Gaia.
A visita, com um custo de 68 €, inclui as Caves do Vinho do Porto da RCV, o Centro de Visitas e o Museu e, ainda, um almoço na Enoteca 17.56.
2.Concurso de Fotografia
Já foi anunciada a 2ª edição deste concurso, promovido pela CVR Tejo, em parceria com a Confraria Enófila e a Rota dos Vinhos do Tejo.
Inscrições até ao dia 31/8.
3.Evento Lisboa & Tejo
Organizada pela Garrafeira Néctar das Avenidas, em parceria com a Garrafeira Wines 9297, a 2ª edição deste evento vai decorrer dia 17/9 das 14h30 às 20 h no Hotel Real Palácio (entrada 10 € com direito a copo). No âmbito deste evento, está prevista uma Prova Especial com as Quintas Monte d' Oiro, Sant ' Ana e Chocapalha (custo 25 €).
4.Douro & Porto Wine Festival
Realiza-se em Lamego, em 17 e 18/9, este evento dedicado ao vinho e à música, com o apoio do IVDP, C M Lamego e Turismo do Porto e Norte, estando prevista a presença de 100 produtores do Douro e de uns tantos cantantes (Fafá de Belém e Pedro Abrunhosa, entre outros).
5.Solar do Vinho do Porto (rua S. Pedro de Alcântara)
Reabriu, após demoradas obras de fundo no Palácio Ludovice (agora Wine Experience Hotel), o Solar do Vinho do Porto. Numa primeira visita rápida, pareceu-me francamente mais moderno, mas não sei se mais funcional. A visitar com mais tempo...
Recorde-se o que publiquei aqui há mais de 12 anos:
Esta última sessão deste grupo de enófilos privilegiados decorreu "chez" Juca e Mena, com vinhos da sua garrafeira (excepto os fortificados), acompanhados pela gastronomia da casa com alguns reforços.
Desfilaram:
.Espumante Quinta Poço do Lobo Bruto 2018 - a cumprir a sua função de boas vindas (nota 16,5).
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2017 (em garrafa magnum) - com base na casta Alvarinho (100 %); presença de citrinos e notas tropicais, acidez no ponto, algum amanteigado e volume, final de boca acima da média (13 % vol.). Gastronómico e ainda longe da reforma. Nota 17,5+.
Este branco acompanhou meloa com presunto, queijo fresco, ovos de codorniz, tarte de cebola (levada pela Bety) e fatiados diversos.
.CARM Maria de Lourdes 2008 - com base nas castas Touriga Franca e Touriga Nacional, estagiou 24 meses em barricas de carvalho francês; ainda com fruta vermelha e alguma acidez, notas especiadas, taninos de veludo, algum volume e final de boca (14 % vol.). Equilibrado e muito requintado. Ainda pode dar uma boa prova nos próximos 3/4 anos. Nota 18,5.
.Quinta do Mouro Rótulo Dourado 2002 - ainda com alguma fruta e acidez, algum especiado, taninos dóceis, volume médio e final de boca extenso (14 % vol.). Já na curva descendente, não vale a pena guardá-lo por mais tempo. Nota 18.
.Duas Quintas Reserva Especial 2004 (previamente decantado) - 92 pontos na Wine Spectator e no Parker; com base nas castas tradicionais do Douro, estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês; ainda com fruta preta, acidez equilibrada, notas especiadas, taninos ainda bem presentes mas civilizados, volume assinalável e final de boca longo (14 % vol.). Um tinto de eleição que me surpreendeu e que pode ser bebido nos próximos 5/6 anos. Nota 19.
Estes 3 tintos acompanharam um excelente rabo de boi com puré de batata, acabado de sair das mãos do Juca.
Seguiram-se 3 fortificados levados pelo nosso amigo Adelino e da sua garrafeira, limitando-me a usufruir deles sem me preocupar em escrever as respectivas notas de prova:
.Niepoort Colheita 1912 (engarrafado em 1975) - nota 19
.Bastardinho 20 Anos (engarrafamento antigo) - nota 18
.Adega do Torreão Bual Velho (engarrafado em 1954) - nota 19,5
Estes 3 fortificados acompanharam uma tábua de queijos e doçaria diversa.
Foi mais uma grande sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado Juca e Mena!
Das 11 crónicas publicadas no decorrer de Julho 2014, destaco estas 3:
Recordando uma prova de vinhos brancos dos Lavradores de Feitoria (LF), orientada pela Olga Martins, onde se destacou o Colheita Tardia 2010, uma belíssima estreia dos LF neste tipo de vinho.
."Almoço com Vinhos da Madeira (14ª sessão) (...)"
Recordando uma grande jornada em Porto Covo, chez Natalina e Modesto, onde entre outros se beberam:
.Artur Barros e Sousa Terrantez 1981 (nota 18,5)
.Artur Barros e Sousa Boal Reserva Velha (18)
.Borges Malvasia + 40 Anos (19)
."Vinhos de Altitude - Workshop"
Recordando uma jornada em Vila Nova de Tazém, organizada pela Revista de Vinhos (a antiga) e moderada pelo Luis Lopes (seu director), com vinhos de altitude.
Mas, por outro lado, lamentando o oportunismo e a politização do evento por parte das forças vivas da terra (Câmara Municipal e Junta de Freguesia) que levaram consigo um Secretário de Estado que aproveitou a oportunidade para discursar sobre o que sabia e o que não sabia. Imperdoável!
Vale a pena ler os comentários no final da crónica.
continuando...
9.Museu do Linho
Começámos o dia visitando este museu municipal instalado numa antiga casa de família na aldeia de Várzea de Calde. Muito bem organizado, didáctico e deveras interessante. Recomenda-se a quem vá ou passe por Viseu.
No entanto, não se encaixou nesta jornada de enoturismo, dando origem a um apreciável atraso que atirou o almoço para quase as 15 horas, o que não faz muito sentido.
10.Quinta da Taboadella
Situada na Silvã de Cima, distrito de Viseu, onde fomos recebidos pela Helena Lopes (enoturismo), pertence à família Amorim e é a mais profissional das quintas visitadas nesta 2ª jornada de enoturismo no Dão. Para além de uma moderna e bonita adega, desenhada pelo arquitecto Carlos Castanheira, tem ainda uma loja, restaurante e alojamento, para além de jornadas de enoturismo para grupos. Em suma, uma boa organização e uma equipa profissional.
Na prova, muito bem orientada, desfilaram num confronto Dão/Douro os tintos:
.Quinta Nova Unoaked 2019 (Douro) - nota 17,5
.Taboadella Villae 2020 (Dão) - 17
.Quinta Nova Reserva 2019 (Douro) - 18
.Taboadella Reserva Touriga Nacional 2020 (Dão) - 17,5
11.Almoço na Quinta da Taboadella - 4,5 *
Mesa bem aparelhada, copos Schott e serviço profissional.
Bebemos e comemos:
.Taboadella Villae 2021 branco (nota 17) com creme de ervilhas, requeijão e hortelã
.Taboadella Villae 2020 tinto (16,5) e
.Taboadella Reserva Touriga Nacional 2020 (18) * com cabrito à pastor, arroz de forno e batata assada
* este Touriga Nacional portou-se melhor à mesa do que na prova
12.Conclusões e destaques
.Quinta da Taboadella - a mais profissional e bem organizada
.Quinta da Bica - a mais intimista
.Quinta do Medronheiro - a mais surpreendente
.Quinta do Cruzeiro e Caminhos Cruzados - as menos interessantes
Para terminar, uma palavra à Maria João de Almeida e ao Jorge Santos: estiveram muito bem, cada um no seu pelouro e, ainda, na facilidade de comunicação com o grupo.