quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

ME TOO (a propósito de uma entrevista do João Paulo Martins à Fugas)

A Fugas de 30 de Novembro publicou uma interessante e oportuna entrevista ao João Paulo Martins (JPM), conduzida pelo jornalista e também produtor de vinhos, Pedro Garcias (PG). Pela leitura desta entrevista fiquei a saber que a maior parte dos meus gostos vínicos, explanados em parte nas crónicas
."Vinhos fortificados : as minhas preferências", publicada em 16/6/2012
."Porto Colheita versus Porto Vintage", publicada em 12/5/2015
coincidem com os do JPM, como se pode concluir de algumas das suas respostas.
PG - "Gostas mais de vinho branco ou mais de tinto?
JPM - "Actualmente gosto mais de branco. Também bebo tinto com muito prazer, mas no dia-a-dia bebo mais branco. Quando comecei, preferia os vinhos mais novos. Hoje, prefiro-os com alguma idade. (...)"
Eu - Me Too. Hoje em dia compro mais brancos do que tintos e guardo-os algum tempo, antes de os consumir. Nesta altura, estou a beber os de 2015 e alguns mais antigos que vou encontrando.
PG - "És mais Vintage ou mais Tawny?"
JPM - "Tenho muita dificuldade em responder a isso. (...)"
Eu - Eu não. Sou claramente mais Tawny, como se pode comprovar pelo que escrevi nas crónicas acima referidas.
PG - "Gostas mais de Porto ou de vinho Madeira?"
JPM - "Com mais prazer, bebo Porto, mas adoro Madeira. É um vinho tão bicudo, com tanta personalidade, que exige do provador uma atitude mais séria do que o Porto. (...). Eu bebi só uma vez na vida um vinho Madeira do século XIX, do ano de 1895, mas tive a nítida sensação que se lhe passarem mais 100 anos por cima o vinho vai estar igual. Era deslumbrante. É um vinho eterno."
Eu - Me Too, em parte. Sou claramente pelo Madeira. Graças, maioritariamente, ao nosso amigo Adelino, madeirense genuino, tenho provado largas dezenas de vinhos Madeira. Quanto a néctares do século XIX, que eu tivesse registado e publicado aqui, bebi 16 dos anos 1814, 1825 (ou 1827?), 1856, 1860 (2), 1863, 1870, 1875, 1880 (4), 1890 (2), 1891 e 1898. E, se calhar, mais alguns que não registei.
PG - "(...) Também tiveste a tua fase Robert Parker..."
JPM - "Era inevitável. Havia um fascínio pelos vinhos mais poderosos que impressionavam. Ficávamos esmagados quando provávamos aquilo. Também passei por isso, como é evidente, não vou dizer que não."
Eu - Me Too. Também fiquei agarrado pelas grandes bombas do Douro.
PG - "Qual é a região portuguesa de que mais gostas?"
JPM - "Gosto muito do Douro. E também sou um grande adepto da elegância dos vinhos do Dão. (...) Só sou um bocadinho mais radical, no sentido negativo, em relação aos chamados vinhos naturais, pela simples razão que se confunde com frequência vinho natural com vinho mal feito. (...)"
Eu - Me Too. Douro sempre em primeiríssimo lugar, mas também guardo boas recordações de vinhos do Dão e da Bairrada e, ultimamente, alguns brancos de Lisboa (uma boa surpresa).
PG - "Então os vinhos de talha para ti não podem ser grandes vinhos..."
JPM - "Não é isso. Acho que são vinhos muito expressivos de uma certa forma de trabalhar, aquela coisa da talha, etc.Mas vou engarrafar esse vinho para deixar aos meus filhos? Não vou. O vinho não vai chegar lá. São vinhos com alguma fragilidade, para beber novos. (...)"
Eu - Me Too. Ainda não bebi um vinho de talha que me tivesse apaixonado. Pelo contrário, as minhas últimas experiências foram desastrosas!

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Grupo FJF (14ª sessão) : um grande tinto fora dos radares

Esta última sessão foi num restaurante, para mim desconhecido, que dá pelo nome de Lagar do Xisto (Av. Columbano Bordalo Pinheiro, 103) e cujo dono é o Simão, antigo empregado no Magano. Aberto em Fevereiro deste ano, desenvolve-se em 2 pisos, sendo o 1º destinado a fumadores e a cave, arejada e espaçosa, para os clientes normais. Mesas bem aparelhadas, guardanapos de pano e copos Riedel a pedido, destoando 2 televisões ligadas, embora sem som. Não havia necessidade...
Gastronomia alentejana com uma oferta similar à do Magano e um bom serviço de vinhos. Temos restaurante!
Provámos/bebemos:
.Mestre Daniel 2018 (levado pelo João) - vinho de talha DOC Alentejo com base nas castas Antão Vaz, Perrum e Roupeiro; aparentemente um vinho "laranja", turvo, nariz neutro, aromas e sabores a salada de frutas, acidez bem presente, magro e final de boca curto. Completamente desinteressante. Desclassificado.
Acompanhou algumas entradas (queijo fresco, presunto, empadas e pastéis de massa tenra).
.Grandes Quintas Vinha do Cerval 2011 (garrafa nº 816/1550 levada por mim) - com base nas castas Tinto Cão, Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Sousão e Alicante Bouschet), estagiou 24 meses em barricas de carvalho francês e foi engarrafado em Julho 2014; aroma afino, fruta discreta, notas florais, acidez equilibrada, um toque apimentado, madeira bem integrada, taninos civilizados, volume e final de boca de respeito (14 % vol.). Fresco, fino e elegante, a beber nos próximos 8 a 10 anos. Nota 18,5+ (noutras situações 18,5/18,5).
Destinado a harmonizar com um cabrito no forno e arroz de miúdos, também ligou bem com os filetes de peixe galo e açorda (excelente!).
.Porto Messias + 40 Anos engarrafado em 2017 (levado pelo Frederico) - presença de frutos secos, notas de iodo e brandy, acidez nos mínimos, doçura bem visível, volume médio, mas final de boca longo. Nota 17,5.
Acompanhou uma encharcada e tarte de amêndoa.
Descontando o branco de talha, uma carta fora do baralho, foi mais uma boa sessão de comeres e beberes.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Jantar do 8º Aniversário da Garrafeira Néctar das Avenidas

1.Introdução
A Néctar das Avenidas comemorou o seu 8º aniversário, com um jantar vínico apoiado pelos produtores Messias, Real Companhia Velha e Tiago Cabaço e, ainda, pelos distribuidores Carlos Chança, Taveira Wines e Vinalda, onde participaram 58 pessoas (amigos e clientes).
Foi o 120º evento organizado pela Néctar, sendo a maior parte jantares vínicos, mas também 6 edições do Bairradão, 1 do Lisboa Tejo e algumas visitas a produtores. É obra!
O repasto decorreu na Casa do Bacalhau, tendo a gastronomia e o serviço de vinhos estado ao nível do acontecimento. Na mesa cerca de 300 copos Riedel.

2.Os beberes e os comeres
Dos 24 vinhos servidos ao longo do repasto (2 espumantes, 9 brancos, 9 tintos e 4 fortificados), provei 16 dos quais me limitarei a incluir a pontuação que me mereceram, com excepção dos vinhos provados inicialmente, ainda com os participantes em pé (Qtª do Regueiro Alvarinho Reserva, Qtª do Cardo Síria Reserva, Qtª de Pancas Arinto Reserva, Qtª do Síbio Arinto e Pegos Claros Castelão Blanc de Noir, acompanhados por amêndoas torradas e pastéis de bacalhau).
Havia, ainda, os espumantes Messias Grand Cuvée Millésime e Messias Grande Reserva Blanc de Noirs, que não cheguei a provar.
E eles foram:
.Marquesa de Alorna Grande Reserva 2015 (nota 17,5)
.Qtª do Regueiro Alvarinho Barricas 2017 (17,5+)
.Qtª do Perdigão Encruzado 2018 (16,5).
Estes 3 brancos maridaram com uma sopa alentejana de bacalhau.
.Qtª do Perdigão Jaen 2013 (17,5)
.Pegos Claros Castelão Vinhas Velhas 2014 (16)
.Qtª do Cardo Touriga Nacional Reserva 2016 (16,5)
.Qtª de Cidrô Touriga Nacional 2016 (17)
.Qtª de Pancas Reserva 2016 (17)
Estes 5 tintos harmonizaram com pataniscas de bacalhau com arroz de tomate (era para ser arroz de grelos).
.Messias Clássico Garrafeira 2013 em magnum (18)
.Qtª da Alorna Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional em magnum (não provado)
.Tiago Cabaço Vinhas Velhas em double magnum (não provado)
Estes 3 tintos casaram com um bacalhau à Margarida da Praça.
.Carvalhas 2011 branco (15)
.Messias Vintage 2017 (17,5)
.Tiago Cabaço Blog Bivarietal tinto (não provado)
Estes 3 diferentes tipos de vinho acompanharam uma trilogia de queijos.
.Madeira Justino's Verdelho 1997 (17,5)
.Moscatel de Setúbal António Saramago 10 Anos (não provado)
.Real Companhia Velha Colheita 2008 (não provado)
Estes 3 fortificados acompanharam o bolo de aniversário (noz e caramelo).

3.A terminar
Foi uma grande jornada de convívio, comeres e beberes. A Casa do Bacalhau também está de parabéns, pois não é nada fácil servir com qualidade tanta gente (a sala do lado estava cheia) e não conheço nenhum restaurante com capacidade para tantos copos Riedel.
Finalmente, um beijinho à Sara e um grande abraço ao João de parabéns pelo 8º aniversário e com votos de que venham a comemorar muitos mais, mas no dia 26 (e não a 25 de Novembro) que foi o dia em que a garrafeira abriu ao público.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Novembro 2011 : o que aconteceu aqui há 8 anos

Das 18 crónicas publicadas no decorrer de Novembro 2011, destaco estas 3:

."As marcas que interditei nas CAV"
Ao longo dos 13 anos e meio que gerimos as Coisas do Arco do Vinho, tivemos sempre as melhores relações pessoais e profissionais com produtores, enólogos e comerciais ligados ao mundo do vinho.
No entanto tivemos, também, as nossas zangas nomeadamente com 2 conhecidos produtores que se portaram mal connosco, Cortes de Cima e Dão Sul.
Para os mais curiosos, remeto-os para a crónica acima referida, onde justifico as nossas razões.

."Uma garrafeira que nasce e outra que muda de mãos"
A garrafeira que mudou de mãos foi a Coisas do Arco do Vinho. Quem ficou com as CAV quando nos retirámos (o Juca e eu) em Março 2010 não se aguentou e, ao fim de 1 ano e 8 meses passou-a. Os novos donos também não se aguentaram muito tempo e fecharam-na definitivamente. Posteriormente, o espaço das CAV no CCB foi ocupado pela garrafeira Estado d' Alma que, ainda no corrente ano, acabou por a encerrar.
Neste momento em vez de vinhos temos lá uma loja de perfumes e sabonetes. É a vida...
A que nasceu foi a Garrafeira Néctar das Avenidas na Av. Luis Bivar, do nosso antigo cliente e agora amigo João Quintela e da filha Sara, sobre a qual me tenho referido aqui inúmeras vezes.
A abertura oficial foi no dia 26 de Novembro, mas eles neste ano comemoraram 1 dia antes.

."Caça no Assinatura"
É sempre bom relembrar o período áureo do chefe Henrique Mouro, mais uma vez desaparecido dos radares da comunicação social. Este jantar temático, quase na totalidade acompanhado por uma garrafa do inesquecível CARM BOCA 2004, foi um autêntico deslumbramento.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Grupo FJF (13ª sessão) : nota alta para o branco e o tinto

Esta última sessão do FJF, por impossibilidade do Magano, foi no restaurante Coelho da Rocha, na rua com o mesmo nome e propriedade do irmão do Mário (dono daquele espaço de restauração).
Boa gastronomia, serviço profissional a cargo do Pedro Rocha (?), mas excessivamente barulhento e com a televisão ligada, embora sem som, que impediam uma adequada concentração na prova de vinhos às cegas, como era o caso. Bons copos, mas sortidos (Spiegelau, Ridel e Chef & Sommelier).
Desfilaram:
.Casas do Côro Reserva 2015 (levado por mim) - um branco da Beira Interior, com uma mão do Dirk;  com base em vinhas velhas, onde predominam as castas Rabigato e Códega do Larinho, estagiou 24 meses em barricas usadas de carvalho francês; nariz contido, presença de citrinos e fruta de caroço, notas minerais, equilibrio acidez/gordura, madeira bem casada, volume e final de boca assinaláveis (13,5 % vol.). Austero, complexo e gastronómico, melhorou muito quando a temperatura do vinho subiu. Nota 18.
Acompanhou algumas entradas (salada de polvo, empadinhas e pastéis de massa tenra) e harmonizou muito bem com um delicioso pregado à Bulhão Pato e ameijoas.
.Qtª do Vesúvio 2011 (levado pelo Frederico) - com base nas castas Touriga Nacional (60 %), Touriga Franca (35 %) e Tinta Amarela (5 %), estagiou 14 meses em barricas de carvalho francês; nariz intenso, ainda com fruta vermelha, acidez equilibrada, especiado, taninos presentes e civilizados, volume de respeito e final de boca interminável (14 % vol.). O Douro no seu melhor, a consumir até 8 a 10 anos. Nota 18,5+.
Maridou com um prato de picanha e carne japonesa Wagyu, vinda da Austrália.
.Qtª Alorna Colheita Tardia 2001 (levada pelo João) - com base na casta Fernão Pires; nariz preso, presença de citrinos, com a casca de laranja a impor-se, acidez e frescura, volume e final de boca médios (14 % vol.). Um vinho de sobremesa, com a mão do Nuno Cancela de Abreu, ainda comprado nas Coisas do Arco do Vinho. Vale pela componente sentimental. Nota 17.
Acompanhou um pijaminha de sobremesas.
Mais uma boa sessão de convívio, comeres e beberes, apesar do barulho de fundo.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Grupo dos Madeiras (36ª sessão) : mais uma grande sessão na Casa da Dízima

Esta última sessão decorreu na Casa da Dízima, tendo os anfitriões sido os nossos amigos Marieta e José Rosa. Compareceu o Grupo dos Madeiras na sua máxima força, tendo sido acrescido de um convidado especial, o Rui Cunha, produtor, enófilo e amante dos vinhos Madeira.
Antes de nos sentarmos, houve um momento de convívio à volta de uma série de pequenas entradas (gambas de Moçambique, céviche de vieiras, tosta de tomate seco com bacalhau fumado), azeites (Casa Stº Amaro Prestige e Acushla Old Edition da Qtª do Prado) e queijos (Azeitão e Parmesão).
O vinho acompanhante foi o Soalheiro Alvarinho Granit 2015 em magnum (fresco e mineral, a merecer 17,5).
Só com estas belíssimas vitualhas fiquei praticamente almoçado.
Já na mesa, desfilaram:
.Mirábilis Grande Reserva 2017 (garrafa nº 4563/13500) - 94 pontos no Parker; com base nas castas Viosinho e Gouveio, em vinhas velhas, estagiou 9 meses em barrica; presença de citrinos e fruta madura, notas vegetais, equilibrio acidez/gordura, alguma complexidade, volume e final de boca (14 % vol.). Gastronómico. Nota 17,5+.
Este branco maridou com creme de santola e com asa de raia (a meu pedido, no final do repasto voltou à mesa para acompanhar os queijos da entrada).
.Blandy Terrantez 1976 (engarrafado em 1997 e voltado a enrolhar em 2015) - nariz intenso, presença de frutos secos e iodo, vinagrinho, volume e final de boca consideráveis. Complexidade e elegância. Nota 18,5.
Este fortificado serviu de limpa palato, entre o peixe e a carne.
.Vinha da Ponte 2010 em magnum - 92 pontos na Wine Spectator e 94 no Parker; com base em vinhas centenárias, estagiou 20 meses em barricas de carvalho francês; nariz fechado, foi abrindo ao longo do almoço, ainda com alguma fruta, acidez equlibrada, notas especiadas, taninos dóceis, algum volume e final de boca longo (15 % vol.). Complexo e austero, a beber nos próximos 5/6 anos. Nota 18.
.Vinha da Ponte 2012 - 96 pontos na Wine Spectator e 94 no Parker; com base em vinhas centenárias, estagiou 20 meses em barricas novas de carvalho francês; nariz austero, alguma fruta e acidez, especiado, taninos civilizados, algum volume e final de boca persistente (14,5 % vol.). Fresco e elegante, a beber nos próximos 8 a 10 anos. Nota 18,5.
Estes 2 tintos harmonizaram com um prato de "toro bravo", puré de castanhas e legumes assados.
.Real Companhia Vinícola (um tawny com 80/90 anos) - frutos secos, alguma acidez e gordura, notas especiadas e de brandy, volume e final de boca assinaláveis. Nota 18.
.PJL Malvasia 1880 (Pedro José Lomelino, fundador da Artur Barros e Sousa) - aroma intenso, frutos secos, notas de iodo e brandy, especiado, vinagrinho bem acentuados, volume assinalável e final de boca interminável e seco. Nota 18,5+.
Estes 2 fortificados acompanharam uma sobremesa à base de caramelo, amendoa e praliné, especialmente preparada para este almoço.
Resta referir que sob a batuta do Pedro Batista, a gastronomia e o serviço de vinhos, estiveram a um nível alto.
Grande sessão de convívio. Obrigado Marieta e J.Rosa!

domingo, 24 de novembro de 2019

Grupo dos 3 (68ª sessão) : uma sessão equilibrada

Após uma longa hibernação (7 meses) este grupo voltou a reunir-se. Desta vez foi na Bacalhoaria Moderna, com vinhos da garrafeira do João Quintela. Mesas despojadas, guardanapos de pano, copos Schott e serviço profissional, com os pratos devidamente explicados ao chegarem à mesa.
desfilaram:
.Casa Amarela Reserva 2018 - enologia de Jean-Huges Gros; com base nas castasViosinho, Rabigato e Malvasia Fina, estagiou em barricas novas de carvalho francês; nariz intenso, presença de citrinos e fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca assinaláveis (13 % vol.). Nota 17,5+.
Este branco acompanhou o couvert (brandade de bacalhau, pastéis do mesmo e manteiga dos Açores com flor de sal) e 2 entradas (tártaro de bacalhau e línguas do mesmo).
.Qtª da Leda 2015 - 94 pontos na Wine Spectator e no Parker; com base nas castas Touriga Franca (50 %), Touriga Nacional (20 %), Tinta Roriz (15 %) e Tinto Cão (5 %); muita fruta preta, alguma frescura e acidez, notas especiadas, taninos de veludo, volume e final de boca respeitáveis (13,5 % vol.). Ainda muito jovem, precisa de tempo para se mostrar. Nota 18.
Harmonizou com umas pataniscas com arroz de bacalhau e um bacalhau com grão e broa, mas não ligou com o bacalhau à Braz (melhor o branco).
.Borges Boal 15 Anos - 87 pontos no Parker; presença de frutos secos, alguma acidez, notas iodadas, bom volume e final de boca longo. Um bom Madeira, mas sem apaixonar. Nota 17,5.
Este fortificado maridou com um pijaminha de sobremesas (mousse de chocolate, cheesecake e torta de laranja).
No final do repasto, a chefe Ana Moura veio à mesa, o que é sempre uma maisvalia.
Mais uma boa sessão deste grupo de enófilos, com a gastronomia e o serviço à altura dos acontecimentos. Obrigado, João!