Este último almoço deste grupo de enófilos decorreu no Magano. Bom ambiente, boa comida de tacho, bons copos Spiegelau na mesa e serviço profissional e simpático por parte da Sofia.
Desfilaram, às cegas:
.Quinta da Pedra Alta Reserva 2024 (garrafa levada pelo Juca) - com base nas castas Viosinho (37 %), Rabigato (30 %), Gouveio (22 %) e Donzelinho (11 %), estagiou 9 meses em barricas de carvalho francês novas (15 %) e usadas (85 %); citrico e mineral, algum tropical, acidez q.b., algum volume e final de boca (12 % vol.). Fresco. Nota 17,5.
.Quinta dos Carvalhais Gouveio Edição Especial 2023 (1 das 3655 levada por mim) - 92 pontos na Revista de Vinhos e 18,5 na Grandes Escolhas é uma novidade do Clube Reserva 1500; com base na casta Gouveio (100 %), estagiou 18 meses em barricas usadas (65 %) e em inox (35 %); nariz contido, fresco e mineral, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca longo e envolvente (13,5 % vol.). Original. Nota 18.
Estes 2 brancos acompanharam as entradas (queijo fresco, salada de polvo, salada de bacalhau com grão e peixinhos da horta).
.M Marquês de Marialva Grande Reserva Arinto 2016 (levada pelo Zé Luis) - 94 pontos na Revista de Vinhos; com base na casta Arinto (100 %), estagiou 12 meses em barrica e só foi engarrafado em 2021; acidez crocante, algum amanteigado, bom volume e final de boca muito extenso (13,5 % vol.). Complexo e gastronómico. Nota 18,5.
Este branco harmonizou com lulinhas e batatas fritas.
.Pintas 2011 (levada pelo J. Rosa) - 98 pontos na Wine Spectator; com base em vinhas velhas; nariz bem presente e ainda com fruta vermelha, acidez q.b., notas especiadas, alguma estrutura e final de boca persistente (14,5 % vol.). Complexo e com uma juventude surpreendente, a consumir em 8/10 anos. Nota 18,5.
.Principal Grande Reserva 2011 (levada pelo Frederico) - 91 pontos no Parker e 18,5 na Grandes Escolhas; com base nas castas Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon e Merlot, estagiou 24 meses em barricas de carvalho francês; nariz contido, ainda com algum afruta, bela acidez, notas especiadas, taninos finos mas consistentes, bom volume e final de boca muito longo (14,5 % vol.). Fresco e elegante, a consumir nos próximos 10/12 anos. Nota 18,5+.
Estes 2 tintos conflituaram com uma perdiz estufada.
.Niepoort 20 Anos (levada pelo João) - engarrafada em 1972; presença de frutos secos, acidez presente, taninos civilizados, bem estruturado e final de boca longo. Uma boa surpresa. Nota 18.
Acompanhei este fortificado com queijadas.
Foi mais uma grande sessão de convívio, comeres e beberes! Obrigado a todos.