quinta-feira, 29 de julho de 2021

Grupo dos 6 (25ª sessão) : 2 brancos com mais de 30 anos, 1 grande tinto e um Madeira divinal

 Este grupo, embora desfalcado de 2 dos seus elementos (faltas justificadas), voltou a reunir no Magano onde foram postos à prova 4 vinhos (2 brancos, 1 tinto e 1 Madeira).

Desfilaram:


.Porta dos Cavaleiros Reserva Seleccionada 1979 (levado pelo Frederico) - linda cor de mel silvestre, ligeira oxidação nobre, aroma discreto, presença de citrinos e fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca consideráveis (12 % vol. ?). Um branco com mais de 30 anos a dar muito prazer na prova. Nota 18.


.Porta dos Cavaleiros Reserva Seleccionada 1984 (levado pelo João) - também pouco evoluido e ligeiramente oxidado, presença de citrinos e fruta de caroço, notas glicerinadas, com mais volume e final de boca que o anterior ( 12 % vol.). Muito gastronómico e também a dar muito prazer na prova. Nota 18,5.

Estes 2 brancos que, às cegas, ninguém acertaria na idade, harmonizaram com:

.entradas (queijo fresco, barriga de atum, sardinha fumada, copita de porco preto, etc)

.prato de peixe (garoupa grelhada com arroz de coentros)


.Legado 2015 (levado pelo J. Rosa) - estagiou 30 meses em barricas de carvalho francês; nariz muito presente, muita fruta vermelha, acidez no ponto,  especiado, notas de chocolate preto, taninos bem presentes mas civilizados, volume notável e final de boca persistente (13,5 % vol.); um grande Legado e um Douro de eleição. Nota 18,5+.

Este tinto maridou muito bem com um belíssimo lombo de vitela grelhado.


.FMA Bual 1964 (levado por mim) - notas de frutos secos, iodo e caril, vinagrinho bem presente, especiado, taninos civilizados, volume apreciável e final de boca interminável. Muito complexo, a Madeira no seu melhor! Nota 19,5.

Este fortificado acompanhou tarte de Amêndoa, queijadas, farófias, etc.


Este almoço no Magano, gastronomicamente falando, esteve noutro patamar e, para mim, foi o melhor de sempre. Copos Riedel e Sydonios na mesa e serviço de vinhos à altura dos acontecimentos.

Obrigado a todos!


terça-feira, 27 de julho de 2021

As revistas especializadas - Julho 2021 (2ª parte)

 2.Grandes Escolhas (GE)

A. 100 páginas, das quais 33 de publicidade. Logo, apenas 67 úteis (67 % do total).

B1. Crónicas/Reportagens (6)

.Quinta do Ameal : Loureiro num pedestal (Mariana Lopes)

.Quinta de Pancas : mudam-se os tempos... (Luis Lopes)

.Azores Wine Company : o cantar do caranguejo (Mariana Lopes)

.Blanc de Noirs, os tintos que queriam ser brancos (Valéria Zeferino)

.Leguminosas, o arquialimento a descobrir (Fernando Melo)

.Manifesto anti-light (Fernando Melo)

B2. Painéis de prova (1)

.Os melhores brancos do Douro (Nuno Oliveira Garcia), com 40 vinhos provados

C. Lançamentos (3)

.Barão do Hospital, a Falua em Monção e Melgaço (Luis Lopes)

.Symington 2019 em versão single quinta (João Paulo Martins) 

.Soalheiro para ostras (Luis Antunes)

D. Crítica de restaurantes

.YOHEI : sushi de fusão, como deve ser (Mariana Lopes)

E. Cervejas artesanais

Nada a assinalar, mais uma vez

F. Provados 186 vinhos, dos quais 44 classificados com 18 ou mais (23,7 % do total)

Brancos (15)

.Anselmo Mendes Curtimenta 2018 (Vinhos Verdes) - 18,5

.Quinta do Ameal Reserva 2019 (Vinhos Verdes) - 18,5

.Casa Amarela Grande Reserva 2019 (Douro) - 18,5

.Conceito Único 2019 (Douro) - 19

.Guru 2019 - (Douro) - 19

.Lacrau Garrafeira 2015 (Douro) - 18,5

.Permitido Branco de Centenária 2019 (Douro) - 18,5

.Poeira 2019 (Douro) - 18,5

.Redoma Reserva 2019 (Douro) - 18,5

.Soulmate Grande Reserva 2018 (Douro) - 18,5

.Vale D. Maria Vinha Martim 2019 (Douro) - 18,5

.Grande Rocim 2019 (Alentejo) - 18,5

.Série Impar Retorto 2018 (Alentejo) - 18,5

.Canada do Monte 2018 (Pico) - 18,5

.Vinha dos Utras 2018 (Pico) - 19

Fortificados (1)

.Quinta do Vesúvio Vintage 2019 - 18,5

Dos 44 eleitos, 32 são brancos, 9 tintos, 1 rosé e 2 Porto.

Por Região, os vinhos tranquilos dividem-se em 3 Vinhos Verdes, 27 Douro, 1 Trás-os-Montes, 2 Lisboa, 5 Alentejo e 4 Açores (Pico).


3.Neste número de Julho é de referir:

.A RV continua com mais páginas úteis (113 contra 67 da GE)

.O mesmo se passa com as Crónicas/Reportagens (7 da RV e 6 da GE), Opiniões (4 da RV) e Novidades/Lançamentos (12 da RV e 3 da GE)

.Quanto a restaurantes, ambas incluiram 1. 

.Já quanto a cervejas artesanais, apenas a RV marcou pontos

.Quanto a vinhos provados, a RV continua destacada com 210 contra 186 da GE, mas nos classificados com 18 ou mais, a GE mais uma vez ultrapassa a RV (44 contra 23), o que pode ser uma questão de bitola.


4.Uma vez mais, o badalado Júpiter

Não sei se o Júpiter foi enviado à GE para prova. Só em face da revista de Agosto irei saber.

A RV, para a qual o vinho foi enviado, dedicou-lhe a capa e mais uma página interior a cores (a 52), numa clara encenação propangandística. A não ser o mítico Barca Velha, não me lembro de mais nenhum vinho ter tido esta projecção.

Mais, o Júpiter foi classificado com 18,5 enquanto que no passado (a partir de Setembro, altura em que comecei a analisar as 2 revistas especializadas) classificou com 19 uns quantos vinhos tranquilos (Frei João 1966 branco, Quinta da Gaivosa 2017, Titan of Douro Fragmentado, Vinha Centenária 2017 branco, Casa da Passarella Vindima 2009, Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa 2017, Chão dos Eremitas os Paulistas, Abandonado 2015 e 2017, Natura by Vitor Matos Heritage 2011, Júlio Bastos Alicante Bouschet 2015, Mirabilis 2017, Niepoort Museu dos Lagares 2018 e Legado 2016).


domingo, 25 de julho de 2021

O Otelo partiu...

 Otelo, o principal estratega do 25 de Abril, deixou-nos.

Não irei fazer o seu elogio fúnebre, nem descrever a sua biografia. A maior parte dos órgãos de comunicação social já o fez.

Tão simplesmente afirmar que tive muita honra em ter pertencido ao seu gabinete pessoal, aquando da sua primeira candidatura à Presidência da República.

Que fique registado.

sábado, 24 de julho de 2021

Mais espaços de restauração revisitados : Sabores d' Itália, Suba e InComum

 1.Sabores d' Itália - 5 *

É o "meu" restaurante e não me canso de o referir. A última vez foi na crónica "Sabores d' Itália - 5 *", publicada em 7/6/2020. Estive lá recentemente e, mais uma vez, vim em estado de graça.  

Em termos telegráficos: nos tachos a Maria João continua inspiradíssima e na sala o Norberto pratica um serviço de vinhos exemplar.

Este espaço tem uma grande garrafeira, em qualidade e quantidade, com as temperaturas devidamente controladas e na carta os vinhos estão todos datados. Copos e "decanters" Riedel e, ainda, a cerveja artesanal Bordallo das Caldas da Rainha, que ainda não provei.

Obrigatório conhecer este espaço!


2.Suba - 5 *

Também já aqui referido em "Mais 2 espaços de restauração visitados : (...) e Suba".

Tem um menu executivo que custa 25 € e inclui

.couvert

.entrada (à escolha entre 2)

.prato (idem)

.sobremesa (idem)

.café

O chefe Fábio Alves continua inspiradíssimo e o escanção Miguel faz um serviço de vinhos muito competente.

Obrigatório conhecer!


3.InComum by chefe Luis Santos - 4 *

Este espaço também já foi aqui referido por diversas vezes, a última das quais em "Curtas (CXIX) : (...) e espaços revisitados" no seu ponto 2.

É um espaço agradável, com guardanapos de pano, bons copos e um serviço profissional e simpático, onde se pode comer de 2ª a 6ª feira o Menu Almoço por 14,50 €, com direito a:

.couvert

.sopa ou salada

.peixe ou carne

.sobremesa

.bebida

No entanto, os tintos estão à temperatura ambiente, o que não se entende.

quinta-feira, 22 de julho de 2021

As revistas especializadas - Julho 2021 (1ª parte)

 1.Revista de Vinhos (RV)

A. 154 páginas, das quais 41 de publicidade. Logo, apenas 113 úteis (73,4 % do total).

B1. Crónicas/Reportagens (7)

.Júpiter: haverá vinhos do outro mundo? (José João Santos e Nuno Guedes Vaz Pires)

.Lisboa: Casca Wines, Romana Vini e Adega Moor (Célia Lourenço e José João Santos)

.A  Malhadinha está Bio e olha à parcela (José João Santos)

.Quinta do Ameal, o habitat natural do Loureiro (José João Santos e Nuno Guedes Vaz Pires), com uma vertical de 20 vinhos

.Luxemburgo, os vinhos do grão-ducado (Marc Barros)

.A Queijada de Sapa (Fátima Iken)

.Queijadas de Sintra e Vinhos (Guilherme Corrêa)

B2. Painéis de prova (1)

.Loureiro, nova vida de uma casta nobre (Marc Barros), com 36 vinhos provados

B3. Opiniões (4)

.Sarah Ahmad (Crises de identidade)

.Duarte Calvão (A ditadura do produto)

.Jamie Goode (Sulfuroso, sulfitos e sulfetos no vinho: o que são?)

.José João Santos (O Douro redescobriu o Alicante Bouschet)

C. Novidades (12)

.Symington: Vesúvio e Senhora da Ribeira, Vintages de ambas as margens (José João Santos, Luis Costa, Marc Barros e Nuno Guedes Vaz Pires)

.Legado 2016, um vinho de ensinamentos (José João Santos e Nuno Guedes Vaz Pires)

.Quinta Dona Sancha, a pureza do Dão (Nuno Guedes Vaz Pires)

.Wine & Soul: Quinta da Manoella Vinhas Velhas 2018 e Manoella Rosé 2020 (Manuel Moreira)

.Quanta Terra, duas novas edições "phenomenais" (José João santos e Nuno Guedes Vaz Pires)

.Kopke: S. Luiz passa a designar vinhos Douro da Kopke (Marc Barros)

.Vinha do Contador, novas edições Grande Juri (Marc Barros)

.Caminhos Cruzados, gama em nome próprio (Guilherme Corrêa)

.Herdade da Barrosinha, renovar com tradição (Manuel Moreira)

.Vinhos em lata, frescura de verão (José João Santos, Marc Barros e Nuno Guedes Vaz Pires)

.Pedro Martin + Márcio Lopes = irreverência (Manuel Moreira)

.Soalheiro, novo Granit e Loureiro a Germinar (Manuel Moreira)

D. Restaurantes

Bistro Bicho-Mau (Miguel Pires)

E. Cervejas artesanais

A história da cerveja reunida numa casa (a propósito da Casa da Cerveja) (Luis Alves)

F. 210 vinhos provados, dos quais 23 classificados com  18 ou mais (11 % do total)

Brancos (2)

.Paço dos Cunhas Vinha do Contador Grande Juri 2015 (Dão) - 18,5

.Underdog Orange 2020 (IVV) - 18,5

Tintos (6)

.Legado 2016 (Douro) - 19

.Quanta Terra Grande Reserva 2017 (Douro) - 18,5

.Quinta da Manoella Vinhas Velhas 2018 (Douro) - 18,5

.Paço dos Cunhas Vinha do Contador Grande Juri 2013 (Dão) - 18,5

.Monte Cascas Ramisco 2012 (Colares)

.Júpiter Code 01 2015 (Alentejo) - 18,5

Rosés (1)

.Quanta Terra Phenomena 2020 (Douro) - 18,5

Seguem-se 14 vinhos classificados com 18

Dos 23 eleitos, 11 são brancos, 9 tintos, 1 rosé e 2 fortificados (Porto).

Os vinhos tranquilos, por Região, dividem-se em 6 Vinhos Verdes, 6 Douro, 2 Dão, 2 Lisboa, 3 Alentejo, 1 IVV e 1 estrangeiro.

terça-feira, 20 de julho de 2021

Grupo FJF (22ª sessão) : 2 brancos e 1 tawny em alta

 Nesta última sessão do FJF foram provados 4 vinhos da minha garrafeira (3 brancos e 1 Porto), tendo o espaço de restauração, escolhido por mim, sido o Lugar Marcado. Nos tachos a Sandra estava inspiradíssima e na sala a Fátima, mais uma vez, praticou um serviço de vinhos de excelência. Não é demais afirmar que no Lugar Marcado os vinhos são sempre tratados de maneira exemplar.

Antes do repasto propriamente dito, foram provados 3 azeites. Para o meu gosto, a grande surpresa foi o Azête Figueirinha, situando-se no mesmo patamar o Quinta Vale Meão Bio. Finalmente, mas com qualidade apreciável, o Principal.

Quanto aos vinhos, desfilaram:


.Regueiro Jurácico I Alvarinho (garrafa nº 1514/1900) - lote das colheitas 2007, 2008, 2009 e 2010; aroma intenso, fresco e mineral, presença de citrinos e algum tropical, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca assinaláveis (13 % vol.); de grande complexidade, é um dos grandes brancos portugueses, a par dos melhores Soalheiro e Anselmo Mendes. Nota 18,5+.


.Kopke Winemakers Collection Grande Reserva 2015 (garrafa nº 1141/1300) - com base nas castas Arinto e Rabigato, estagiou 4 anos em barricas de carvalho francês; presença de citrinos e fruta de caroço, alguma acidez, notas amanteigadas, madeira ainda algo presente, algum volume e final de boca médio (14% vol.). Gastronómico, mas esperava mais dele. Nota 17,5.

Estes 2 brancos harmonizaram com chamuças de bacalhau, coelho frito, lulinhas à algarvia e caril de camarão.


.Quinta do Convento 1999 - com base em vinhas velhas, estagiou 4 meses em inox sobre as borras finas; alguma evolução e ligeira oxidação nobre, acidez ainda bem presente, notas glicerinadas, volume e final de boca de respeito (12 % vol.). Uma grande surpresa, este branco já com mais de 20 anos em cima. Nota 18,5.

Este branco maridou com um peito de pato.


.Ramos Pinto RP 30 Anos (engarrafado em 2015) - presença de frutos secos e iodo, alguma acidez, notas de brandy e caril, taninos civilizados, volume notável e final de boca muito longo. De grande complexidade, é um tawny que se bate bem com os melhores vintages. Nota 19.

Fez companhia a uma tarte de amendoim e mousse de chocolate.


Mais uma grande sessão, com os comeres e beberes a grande altura.

sábado, 10 de julho de 2021

O blogue vai de férias

 Na próxima semana estarei longe do computador. Logo, não haverá crónicas para ninguém.

Ficam por publicar:

.Espaços de restauração (diversos)

.FJF (22ª sessão)

.Grupo dos 6 (25ª sessão)

.As revistas especializadas - Julho 2021 (1ª e 2ª parte)