Este grupo de enófilos, na sua máxima força (Juca/Mena, João/Paula, J. Rosa/Marieta, eu/Bety), tendo comparecido como convidados o casal Adelino/Carlota, voltou a reunir passados mais de 2 anos. O convívio decorreu na Casa da Dízima, com vinhos da garrafeira do Frederico (1 champanhe, 1 espumante, 2 brancos, 4 tintos e 2 fortificados) e respectiva organização por parte deste enófilo.
A gastronomia e o serviço (a cargo do Pedro Batista) estiveram, uma vez mais, à altura dos acontecimentos.
Desfilaram:
.Espumante Osvaldo Amado Raríssimo 2006 (degorgement em 2020) - com base na casta Arinto (100 %); alguma evolução, belíssima acidez, notas de pão cozido, volume e final de boca assinaláveis, sem excesso de gás. Muito complexo. Nota 18.
.Champagne George Laval Premier Cru 2017 (degorgement em 2019) - excesso de gás, mas com uma acidez alta, esperando-se que melhore nos próximos anos. Não me apaixonou.
Para mim, o espumante impôs-se ao champanhe. Que me desculpem os indefectiveis deste último.
Estes vinhos com borbulhas acompanharam uma série de canapés.
.Villa Oliveira Vinha do Provincio 2012 (garrafa nº 752/1238) - 90 pontos na Wine Enthusiast; enologia de Paulo Nunes; com base numa vinha velha, estagiou 9 meses em cascos de carvalho do Leste; notas cítricas e glicerinadas, equilibrio acidez/gordura, ligeira oxidação nobre, algum volume e final de boca longo (12,5 % vol.). Elegante e gastronómico. Nota 18,5.
.Paço dos Cunhas de Santar Vinha do Contador 2010 - gastronomia de Carlos Lucas; fruta de caroço, alguma acidez, notas amanteigadas, alguma evolução, volume e final de boca médios (13,5 %v vol.). Muito gastronómico. Nota 17,5.
Estes 2 brancos harmonizaram com uma tranche de garoupa e puré com tinta de choco.
.Quinta da Falorca Reserva Lagar 2011 - com base nas castas Tinta Roriz, Touriga Nacional e Alfrocheiro, estagiou em meias barricas de carvalho francês; ainda com fruta vermelha, alguma acidez, notas especiadas, taninos domesticados, algum volume e final de boca persistente (14 % vol.). Fresco e elegante. Nota 18.
.Quinta da Falorca Garrafeira 2011 - 95 pontos no Parker; com base em vinhas velhas; nariz exuberante, fruta vermelha, acidez no ponto, especiado, taninos bem presentes mas civilizados, acentuado volume e final de boca muito longo (14 % vol.). Complexo e cheio de personalidade. Nota 18,5+.
.Quinta da Falorca Noblesse Oblige 2011 - 94 pontos no Parker; estagiou 20 meses em barricas de carvalho francês; ainda com fruta vermelha, fresco e elegante, ligeiramente especiado, taninos dóceis, algum volume e final de boca (14 % vol.). Esperava mais deste tinto. Nota 17,5+ (mesmo assim).
.Vinha do Contador Grande Júri 2011 (garrafa nº 218/5200) - 94 pontos no Parker; com base nas castas Touriga Nacional (60 %), Aragonês (20 %) e Alfrocheiro (20 %), estagiou 18 meses em carvalho francês; presença de fruta vermelha, acidez acentuada, notas especiadas, taninos presentes, volume e final de boca acentuados (14,5 % vol.). Complexo e gastronómico. Nota 18,5.
Estes 4 tintos harmonizaram com uma vitela de comer à colher e risotto de cogumelos silvestres.
.Bastardinho de Azeitão 40 Anos José Maria da Fonseca - fresco, presença de frutos secos e de casca de laranja, algum iodo e caril, estruturado e final de boca muito longo. Nota 18,5.
.Cossart Gordon Terrantez 1974 - presença de frutos secos, iodo, brandy e vinagrinho, algum volume e final de boca interminável. Uma raridade. Nota 18,5+.
Estes 2 fortificados acompanharam um pão de ló com espuma de avelã.
Foi uma grande sessão de convívio, comeres e grandes vinhos. Obrigado Frederico!