Esta última sessão deste grupo de enófilos militantes decorreu no restaurante Bacalhoaria Moderna que nos preparou um extenso menú de degustação, com base no bacalhau (com excepção das sobremesas), a saber:
.couvert
.tártaro de bacalhau com vinagreta de mostarda
.línguas de bacalhau com gema de ovo
.bacalhau à braz
.bacalhau em arroz
.bacalhau com grão e seu puré
.mousse de chocolate
.torta de laranja
.tarte de queijo
Foi um autêntico e delicioso banquete, orquestrado pela chefe Ana Moura.
Na sala, mesas despojadas, bons copos Schott, temperaturas correctas e serviço profissional.
Quanto a vinhos, desfilaram:
.Flor Nobre Reserva 2014 (um branco da Beira Interior, levado por mim) - produção de Casas do Côro e enologia do Dirk Niepoort, com base em vinhas a 600 metros de altitude; alguma oxidação nobre, fruta cítrica e de caroço, acidez nos mínimos, notas amanteigadas, bom volume e final de boca adocicado (13 % vol.). Original e gastronómico, precisava de mais acidez para dar o salto a outro patamar. Nota 17,5.
.Giz Vinha das Cavaleiras 2015 (uma das 600 garrafas levada pelo Frederico) - produção e enologia de Luiz Gomes, com base na casta Baga em vinhas centenárias, estagiou 20 meses em barricas novas de carvalho francês; notas vegetais, bela acidez, taninos suaves, algum especiado, volume e final de boca ponderados (12,5 % vol.). Nota 17,5.
.Justino's Verdelho 1997 (um Madeira levado pelo João) - frutos secos, vinagrinho, notas de iodo e brandy, algum volume e final de boca. Mais doce do que se esperava desta casta, mas uma boa surpresa. Nota 18.
Foi uma pedagógica sessão, com vinhos contra a corrente a ligarem bem com o menú de degustação. Uma experiência a repetir.
sábado, 29 de junho de 2019
quinta-feira, 27 de junho de 2019
Curtas (CXIII) : o Berardo, a Enoteca de Belém e o Vinho ao Vivo
1.Os Vinhos do Berardo
Muita tinta correu com as "golpadas" do Joe Berardo e sua provocatória prestação na Assembleia da República. Uma obscura garrafeira/enoteca denominada Baco Alto, sediada em pleno Bairro Alto, saíu do anonimato ao proclamar aos quatro ventos que deixaria de vender os vinhos das empresas em que o Berardo tivesse alguma posição como accionista, como seria o caso da Bacalhôa, da Aliança e da Sogrape. Só que lhe saíu o tiro pela culatra pois, em relação à Sogrape, a afirmação não era verdadeira e o desmentido, emitido por aquela prestigiada empresa, não se fez tardar.
Por outro lado, o Pedro Garcias na Fugas dedicou uma página inteira ao Berardo, pondo em dúvida a razoabilidade do boicote, pois segundo o jornalista, "(...) Os únicos penalizados iriam ser os trabalhadores.(...)".
Finalmente, a TAP. Esta controversa transportadora aérea continua a fornecer, nas refeições da classe económica, vinhos do Berardo, nomeadamente o JP branco e o Alabastro tinto. Com tanto vinho, de tanto produtor, a necessitar de ser escoado, aqui fazia sentido a TAP escolher outras marcas fora dos radares da polémica.
2.A Enoteca de Belém
A Enoteca de Belém onde tantas vezes serviu de palco a encontros memoráveis, onde os vinhos eram as estrelas, reabriu com outra gente. Curiosamente, os novos responsáveis pela Enoteca, o Daniel Afonso e o Nuno Santos, eram clientes das Coisas do Arco do Vinho e militantes dos jantares vínicos organizados pela nossa loja.
Largaram a enoteca do Castelo e agora, para além da de Belém, também dirigem o Chafariz do Vinho que esteve (ou ainda estará) ligado ao João Paulo Martins.
Muitos anos de vida são os meus votos.
3.O Vinho ao Vivo
Vai decorrer nos dias 6 e 7 de julho, das 19 às 24 horas, a 10ª edição do Vinho ao Vivo na Esplanada À Margem, em Belém mesmo junto ao Tejo. Este evento, que também dá pelo nome de Festival Europeu do Terroir, é organizado pelos Goliardos.
Muita tinta correu com as "golpadas" do Joe Berardo e sua provocatória prestação na Assembleia da República. Uma obscura garrafeira/enoteca denominada Baco Alto, sediada em pleno Bairro Alto, saíu do anonimato ao proclamar aos quatro ventos que deixaria de vender os vinhos das empresas em que o Berardo tivesse alguma posição como accionista, como seria o caso da Bacalhôa, da Aliança e da Sogrape. Só que lhe saíu o tiro pela culatra pois, em relação à Sogrape, a afirmação não era verdadeira e o desmentido, emitido por aquela prestigiada empresa, não se fez tardar.
Por outro lado, o Pedro Garcias na Fugas dedicou uma página inteira ao Berardo, pondo em dúvida a razoabilidade do boicote, pois segundo o jornalista, "(...) Os únicos penalizados iriam ser os trabalhadores.(...)".
Finalmente, a TAP. Esta controversa transportadora aérea continua a fornecer, nas refeições da classe económica, vinhos do Berardo, nomeadamente o JP branco e o Alabastro tinto. Com tanto vinho, de tanto produtor, a necessitar de ser escoado, aqui fazia sentido a TAP escolher outras marcas fora dos radares da polémica.
2.A Enoteca de Belém
A Enoteca de Belém onde tantas vezes serviu de palco a encontros memoráveis, onde os vinhos eram as estrelas, reabriu com outra gente. Curiosamente, os novos responsáveis pela Enoteca, o Daniel Afonso e o Nuno Santos, eram clientes das Coisas do Arco do Vinho e militantes dos jantares vínicos organizados pela nossa loja.
Largaram a enoteca do Castelo e agora, para além da de Belém, também dirigem o Chafariz do Vinho que esteve (ou ainda estará) ligado ao João Paulo Martins.
Muitos anos de vida são os meus votos.
3.O Vinho ao Vivo
Vai decorrer nos dias 6 e 7 de julho, das 19 às 24 horas, a 10ª edição do Vinho ao Vivo na Esplanada À Margem, em Belém mesmo junto ao Tejo. Este evento, que também dá pelo nome de Festival Europeu do Terroir, é organizado pelos Goliardos.
terça-feira, 25 de junho de 2019
Jantar Qtª do Crasto (II)
Adiei uma viagem a Tavira, há muito prevista, pois não podia faltar a este jantar. As nossas relações (do Juca e minhas) com a Qtª do Crasto vêm de longe e a nossa amizade com os manos Roquete e com o Pedro Almeida, que esteve neste último jantar, idem.
Para os mais curiosos, vale a pena ver o que escrevi nas crónicas
."O último evento das CAV: 2 anos depois", em 31/10/2011
."Jantar Qtª do Crasto", em 22/4/2012
A crónica de hoje refere-se ao jantar organizado pela Garrafeira Néctar das Avenidas, o qual decorreu na Casa do Bacalhau, tendo contado com a presença do Pedro Almeida, como acima referi, e do seu enólogo Manuel Lobo que apresentou os vinhos.
Da parte da Casa do Bacalhau não houve surpresas. A gastronomia esteve à altura dos acontecimentos, o serviço foi profissional, as temperaturas correctas e os copos Riedel, um luxo!
Desfilaram 6 vinhos Qtª do Crasto:
.Rosé 2017 - com base nas castas Touriga Nacional (85%) e Tinta Roriz (15%) em vinhas a 400 metros de altitude; alguma austeridade, mas também complexidade para um rosé, volume assinalável e gastronómico (13 % vol.). E agora uma heresia: tem um perfil que me fez lembrar o rosé Barranco Longo que, nos painéis de prova cega organizados pelas CAV, foi vencedor por 3 vezes. Nota 17.
Ligou bem com as pataniscas de bacalhau.
.Branco Superior 2017 - com base nas castas Verdelho e Viosinho, estagiou 6 meses em barricas de carvalho francês; nariz presente, fresco e mineral, fruta cítrica e de caroço, bem balanceado entre a acidez e a gordura, madeira bem casada, volume e final de boca de assinalar (13,5 % vol.). Nota 17,5+.
Harmonizou com um belíssimo lavagante e massa fresca.
.Reserva Vinhas Velhas 2015 - estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês e americano e foi engarrafado em setembro 2017; nariz positivo, com fruta e acidez, especiado com a pimenta a impor-se, taninos civilizados, algum volume e final de boca longo. Elegante, harmonioso e gastronómico (14,5 % vol.). O Vinhas Velhas porta-se sempre muito bem e, quanto ao preço de prateleira, serve-me de padrão quando entro numa garrafeira. Se estiver abaixo dos 30 € tudo bem, mas se estiver acima saio de imediato. Nota 18,5.
Casou bem com magret de pato e puré de batata.
.Tinta Roriz 2015 - estagiou 18 meses em meias pipas de carvalho francês e foi engarrafado em junho 2017; muito fresco e frutado, alguma acidez, notas especiadas, taninos bem presentes, algum volume e final de boca (14,5 % vol.). Nota 18.
.Touriga Franca 2016 - estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês e foi engarrafado em outubro 2018; nariz mais contido que o anterior, fruta vermelha, notas vegetais, taninos dóceis, algum volume e final de boca (13,5 % vol.). Nota 17,5.
Estes 2 monocastas, muito unidireccionais, não apagaram a prestação do Vinhas Velhas que foi o meu vinho do jantar!
Maridaram com um delicioso bife welligton e arroz de forno.
.Porto Colheita 1998 (engarrafado em 2018) - presença de frutos secos, alguma fruta vermelha mas muita uva passa, alguma acidez, taninos de veludo, algum volume e final de boca persistente. Foi o elo mais fraco do jantar. Nota 17.
Acompanhou pudim do abade.
Foi mais uma boa sessão "gastrovínica", onde matei saudades com os meus amigos do Crasto.
Para os mais curiosos, vale a pena ver o que escrevi nas crónicas
."O último evento das CAV: 2 anos depois", em 31/10/2011
."Jantar Qtª do Crasto", em 22/4/2012
A crónica de hoje refere-se ao jantar organizado pela Garrafeira Néctar das Avenidas, o qual decorreu na Casa do Bacalhau, tendo contado com a presença do Pedro Almeida, como acima referi, e do seu enólogo Manuel Lobo que apresentou os vinhos.
Da parte da Casa do Bacalhau não houve surpresas. A gastronomia esteve à altura dos acontecimentos, o serviço foi profissional, as temperaturas correctas e os copos Riedel, um luxo!
Desfilaram 6 vinhos Qtª do Crasto:
.Rosé 2017 - com base nas castas Touriga Nacional (85%) e Tinta Roriz (15%) em vinhas a 400 metros de altitude; alguma austeridade, mas também complexidade para um rosé, volume assinalável e gastronómico (13 % vol.). E agora uma heresia: tem um perfil que me fez lembrar o rosé Barranco Longo que, nos painéis de prova cega organizados pelas CAV, foi vencedor por 3 vezes. Nota 17.
Ligou bem com as pataniscas de bacalhau.
.Branco Superior 2017 - com base nas castas Verdelho e Viosinho, estagiou 6 meses em barricas de carvalho francês; nariz presente, fresco e mineral, fruta cítrica e de caroço, bem balanceado entre a acidez e a gordura, madeira bem casada, volume e final de boca de assinalar (13,5 % vol.). Nota 17,5+.
Harmonizou com um belíssimo lavagante e massa fresca.
.Reserva Vinhas Velhas 2015 - estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês e americano e foi engarrafado em setembro 2017; nariz positivo, com fruta e acidez, especiado com a pimenta a impor-se, taninos civilizados, algum volume e final de boca longo. Elegante, harmonioso e gastronómico (14,5 % vol.). O Vinhas Velhas porta-se sempre muito bem e, quanto ao preço de prateleira, serve-me de padrão quando entro numa garrafeira. Se estiver abaixo dos 30 € tudo bem, mas se estiver acima saio de imediato. Nota 18,5.
Casou bem com magret de pato e puré de batata.
.Tinta Roriz 2015 - estagiou 18 meses em meias pipas de carvalho francês e foi engarrafado em junho 2017; muito fresco e frutado, alguma acidez, notas especiadas, taninos bem presentes, algum volume e final de boca (14,5 % vol.). Nota 18.
.Touriga Franca 2016 - estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês e foi engarrafado em outubro 2018; nariz mais contido que o anterior, fruta vermelha, notas vegetais, taninos dóceis, algum volume e final de boca (13,5 % vol.). Nota 17,5.
Estes 2 monocastas, muito unidireccionais, não apagaram a prestação do Vinhas Velhas que foi o meu vinho do jantar!
Maridaram com um delicioso bife welligton e arroz de forno.
.Porto Colheita 1998 (engarrafado em 2018) - presença de frutos secos, alguma fruta vermelha mas muita uva passa, alguma acidez, taninos de veludo, algum volume e final de boca persistente. Foi o elo mais fraco do jantar. Nota 17.
Acompanhou pudim do abade.
Foi mais uma boa sessão "gastrovínica", onde matei saudades com os meus amigos do Crasto.
segunda-feira, 24 de junho de 2019
Vinhos em família (XCV) : mais 4 brancos
Ou porque tenho bebido menos vinho em casa ou porque tenho andado a provar cervejas artesanais nestes últimos tempos, o que é um facto é que já há algum tempo não publicava nenhuma crónica deste tema "Vinhos em família".
Hoje só me referirei a brancos provados há relativamente pouco tempo, com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega.
E eles foram:
.Vértice Grande Reserva 2009 - enologia de Celso Pereira, com base nas castas Rabigato e Gouveio; evoluído e algo oxidado, fruta madura, glicerinado, alguma acidez e gordura, volume e final de boca médios (14 % vol.). Gastronómico, requer comida algo pesada. Nota 17.
.Qtª Saes Encruzado Estágio Prolongado 2015 - presença de citrinos e alguma fruta cozida, notas florais e fumadas, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca médios (13 % vol.). Elegante e equilibrado. A beber com entradas leves ou mais pesadas. Nota 17,5.
.Morgado Santa Catherina Reserva 2012 - com base na casta Arinto, estagiou 10 meses em barricas de carvalho francês; presença de citrinos e fruta de caroço, bem balanceado entre a acidez e a gordura, volume e final de boca consideráveis (14 % vol.). A acompanhar alguma entradas e queijos de pasta mole. Nota 17,5+.
.Colares Chitas Reserva 2016 - produzido por António Bernardino Paulo da Silva, com base na casta Malvasia; presença de citrinos, nota florais e salinidade, equilibrio entre a acidez e a gordura, volume e final de boca assinaláveis (12 % vol.). A beber com um peixe no forno. Complexo e original. A grande surpresa destas provas! Nota 18.
Hoje só me referirei a brancos provados há relativamente pouco tempo, com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega.
E eles foram:
.Vértice Grande Reserva 2009 - enologia de Celso Pereira, com base nas castas Rabigato e Gouveio; evoluído e algo oxidado, fruta madura, glicerinado, alguma acidez e gordura, volume e final de boca médios (14 % vol.). Gastronómico, requer comida algo pesada. Nota 17.
.Qtª Saes Encruzado Estágio Prolongado 2015 - presença de citrinos e alguma fruta cozida, notas florais e fumadas, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca médios (13 % vol.). Elegante e equilibrado. A beber com entradas leves ou mais pesadas. Nota 17,5.
.Morgado Santa Catherina Reserva 2012 - com base na casta Arinto, estagiou 10 meses em barricas de carvalho francês; presença de citrinos e fruta de caroço, bem balanceado entre a acidez e a gordura, volume e final de boca consideráveis (14 % vol.). A acompanhar alguma entradas e queijos de pasta mole. Nota 17,5+.
.Colares Chitas Reserva 2016 - produzido por António Bernardino Paulo da Silva, com base na casta Malvasia; presença de citrinos, nota florais e salinidade, equilibrio entre a acidez e a gordura, volume e final de boca assinaláveis (12 % vol.). A beber com um peixe no forno. Complexo e original. A grande surpresa destas provas! Nota 18.
quinta-feira, 20 de junho de 2019
Grupo dos 6 (17ª sessão) : 5 vinhos de eleição
O Grupo dos 6, ainda desfalcado de um dos seus elementos, voltou a reunir-se no Magano. Como é habitual a gastronomia era de qualidade e o serviço de vinhos impecável. O único ponto criticável é os fumadores poderem sacar do cigarro. Normalmente a tiragem é boa, mas por vezes (como foi o caso) o fumo passa e incomoda quem esteja a provar/beber vinhos a sério.
Desfilaram:
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2014 (garrafa levada pelo Juca) - cor dourada, presença de citrinos e fruta madura, bela acidez, notas amanteigadas e fumadas, volume e final de boca assinaláveis. Complexo e gastronómico, ao nível do apaixonante Reserva 2007. Nota 18,5.
Harmonizou bem com garoupa frita e arroz de tomate e menos bem com as entradas habituais.
.Santiago Rascunho Alvarinho 2014 (garrafa nº 64/500 levada por mim) - estagiou 3 anos em barrica e mais 1 em garrafa; nariz contido, muito fresco e mineral, citrinos presentes, algum volume e final de boca (13,5 % vol.). Fino e elegante é uma preciosidade dificil de encontrar no mercado. Nota 17,5+.
Acompanhou muito bem as entradas e menos bem a garoupa.
.CV 2005 (levada pelo J. Rosa) - ainda com muita fruta, acidez equilibrada, cheio de frescura e juventude, especiado, taninos civilizados, algum volume e final de boca muito longo (14,5 % vol.). A beber nos próximos 7/8 anos. Evoluiu muito bem. Nota 18,5+ (noutras situações 18/18/17,5+).
.La Rosa Vale do Inferno 2005 (levada pelo Frederico) - ainda com frescura, acidez, alguma fruta e especiarias, taninos presentes, algum volume e final de boca (15 % vol.). A beber nos próximos 5/6 anos. Nota 18.
Estes 2 tintos maridaram bem com plumas de porco preto.
.Moscatel JP 1991 (levada pelo João) - presença de tangerina e frutos secos, frescura e acidez, taninos civilizados, algum volume e final de boca longo. Nota 18.
Ligou bem com os tradicionais pastéis de amêndoa.
Foi mais uma grande jornada vínica e gastronómica, embora prejudicada na parte final com o fumo da mesa do lado.
Desfilaram:
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2014 (garrafa levada pelo Juca) - cor dourada, presença de citrinos e fruta madura, bela acidez, notas amanteigadas e fumadas, volume e final de boca assinaláveis. Complexo e gastronómico, ao nível do apaixonante Reserva 2007. Nota 18,5.
Harmonizou bem com garoupa frita e arroz de tomate e menos bem com as entradas habituais.
.Santiago Rascunho Alvarinho 2014 (garrafa nº 64/500 levada por mim) - estagiou 3 anos em barrica e mais 1 em garrafa; nariz contido, muito fresco e mineral, citrinos presentes, algum volume e final de boca (13,5 % vol.). Fino e elegante é uma preciosidade dificil de encontrar no mercado. Nota 17,5+.
Acompanhou muito bem as entradas e menos bem a garoupa.
.CV 2005 (levada pelo J. Rosa) - ainda com muita fruta, acidez equilibrada, cheio de frescura e juventude, especiado, taninos civilizados, algum volume e final de boca muito longo (14,5 % vol.). A beber nos próximos 7/8 anos. Evoluiu muito bem. Nota 18,5+ (noutras situações 18/18/17,5+).
.La Rosa Vale do Inferno 2005 (levada pelo Frederico) - ainda com frescura, acidez, alguma fruta e especiarias, taninos presentes, algum volume e final de boca (15 % vol.). A beber nos próximos 5/6 anos. Nota 18.
Estes 2 tintos maridaram bem com plumas de porco preto.
.Moscatel JP 1991 (levada pelo João) - presença de tangerina e frutos secos, frescura e acidez, taninos civilizados, algum volume e final de boca longo. Nota 18.
Ligou bem com os tradicionais pastéis de amêndoa.
Foi mais uma grande jornada vínica e gastronómica, embora prejudicada na parte final com o fumo da mesa do lado.
terça-feira, 18 de junho de 2019
Almoço e prova de vinhos com a Adega Cooperativa da Vidigueira (ACV)
1.Introdução
A convite da ACV tive a oportunidade de provar 8 dos seus vinhos, 6 dos quais no decorrer do almoço que teve lugar no restaurante Quorum.
Aliás, esta não foi a 1ª vez que tal aconteceu, estando registada a prova de há 2 anos na crónica "Provar vinhos com a Adega Cooperativa da Vidigueira", publicada em 25/5/2017. Na altura, dos 8 vinhos provados critiquei apenas 2 (monocastas Vermentino e Alvarinho) que nada acrescentavam ao seu portefólio. Por coincidência ou não, estes já não constam no portefólio actual.
A prova deste ano, à semelhança da de há 2 anos, foi dirigida à imprensa especializada e generalista, mas também à blogosfera o que é louvável.
Por parte da ACV, estava a direcção em peso e o responsável pela enologia, Luis Leão de seu nome, já meu conhecido de outras andanças.
A ACV é uma cooperativa ímpar e a sua brochura institucional um caso à parte no mundo do vinho, diria mesmo a mais original. O texto alude à ligação da Vidigueira a Vasco da Gama e estabelece uma curiosa ligação dos seus vinhos à viagem do navegador, em "7 atos - e mais alguns". Tiro o meu chapéu ao autor do texto.
2.Almoço e prova de vinhos
Os vinhos foram sendo apresentados pelo enólogo Luis Leão. Ainda informalmente e de pé, acompanhados por tapas, provámos:
.Ato V - A Decisão - Espumante DOC 2016 - fresco, bolha fina, notas de pão cozido (nota 16,5)
.Ato III - A Saudade - Vidigueira Rosé 2018 - algo pesado (15)
Já na mesa, desfilaram:
.Ato IV -A Inspiração - Vidigueira Antão Vaz 2018 - austero, fruta madura, notas vegetais e algum tropical, volume e final de boca médios; gastronómico (16,5)
Acompanhou uma açorda de cação com ovo e não ligou bem.
.Ato V - A Decisão - Vidigueira Grande Escolha 2017 branco - com base nas castas Antâo Vaz e Perrum, estagiou 9 meses em barricas novas de carvalho francês e mais 3 em garrafa; presença de citrinos e fruta madura, bom equilibrio entre a acidez e a gordura, salinidade, volume e final de boca apreciáveis (17,5)
Harmonizou com um excelente bacalhau assado.
.Ato IV - A Inspiração - Vidigueira Alicante Bouschet 2017 - notas vegetais, alguma acidez, taninos civilizados, algum volume e final de boca (16)
.Ato V - A Decisão - Vidigueira Grande Escolha 2015 tinto - com base nas castas Trincadeira e Alicante Bouschet, estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês (70%) e americano (30 %); ainda com fruta vermelha, acidez equilibrada, especiado, notas de chocolate preto, taninos vigorosos, volume e final de boca assinaláveis; muito afinado (17,5+)
Estes 2 tintos maridaram (melhor o Grande Escolha) com um borrego de leite alentejano.
No final do repasto, foram provados 2 licorosos:
.Ato Único - Branco 2017 (demasiado "light") e Tinto 2013 (próximo de um LBV).
A fechar, a ACV ofereceu, a cada um dos participantes, 2 garrafas de vinho Vidigueira (Antão Vaz 2018 e Grande Escolha 2017 branco). O meu obrigado.
3.O Quorum - 3,5 *
Mesas despojadas e cadeiras desconfortáveis.
A comida, com excepção da entrada, esteve à altura do esperado e harmonizou bem com os vinhos.
O serviço, por vezes muito demorado, alternou o profissionalismo dos(as) empregados(as) com algumas falhas indesculpáveis.
Os copos também alternaram os bons com os sofríveis, o que não se entende num restaurante deste nível.
A convite da ACV tive a oportunidade de provar 8 dos seus vinhos, 6 dos quais no decorrer do almoço que teve lugar no restaurante Quorum.
Aliás, esta não foi a 1ª vez que tal aconteceu, estando registada a prova de há 2 anos na crónica "Provar vinhos com a Adega Cooperativa da Vidigueira", publicada em 25/5/2017. Na altura, dos 8 vinhos provados critiquei apenas 2 (monocastas Vermentino e Alvarinho) que nada acrescentavam ao seu portefólio. Por coincidência ou não, estes já não constam no portefólio actual.
A prova deste ano, à semelhança da de há 2 anos, foi dirigida à imprensa especializada e generalista, mas também à blogosfera o que é louvável.
Por parte da ACV, estava a direcção em peso e o responsável pela enologia, Luis Leão de seu nome, já meu conhecido de outras andanças.
A ACV é uma cooperativa ímpar e a sua brochura institucional um caso à parte no mundo do vinho, diria mesmo a mais original. O texto alude à ligação da Vidigueira a Vasco da Gama e estabelece uma curiosa ligação dos seus vinhos à viagem do navegador, em "7 atos - e mais alguns". Tiro o meu chapéu ao autor do texto.
2.Almoço e prova de vinhos
Os vinhos foram sendo apresentados pelo enólogo Luis Leão. Ainda informalmente e de pé, acompanhados por tapas, provámos:
.Ato V - A Decisão - Espumante DOC 2016 - fresco, bolha fina, notas de pão cozido (nota 16,5)
.Ato III - A Saudade - Vidigueira Rosé 2018 - algo pesado (15)
Já na mesa, desfilaram:
.Ato IV -A Inspiração - Vidigueira Antão Vaz 2018 - austero, fruta madura, notas vegetais e algum tropical, volume e final de boca médios; gastronómico (16,5)
Acompanhou uma açorda de cação com ovo e não ligou bem.
.Ato V - A Decisão - Vidigueira Grande Escolha 2017 branco - com base nas castas Antâo Vaz e Perrum, estagiou 9 meses em barricas novas de carvalho francês e mais 3 em garrafa; presença de citrinos e fruta madura, bom equilibrio entre a acidez e a gordura, salinidade, volume e final de boca apreciáveis (17,5)
Harmonizou com um excelente bacalhau assado.
.Ato IV - A Inspiração - Vidigueira Alicante Bouschet 2017 - notas vegetais, alguma acidez, taninos civilizados, algum volume e final de boca (16)
.Ato V - A Decisão - Vidigueira Grande Escolha 2015 tinto - com base nas castas Trincadeira e Alicante Bouschet, estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês (70%) e americano (30 %); ainda com fruta vermelha, acidez equilibrada, especiado, notas de chocolate preto, taninos vigorosos, volume e final de boca assinaláveis; muito afinado (17,5+)
Estes 2 tintos maridaram (melhor o Grande Escolha) com um borrego de leite alentejano.
No final do repasto, foram provados 2 licorosos:
.Ato Único - Branco 2017 (demasiado "light") e Tinto 2013 (próximo de um LBV).
A fechar, a ACV ofereceu, a cada um dos participantes, 2 garrafas de vinho Vidigueira (Antão Vaz 2018 e Grande Escolha 2017 branco). O meu obrigado.
3.O Quorum - 3,5 *
Mesas despojadas e cadeiras desconfortáveis.
A comida, com excepção da entrada, esteve à altura do esperado e harmonizou bem com os vinhos.
O serviço, por vezes muito demorado, alternou o profissionalismo dos(as) empregados(as) com algumas falhas indesculpáveis.
Os copos também alternaram os bons com os sofríveis, o que não se entende num restaurante deste nível.
sábado, 8 de junho de 2019
O blogue vai de férias
Vou estar mais 1 semana longe do computador.
Ficam por publicar:
.Almoço e provas com a Cooperativa da Vidigueira
.À volta da cerveja artesanal (III)
.Grupo dos 6 (17ª sessão)
.Vinhos em família (XCV)
.Restaurante Degust'AR
.Jantar Qtª Crasto
Ficam por publicar:
.Almoço e provas com a Cooperativa da Vidigueira
.À volta da cerveja artesanal (III)
.Grupo dos 6 (17ª sessão)
.Vinhos em família (XCV)
.Restaurante Degust'AR
.Jantar Qtª Crasto
Novo Formato+ (34ª sessão) : o Soalheiro em alta
O 34º encontro deste grupo de enófilos militantes foi da responsabilidade do casal Marieta/José Rosa e decorreu na Casa da Dízima. Mais uma vez, sob a batuta do Pedro Batista, o serviço foi de 5* com os vinhos a chegarem à mesa antes dos pratos, temperaturas correctas, copos Schott e decantadores Riedel. Um luxo! Nos tachos imperou o chefe João Silva, a merecer nota alta.
Da garrafeira do anfitrião J. Rosa, saltaram para os nossos copos:
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2014 - ainda com fruta cítrica, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca. A evoluir muito bem, impõe-se a frescura e complexidade. Nota 18 (noutras situações 17,5+/17,5/18/18/17,5+).
Acompanhou uma série de tapas e carpaccio de vieiras.
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2014 - cor dourada, presença de citrinos e fruta madura, bela acidez, notas amanteigadas e fumadas, volume e final de boca assinaláveis. Complexo e gastronómico, vai no caminho do memorável Reserva 2007. Nota 18,5+ (noutras 18/18/18/18,5).
Maridou com uma bela tranche de salmonete e arroz de choco com sua tinta.
.Qtª Manoella Vinhas Velhas 2009 - com base em vinhas com mais de 100 anos; ainda com fruta vermelha, frescura e acidez, algo especiado, taninos civilizados, algum volume e final de boca longo. A beber nos próximos 9/10 anos. Nota 18 (noutra 18,5).
.Qtª Manoella Vinhas Velhas 2010 - ainda com alguma fruta, frescura e acidez, taninos algo bicudos, volume e final de boca médios. Menos complexo que o anterior, a beber nos próximos 5/6 anos. Nota 17 (noutras 17,5/17).
.Qtª Manoella Vinhas Velhas 2012 - ainda com fruta vermelha, bela acidez, notas especiadas com a pimenta a impor-se, taninos presentes e civilizados, grande volume e final de boca longo. Mais complexo que os anteriores, a beber nos próximos 10 a 12 anos. Nota 18,5.
Estes 3 tintos harmonizaram com carré de borrego de leite e esmagada de batata doce.
.Burmester Tordiz 40 Anos (engarrafado em 2017) - frutos secos, algum caril e acidez, taninos bem presentes, algum volume e final de boca. Menos complexo que outros Tordiz de engarrafamentos diferentes. Desiludiu. Nota 17,5 (noutras 18,5/18,5/18+).
Mais uma grande jornada de convívio, comeres e beberes. Obrigado Marieta! Obrigado J. Rosa!
Da garrafeira do anfitrião J. Rosa, saltaram para os nossos copos:
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2014 - ainda com fruta cítrica, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca. A evoluir muito bem, impõe-se a frescura e complexidade. Nota 18 (noutras situações 17,5+/17,5/18/18/17,5+).
Acompanhou uma série de tapas e carpaccio de vieiras.
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2014 - cor dourada, presença de citrinos e fruta madura, bela acidez, notas amanteigadas e fumadas, volume e final de boca assinaláveis. Complexo e gastronómico, vai no caminho do memorável Reserva 2007. Nota 18,5+ (noutras 18/18/18/18,5).
Maridou com uma bela tranche de salmonete e arroz de choco com sua tinta.
.Qtª Manoella Vinhas Velhas 2009 - com base em vinhas com mais de 100 anos; ainda com fruta vermelha, frescura e acidez, algo especiado, taninos civilizados, algum volume e final de boca longo. A beber nos próximos 9/10 anos. Nota 18 (noutra 18,5).
.Qtª Manoella Vinhas Velhas 2010 - ainda com alguma fruta, frescura e acidez, taninos algo bicudos, volume e final de boca médios. Menos complexo que o anterior, a beber nos próximos 5/6 anos. Nota 17 (noutras 17,5/17).
.Qtª Manoella Vinhas Velhas 2012 - ainda com fruta vermelha, bela acidez, notas especiadas com a pimenta a impor-se, taninos presentes e civilizados, grande volume e final de boca longo. Mais complexo que os anteriores, a beber nos próximos 10 a 12 anos. Nota 18,5.
Estes 3 tintos harmonizaram com carré de borrego de leite e esmagada de batata doce.
.Burmester Tordiz 40 Anos (engarrafado em 2017) - frutos secos, algum caril e acidez, taninos bem presentes, algum volume e final de boca. Menos complexo que outros Tordiz de engarrafamentos diferentes. Desiludiu. Nota 17,5 (noutras 18,5/18,5/18+).
Mais uma grande jornada de convívio, comeres e beberes. Obrigado Marieta! Obrigado J. Rosa!
quinta-feira, 6 de junho de 2019
Rescaldo da ida ao Norte (II) : Gaia, Porto Cruz e 17.56 Museu & Enoteca
1. Gaia
Todo o enófilo que se preze, pelo menos uma vez na vida, tem que ir a Gaia e praticar um pouco de enoturismo. A oferta é muita, começando pelo Centro Multimédia do Vinho do Porto - AEVP e continuando pelas caves de A. A. Calém, A. Ramos Pinto, Burmester, Churchill's, Cockburns, Ferreira, Offley Forrester, Poças Júnior, Real Companhia Velha, Rozés, Sandeman, W. & J. Graham, Kopke, Quinta do Noval e Espaço Porto Cruz.
Um dos possíveis acessos envolve o metro (entrada na Trindade e saída no Jardim do Morro) e o teleférico. Foi o que eu fiz e aconselho.
Para além do enoturismo, recomenda-se um salto ao antigo mercado, agora transformado, à semelhança do Bom Sucesso, onde se pode petiscar ou fazer uma refeição, pois a oferta é muita.
2. Espaço Porto Cruz
É um espaço moderno que merece uma visita aos seus 5 pisos, a saber:
.0 (ao nível da rua) - loja de vinhos
.1 - exposição de peças e passagem de vídeos alusivos ao Douro
.2 - auditório e sala de provas
.3 - restaurante DeCastro Gaia
.4 - terraço com bar
Desta vez não tive a oportunidade de testar o restaurante do Miguel Castro e Silva, mas fica para uma próxima. Gostei do que vi.
3. Real Companhia Velha (RCV) - 17.56 Museu & Enoteca
A história da RCV confunde-se com a da Região do Douro, pois ambas foram criadas em 1756.
Visitado o Museu, no piso 0, que recomendo, é a altura de subir ao 1º andar, onde se situa a Enoteca que é, em simultâneo, um restaurante de referência.
É um espaço muito amplo, mas muito bem dividido e cheio de recantos bem conseguidos, com uma decoração fantástica. Tudo respira qualidade e bom gosto. Mais, a nível mundial dificilmente se encontrará melhor.
À entrada, uma relações públicas dá as boas vindas e encaminha-nos até à mesa, algo despojada, apenas com um marcador rectangular com o logo 17.56 omnipresente.
Nesta estreia, degustei:
.couvert (pão, manteiga e azeite Qtª dos Aciprestes)
.sopa rica de peixe (belíssima)
.ventresca com feijão frade
.mousse de chocolate
Quanto à componente vínica, a lista é monumental e inclui o melhor que se faz por cá.
Optei por um copo do branco Qtª Cidrô Boal 2015 - nariz discreto, algum citrino e fruta madura, equilibrio acidez/gordura, notas tostadas, volume e final de boca assinaláveis. Gastronómico. Nota 17,5.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar num excelente copo Riedel. Serviço atencioso e muito profissional.
Este almoço na Enoteca 17.56 foi um dos pontos altos nesta ida ao Norte. Imperdível!
Para quem não conheça e queira ver fotografias do espaço, sugiro uma olhada a
.//enoteca1756.pt
.comerbeberlazer.blogspot.com (crónica publicada em 3/12/2018)
Todo o enófilo que se preze, pelo menos uma vez na vida, tem que ir a Gaia e praticar um pouco de enoturismo. A oferta é muita, começando pelo Centro Multimédia do Vinho do Porto - AEVP e continuando pelas caves de A. A. Calém, A. Ramos Pinto, Burmester, Churchill's, Cockburns, Ferreira, Offley Forrester, Poças Júnior, Real Companhia Velha, Rozés, Sandeman, W. & J. Graham, Kopke, Quinta do Noval e Espaço Porto Cruz.
Um dos possíveis acessos envolve o metro (entrada na Trindade e saída no Jardim do Morro) e o teleférico. Foi o que eu fiz e aconselho.
Para além do enoturismo, recomenda-se um salto ao antigo mercado, agora transformado, à semelhança do Bom Sucesso, onde se pode petiscar ou fazer uma refeição, pois a oferta é muita.
2. Espaço Porto Cruz
É um espaço moderno que merece uma visita aos seus 5 pisos, a saber:
.0 (ao nível da rua) - loja de vinhos
.1 - exposição de peças e passagem de vídeos alusivos ao Douro
.2 - auditório e sala de provas
.3 - restaurante DeCastro Gaia
.4 - terraço com bar
Desta vez não tive a oportunidade de testar o restaurante do Miguel Castro e Silva, mas fica para uma próxima. Gostei do que vi.
3. Real Companhia Velha (RCV) - 17.56 Museu & Enoteca
A história da RCV confunde-se com a da Região do Douro, pois ambas foram criadas em 1756.
Visitado o Museu, no piso 0, que recomendo, é a altura de subir ao 1º andar, onde se situa a Enoteca que é, em simultâneo, um restaurante de referência.
É um espaço muito amplo, mas muito bem dividido e cheio de recantos bem conseguidos, com uma decoração fantástica. Tudo respira qualidade e bom gosto. Mais, a nível mundial dificilmente se encontrará melhor.
À entrada, uma relações públicas dá as boas vindas e encaminha-nos até à mesa, algo despojada, apenas com um marcador rectangular com o logo 17.56 omnipresente.
Nesta estreia, degustei:
.couvert (pão, manteiga e azeite Qtª dos Aciprestes)
.sopa rica de peixe (belíssima)
.ventresca com feijão frade
.mousse de chocolate
Quanto à componente vínica, a lista é monumental e inclui o melhor que se faz por cá.
Optei por um copo do branco Qtª Cidrô Boal 2015 - nariz discreto, algum citrino e fruta madura, equilibrio acidez/gordura, notas tostadas, volume e final de boca assinaláveis. Gastronómico. Nota 17,5.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar num excelente copo Riedel. Serviço atencioso e muito profissional.
Este almoço na Enoteca 17.56 foi um dos pontos altos nesta ida ao Norte. Imperdível!
Para quem não conheça e queira ver fotografias do espaço, sugiro uma olhada a
.//enoteca1756.pt
.comerbeberlazer.blogspot.com (crónica publicada em 3/12/2018)
terça-feira, 4 de junho de 2019
Maio 2011 : o que se passou aqui há 8 anos
Das 16 crónicas publicadas no decorrer do mês em referência, destaco estas 3:
."O Blog está de luto (II)", no dia 4
Foi a continuação do que escrevi em abril, na sequência do falecimento do David Lopes Ramos, um grande senhor no mundo da gastronomia e vinhos (e não só...).
."Frustação no Eleven", no dia 16
Quando um restaurante famoso promete uma coisa e depois não a cumpre.
."Grande jornada na José Maria da Fonseca", no dia 18
O último evento organizado pelo Rui Lourenço Pereira (Qtª Wine Guide). O almoço/prova decorreu em Azeitão, nas instalações da José Maria da Fonseca. Dos 3 Bastardinhos e 9 Moscatéis provados, destaco os Moscatéis de 1952 (19,5), 1967 (18,5+) e 1973 (18,5+), na altura ainda nenhum deles estava engarrafado.
."O Blog está de luto (II)", no dia 4
Foi a continuação do que escrevi em abril, na sequência do falecimento do David Lopes Ramos, um grande senhor no mundo da gastronomia e vinhos (e não só...).
."Frustação no Eleven", no dia 16
Quando um restaurante famoso promete uma coisa e depois não a cumpre.
."Grande jornada na José Maria da Fonseca", no dia 18
O último evento organizado pelo Rui Lourenço Pereira (Qtª Wine Guide). O almoço/prova decorreu em Azeitão, nas instalações da José Maria da Fonseca. Dos 3 Bastardinhos e 9 Moscatéis provados, destaco os Moscatéis de 1952 (19,5), 1967 (18,5+) e 1973 (18,5+), na altura ainda nenhum deles estava engarrafado.
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