terça-feira, 31 de agosto de 2021

Grupo Novo Formato : 264 vinhos provados desde finais de 2011 (I)

 A primeira crónica publicada sobre este grupo de enófilos, "O grupo Novo Formato", foi publicada em 10/12/2011 e relata a 1ª sessão que decorreu na Enoteca de Belém, com vinhos da minha garrafeira.

Até agora foram realizadas 36 sessões (tantas quanto as do Grupo dos Madeiras), tendo a última ocorrido em Outubro 2019 no restaurante Lugar Marcado, também com vinhos da minha garrafeira.

Para memória futura, estes 36 convívios de comeres e beberes decorreram em espaços de restauração como a Enoteca de Belém (8), Fonte Santa (4), Corte Inglês (3), Casa da Dízima (2), Sabores d' Itália, Lugar Marcado, As Colunas e Sem Dúvida (1 em cada) e, também, nas residências de alguns dos participantes (8 na Paula/João, 5 no Juca e 2 no Alfredo).

Dos 264 vinhos provados, 17 eram espumantes, 80 brancos, 108 tintos, 58 fortificados (25 Portos, 25 Madeiras, 6 Moscatéis, 1 Carcavelos e 1 Xerez) e 1 licoroso (Açores). 76 sairam da minha garrafeira, 75 do Juca, 55 do João, 39 do Alfredo e 19 do J.Rosa.

Destes, entraram no meu Quadro de Honra 78 (praticamente 30 %), classificados com 18 ou mais (os tranquilos) e 18,5 ou mais (os fortificados). 

Dos eleitos, 19 eram brancos, 33 tintos e 26 fortificados (6 Portos, 18 Madeiras e 2 Moscatéis). Os vinhos tranquilos, por Região, 13 eram Vinhos Verdes, 23 Douro, 5 Dão, 2 Bairrada, 2 Setúbal, 3 Alentejo e 4 estrangeiros.

De sublinhar o peso dos vinhos do Douro nos tranquilos e dos Vinhos Madeira nos fortificados, o que reflecte, da nossa parte, o gosto e a clara apetência por este tipo de néctares.

Em próximas crónicas, passarei a inventariar os vinhos eleitos para o meu Quadro de Honra.

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Zunzum e Sal na Adega (Aditamento)

 1.Zunzum Gastrobar

Voltei hoje ao Zunzum e tive a oportunidade de comer a badalada feijoada de carabineiros. Simplesmente divinal!

A acompanhar, novamente o branco Quinta do Lagar Novo 2020. Excelente relação preço/qualidade.

A voltar, sempre!


2.Sal na Adega

Não referi, na crónica anterior, a loja da Adega Mãe que fica mesmo à entrada do restaurante, onde tive a oportunidade de comprar vinhos, bacalhau Riberalves, conservas, etc.

Está muito bem fornecida e é um perigo para a bolsa de cada um!

A voltar, sempre!



quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Mais 2 espaços de restauração visitados : Zunzum e Sal na Adega

 1.Zunzum Gastrobar - 5 *

A concepão da  ementa deste curioso e imperdível restaurante é da Marlene Vieira, a sua proprietária e reconhecida chefe de outras paragens, nomeadamente no Manifesto com o Luis Baena e no Avenue, o seu 1º restaurante, entretanto já desaparecido. Fica na Doca do Jardim do Tabaco e é um espaço amplo, luminoso e informal, dispondo de uma esplanada exterior. A música na sala estava demasiado alta, dificultando a conversa na mesa, mas a pedido desligaram-na.

A ementa disponibiliza 7 Petiscos, 10 Pratos e 6 Sobremesas. Nesta visita optei pelos petiscos que devem ser partilhados, deixando para uma próxima visita a prova de alguns dos pratos. Assim, partilhámos (a minha mulher e eu):

.Filhós de berbigão à Bulhão Pato

.Sapateira e abacate

.Maki de cavala

.Tartelete de bacalhau

Para além de um grande impacto visual, estes petiscos estavam excelentes e foram mais que suficientes.

No final ainda conseguimos partilhar uma sobremesa (Texturas de chocolate), também de alto nível.

Quanto à componente vínica, inventariei 3 espumantes (1 a copo), 11 brancos (6), 2 rosés (1), 10 tintos (4) e 7 fortificados (3 Porto, 2 Madeira e 2 Moscatéis). Os vinhos estavam todos datados e com indicação das respectivas castas.

Optei pelo branco a copo Quinta do Lagar Novo 2020 - com base nas castas Arinto, Chardonnay, Viognier e Marsanne; seco, mineral e cítrico, acidez bem presente, algum volume e final de boca longo. Elegante e gastronómico, foi uma boa surpresa. Nota 18.

A garrafa veio à mesa e dada a provar num bom copo Spiegelau. Serviço descontraído e despachado, mas também profissional e simpático, nomeadamente por parte da Rita.

Recomendo veementemente este espaço que já entrou nos meus eleitos.


2.Sal na Adega - 5 *

O Sal na Adega é o restaurante da Adega Mãe, produtor já aqui referido por diversas vezes (ver no final desta crónica os respectivos links). Situado por cima da adega, é um espaço amplo e luminoso, com uma agradável e alargada visão para as vinhas. Na mesa toalhetes e guardanapos de papel personalizados.

A ementa dispõe de 12 entradas, 7 pratos de bacalhau, 6 de peixe, 4 de carne e 6 sobremesas.

Nesta visita comi uma entrada (Linguas de Bacalhau à Bulhão Pato) e um prato (Arroz cremoso de coentros com cachaço de bacalhau confitado). Estava tudo muito saboroso e bem confeccionado, ou os pratos de bacalhau não fossem Riberalves, passe a publicidade. O responsável pelos tachos é o chefe Sérgio Alves, na altura em férias.

Quanto à componente vínica inventariei 2 espumantes, 13 brancos, 2 rosés e 11 tintos todos a copo. Mais, estes vinhos estão datados e são todos da Adega Mãe. Há ainda 2 Porto, 1 Ginja e Cerveja artesanal Musa.

Optei pelo Adega Mãe Chardonnay 2019, a copo - fresco, presença de citrinos e alguma fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca. Gastronómico acompanhou bem os pratos de bacalhau. Nota 17,5.

A garrafa veio à mesa e o vinho servido em copo Schott.

Serviço profissional, mas distante.

Recomendo e tenciono voltar.


Relatos e fotografias deste restaurantes, podem ser vistos nos blogues

.Joli (11/11/2020)

.Comer, Beber e Lazer (1/12/2020)


Crónicas do enófilo militante sobre a Adega Mãe:

."Visita à Adega Mãe (I)", em 4/9/2013

."Visita à Adega Mãe (II), em 5/9/2013

."Visita à Adega Mãe (III), em 6/9/2013 

."O 3º aniversário da Adega Mãe", em 6/12/2014

terça-feira, 24 de agosto de 2021

Vinhos em família (CXXV) : Quinta do Crasto Vinhas Velhas em evidência

 Provados mais 6 vinhos (4 com notas de prova e 2 apenas com a classificação), com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega. 

E eles foram:


.Quinta de Pancas Arinto Reserva 2017 (garrafa nº 1868/2386) - com base na casta Arinto (100 %) estagiou 9 meses em barricas de carvalho francês; nariz discreto, cítrico, fresco e mineral, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca longo (13,5 % vol.). Austero, seco e gastronómico. Nota 17,5+.


.Hugo Mendes Lisboa Fernão Pires 2018 (garrafa nº 8/1000) - com base na casta Fernão Pires (100 %) estagiou 7 meses em cuba e barrica; seco e mineral, presença de citrinos e alguma fruta de caroço, notas amanteigadas e acidez nos mínimos, algum volume e final de boca (10 % vol.). Gastronómico. Nota 17,5.


.Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2011 - 94 pontos na Wine Enthusiast e no Parker; com base em vinhas velhas com cerca de 70 anos, estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês (85 %) e americano (15 %); ainda com fruta preta, vinoso, alguma acidez, especiado com notas de chocolate preto a imporem-se, taninos presentes, volume e final de boca consideráveis (14,5 % vol.). Robusto e gastronómico. Nota 18.


.Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2012 - 94 pontos na Wine Spectator e 93 no Parker; com base em vinhas velhas com cerca de 70 anos, estagiou 16 meses em barricas de carvalho francês (85 %) e americano (15 %); ainda com muita fruta vermelha, alguma frescura e acidez, especiado, taninos macios, volume assinalável e final de boca persistente (14,5 %). Elegante e algo aristocrático. Nota 18,5.


.Niepoort Vinhas Velhas Bical e Maria Gomes 2017 - 18


.Terras de Lava 2019 branco - 17,5+

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

As revistas especializadas - Agosto 2021 (2ª parte)

 2.Grandes Escolhas (GE)

A. 96 páginas, das quais 28 de publicidade. Logo, apenas 68 úteis (70,8 % do total)

B1. Crónicas/Reportagens (5)

.Quinta do Carmo, um histórico que regressa às origens (Luis Lopes)

.Castelão no Tejo, uma segunda oportunidade (Luis Lopes)

.Herdade do Sobroso: vinhos e descanso, que sabem a pato (Mariana Lopoes)

.Covid-19, como se comprou vinho no confinamento? (Luis Francisco)

.Um grande amigo chamado Ovo (Fernando Melo)

B2. Painéis de prova (1)

.Lisboa é nome de (muito bom) tinto (Valéria Zeferino e Luis Antunes) com 24 vinhos provados

C. Lançamentos (7)

.Dona Sancha, uma aventura em Silgueiros (João Paulo Martins)

.Caminhos Cruzados, vezes seis (Valéria Zeferino)

.Legado 2016, uma viagem sentimental (Luis Antunes)

.Vinha do Contador, Grande Júri em versão dupla (Nuno Oliveira Garcia)

.265 anos de Real Companhia Velha : à descoberta do Velho Porto (Mariana Lopes)

.Trifolium : CARMIM, um degrau acima (João Geirinhas)

.De vento em Pôpa (Luis Lopes)

D. Crítica de restaurantes

Nada a assinalar

E. Cervejas artesanais

Nada a assinalar

F. Provados 176 vinhos, dos quais 33 classificados com 18 ou mais

Brancos (3)

.Guru 2020 (Douro) - 18,5

.Vinha do Contador Grande Júri 2015 (Dão) - 18,5

.Arché 2019 (Alentejo) - 18,5

Tintos (7)

.Comendador Delfim Ferreira Grande Reserva 2015 (Douro) - 18,5

.Legado 2016 (Douro) - 18,5

.Vinha do Contador Grande Júri 2013 (Dão) - 18,5

.APF Grande Escolha 2011 (Lisboa) - 18,5

.Quinta das Bageiras Garrafeira 2017 (Bairrada) - 19

.Júpiter 2015 (Alentejo) - 19

.Quinta do Carmo Reserva 2014 (Alentejo) - 18,5

Fortificados (5)

.Real Companhia Velha 1908 e 1927 - 19,5

.idem 1900- 19

.Blandy's Listrão 1977 - 18,5

.idem Malmsey 20 Anos - 18,5

Seguem-se 18 vinhos classificados com 18

Dos 33 eleitos 1 é espumante, 6 são brancos, 19 tintos e 7 fortificados (5 Porto e 2 Madeira)

Por Região, os vinhos tranquilos dividem-se em 5 Douro, 4 Dão, 3 Bairrada/Beira Interior, 6 Lisboa, 1 Tejo e 6 Alentejo.

3.Neste nº de Agosto, é de referir:

.A RV continua com mais páginas úteis (133 contra 68 da GE)

.O mesmo se passa com as Crónicas/Reportagens (6 da RV e 5 da GE) e Opiniões (4 da RV)

.Quanto a Novidades da RV e Lançamentos da GE, ficaram empatadas (7 para cada lado)

.O mesmo em relação a Painéis (1 para cada uma delas)

.Mas, quanto a restaurantes e cervejas artesanais, apenas a RV pontuou

.Quanto a vinhos provados, mais uma vez a RV destacou-se com 319 contra 176 da GE.

Mas, desta vez, a RV teve mais vinhos classificados com 18 ou mais (36 contra 33 da GE)

terça-feira, 17 de agosto de 2021

As revistas especializadas - Agosto 2021 (1ª parte)

 1. Revista de Vinhos (RV)

A. 162 páginas, das quais 29 de publicidade. Logo, apenas 133 úteis (82,1 % do total).

B1. Crónicas/Reportagens (6)

.Azores Wine Company, a empreitada de enaltecer o Pico continua (José João Santos e Nuno Guedes Vaz Pires)

.Idiomas do Alentejo : Dona Dorinda, Plansel, Reynold's e Vicentino (Célia Lourenço, Guilherme Corrêa e José João Santos)

.Monção e Melgaço por quatro artífices : Márcio Lopes, Vale dos Ares, Quintas de Melgaço e Cortinha Velha (José João Santos, Marc Barros e Nuno Guedes Vaz Pires)

.Brancos de Tondela (Marc Barros)

.Conquilha, a concha de ouro algarvia (Fátima Iken)

.Conquilha e Vinhos (Guilherme Corrêa)

B2. Painéis de prova (1)

.Rosé, diversidade e apuro técnico (Marc Barros), com 125 vinhos provados (16 são espumantes)

B3. Opiniões (4)

.Sarah Ahmad (Desafio em lata)

.Jamie Goode (Portugal precisa de castas de assinatura?)

.José João Santos (Andamos a brincar com o fogo?)

.Debra Meiburg

C. Novidades (7)

.Real Companhia Velha, a magia dos Very Old Tawny (Marc Barros)

.Jacques Lassaigne : Portugal recebe ícone da nova Champagne (Guilherme Corrêa e Nuno Vaz Guedes Pires)

.Menin, um novo actor no Douro (António José Lopes, Guilherme Corrêa, José João Santos e Nuno Guedes Vaz Pires)

.Quinta da Boavista : preservar o que é especial (José João Santos) 

.Aveleda, sangue novo na enologia (José João Santos, Guilherme Corrêa, Marc Barros e Nuno Guedes Vaz Pires)

.Axa Millésimes, mais um excepcional Vintage Noval Nacional (Luis Costa)

.Costa Boal, o segredo das vinhas velhas (Marc Barros)

D. Restaurantes

.Prado Mercearia, a outra face do Prado (Miguel Pires)

E. Cervejas artesanais

Neste nº esta rubrica é dedicada à Cidra:

.As cidras estão de volta (Luis Alves)

F. 319 vinhos provados, dos quais 36 classificados com 18 ou mais (11,3 % do total)

Brancos (8)

.Pequenos Rebentos Selvagem 2019 (V.Verdes) - 18,5

.Vinha dos Ultras 2019 (Pico) - 19,5

.Vinha Centenária 2019 (Pico) - 19

.Champanhe Jacques Lassaigne - 1 com 19,5 e 4 com 18,5

Tintos (6)

.Quinta da Boavista Vinha do Ujo 2017 (Douro) - 19

.idem Vinha do Oratório 2017 (Douro) - 18,5

.Palácio dos Távoras Gold Edition 2018 (Trás-os-Montes) - 19

.idem Bago a Bago 2020 (idem) - 18,5

.Gloria Reynolds Art & Tradition 2009 (Alentejo) - 18,5

.idem Cathedral 2005 (Alentejo) - 18,5

Fortificados (5)

.Quinta do Noval Vintage Nacional 2019 - 19

.idem Vintage 2019 - 18,5

.Real Companhia Velha Very Old Tawny 1927 - 20

.idem  1900 e 1908 - 19

Seguem-se 17 vinhos classificados com 18.

Dos 36 eleitos 7 são champanhes, 11 brancos tranquilos, 11 tintos e 7 fortificados (todos Porto).

Os vinhos tranquilos, por Região, dividem-se em 4 Vinhos Verdes, 7 Douro e Trás-os-Montes, 2 Dão, 4 Alentejo e 5 Pico (Açores).

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Grupo FJF (23ª sessão) : um Barca Velha 2011 irreconhecível

 Esta última sessão do FJF foi da responsabilidade do Frederico que escolheu o restaurante Lagar de Xisto, já aqui elogiado, e pôs à prova (cega) 3 vinhos da sua garrafeira (1 branco, 1 tinto e 1 fortificado).

Desfilaram em copos Riedel e Schott:


.Vinhos Imperfeitos 2018 (garrafa nº 69/1450) - enologia de Carlos Raposo; com base nas castas Arinto, Avesso e Loureiro; fresco e mineral, notas salgadas, presença de citrinos e fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca persistente (11,5 % vol.). Uma boa surpresa vinda de um produtor e enólogo que eu desconhecia. Nota 18.

Este branco acompanhou uma série de entradas (queijo fresco, peixinhos da horta, empadinhas, cogumelos recheados, camarão ao alho e presunto) e, ainda, um belo pregado à Bulhão Pato com arroz de coentros.


.Barca Velha 2011 (garrafa nº 1126/30.936) - aroma intenso, notas vinosas e presença de frutos pretos, alguma acidez, notas achocolatadas, taninos agressivos, algum volume e final de boca longo (14,5 % vol.). Desequilibrado, algo violento e cansativo, a fazer-me lembrar um Quinta de Macedos de outros tempos. Desilusão absoluta, nada tendo a haver com outra garrafa provada por mim *. Nota 17,5.

O que teria acontecido ao Barca Velha 2011?

Este tinto acompanhou um arroz de pombo bravo.


.Carcavelos Quinta da Bela Vista (engarrafado em 1991) - presença de frutos secos, notas de iodo brandy e caril, algum vinagrinho, taninos de veludo, algum volume e final de boca. Um Carcavelos já com 40 anos e um perfil muito próxino de um Madeira. Nota 18,5.

Este fortificado acompanhou uma série de sobremesas (encharcada, fidalgo, celestes e sericaia). 


Mais uma boa sessão de convívio, comeres e beberes (apesar da desilusão desta garrafa de Barca Velha).

Obrigado Frederico!


* ver a crónica "Vinhos em família (CXXII) : finalmente o Barca Velha 2011" (por esquecimento, na altura não registei o nº da garrafa, mas as outras 2 em meu poder têm os nº 2294 e 2300).

terça-feira, 10 de agosto de 2021

Mais espaços de restauração visitados : O Relento, Monte Mar e Ofício

 1.O Relento - 4 *

É uma marisqueira clássica em Algés, onde eu nunca tinha entrado até porque não sou um um grande entusiasta por marisco.

Para já, entre as largas dezenas de restaurantes que conheço, é o maior cumpridor das regras da DGS e o único que mede a temperatura corporal dos clientes.

A ementa é à base de mariscos, mas tem uns tantos petiscos com os quais se pode fazer uma boa refeição, a começar com os famosos pastéis de bacalhau, rissóis de camarão e chamuças. Depois desta entrada, umas belíssimas ameijoas acompanhadas de pão torrado com manteiga e um caldo de camarão compuseram o almoço. A terminar e para os gulosos, onde lamentavelmente me incluo, uma viciante mousse de chocolate.

Serviço atento e muito despachado.

A acompanhar os petiscos, uma cerveja Bohemia Original.

Quanto à componente vínica, inventariei 2 espumantes, 3 champanhes, 25 brancos (com os 7 verdes erradamente separados), 3 rosés e 18 tintos. Lista mal construida, com erros  e omissa quanto aos anos de colheita. A compensar, bons copos e um armário climatizado para os tintos.

Recomendo e tenciono voltar.


2.Monte Mar - 3,5 *

Este espaço que visitei é o do Mercado da Ribeira. Os principais situam-se no Guincho e na Rua da Cintura do Porto de Lisboa.

Com o Mercado novamente repleto de turistas que ocupam literalmente toda a nave central, nos espaços laterais ainda se pode comer tranquilamente, embora os bancos ao balcão não sejam muito cómodos, como é o caso deste Monte Mar.

Ementa curta, da qual seleccionei os filetes de pescada com arroz de berbigão, um prato não muio entusiasmante.

Acompanhou um copo do branco Conde Vimioso 2019 - fresco e mineral, notas cítricas, alguma acidez, volume e final de boca médios. Cumpriu bem a sua função. Nota 16,5.

A garrafa foi-me mostrada, dada a provar num bom copo e servida uma quantidade generosa.

No final fui comer uma queijada de Sintra a outra banca e bebi o café numa outra. É a vantagem de se comer no Time Out Market. 


3.Ofício - 4 *

Este novo e curioso espaço de Lisboa fica em pleno Chiado (Rua Nova da Trindade, 11) e tem como nome Ofício - Tasco Atípico.

Na ementa constam 5 petiscos para picar, 9 entradas frias, 4 pratos quentes, 2 tábuas, 1 costoleta para a família e 5 sobremesas.

Tem uma simpática esplanada exterior, onde comi:

.croquetes de alheira

.raia no fogo

.tarte de amêndoa

Serviço desembaraçado e simpático.

Quanto à componente vínica, inventariei  6 espumantes (2 a copo), 26 brancos (3), 4 rosés (1) e 24 tintos (4). Lista confusa, ordenada por preços e, lamentavelmente, nenhuma indicação quanto a anos de colheita.

Bebi a copo o branco 2160 Onde Tudo Nasce - enologia de Paulo Ruão; fresco e mineral, acidez vibrante, volume e final de boca médios. Gastronómico, ligou bem com a raia. Nota 16,5.

A garrafa veio à mesa e dada a provar num bom copo, mas servida uma quantidade  a rapar.

Recomendo e tenciono voltar.

sábado, 7 de agosto de 2021

À volta da cerveja artesanal (XXI)

 1.Mais provas

Provadas mais 10 cervejas (8 artesanais e 2 semi-artesanais), classificadas de 1 a 5:

Com 5

.Letra F (Vila Verde)

.Musa Born in the IPA (Lisboa)

.Debru Plan B IPA (Trofa)

Com 4,5

.Aldeana IPA (Montijo)

.Hopsin Wheat Wine Grape ALE (Colares)

.Mean Sardine Zagaia (Ericeira)

.1927 Bengal Amber IPA (Superbock)

Com 4

.Cinco Chagas Ed. Lisboa APA (Anadia)

.1927 Munich Dunkel (Superbock)

.Cantillon Guenze 100 % Lambic Bio (Bélgica), com rolha de cortiça e a beber num prazo de 20 anos! 


2.Dia Internacional da Cerveja


Aconteceu ontem e foi badalado pelos Cervejeiros de Portugal, cujo Guia Cervejeiros em Portugal 2020-2021 refere mais de 100 produtores de cerveja, com os respectivos contactos e indicação das principais marcas. 

Está dividido em regiões

.Norte

.Centro

.Lisboa e Vale do Tejo

.Alentejo

.Algarve

.Madeira e Açores

 e pode ser consultado em www.cervejeirosde portugal.pt

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Sabores d' Itália marca pontos na TripAdvisor

 O "meu" restaurante de referência, o Sabores d' Itália nas Caldas da Rainha, ficou entre os 10 melhores restaurantes de Portugal, segundo a Travellers Choice Restaurants Awards de 2021, à frente do Belcanto e do DOC. É obra!

Cada prémio vale o que vale, mas quer sempre dizer alguma coisa.

Este espaço é um dos meus favoritos e o único que consta nos meus TOPs de espaços de restauração, desde 2010.

Ao longo dos anos dediquei-lhe uma série de crónicas, sendo a mais abrangente

"Sabores d' Itália - 5 *" e a última

"Mais espaços de restauração revisitados : Sabores d' Itália, (...)".

Para memória futura, os 10 melhores restaurantes segundo a TripAdvisor, de acordo com o serviço, qualidade e satisfação do cliente, são os seguintes:

1º - MUU Steakhouse (Porto)

2º - Alma de Henrique Sá Pessoa (Lisboa)

3º - Cris's (Funchal)

4º - Hexagon (Carvoeiro)

5º - Sabores d' Itália (Caldas da Rainha) 

6º - Paparico (Porto)

7º - Belcanto (Lisboa)

8º - DOC de Rui Paula (Cais da Folgosa, Douro)

9º - Salmora Live Kitchen & Bas (Vilamoura)

10º - Turismo Lounge (Barcelos) 

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Julho 2013 : o que se passou aqui há 8 anos

 Das 10 crónicas publicadas no decorrer de Julho 2013, destaco estas 4:


."Visita à Quinta do Gradil"

Recordando uma visita a este produtor, com provas e almoço, cujos participantes representavam diversos órgãos de comunicação social e este enófilo militante foi o único representante da blogosfera, o que não fez muito sentido.


."Novos vinhos da Casa da Passarela"

Recordando um jantar vínico organizado pela Garrafeira Néctar das Avenidas, no Real Palácio Hotel, que contou com a presença do Paulo Nunes, o enólogo responsável pelos vinhos deste produtor e que dispensa apresentações.


."Os vinhos e os anos do Raul (versão 2013)"

Recordando um inesquecível almoço, comemorativo do aniversário do Raul, nosso parceiro de provas há longos anos, que partilhou com um grupo de 12 amigos 7 tintos da colheita 2005 (em versão magnum) e 3 tawnies. Nota muito alta para o Quinta do Crasto Touriga Nacional e o Burmester Colheita 1955, ambos classificados com 19.  


."Roubos e distracções (II)"

Recordando uma série de desvios de vinhos (e não só...) na saudosa "Coisas do Arco do Vinho", por parte de amigos do alheio que a frequentavam. E pelo menos um deles estava acima de qualquer suspeita. Mais tarde, ironia das ironias, veio a fazer carreira no mundo do vinho!