quinta-feira, 29 de abril de 2021

À volta da cerveja artesanal (XIX)

 1.Mais provas

Provadas mais 10 cervejas artesanais, classificadas de 1 a 5:

Com 5

.Letra D Red Ale (Vila Verde), também classificada com 5 noutras 2 ocasiões e com 4,5 noutra

.Letra F American IPA (Vila Verde), sempre classificada com a nota máxima noutras 6 ocasiões

.8ª Colina Urraca Vendaval IPA (Lisboa), classificada com 4,5+ noutras 2 ocasiões, com 4,5 e 4 noutras 2

Com 4,5

.D' Ourique Prazeres Belgian IPA (Achada/Mafra) *

.Barona APA (Marvão), classificada com 3,5 noutra ocasião

Com 4

.Sovina Amber (Porto), classificada com 4,5 e 3,5 noutras ocasiões

.D' Ourique Da Fonte Gold Strong (Achada, Mafra)

.Barona IPA (Marvão), classificada com 4,5 noutra ocasião

.8ª Colina Florinda Lisboa Lager (Lisboa) *

.Dois Corvos Nazaré Double NEIPA (Lisboa) *

* - provadas pela 1ª vez


2.Balanço de 3 anos de provas

Pareceu-me interessante fazer um balanço das cervejas artesanais que tenho bebido e classificado nestes últimos 3 anos. Ficam de fora, obviamente, as provas não registadas.

Foram 171 as cervejas provadas e 39 as cervejeiras que as produziram. Destas, passo a mencionar, por ordem descendente de classificação, o valor médio daquelas que provei, no mínimo, 5 cervejas (entre parêntesis a quantidade provada de cada marca).

E elas foram:

1º - Letra (Vila Verde) - 4,5 (25 provadas)

2º - 8ª Colina (Lisboa) - 4,4 (29)

3º - Dois Corvos (Lisboa) - 4,3 (17)

4º - Barona (Marvão) - 4,2 (5)

5º - 5 e Meio (Mafra) - 4,1 (5)

5º - Selecção 1927 (Superbock) - 4,1 (16)

7º - Musa (Lisboa) - 4,0 (11)

8º - Boehmia (Sagres) - 3,9 (5)


3.Revista Evasões

Esta separata do DN e do JN continua atenta a este mundo novo da cerveja artesanal. Na edição de 2 de Abril publicou uma interessante entrevista com o mestre cervejeiro da Sovina, Fábio Torre de seu nome.

Nessa entrevista destaco especialmente a notícia das novas cervejas da Sovina, as Tempo (lote 1 e 2) com estágio prolongado em barrica, que ainda não tive a ocasião de provar.


4.Time Out

Também a Time Out no dia 14 de Abril, na sua versão online, abordou os locais de prova e venda de algumas cervejeiras, tendo em Lisboa abordado os espaços da 8ª Colina, Bolina, Dois Corvos, Musa e Flor de Lúpulo e, ainda, o bar "Outro Lado" em Alfama. 

terça-feira, 27 de abril de 2021

Vinhos em família (CXX) : um branco de eleição

 Mais 4 vinhos (2 brancos e 2 tintos) provados em confinamento, com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega. E eles foram:


.Quinta Vale d' Aldeia Grande Reserva 2015 - enologia de Reverendo Conceição; com base nas castas Viosinho, Rabigato, Gouveio e Malvasia Fina a 550 metros de altitude, estagiou 6 meses em barricas novas de carvalho francês; presença de citrinos e fruta de caroço, bom equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca assinaláveis (14 % vol.). Complexo e cheio de personalidade. Uma boa surpresa e um dos melhores brancos que bebi nos últimos tempos. Melhorou passadas 48 horas. Imperdível! Nota 18,5.  


.Monte Branco louCa 2017 - enologia de Luis Louro e Inês Capão; com base nas castas Arinto e Roupeiro, estagiou 12 meses em barricas usadas de carvalho francês; muito fresco e mineral, belíssima acidez, citrinos bem presentes, volume médio e final de boca acima da média (12 % vol.). Perfil pouco alentejano. Nota 17,5.


.Luis Pato Vinhas Velhas 2011 - com base na casta Baga (100 %), estagiou 30 meses em cascos de carvalho francês novos e usados; ainda com fruta vermelha, alguma acidez, ligeiramente especiado, taninos discretos, volume médio e final de boca algo persistente (12,5 % vol.). Elegante, a consumir desde já. Nota 17,5. 


.Quinta de Lemos Dona Georgina 2011 - 94 pontos no Parker; enologia de Hugo Chaves; com base nas castas Touriga Nacional (80 %) e Tinta Roriz (20 %), estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês; presença de frutos vermelhos, alguma acidez, notas terrosas, especiado, taninos presentes mas civilizados, volume e final de boca apreciáveis (14 % vol.). Muito equilibrado, a beber nos próximos 7/8 anos. Nota 18.

quinta-feira, 22 de abril de 2021

As revistas especializadas - nº de Abril 2021 (2ª parte)

 2.Grandes Escolhas (GE)

A. 100 páginas, das quais 34 de publicidade. Logo, apenas 66 úteis (66 % do total).

B1. Crónicas/Reportagens (4)

.Amândio Cruz : "Plantas doentes não dão boa uva nem bom vinho" (entrevista de Luis Lopes)

.Quinta da Extrema, vinhos de fronteira (João Paulo Martins)

.Sovibor, bago a bago enche a talha o papo (Mariana Lopes)

.Na Quinta de Chocapalha (Nuno Oliveira Garcia)

B2. Painéis de prova (1)

.Quando Verde não é uma cor (Valéria Zeferino)

Bem descrito e com muita informação. Provados 35 vinhos de lote da Região Vinhos Verdes, não estando presentes os grandes Alvarinhos e Loureiros. A nota mais alta foi 17 e 15 dos vinhos provados (43 % do total) custam menos de 5 €.

B3. Opiniões (1)

.Efabulações aquícolas (Fernando Melo)

C. Lançamentos (2)

.Casa Relvas, entre pai e filhos (Mariana Lopes)

.Parceiros na Criação, a união faz os vinhos (Mariana Lopes)

D. Crítica de Restaurantes

Nada a aassinalar.

E. Cervejas Artesanais

Nada a assinalar.

F. Provados 108 vinhos, dos quais 18 classificados com 18 ou mais (16,7 % do total)

Brancos

.Espumante Vérice Pinot Noir 2011 - 19

.Vale D. Maria Vinha de Martim 2019 (Douro) - 19

.Adega Mãe 221 2017 (IVV) - 18,5

Tintos

.António Maçanita Os Paulistas 2018 (Alentejo) - 19

.Júlio B. Bastos Alicante Bouschet 2015 (Alentejo) - 19

.Coelheiros Vinha do Taco 2012 (Alentejo) - 18,5

.Mamoré da Talha Moreto 2019 (Alentejo) - 18,5

Seguem-se 11 vinhos classificados com 18.

Dos 18 eleitos, 1 é espumante, 3 brancos, 14 tintos e nenhum fortificado.

Por Região, os vinhos tranquilos dividem-se em 6 Douro, 2 Bairrada, 1 Lisboa, 6 Alentejo e 2 IVV.


3.Concluindo

Neste número de Abril, é de referir:

.A RV continua com mais páginas úteis (112 contra 66 da GE)

.O  mesmo se passa com as Crónicas/Reportagens (7 da RV e 4 da GE), Opiniões (4 da RV e 1 da GE) e Novidades/Lançamentos (10 da RV e 2 da GE)

.Quanto a painéis, ambas se ficaram por 1

.Em restaurantes, nenhuma opinou

.Quanto a cervejas artesanais, a situação mantem-se continuando a GE de costas voltadas para este admirável mundo novo

.Finalmente, a RV provou mais vinhos (281 contra 108 da GE), mas a GE ultrapassou a RV na eleição de vinhos classificados com 18 ou mais (18 contra 17 ou em % 16,7 contra 6).

terça-feira, 20 de abril de 2021

Grupo dos 3 : 283 vinhos à prova desde 2010 (IV)

 A 4ª e última crónica dedicada a este assunto incide nas sessões organizadas por mim com vinhos da minha garrafeira.


1.Sessões

Foram 25 os almoços com vinhos da minha garrafeira que decorreram em 25 diferentes espaços de restauração, alguns deles já encerrados.

Por ordem cronológica: Nariz de Vinhos Tinto *, A Commenda *, Assinatura *, Xico's *, Manifesto *, Sem Dúvida, Casa da Comida **, Bg Bar *, Tapas e Wine Bar Tágide, Jacinto, Rubro Avenida, Chefe Cordeiro *, 1300 Taberna, Avenue *, deCastro *, Lisboéte, Faz Gostos *, Bagos Chiado *, Descobre **, Lumni *, Real Marisqueira, Clube dos Jornalistas, Lugar Marcado **, Taberna Albricoque e Belém 2 a 8. 

* - entretanto encerrados

** - mudaram de conceito e/ou de dono  


2.Vinhos

Da minha garrafeira sairam 97 vinhos, sendo 33 brancos (4 eram Colheita Tardia/Late Harvest), 42 tintos e 22 fortificados (8 Portos, 5 Madeiras, 8 Moscatéis e 1 Carcavelos). 

Quanto aos vinhos tranquilos, 2 eram da Região Vinhos Verdes, 15 Douro, 18 Dão, 20 Bairrada, 3 Lisboa, 1 Setúbal, 7 Alentejo, 2 IVV e 3 estrangeiros.


3.Quadro de Honra

Dos 97 vinhos provados, entraram no meu Quadro de Honra, com classificações atribuídas por mim (18 ou mais para os brancos e 18,5 ou mais para os tintos e fortificados) 38 vinhos (39,2 % do total). Dos vinhos tranquilos, 8 eram Douro, 6 Dão, 7 Bairrada, 1 Dão/Bairrada, 2 Lisboa, 2 Alentejo e 1 estrangeiro.


Brancos

.Com 18,5: Mapa Vinha dos Pais 2013 (Douro), Qtª dos Carvalhais Branco Especial eng. 2015 e Maria João Private Colection 2013 (Dão)

.Com 18+ : Pai Abel 2009 (Bairrada)

.Com 18: Redoma Reserva 2005 (Douro), Qtª dos Carvalhais Branco Especial eng. 2013 e Villa Oliveira Encruzado 2015 (Dão), Niepoort Qtª de Baixo Vinhas Velhas 2013, Kompassus Private Colection 2014 e Messias Clássico 2012 (Bairrada), Buçaco Reservado 2007 (Dão/Bairrada) e Casa das Gaeiras Reserva Vinha Velhas 2013 (Lisboa).


Tintos

.Com 19: Qtª Vale Meão 2004 (Douro)

.Com 18,5+: Kopke Vinhas Velhas 2008 e Passagem Reserva 2009 (Douro), Kompassus Private Selection Baga 2005 e 2011 (Bairrada) 

.Com 18,5: Qtª da Gaivosa Vinha do Lordelo 2007, Batuta 2004 e Grandes Quintas Vinha do Cerval 2011 (Douro), Villa Oliveira Touriga Nacional 2011 e 93 Anos de História 2011 (Dão), Aliança Baga Clássico by Qtª da Dôna 2011(Bairrada), Qtª do Mouro Rótulo Dourado 2006 e Zambujeiro 2004 e 2007 (Alentejo) e Aalto P S 2005 (Espanha).


Fortificados

.Com 19: Burmester Tordiz 40 Anos, Artur Barros e Sousa Solera Malvasia 1965, Blandy Bual 1968 e Moscatel José Maria da Fonseca Trilogia

.Com 18,5+: Cossart Gordon Bual 1969 e Moscatel José Maria da Fonseca Superior 1962

.Com 18,5: Krohn Colheita 1978, Dalva Colheita 1985, Niepoort 20 Anos, Sandeman 30 Anos e Moscatel José Maria da Fonseca Alambre 20 Anos.

sexta-feira, 16 de abril de 2021

As revistas especializadas - nº de Abril 2021 (1ªparte)

 1.Revista de Vinhos (RV)

A. 154 páginas, das quais 42 de publicidade. Logo, apenas 112 úteis (72,7 % do total).

B1. Crónicas/Reportagens (7)

.Niepoort : Dirk e a chegada de um novo tempo (José João Santos)

.Pacheca, uma história por caminhos cruzados (José João Santos)

.Rui Reboredo Madeira, uma história com duas décadas (Luis Costa)

.Lisboa : Félix Rocha e Monzwine (Manuel Moreira)

.Adega do Monte Branco (Luis Louro) : prova vertical 2010 a 2017 (Nuno Guedes Vaz Pires)

.Uma ode à chanfana (Fátima Iken)

.Tacho e Vinho (Guilherme Corrêa)

B2. Painéis de prova (1)

Brancos de 2020 : frescos, vivos, prontos para dar prazer (Guilherme Corrêa e Marc Barros), com prova de 91 vinhos de gama baixa e média-baixa (a nota mais alta foi 17 e 31 destes brancos têm um preço abaixo dos 5 €)

B3. Opiniões (4)

Injustamente só muito ocasionalmente tenho referido este ponto, mas a partir deste nº estará sempre presente.

.Sarah Ahmed - A busca pela excelência

.Jamie Goode - Um encontro surpreendente com (a casta) Loureiro (de referir o elogio a esta casta e aos vinhos da Quinta do Ameal)

Por um inexplicável lapso da RV, esta opinião aparece, em 2 páginas seguidas, atribuída ao José Peñin!

.José Peñin - Microbiota: o lado oculto do terroir

.José João Santos - Tipicidade: bom argumento ou má desculpa?

C. Novidades (10)

.Ninho da Pita, Alfândega da Fé no mapa (Guilherme Corrêa)

.Quinta do Portal, o trilho experimentalista (José João Santos)

.Quinta Chocapalha, a estreia a solo do Viosinho (José João Santos)

.Vineadouro, um início promissor (José João Santos)

.Portugal Boutique Winery, muito para lá dos Boina (José João Santos)

.Adega do Montado, os primeiros vinhos de Carlos Santos e Cecília Carmo (Luis Costa)

.Joseph Perrier, o brilho do passado (Luis Costa)

.CARMIM, Grande Reserva no Cinquentenário (Manuel Moreira)

.Provezaide, uma nova criação no Douro (Manuel Moreira)

.Dalva, Aguardente única e intemporal (Marc Barros)

D. Crítica de restaurantes

Nada a assinalar

E. Cervejas artesanais

Superbock, o gigante que também é artesão (Luis Alves)

Uma crónica à volta da Selecção 1927, com prova de 5 cervejas

F. 281 vinhos provados, dos quais 17 classificados com 18 ou mais (6 % do total)

Brancos (1)

.Quinta das Marias Crudus 2018 (Dão) - 18,5

Tintos (1)

.Quinta Vale D. Maria Vinha Francisca 2018 (Douro) - 18,5

Fortificados (3)

.Niepoort Vintage 2019 - 19

.Pacheca Colheita 1934 - 19

.Pacheca Colheita 1962 - 18,5

Espirituosos (1)

.Dalva Aguardente Vínica Velhíssima - 18,5

Estrangeiros (1)

.Champanhe Joseph Perrier Cuvée Royal Josephine - 18,5

Seguem-se 10 vinhos classificados com 18.

Dos 17 eleitos, 3 são champanhes, 2 brancos, 8 tintos, 3 Porto e 1 Aguardente.

Os vinhos tranquilos, por Região, dividem-se em 3 Douro, 2 Dão, 1 Lisboa e 4 Alentejo.

terça-feira, 13 de abril de 2021

Grupo dos 3 : 283 vinhos à prova desde 2010 (III)

 A crónica de hoje é dedicada às sessões organizadas pelo João Quintela com vinhos da sua garrafeira.


1.Sessões

Foram 25 os almoços organizados pelo João, com vinhos trazidos por si, tendo decorrido em 12 espaços de restauração, com especial incidência no restaurante principal do Corte Inglês (8 sessões). Seguiram-se As Colunas e o Via Graça (3 sessões cada) e com 2 Guarda Real e Magano. Finalmente, o Assinatura, Casa da Dízima, Jacinto, Real Parque, Comendador Silva, Bacalhoaria Moderna e Taberna Albricoque (1 sessão cada).


2.Vinhos

Da garrafeira do João saíram 94 vinhos, sendo 1 espumante, 41 brancos (7 eram Colheita Tardia/Late Harvest), 32 tintos e 20 fortificados (5 Portos, 8 Madeiras, 6 Moscatéis e 1 Carcavelos).

Quanto aos vinhos tranquilos, 8 eram da Região Vinhos Verdes, 26 Douro, 1 Trás-os-Montes, 6 Dão, 8 Bairrada/Beiras, 5 Lisboa, 1 Tejo, 1 Setúbal, 7 Alentejo e 7 estrangeiros.


3,Quadro de Honra

Dos 94 vinhos provados, entraram no meu Quadro de Honra, com classificações atribuídas por mim (18 ou mais para os brancos e 18,5 ou mais para os tinos e fortificados), 15 vinhos (16 % do total).

Destes, 5 eram brancos (inclui 1 Late Harvest), 6 tintos e 4 fortificados (2 Madeira e 2 Moscatéis). Dos vinhos tranquilos, 1 era da Região Vinhos Verdes, 3 Douro, 3 Dão, 1 Bairrada, 1 Tejo e 2 estrangeiros.

Brancos (todos com 18)

.Portal do Fidalgo Alvarinho 2011 (Vinhos Verdes), Poejo d' Algures 2015 (Dão), Qtª das Bageiras Garrafeira 2004 (Bairrada), 5ª de Mahler 2000 (Tejo) e Lenz Moser Trockenbeerenauslese 2005 Late Harvest.

Tintos

Com 18,5+

.Robustus 2005 (Douro)

Com 18,5

.Canameira Grande Reserva 2011 e Conceito 2015 (Douro), Qtª dos Roques Touriga Nacional 2005 e Vinha Othon Reserva 2008 (Dão) e Aalto P S 2005.

Fortificados

Com 19

.Moscatel Secret Spot + 40 Anos

Com 18,5

.Blandy Bual 1920, FMA Bual 1964 e Bastardinho 30 Anos.

Obrigado João!

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Vinhos em família (CIXX) : 2 belíssimos brancos e 1 desilusão

 Mais 4 vinhos (3 brancos e 1 tinto) provados em confinamento, com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega.

E eles foram:


.Quinta dos Roques Encruzado 2011 - com base na casta Encruzado (100 %); sem ponta de oxidação, presença de citrinos e fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, notas glicerinadas, volume e final de boca assinaláveis (14 % vol., um exagero). Complexo e gastronómico, a precisar de comida algo pesada. Nota 18.


.Almeida Garrett Reserva 2013 (Beira Interior) - com base na casta Chardonnay, estagiou 10 meses em barricas usadas de carvalho francês; sem ponta de oxidação, fresco, cítrico e algo mineral, acidez elevada, delgado de corpo e final de boca curto (13 % vol.). Algo desequilibrado e sem alma. Uma desilusão. Nota 15,5.


.Anselmo Mendes Parcela Única Alvarinho 2016 - 94 pontos no Parker e 18,5 na Grandes Escolhas; estagiou 9 meses em barricas de carvalho francês e mais 12 em garrafa; aroma intenso, presença de citrinos e fruta de caroço, notas florais, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca notáveis (12,5 % vol.). Um grande Alvarinho, complexo e gastronómico. Nota 18.


.Adega Vila Real Premium 2017 - com base nas castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, estagiou parcialmente 12 meses em barricas de carvalho francês e americano; presença de frutos vermelhos e notas terrosas, alguma acidez e especiarias, volume e final de boca médios (14 % vol.). Boa relação preço/qualidade, mas fica a perder com a versão de 2015. A beber nos próximos 3/4 anos. Nota 16,5. 


terça-feira, 6 de abril de 2021

Grupo dos 3 : 283 vinhos à prova desde 2010 (II)

 Depois de ter feito o resumo das provas do Grupo dos 3 ao longo destes  últimos 11 anos, passarei a dedicar este assunto a cada um dos intervenientes, começando pelo Juca, continuando pelo João e terminando comigo.


1.Sessões

Foram 24 as sessões deste grupo com os vinhos da garrafeira do Juca, que decorreram em 14 restaurantes escolhidos por ele, com especial incidência em As Colunas e na Ordem dos Engenheiros (4 em cada um destes espaços). Seguiram-se o Tacho da Memória, Salsa e Coentros, Guarda Real e Via 14, todos com 2. Finalmente, Porto Sentido, O Mattos, Horta dos Brunos, Bel'Empada, Magano, Real Parque, Casa do Bacalhau e na sua própria casa, 1 vez. 


2.Vinhos

Da garrafeira do Juca sairam 93 vinhos, sendo 24 brancos, 44 tintos e 25 fortificados (8 Portos, 16 Madeiras e 1 Moscatel). Quanto aos vinhos tranquilos, 2 eram da Região Vinhos Verdes, 30 Douro, 1 Trás-os-Montes, 10 Dão, 6 Bairrada, 2 Lisboa, 4 Alentejo, 1 IVV e 12 estrangeiros.


3.Quadro de Honra

Dos 93 vinhos provados, entraram no meu Quadro de Honra com classificações atribuidas por mim (18 ou mais para os brancos, 18,5 ou mais para os tintos e fortificados) 26 vinhos (28 % do total). Destes, 1 era branco, 14 tintos e 11 fortificados (1 Porto e 10 Madeiras ). Dos vinhos tintos 10 eram Douro, 2 Dão, 1 Bairrada e 1 Alentejo.

.Brancos

Soalheiro Alvarinho Reserva 2010 (Vinhos Verdes) - 18

.Tintos

.Com 18,5+

Qtª do Crasto Touriga Nacional 2005 (Douro)

.Com 18,5

CARM BOCA 2004, CV 2004, Pintas 2005, Qtª do Noval 2005, Qtª da Romaneira 2004, Qtª do Vale Meão 2006, Robustus 2005, Três Bagos Grande Escolha 2004 e 2005 (todos DOuro), M.O.B. 2012 e Pellada Mulher Nua 2003 (Dão), Kompassus Private Selection 2005 (Bairrada) e Esporão Private Selection Garrafeira 2008 (Alentejo). 

De referir a presença maioritária das colheitas 2005 (6 vinhos) e 2004 (4 vinhos).

.Fortificados

.Com 19,5

FMA Bual 1964

.Com 19

Blandy Bual 30 Anos

.Com 18,5+

Artur Barros e Sousa Moscatel Velho 1963, Blandy Verdelho 1977, Cossart Gordon Verdelho 1973

.Com 18,5

Artur Barros e Sousa Verdelho 1984, Blandy Bual 1991, Blandy Malvasia Harvest 1985, Blandy Malvasia 2004, Blandy Sercial 1966 e Porto Barros Finest Old Tawny.

De referir as castas Verdelho e Bual, as mais cotadas nesta selecção.

Obrigado Juca!

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Março 2013 : o que se passou aqui há 8 anos

 Das 13 crónicas publicadas no decorrer de Março 2013, destaco estas 3, por ordem cronológica:


."Eu, enófilo me confesso"

Recordando as minhas preferências vínicas. Passados 8 anos, mantêm-se de um modo geral, mas:

.Brancos

Cada vez consumo e aprecio mais vinhos brancos, sendo as minhas castas preferidas a Alvarinho, Arinto e Encruzado. No momento estou a "descobrir" os brancos Lisboa e Açores.

.Tintos

Depois da colheita 2004 ter sido a minha preferida há 8 anos, no momento a colheita 2011, a melhor da década passada, é claramente a eleita. Além dos tintos do Douro, o Dão e a Bairrada proporcionaram-me belos momentos.

.Fortificados

As minhas preferências mantêm-se, a saber

1º Vinho da Madeira (Frasqueiras)

2º Vinho do Porto (Colheitas e Tawnies de Idade)

3º Moscatéis velhos

.Cervejas Artesanais

Há 8 anos, nem sabia que existiam. Hoje sou um fã incondicional desta nova moda que veio para ficar.


."Jantar Luis Pato"

Recordando este evento vínico, organizado pela Garrafeira Néctar das Avenidas, tendo decorrido no restaurante Assinatura e contado com a presença do produtor, enólogo e também brilhante pedagogo, Luis Pato.


."Tintos 2004 versus 2005"

Recordando uma sessão memorável no restaurante As Colunas, onde se "degladiaram" o Batuta, Pintas e S de Sberanas, versões 2004 e 2005, com algumas desilusões. Extra concurso, o vinho da noite foi o Poeira 2004.

A idéia e organização partiu do João Quintela.