Este grupo de enófilos, na sua máxima força, reuniu recentemente no Magano. Mesa redonda numa espécie de "mezzanine" bem atoalhada, guardanapos de pano personalizados, copos Spiegelau topo de gama, gastronomia saborosa e serviço competente e profissional a cargo do Miguel Gonçalves.
Desfilaram, com os rótulos à vista:
.Quinta das Bageiras Garrafeira 2022 (garrafa nº 2537 levada pelo Juca) - com base nas castas Maria Gomes e Bical em vinhas velhas; cítrico e mineral, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca longo (13,5 % vol.). Fresco e harmonioso, ligou melhor com as entradas. Nota 18,5.
.Quinta do Sobral de Santar Vinha da Neta 2022 (levada pelo João) - com base nas castas Encruzado, Cerceal, Malvasia e Barcelo, estagiou 6 meses em barricas novas de carvalho francês; presença de citrinos e fruta de caroço, belíssima acidez, notas amanteigadas, algum tropical, boa estrutura e final de boca extenso (12,5 % vol.). Complexo e gastronómico, ligou melhor com o prato. Nota 18,5+.
Estes 2 brancos harmonizaram com as entradas (queijo fresco, rissóis de camarão, peixinhos da horta, torresmos, mini carapaus e batatas fritas) e o prato de Lulas à Algarvia.
.Villa Oliveira Vinha das Pedras Altas 2012 (garrafa nº 152/1703 levada pelo Frederico) - com base numa vinha velha, estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês; ainda com fruta vermelha, acidez q.b., especiado, taninos presentes e civilizados, volume e final de boca de registar (13,5 % vol.). Fresco e elegante, a consumir em 8 a 10 anos. Nota 18,5+.
.Casa de Santar 8 Parcelas 2012 (garrafa nº 4519/6518 levada por mim) - com base em 6 castas do Dão, espalhadas por 8 parcelas; ainda com fruta preta, acidez bem presente, notas especiadas, taninos evidentes, boa estrutura e final de boca persistente (13,5 % vol.). Complexo e gastronómico, a consumir em 7/8 anos. Nota 18,5.
Estes 2 tintos maridaram com um prato de costoletas.
.Niepoort Colheita 1952 (levada pelo Adelino) - algum fruto seco, acidez presente, especiado, taninos firmes, volume e final de boca muito longo. Uma surpresa e uma grande raridade. A Niepoort no seu melhor! Nota 19.
.Blandy's Terrantez 1976 (engarrafada em 1997 e levada pelo J. Rosa) - presença de frutos secos, algum vinagrinho, taninos evidentes, alguma estrutura e final de boca interminável. A Madeira no seu melhor! Nota 19,5.
Estes 2 fortificados acompanharam um "pijama" de sobremesas.
Mais uma grande sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado a todos!