Mais 4 vinhos (2 brancos e 2 tintos) provados em confinamento. Três foram provados com os rótulos à vista, mas o Barca Velha veio para a mesa tapado.
E eles foram:
.Antónia Adelaide Ferreira 2015 - com base nas castas Arinto (55 %) e Viosinho (45 %) estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês; fresco, presença de citrinos e alguma fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca (13 % vol.). Um branco gastronómico e para o Outono. Nota 17,5+.
.Procura Vinhas Velhas 2017 (2650 garrafas) - com base em vinha velha na Serra São Mamede, estagiou 8 meses em barricas usadas de carvalho francês; cítrico e mineral, equilibrio acidez/gordura, estruturado e com um final de boca acima da média (13 % vol.). Alguma complexidade e perfil pouco alentejano. Nota 17,5+.
.Quinta do Vesúvio 2011 - com base nas castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Amarela, estagiou 14 meses em cascos de carvalho; fresco, ainda com muita fruta vermelha, acidez presente, algum especiado, taninos de veludo, volume e final de boca consideráveis (14 % vol.). Um tinto muito fino e algo aristocrata, a beber nos próximos 7/8 anos. Nota 18,5.
.Barca Velha 2011 - com base nas castas Touriga Franca (45 %), Touriga Nacional (35 %), Tinto Cão (10 %) e Tinta Roriz (10 %), estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês; ainda com fruta vermelha, acidez no ponto, especiado, taninos presentes mas civilizados, volume considerável e final de boca interminável (14,5 % vol.). Perfil aristocrático e muito complexo, a beber nos próximos 8 a 10 anos. Nota 19.
Confesso que estava um pouco cético, na sequência da necessidade deste vinho ser rearrolhado. Foi provado, na véspera, ao lado do Legado 2011 e daí resultou um empate técnico, com ambos a merecerem 18,5. No entanto, no dia seguinte, no decorrer do almoço em família, o Barca Velha disparou e distanciou-se do Legado. Bingo!