quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Vinhos no Pátio : cartão amarelo!

 Com organização da Comissão Regional de Turismo da Região de Lisboa e das CVR Lisboa e Península de Setúbal e colaboração da Revista de Vinhos decorreu no Pátio da Galé nos dias 9 a 12 Dezembro o evento "Vinhos no Pátio - Enoturismo de Lisboa e Setúbal".

Estavam presentes 24 bancas e mais de 200 vinhos à prova, mas os mais mediáticos (José Maria da Fonseca, Quinta Monte d' Oiro ou Chocapalha, entre outros) não compareceram. Para além de não haver um folheto indicativo dos produtores presentes, o que não se entende, alguns fizeram-se representar pelas segundas linhas e/ou os comerciais.


Por outro lado, as condições não eram as melhores. No Sábado, dia em que participei no evento, estava ligado um écran gigante, com o som altíssimo, com parte das bancas vazias porque Portugal jogava com Marrocos, resultando como consequência não serem famosas as condições para quem quisesse provar vinhos devidamente concentrado. Eu entendo que se tivesse transmitido o jogo, mas sem som, senhores organizadores!


A organização também anunciou a presença de 2 bancas onde se podia petiscar, Miguel Castro e Silva e Can the Can, mas só vislumbrei o primeiro. Mais, o Miguel Castro e Silva, que muito prezo, é um homem do Porto. Não pensaram em alguém de Lisboa ou de Setúbal, senhores organizadores?


Apesar destas condições adversas, ainda consegui provar 7 brancos, 6 tintos e 6 Moscatéis. Destes, destaco:

.Quinta da Bacalhôa Centenarium 2015 tinto - 18

.Quinta do Boição Vinhas Velhas Grande Reserva 2015 tinto - 17,5+

.Moscatel Adega de Palmela 10 Anos - 18

.Bacalhôa Moscatel Roxo Superior 10 Anos - 18

.Bacalhôa Moscatel de Setúbal Superior 10 Anos - 17,5+


Resumindo e concluindo, Cartão Amarelo à organização!

terça-feira, 27 de dezembro de 2022

Grupo dos 3 (82ª sessão) : Quanta Terra em grande forma e um Carcavelos surpreendente.

 Esta foi a 82ª sessão deste grupo de enófilos da linha dura, tendo sido 28 da minha inteira responsabilidade. Era ponto de honra (mas já não é) escolher sempre um restaurante diferente, mas já vai sendo muito difícil encontrar um espaço de restauração que tenha, para além de boa comida, um serviço exemplar de vinhos (copos e decantadores de qualidade, temperaturas controladas, etc) e que eu conheça os responsáveis. Até agora foram 26 os restaurantes escolhidos por mim, dos quais 12 já encerraram e 3 mudaram de dono e/ou de filosofia.


Nas 2 últimas sessões da minha responsabilidade escolhi o Lugar Marcado (Rua do Regedor, 7 ao Largo do Caldas) - 5 *, onde irei fazer as próximas. Tenho uma boa relação com a Fátima, proprietária e responsável pelo serviço na sala, e com a Sandra, responsável pela gastronomia de qualidade que ali se pratica. Mais, o serviço de vinhos, a cargo da Fátima, é do melhor que conheço em Lisboa e não só.


Por iniciativa da Fátima, o repasto começa sempre por uma prova de azeites de qualidade. A avaliação dos ditos não foi consensual, mas esta é a minha classificação:

.1º - Quinta Seara d' Ordens Selection - 5 (em 5)

.2º - Principal Vintage - 4,5

.3º - Quinta Vale Meão - 4


Quanto a vinhos (às cegas), desfilaram:

.Quanta Terra Grande Reserva 2019 branco - com base nas castas Gouveio e Viosinho, estagiou cerca de 18 meses em barricas de carvalho francês; fresco, cítrico e mineral, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca extenso (12,5 % vol.). Harmonioso e gastronómico. Nota 18.

Maridou com:

.couvert

.croquetes de carne

.folhado de queijo de cabra

.caril de camarão

.coelho frito


.Quanta Terra Inteiro 2011 - com base nas castas Touriga Franca e Touriga Nacional, estagiou 6 anos em madeira usada e mais 3 em cuba de cimento; ainda com muita fruta preta, acidez bem marcada, notas especiadas. taninos vigorosos mas civilizados, enorme volume e final de boca muito longo (14 % vol.). Potente e sedoso, em simultâneo. Nota 18,5+.

Harmonizou com:

.coelho frito 

.presa de porco preto


.Quinta do Barão + 30 Anos (Carcavelos) - presença de frutos secos, notas de brandy e especiarias, algum vinagrinho e volume e, ainda, final de boca extenso. Fresco e complexo, uma boa surpresa. Nota 18,5. 

Acompanhou:

.azevias

.tarte de amendoim

.mousse de chocolate


Mais uma grande sessão de convívio, comeres e beberes.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Vinhos em família (CXXXIX)

 Mais 3 vinhos provados em casa com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega e, ainda, mais alguns bebidos em espaços de restauração, sem notas de prova.

E eles foram:


1.Provados em casa

.Fundação Oriente Colares Malvasia 2015 - enologia de Jaime Quendera; com base na casta Malvasia de Colares; cítrico e mineral, salinidade e acidez presentes, algum volume e final de boca (12% vol.). Complexidade e originalidade. Nota 17,5.


.Adega Mãe 221 2017 (garrafa nº 2483/2539) - 2 enólogos (Anselmo Mendes e Diogo Lopes), 2 Regiões (Monção/Melgaço e Lisboa) e 1 casta (Alvarinho); "batonnage" durante 9 meses, sob borras finas; cítrico e tropical, alguma fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca de respeito (12,5 % vol.). Complexo e gastronómico. Nota 18.


.Quinta da Ponte Pedrinha Vinhas Velhas 2015 - enologia de Patricia Carvalho; muita fruta vermelha, alguma acidez, notas especiadas, taninos civilizados, volume e final de boca médios (14 % vol.). Redondo e envolvente. Nota 17.


2.Bebidos em espaços de restauração (todos brancos)

.OM. O Sedutor 2020 (Bairrada) - 17,5

.Quinta Vale de Fornos Reserva 2019 (Tejo) - 17,5

.Beyra 2021 (Beira Interior) - 17

.Planalto Reserva 2021 (Douro) - 17

.Maçanita Reserva 2020 (Douro) - 16,5

.Monte Branco Rafeiro 2015 (Alentejo) - 16,5

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

Grupo dos 6 (29ª sessão) : 1 branco, 1 tinto e 1 fortificado de respeito

 Este grupo de enófilos voltou a reunir na sua máxima força. O evento decorreu no Magano que esteve à altura dos acontecimentos. Gastronomia de muita qualidade, serviço de vinhos impecável e copos Spiegelau topo de gama na mesa.

Desfilaram:


.Buçaco Reservado 2015 (garrafa levada pelo João) - mineral, presença de citrinos e fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca longo (13,5 % vol.). Complexo e gastronómico, às cegas ninguém acerta com a idade. Nota 18,5.


.Quinta das Bageiras Cercial 2016 (garrafa nº 757/848 levada pelo Frederico) - acidez e mineralidade, volume e final de boca acentuados (13,5 % vol.). Uma raridade que "primeiro estranha-se e, depois, entranha -se". Nota 18.

Estes 2 brancos maridaram com:

.uma série de entradas (queijo fresco, empadas, salada de polvo, cogumelos recheados, peixinhos da horta e torresmos)

.pregado à Bulhão Pato (belíssimo) 


.Foral de Cantanhede Baga 2011 (garrafa nº 1579/5700 levada por mim) - enologia de Osvaldo Amado; com base na casta Baga (100 %), estagiou 24 meses em barricas de carvalho francês (75 % novas); ainda com fruta preta, acidez no ponto, notas especiadas, taninos bem presentes, volume notável e final de boca muito longo (14,5 % vol.). Ainda longe de reforma, é um caso sério. A beber nos próximos 10 a 12 anos. Nota 19.


.Crochet 2011 (1 das 3300 garrafas, levada pelo Juca) - enologia de Sandra Tavares da Silva e Susana Esteban; com base nas castas Touriga Franca (60 %) e Touriga Nacional (40 %), estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês (40 % novas); ainda com fruta vermelha, alguma acidez, taninos macios, algum especiado, volume e final de boca acima da média (14,5 % vol.). Fino e elegante, a beber nos próximos 4/5 anos. Nota 18.

Estes 2 tintos harmonizaram com um saboroso arroz de pombo bravo.


.Ferreirinha Rodo (levada pelo Adelino) - um tawny com cerca de 70 anos; presença de frutos secos, acidez nos mínimos, notas de iodo e brandy, taninos macios, doçura acentuada; algum volume e final de boca. Uma curiosidade. Nota 17,5.


Blandy Terrantez 1975 (também levada pelo Adelino) - presença de frutos secos e vinagrinho, notas de iodo, brandy e caril, taninos civilizados, algum volume e final de boca interminável. A Madeira no seu melhor! Nota 19.

Estes 2 fortificados acompanharm doce mil folhas, goiaba e broas de mel (levadas pelo Adelino).


Mais uma grande sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado a todos!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

À volta da cerveja artesanal (XXVIII)

 1.Mais provas

Provadas mais 12 cervejas (11 artesanais e 1 semi-artesanal), classificadas de 1 a 5:

.Com 5

.Letra A Blonde Ale (Vila Verde)

.Letra D Red Ale (idem)

.Letra F IPA (idem)

.Musa Remistura Belgian Strong Ale (Lisboa), com 9,8 % de álcool e estagiada em barricas de Vinho do Porto Cockburns 

.Trindade Profana IPA (Lisboa)

.8ª Colina Urraca Vendaval IPA (Lisboa)

Com 4,5

.Musa Born in the IPA (Lisboa)

.Musa Red Zeppelin Red Session IPA (idem)

.8ª Colina Mosquita Blonde Ale (Lisboa) em parceria com a José Maria da Fonseca

.1927 Bengal Amber IPA (Superbock)  

Com 4

.Dois Corvos Creature American IPA (Lisboa)

.Tuber Bock (uma parceria da Marafada com a Além Tejo) com batata doce


2.Revista de Vinhos (RV)

A RV, sempre atenta a este mundo novo das artesanais, com textos do jornalista Luis Alves, publicou nas suas edições de

.Outubro

A Sovina que faz parte do grupo Esporão, lançou agora a série 500 (3 referências, dedicadas ao Alentejo, Douro e Singapura).

.Novembro

A Mercadona lançou recentemente 2 referências, produzidas em Portugal (A Minha e A Tua).


3.Evasões

Esta separata de DN e JN (sai às sextas-feiras) de quando em quando faz referência à cerveja artesanal. O último apontamento é sobre a Judia, cervejeira de Carrazedo de Montenegro (Valpaços) que já comercializa 3 referências, todas com base na castanha (Judia, Martaínha e Longal, esta última  lançada recentemente).

terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Jantar do 11º Aniversário da Garrafeira Néctar das Avenidas

O jantar comemorativo do 11º aniversário da Néctar das Avenidas contou com a presença e os vinhos das produtoras e enólogas Sandra Tavares da Silva e Susana Esteban. O evento decorreu no restaurante Zunzum Gastrobar, tendo a chefe Marlene Vieira estado sempre presente , falado que se fartou e, ainda, conseguindo ir a algumas mesas. Todos os pratos saídos das suas mãos mostraram a sua criatividade e estavam saborosíssimos.

Mesas despojadas, mas guardanapos de pano, copos maioritariamente Spiegelau, mas serviço de vinhos, a cargo de um único empregado, demasiado demorado.


Desfilaram (vinhos e iguarias):

.Procura Rosé 2019 - fresco e correcto, mas sem cativar. Nota 15,5.

Com filhós de berbigão à Bulhão Pato, tartelete de atum e tosta de sapateira e abacate.

.Aventura 2020 branco - agradável e muito gastronómico, tem volume mas falta-lhe acidez. Nota 16,5.

Com pão de trigo integral, presunto de Barrancos e manteiga dos Açores.

.CH by Chocapalha Vinhas Velhas 2018 branco - com base na casta Arinto; presença de citrinos e fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca. Nota 17,5.

Com gamba rosa do Algarve e pregado na brasa com arroz cremoso de bivalves.

.Procura Vinhas Velhas 2017 - fruta vermelha e taninos bem presentes, algum volume e final de boca, redondo e algo pesado. Nota 17,5.

.Quinta da Manoella Vinhas Velhas 2019 - fresco e elegante, fruta e acidez bem presentes, especiado, taninos civilizados, volume e final de boca de respeito. Nota 18,5.

Com pica-pau de polvo e tempura de vegetais com caril (estes 2 tintos não ligaram, teria sido bem melhor com os brancos).

.Tricot 2017 (Alentejo) - fruta e acidez presentes, especiado, taninos evidentes, algum volume e final de boca longo. Nota 18.

.Crochet 2015 (Douro) - ainda com fruta, alguma acidez, notas especiadas, taninos civilizados, volume e final de boca de respeito, fino,elegante e muito complexo. Nota 18,5+.

Com peito de pato.

.Manoella Tawny 20 Anos (uma novidade que não cheguei a provar)

Com marmelo assado, iogurte e mel.


Quanto ao aniversário da Garrafeira, aqui vai o meu grande abraço de parabéns aos 2 "artistas", o João e a Sara Quintela, com votos que continuem o excelente trabalho que vêm fazendo, único no panorama vínico nacional, aproveitando a oportuniddae de relembrar o que editei há 1 ano em "Curtas (CXXVII : (...)".






quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Delfina e outros espaços

 1.Delfina - 4 *

Este espaço pertence ao Hotel Alma Lusa, situado na Praça do Município. Mesas despojadas, mas guardanapos de pano. Muito desconfortável para quem fique perto da porta automática, sempre a abrir e fechar.

O menu principal apresenta 12 entradas/petiscos (4 a 16 €), 19 pratos (16 a 28 €) e 8 sobremesas (todas a 6 €). Tem, ainda, a preços mais cordatos, a lista do dia com 5 entradas (3,5 a 5 €), 6 pratos (9,50 a 10,50 €) e 6 sobremesas (todas a 4,50 €).

Nesta visita comi:

.sopa de peixe (bem saborosa)

.caril de gambas e manga (muito adocicada e sem saber a caril)

Quanto à componente vínica, a lista não é corriqueira, mas os anos de colheita estão omissos.

Inventariei 3 espumantes, 2 champanhes, 20 brancos (4 a copo), 4 rosés (1), 26 tintos (4) e 9 fortificados (6 Portos e 3 Moscatéis, todos a copo). Os preços, especialmente a copo, são especulativos. Na lista consta, ainda, 1 cerveja artesanal mas que não tinham.

Optei por um copo de Qtª do Gradil Sauvignon e Arinto 2021 (6 € !) - presença de citrinos, equilibrio acidez/gordura, volume e final médios. Nota 16,5.

A garrafa veio à mesa e dada a provar num copo fraquito. Serviço eficiente.

Para terminar, este restaurante também aderiu à moda importada dos EUA, ao introduzirem na factura 10 % de gratificação (embora facultativa), o que é um insulto aos clientes.

Terei que pensar 2 vezes antes de lá voltar.


2.Outros espaços, classificados de 1 a 5 *

Com 5

.Lugar Marcado

.Magano

.Taberna Albricoque

.Zunzum Gastrobar

Com 4,5

.Bastardo

.Copostteria

.Elevador

.Frade dos Mares

.Lagar de Xisto

.Salsa e Coentros

Com 4

.Favas com Todos

.Le Petit (Algés)

.Marisco na Praça (Cascais)

.Relento (Algés)

.Taberna do El Corte Inglês

Com 3,5

.Campinas

.Churrasqueira do Campo Grande

.Lutador


terça-feira, 6 de dezembro de 2022

Vinhos do Alentejo em Lisboa

 Após um interregno de 2 anos devido à pandemia, a CVR Alentejana voltou a organizar a mostra e prova dos vinhos alentejanos no CCB, em Lisboa. Aderiram 71 produtores presentes com 450 referências, no total, tendo o evento, bem organizado pela CVRA, decorrido na tenda, um espaço amplo e tranquilo. De referir que, para além das bancas de vinho, havia uma com queijos e enchidos.

No entanto, pareceu-me que a maioria dos produtores não estava presente, tendo deixado nas suas bancas os respectivos comerciais. Dos produtores alentejanos que conheci nos tempos das Coisas do Arco do Vinho, apenas vi e tive a oportunidade de falar com o Lima Mayer e a Clara Roque do Vale.

Dos 450 vinhos presentes, apenas provei uma minoria (cerca de 10 %), 16 brancos e 25 tintos. 


Dos brancos provados destaco estes 6:

Com 18

.Qtª do Paral Vinhas Velhas 2018

Com 17,5+

.Paço dos Infantes Reserva 2019

Com 17,5

.Herdade Grande Grande Reserva 2020

.Herdade dos Grous Reserva 2021

.Milmat 2019

.Reynolds 2021


E, dos tintos, estes 18:

Com 18,5

.Icon d' Azamor 2015

.Blog 2017

.Freixo Family Colection 2018

.Marquês de Borba Reserva 2019

.Mouchão 2015

.Nunes Barata Grande Reserva 2014

.Quinta do Paral Vinhas Velhas 2019

Com 18+

.Herdade dos Grous Moon Harvest 2020

.Herdade do Peso Parcelas 2018

Com 18

.Esporão Private Selection 2016

.Herdade Grande Grande Reserva 2019

.Herdade de São Miguel The Friends Colection 2017

.Herdade das Servas Vinhas Velhas 2017

.Lima Mayer Reserva 2015

.Milmat Reserva 2019

.Paço dos Infantes Reserva 2019

.Reynolds Grande Reserva 2013

.Tapada do Chaves Reserva 2015


De referir:

.todos os produtores dos melhores brancos, fizeram o pleno com os tintos

.dos 18 tintos seleccionados, 10 eram de colheitas anteriores a 2018

sábado, 3 de dezembro de 2022

Novembro 2014 : o que aconteceu aqui há 8 anos

 Das 9 crónicas publicadas no decorrer de Novembro 2014, destaco estas 2:


."Almoço com Vinhos da Madeira (16ª sessão) : tintos de 2009 e 2 Madeiras Borges de luxo"

Recordando um grande almoço vínico na saudosa Enoteca de Belém, a convite do casal J. Rosa/Marieta, onde foram provados/bebidos 2 brancos, 4 tintos, 1 Porto e 3 Madeiras, tendo atribuído notas muito altas aos:

.Borges Sercial 1979 (levado pelo J. Rosa) - 19

.Borges Verdelho 1940 (levado pelo Adelino) - 19+


."Encontro com o Vinho e Sabores (EVS) 2014"

Recordando este evento organizado pela Revista de Vinhos (a antiga, agora Vinho - Grandes Escolhas). Foi, para mim, o evento do ano, onde só provei vinhos fortificados, alguns ao nível da excelência.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Grupo ad-hoc (3ª sessão)

 Este grupo, sem constituição fixa, voltou a reunir. Desta vez estiveram presentes o João (o promotor), Arménio, J. Rosa e eu. O local escolhido foi o restaurante Copostteria - 4,5 * (Rua Conde Sabugosa, 7A à Avenida de Roma) que eu não conhecia. É um espaço pequeno e aconchegante, gastronomia à altura dos acontecimentos, guardanapos de pano personalizados, grande oferta de vinhos e copos Spiegelau de grande qualidadede, a justificar o nome do restaurante.

Provados às cegas, desfilaram:


.Portal do Fidalgo Alvarinho 2010 (levado pelo João) - presença de citrinos e fruta de caroço, alguma acidez, notas glicerinadas, algum volume e final de boca (13,5 % vol.). Gastronómico, mas menos interessante que outras garrafas que provei anteriormente. Nota 17.


.Pai Abel 2018 (também levado pelo João) - com base nas castas Bical e Maria Gomes; fresco e cítrico, acidez pronunciada, notas florais, algum volume e final de boca longo (14,5 % vol.). Ainda muito jovem, prevê-se que vai evoluir bem. Melhorou no copo quando subiu a temperatura. Nota 17,5.

Estes 2 brancos acompanharam as entradas (ostras e choco frito), filetes de peixe galo e arroz de garoupa.


.Quinta Monte de Oiro Ex - Aequo 2011 (levado por mim) - 92 pontos no Parker; com base nas castas Syrah (75 %) e Touriga Nacional (25%), estagiou 20 a 24 meses em barricas de carvalho; exuberante e frutado, alguma acidez e especiarias, taninos presentes e civilizados, algum volume e final de boca persistente (14 % vol.). A consumir nos próximos 10 a 12 anos. Nota 18.


.Herdade de Portocarro Anima Lote 7 (2007) (levado pelo Arménio) - com base na casta Sangiovese, estagiou 24 meses em barricas usadas; mais contido do que o 1º vinho, alguma fruta vermelha, acidez bem marcada, taninos presentes, volume notável e final de boca muito longo (13 % vol.). Uma boa surpresa, a consumir nos próximos 12 a 14 anos. Nota 18,5.

Estes 2 tintos harmonizaram com bife à Chateaubriand.


.Borges Malvasia 30 Anos (levado pelo J. Rosa) - 96 pontos na Decanter; presença de frutos secos, equilibrio acidez/gordura, notas de iodo e caril, volume de registar e final de boca interminável. Perfil idêntico a um Porto tawny de idade (30 ou 40 anos). Nota 18,5+.

Este fortificado acompanhou uma tarte de maçã.


Uma grande sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado a todos!