terça-feira, 30 de agosto de 2016

Bairro do Avillez : o que ainda não foi dito

O chefe José Avillez continua de conquista em conquista, aumentando o seu império, tendo sido a última a abertura do Bairro do Avillez (Rua Nova da Trindade nº 18, praticamente ao lado da Trindade e em frente ao Faz Gostos). Já aqui me referi a quase todos os seus espaços, faltando a joia da coroa, o Belcanto que, por razões orçamentais, ainda não tive a oportunidade de visitar.
Para os mais curiosos, eis as crónicas dedicadas ao império Avillez:
."José Avillez ao quadrado" (Pizzaria Lisboa e Cantinho do Avillez), em 18/10/2014
."Almoço no Café Lisboa : o bloco central do chefe José Avillez", em 29/10/2013
."Empadaria do Chef : nem tudo o que parece, é...", em 28/12/2011
."Almoço no Cantinho do Avillez", em 10/9/2011
Voltando ao tema da crónica de hoje, muito se tem escrito sobre o Bairro do Avillez, nomeadamente na Fugas, na Evasões e, ainda, nos blogues Mesa Marcada e Mesa do Chef, para os quais tenho links, nomeadamente sobre o espaço e a componente gastronómica. Falta falar sobre a componente vínica e é o que pretendo fazer nesta crónica.
A carta de vinhos pareceu-me bem construida, com alguma originalidade, anos de colheita presentes, mas com uma série de vinhos a preços demenciais, como por exemplo o Soalheiro 1ª Vinhas 2015 (51 €), Qtª Carvalhais 2014 (48 €), Callabriga 2013 (54 €), Meandro 2013 (42 €) e Papa Figos (22 €)!
Inventariei 2 Espumantes (os 2 a copo), 22 Brancos (7), 1 Rosé (1), 24 Tintos (7), 4 Portos (3 a copo, incluindo 1 Vintage, o que não se entende). Quanto a Madeiras e Moscatéis, zero, o que também não se percebe.
Optei por um copo do branco Casa da Passarella à Descoberta 2015 (4 €) - nariz neutro, algo fresco e mineral, frutado, acidez equilibrada, volume e final médios. Simples, correcto e agradável. Nota 16.
A garrafa veio à mesa, o vinho dado a provar, servido num copo razoável, a olho, uma quantidade correcta. Não testei a temperatura dos tintos, mas informaram-me que os tinham em armários térmicos. Fica para uma próxima.
Para terminar:
.cheguei alguns minutos antes das 13h, mas quem chegue depois desta hora arrisca-se a ter que esperar por mesa, tal é a procura
.comi no espaço Taberna, umas desinteressantes"pipocas" de coirato picantes, uma surpreendente saladinha de "orelha de morcego", uns saborosos pezinhos de porco de coentrada e um sucolento prego do lombo com manteiga de mostarda
.as mesas, com tampo de pedra, estão 100 % despojadas, tendo apenas sido colocado o curioso "estojo ferramentas" (talheres e guardanapo de papel)
.serviço, de um modo geral, eficiente, mas com alguma descoordenação
.o WC dos homens não se fechava por dentro, o que me fez lembrar uma cena passada há alguns anos num restaurante de bairro, onde apanhei um polícia de trânsito fardado, sentado de sanita...
Pesando os prós e contras, é de conhecer este espaço, onde tenciono voltar.

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4 comentários:

  1. Olá Francisco!
    Nós bebemos um Madeira na TABERNA... do BAIRRO DO AVILLEZ!!!
    Mas que está somente na carta de vinhos do outro espaço/restaurante, o PÁTEO.
    O segredo é pedir também a carta do PÁTEO.
    Ou então perguntar se não têm um Madeira, que foi o que fizémos...! :-)
    Abraço!
    Raul

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  2. o preço desses vinhos não é demencial. é roubo, mesmo. o papa-figos compra-se ao produtor abaixo dos 5 euros. 22????

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