terça-feira, 8 de novembro de 2016

Jantar Qtª Mendes Pereira (Dão) e Porto Krohn

Mais um evento, organizado pela Garrafeira Néctar das Avenidas, em que participei. Desta vez foi no Lisboète, um restaurante de que gosto particularmente e já aqui referido em "Almoçar no Lisboète" e "Lisboa Restaurante Week (I) : Lisboète, a confirmação", crónicas publicadas em 1/3/2015 e 3/11/2015, respectivamente. A sala foi objecto de uma recente intervenção que a melhorou, mantendo-se o nível alto de qualidade da gastronomia e do serviço de sala.
Os vinhos foram apresentados pela produtora Raquel Mendes Pereira (o enólogo António Narciso não esteve presente) e por João Alves, responsável pela distribuição da marca Krohn. E eles foram:
.Espumante Maestro 100 % Baga - fresco, bolha fina, notas de pão cozido, consistente e com algum volume, a precisar de comida por perto. Nota 17.
Ligou bem com um profiterole com atum em escabeche.
.Qtª Mendes Pereira 2012 - nariz neutro, alguma acidez, volume e final médios. No ponto para ser consumido. Nota 16+.
Não se aguentou com um risotto de aves com cogumelos.
.Qtª Mendes Pereira Encruzado Reserva 2012 - aroma discreto, fruta madura, acidez equilibrada, madeira bem casada, notas amanteigadas, algum volume e final de boca. Harmonioso e gastronómico. Nota 17,5.
Fez uma excelente maridagem com um prato de bacalhau, lula, crocante de alheira de caça com migas de tomate.
.Qtª Mendes Pereira Touriga Nacional Reserva 2010 - nariz exuberante, ainda com muita fruta, notas florais, acidez no ponto, alguma complexidade, taninos por domar, boca poderosa e final longo; fresco e elegante, mas ainda muito jóvem. Melhor daqui por 7/8 anos. Nota 18.
O prato, magret de pato com puré de aipo e pêra braseada, não aguentou este vinho.
.Krohn LBV 2011 - muita fruta preta, taninos bem presentes mas domesticados, algum volume e final de boca doce. Nota 17.
Ligou bem com um queijo de colher e broa de Avintes.
.Krohn Colheita 1976 (engarrafado em 2016) - frutos secos, acidez q.b., iodo, notas de mel e brandy, taninos envolventes, volume notável e final de boca muito longo; grande complexidade e "finesse". O vinho da noite e a Krohn no seu melhor! Nota 19.
Foi lindamente com uma dacquoise com creme de ginja e frutos do bosque.
Mais uma bela jornada de convívio, beberes e comeres. Só para provar o Krohn 1976, tinha valido a pena participar neste evento.

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