1.O Evento
Fui um dos convidados, a par de outros bloguistas, escanções, jornalistas de vinhos e representantes de garrafeiras, para participar numa sessão comemorativa dos 70 anos da Adega do Cartaxo, onde foi apresentado o Adega do Cartaxo 70 Anos - Edição Comemorativa (1954-2024) 2015, a par de outros vinhos mais antigos.
A organização do evento esteve a cargo da Joana Pratas, consultora em comunicação da Adega do Cartaxo, tendo decorrido em apropriado espaço da Chef's Agency.
Diga-se já que a organização esteve perfeita e à altura do que a Joana nos habituou numa série de eventos pré-pandemia, que recordo e partilho com os mais interessados, divulgados nas crónicas:
."Provar vinhos h' OUR com a PNC (Parceiros Na Criação)"
."Meruge : do vinho à gastronomia"
."Herdade das Servas (HS) : as novidades apresentaram-se no Quorum"
."Tejo no feminino (1ª parte) : os vinhos e as autoras"
."A maioridade dos Lavradores de Feitoria (II) : a Prova e o Jantar"
2.A Prova
Depois das intervenções da direcção da Adega (José Barroso) e do director comercial (Fausto Silva), o Pedro Gil, responsável pela enologia da Adega e considerado o Enólogo do Ano 2015 na Gala Vinhos do Tejo 2016, organizada pela Confraria Nossa Senhora do Tejo com o apoio da CVR Tejo, apresentou uma série de vinhos, alguns bem antigos, culminando na apresentação do Adega do Cartaxo 70 Anos, orientando as respectivas provas.
Seguem-se as minhas apreciaçãoes, em modo telegráfico:
.Bridão Fernão Pires 1999 - um branco com 24 anos sem ponta de oxidação, nariz discreto, fruta de caroço, alguma acidez, notas amanteigadas, algum volume e final de boca (12 % vol.). Nota 17,5.
É notável e surpreendente a saúde deste branco da casta Fernão Pires, tal como foi há alguns anos o "5ª de Mahler 2000" de boa memória.
Para os mais curiosos, remeto-os para uma grande jornada em Abril de 2018, patrocinada pela CVR Tejo com organização da Joana Pratas, uma vez mais:
."À volta da casta Fernão Pires (1ª parte : a prova didáctica)"
."À volta da casta Fernão Pires (2ª parte : o almoço)"
.Bridão Fernão Pires 2007 - alguma semelhança com o anterior, mas menos fresco e com alguma oxidação nobre. Nota 17.
.Adega do Cartaxo 1978 (decantado) - aromas e sabores terciários e, apesar dos seus 46 anos, não está ainda moribundo. Nota 15,5.
.Bridão 1995 (decantado) - alguma fruta e frescura, notas especiadas, taninos domesticados, volume e final de boca medianos. Nota 16,5.
.Bridão Reserva 1998 (decantado) - nariz mais presente, ainda com fruta, acidez e especiarias, taninos civilizados, algum volume e final de boca. Nota 17.
.Adega do Cartaxo 70 Anos - Edição Comemorativa (1954-2024) 2015 (1 das 1954 garrafas produzidas) - com base numa série de castas, estagiou 12 meses em carvalho francês; nariz positivo, presença de fruta preta, acidez bem evidente, especiado com notas de chocolate preto a sobressairem, taninos vigorosos, boa estrutura e final de boca longo (14,5 % vol.). Complexo e harmonioso, a consumir nos próximos 8 a 10 anos. Nota 18,5.
Resta dizer que foi servido a uma temperatura adequada, num bom copo com o logo do produtor.
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