1.Canastra
Quem quiser comer peixe fresquíssimo, quase acabado de pescar, vai à Canastra que fica na R. Capitão João Lopes (tel 261865367), na marginal, junto ao mar. Fui o que eu fiz num dia destes. Comi uma dourada 5 estrelas, acompanhada por uma deliciosa açorda de ovas, para além das habituais batatas, cenouras, etc.
Quanto a vinhos é que estamos mal, o que não se compreende, até porque os donos já exploraram uma garrafeira na Ericeira. A lista está muito rapada e sem anos de colheita, o que se lamenta. Vinho a copo só o da casa e meias garrafas de branco, apenas o Lello 2012 - frutado, fresco, com algum volume e muito equilibrado. Uma boa surpresa. Nota 16,5.
2.Vira-Latas
Um pouco acima do restaurante, dei com uma loja gourmet, cuja dona, Teresa Pinto, apostou forte nas conservas, que são mais de 150! Para além das conservas, a loja também tem um nicho de vinhos e serve petiscos, que podem ser acompanhados por vinho a copo ou cerveja artesanal. Uma boa surpresa que recomendo.
3.Vira Copos
Mais outra boa surpresa na Ericeira, a garrafeira Vira Copos ( situada na R.Caldeira,52 bem perto do centro), com uma componente de wine bar. Pareceu-me ter uma criteriosa escolha de vinhos e preços sensatos. Segundo informação do dono, Sérgio Nascimento, todas as 6ª feiras há prova de vinhos. Quando lá passei, em finais de Outubro, estava anunciada uma degustação com o Monte da Ravasqueira.
Só não percebi a relação destas 2 lojas, dada a parecença de ambos os nomes. Mistério...
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Grupo dos 3 (33ª sessão)
Esta última sessão foi da responsabilidade do Juca, que escolheu o restaurante da Ordem dos Engenheiros, já nosso conhecido, com um diversificado bufete de entradas e sobremesas. O prato principal, que escolhi para mim, foram uns belíssimos salmonetes. Da garrafeira do Juca sairam 3 tintos (2 argentinos e 1 italiano) e 1 Madeira. Foi quase uma limpeza de garrafeira (tintos de 2002 e 2003), mas a sentir-se a falta de um branco para acompanhar as entradas.
Provados às cegas, como é hábito neste tipo de encontros, desfilaram:
.Fabre & Montmayou Grand Vin 2002 - com base em vinhas velhas, a notarem-se os 11 anos que já leva, notas vegetais, acidez equilibrada, algum volume e final de boca longo. Nota 16,5 (noutra situação 16).
.La Forra Reserva 2003 - é um Chianti Clássico com base na casta Sangiovese; muito evoluído, cor atijolada, aparentando ser mais velho do que o anterior, notas de cebola e lagar, volume e final de boca médios; o vinho menos interessante em prova. Nota 15,5 (17,5).
.Fabre & Montmayou Gran Reserva 2007 - enologia de Rui Reguinga e Hervé Fabre com base nas castas Malbec (70%) e Touriga Nacional (30%); fruta ainda presente, alguma complexidade, acidez q.b., taninos presentes mas domesticados, volume e bom final de boca. Nota 17,5 (18).
.Blandy Bual Colheita 1991 - frutos secos, vinagrinho, notas de iodo e brandy, elegância, equilibrio, volume de boca e um grande final. O vinho do almoço! Nota 18,5 (17,5/17,5+).
Mais uma boa sessão deste grupo de enófilos militantes. Obrigado Juca!
Provados às cegas, como é hábito neste tipo de encontros, desfilaram:
.Fabre & Montmayou Grand Vin 2002 - com base em vinhas velhas, a notarem-se os 11 anos que já leva, notas vegetais, acidez equilibrada, algum volume e final de boca longo. Nota 16,5 (noutra situação 16).
.La Forra Reserva 2003 - é um Chianti Clássico com base na casta Sangiovese; muito evoluído, cor atijolada, aparentando ser mais velho do que o anterior, notas de cebola e lagar, volume e final de boca médios; o vinho menos interessante em prova. Nota 15,5 (17,5).
.Fabre & Montmayou Gran Reserva 2007 - enologia de Rui Reguinga e Hervé Fabre com base nas castas Malbec (70%) e Touriga Nacional (30%); fruta ainda presente, alguma complexidade, acidez q.b., taninos presentes mas domesticados, volume e bom final de boca. Nota 17,5 (18).
.Blandy Bual Colheita 1991 - frutos secos, vinagrinho, notas de iodo e brandy, elegância, equilibrio, volume de boca e um grande final. O vinho do almoço! Nota 18,5 (17,5/17,5+).
Mais uma boa sessão deste grupo de enófilos militantes. Obrigado Juca!
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Aditamento a "Provar vinhos no Ritz..."
Na crónica referida em título, escrevi que dos 5 vinhos que mais me marcaram nesta prova, um foi o Qtª da Manoella Vinhas Velhas 2011, cujos produtores e enólogos são o Jorge Serôdio Borges e a Sandra Tavares da Silva, cujo mérito tarda a ser reconhecido pela Revista de Vinhos (para quem ande distraido, nunca lhes foi atribuido o prémio do Enólogo do Ano). À semelhança do que aconteceu com o Francisco Albuquerque, eles já têm créditos a nível mundial, senhores!
Vem isto a propósito de o jornalista e crítico de vinhos Matt Kramer, já com apreciável obra publicada, no evento New York Wine Experience, organizado pela Wine Spectator de 24 a 26 de Outubro deste ano, ter escolhido 3 vinhos da Península Ibérica de vinhas velhas que mais o entusiasmaram, sendo 1 do Douro e 2 da Ribera Sacra. O único representante da Região Douro foi precisamente a versão anterior do Qtª da Manoella, o 2010!
Mais informações em www.winespectator.com/webfeature.
Vem isto a propósito de o jornalista e crítico de vinhos Matt Kramer, já com apreciável obra publicada, no evento New York Wine Experience, organizado pela Wine Spectator de 24 a 26 de Outubro deste ano, ter escolhido 3 vinhos da Península Ibérica de vinhas velhas que mais o entusiasmaram, sendo 1 do Douro e 2 da Ribera Sacra. O único representante da Região Douro foi precisamente a versão anterior do Qtª da Manoella, o 2010!
Mais informações em www.winespectator.com/webfeature.
Provar vinhos no CCB com a Heritage Wines
Ainda com o palato não totalmente recuperado, após as provas no Ritz, participei no evento da Heritage. Esta distribuidora, embora sem a abrangência da Decante, tem referências nacionais de excepção, como é o caso dos vinhos da Qtª do Crasto, da Taylor's/Fonseca e Mouchão.
Ficaram-me na memória, nos vinhos de mesa/consumo, Qtª do Crasto T.Nacional 2004 (fabuloso!), Vinha da Ponte 1998 (sempre jóvem), Qtª do Crasto Reserva 1997, Mouchão 2005 e 2008. Ao contrário, o Maria Teresa 2006 desiludiu.
Quanto aos fortificados, nota alta para os Vintage 2011 à prova, nomeadamente Taylor's, Fonseca e Croft, enquanto o Eira Velha ficou abaixo do esperado. Nos tawnies de idade, registei a boa prestação do Taylor's 30 Anos e Fonseca 20 Anos, engarrafamentos de 2013.
A fechar, provei um sublime Colheita 1964, que exibia o rótulo da Taylor's, mas em boa verdade é um Krohn, para mim a melhor marca neste tipo de vinho do Porto. Mas negócios são negócios e a Taylor's, à conta da compra da Wiese & Krohn, vai empochar uma data de massa.
Ficaram-me na memória, nos vinhos de mesa/consumo, Qtª do Crasto T.Nacional 2004 (fabuloso!), Vinha da Ponte 1998 (sempre jóvem), Qtª do Crasto Reserva 1997, Mouchão 2005 e 2008. Ao contrário, o Maria Teresa 2006 desiludiu.
Quanto aos fortificados, nota alta para os Vintage 2011 à prova, nomeadamente Taylor's, Fonseca e Croft, enquanto o Eira Velha ficou abaixo do esperado. Nos tawnies de idade, registei a boa prestação do Taylor's 30 Anos e Fonseca 20 Anos, engarrafamentos de 2013.
A fechar, provei um sublime Colheita 1964, que exibia o rótulo da Taylor's, mas em boa verdade é um Krohn, para mim a melhor marca neste tipo de vinho do Porto. Mas negócios são negócios e a Taylor's, à conta da compra da Wiese & Krohn, vai empochar uma data de massa.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Provar vinhos no Ritz com a Decante
Tive a ocasião de participar em mais uma prova anual de vinhos, organizada pela distribuidora Decante, empresa que tem um rico, alargado e invejável portefólio. É sempre um prazer estar com eles.
Dos 40 vinhos provados, elegi 5 que mais me impressionaram (a ordem é a da prova): Qtª La Rosa Reserva 2010, Qtª da Manoella Vinhas Velhas 2011, Vinha Paz Reserva 2010, Zambujeiro 2009 e Aalto PS 2011. E logo a seguir os brancos Soalheiro Reserva 2012, Qtª do Ameal Escolha 2012, Qtª do Ameal Loureiro 2004, Qtª La Rosa Reserva 2012, Poeira Alvarinho 2012, Guru 2012, Primus 2011 e Nossa Calcário 2012. E quanto a tintos Poeira 2011, Pintas 2011, Crochet Sandra Tavares/Susana Esteban 2011, MOB 2011 (Moreira/Olazabal/Borges), Qtª Seara d'Ordens Reserva Vinhas Velhas 2010, Talentus Grande Escolha 2010, Carrocel 2010, Nossa Calcário 2011, Júlio B. Bastos Alicante Bouschet 2007, Aalto 2011 e San Roman 2009. E, para terminar com chave de ouro, o grande Moscatel do Douro, Secret Spot 40 Anos. Uma delícia!
Dos 40 vinhos provados, elegi 5 que mais me impressionaram (a ordem é a da prova): Qtª La Rosa Reserva 2010, Qtª da Manoella Vinhas Velhas 2011, Vinha Paz Reserva 2010, Zambujeiro 2009 e Aalto PS 2011. E logo a seguir os brancos Soalheiro Reserva 2012, Qtª do Ameal Escolha 2012, Qtª do Ameal Loureiro 2004, Qtª La Rosa Reserva 2012, Poeira Alvarinho 2012, Guru 2012, Primus 2011 e Nossa Calcário 2012. E quanto a tintos Poeira 2011, Pintas 2011, Crochet Sandra Tavares/Susana Esteban 2011, MOB 2011 (Moreira/Olazabal/Borges), Qtª Seara d'Ordens Reserva Vinhas Velhas 2010, Talentus Grande Escolha 2010, Carrocel 2010, Nossa Calcário 2011, Júlio B. Bastos Alicante Bouschet 2007, Aalto 2011 e San Roman 2009. E, para terminar com chave de ouro, o grande Moscatel do Douro, Secret Spot 40 Anos. Uma delícia!
sábado, 2 de novembro de 2013
Os vinhos do Celso Pereira
1.O jantar vínico
Mais uma iniciativa da Garrafeira Néctar das Avenidas, em parceria com o restaurante do Real Palácio Hotel. Contámos com a presença do produtor e enólogo Celso Pereira que nos trouxe 1 espumante, 2 brancos e 2 tintos e, ainda, 1 Moscatel de Favaios.
O vinho de boas vindas e que acompanhou uns canapés foi o espumante Vértice Cuvée 2010 (dégorgement feito em 2013) que cumpriu bem a sua missão. Seguiram-se:
.Terra a Terra Reserva 2011 branco - com base nas castas Gouveio, Viosinho e Rabigato; nariz discreto, fruta madura, acidez e mineralidade, madeira ainda presente; precisa de tempo de garrafa para se harmonizar. Nota 16.
Acompanhou o amouse bouche, uma vieira braseada, com puré de ervilhas e presunto crocante.
.Terra a Terra Reserva 2010 tinto - com base nas castas T.Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês; ainda com muita fruta, especiado, boa acidez, taninos redondos, algum volume e final de boca; em forma mais 2/3 anos. Nota 17.
Não gostei da ligação com a entrada, um duo de queijo de cabra. O branco anterior casou muito melhor.
.Quanta Terra Grande Reserva 2010 tinto - complexidade aromática, fruta, notas florais, acidez equilibrada, especiado, taninos firmes, apreciável volume e final de boca. A consumir nos próximos 7/8 anos. Nota 18.
Maridou muito bem com alcatra de vitela, esmagada de cogumelos e batata e mil folhas de legumes.
.Quanta Terra Grande Reserva 2010 branco - nariz exuberante e complexo, notas florais, frescura e mineralidade, alguma gordura, volume e final de boca, gastronómico. Aguenta bem mais 3/4 anos. Nota 17,5.
Fez-lhe companhia tábua de queijos, torta da Ericeira e gelado de frutos vermelhos.
De referir que o chefe Ricardo Mourão, já elogiado anteriormente, não esteve.
2. A prova
Teve lugar no novo espaço da Néctar das Avenidas e ocorreu na véspera do jantar. O Celso vestiu outra camisola, a do Pinga Amores, na qualidade de enólogo e sócio da empresa produtora. Eu, aqui há alguns anos, tinha provado a 1ª versão do Pinga Amores que não me convenceu na altura. Mas agora fiquei completamente rendido, pois tanto o Colheita Seleccionada, como o Reserva e o Grande Reserva (todos alentejanos e de 2011), cada um no seu patamar, deram-me um grande prazer.
Fico é surpreendido com o nome, pois há um outro vinho (da Região Tejo) chamado Ping'Amor! Quem se inspirou em quem?
Mais uma iniciativa da Garrafeira Néctar das Avenidas, em parceria com o restaurante do Real Palácio Hotel. Contámos com a presença do produtor e enólogo Celso Pereira que nos trouxe 1 espumante, 2 brancos e 2 tintos e, ainda, 1 Moscatel de Favaios.
O vinho de boas vindas e que acompanhou uns canapés foi o espumante Vértice Cuvée 2010 (dégorgement feito em 2013) que cumpriu bem a sua missão. Seguiram-se:
.Terra a Terra Reserva 2011 branco - com base nas castas Gouveio, Viosinho e Rabigato; nariz discreto, fruta madura, acidez e mineralidade, madeira ainda presente; precisa de tempo de garrafa para se harmonizar. Nota 16.
Acompanhou o amouse bouche, uma vieira braseada, com puré de ervilhas e presunto crocante.
.Terra a Terra Reserva 2010 tinto - com base nas castas T.Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês; ainda com muita fruta, especiado, boa acidez, taninos redondos, algum volume e final de boca; em forma mais 2/3 anos. Nota 17.
Não gostei da ligação com a entrada, um duo de queijo de cabra. O branco anterior casou muito melhor.
.Quanta Terra Grande Reserva 2010 tinto - complexidade aromática, fruta, notas florais, acidez equilibrada, especiado, taninos firmes, apreciável volume e final de boca. A consumir nos próximos 7/8 anos. Nota 18.
Maridou muito bem com alcatra de vitela, esmagada de cogumelos e batata e mil folhas de legumes.
.Quanta Terra Grande Reserva 2010 branco - nariz exuberante e complexo, notas florais, frescura e mineralidade, alguma gordura, volume e final de boca, gastronómico. Aguenta bem mais 3/4 anos. Nota 17,5.
Fez-lhe companhia tábua de queijos, torta da Ericeira e gelado de frutos vermelhos.
De referir que o chefe Ricardo Mourão, já elogiado anteriormente, não esteve.
2. A prova
Teve lugar no novo espaço da Néctar das Avenidas e ocorreu na véspera do jantar. O Celso vestiu outra camisola, a do Pinga Amores, na qualidade de enólogo e sócio da empresa produtora. Eu, aqui há alguns anos, tinha provado a 1ª versão do Pinga Amores que não me convenceu na altura. Mas agora fiquei completamente rendido, pois tanto o Colheita Seleccionada, como o Reserva e o Grande Reserva (todos alentejanos e de 2011), cada um no seu patamar, deram-me um grande prazer.
Fico é surpreendido com o nome, pois há um outro vinho (da Região Tejo) chamado Ping'Amor! Quem se inspirou em quem?
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Crónicas em atraso
Por uma razão ou por outra, não consigo acompanhar o ritmo das provas, visitas e outras situações em que participei nos últimos dias, a um ritmo quase frenético. Mas prometo, logo que a minha vida acalme, que irei partilhar com os leitores deste blogue, os momentos por mim vividos. Para temas das próximas crónicas, prevejo:
.Jantar e prova com o Celso Pereira
.Provas com a Decante no Ritz
.Provas com a Hermitage no CCB
.Prova Herdade das Servas no Chafariz do Vinho
.Grupo dos 3 (33ª sessão)
.O Guia 2014 do João Paulo Martins
.Rescaldo da ida à Ericeira
.Curtas (XIX)
.José Maria da Fonseca revisitada (prevista para amanhã)
.Jantar e prova com o Celso Pereira
.Provas com a Decante no Ritz
.Provas com a Hermitage no CCB
.Prova Herdade das Servas no Chafariz do Vinho
.Grupo dos 3 (33ª sessão)
.O Guia 2014 do João Paulo Martins
.Rescaldo da ida à Ericeira
.Curtas (XIX)
.José Maria da Fonseca revisitada (prevista para amanhã)
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