Já tenho referido, por mais de uma vez, o meu gosto pelo Porto Colheita e, também, pelos tawnies de idade, nomeadamente os 30 e os 40 Anos. No meu último balanço "Quadro de Honra de Vinhos do Porto", crónica publicada em 14/8/2014, inventariei 30 destes fortificados classificados com 18,5 pontos ou mais (18 Colheitas, 8 de idade, 10 Vintage e 2 brancos velhos), a que se somaram 3 Colheitas e 1 com 40 Anos, já provados no corrente ano.
Curiosamente a Fugas (separata do Público, saída aos Sábados), publicada em 2 de Maio sob o tema "Especial Vinhos", inseria um artigo do jornalista Manuel Carvalho, especializado e com obra publicada sobre o Vinho do Porto, com o sugestivo título "No vinho do Porto há algo de novo no ar: os velhos Colheita".
Não resisto a transcrever algumas passagens do mesmo:
."Os últimos 30 anos do vinho do Porto sublimaram a grandeza dos Vintage e remeteram os Colheita, um estilo bem mais português, para uma certa subalternidade. Mas isso está a mudar. Os Colheita valorizam-se, as raridades do século XIX atingem valores milionários e os Vintage já não estão sozinhos no céu"
."A verdade é que um bom Colheita, dos anos de 1990, ligeiramente refrescado e servido à sobremesa com leite de creme ou como entrada com foie gras é uma experiência que vale a pena"
."Na Feitoria inglesa, o santuário dos Porto vintage, já há provas de Colheita (...) as empresas começam a pôr as duas categorias no mesmo patamar de comparação (...)"
."Um Colheita de um grande ano, que foi bem acompanhado ao longo da sua vida, pode chegar aos nossos dias com uma intensidade, uma complexidade e uma sofisticação de aromas e sabores capazes de rivalizar (e ultrapassar, digo eu) com os grande Vintage"
."As efemérides são também comemoradas com edições especiais, como o Kopke de 1974 (eu creio que o autor se enganou e queria antes dizer Barros 1974, já aqui referido) destinado a comemorar os 40 anos do 25 de Abril (...)"
."(...) O facto de haver clientes espalhados pelo mundo para os adquirir (alguns Colheita que custam milhares de euros, esclareço) são afinal mais uma prova do extraordinário potencial dos Colheita para disputar aos Vintage o lugar cimeiro no estatuto do vinho do Porto".
Eu estou totalmente de acordo e assino por baixo!
terça-feira, 12 de maio de 2015
domingo, 10 de maio de 2015
Vinhos em família (LXI) : fortificados em alta
Mais uns tantos vinhos (3 brancos, 1 tinto e 2 fortificados) provados em família com os rótulos à vista. Não houve desilusões, mas os fortificados (1 Colheita e 1 Moscatel) impuseram-se.
Ei-los:
.Aquae Flaviae 2013 (branco DOC Trás os Montes) - enologia de Francisco Baptista; aroma discreto, presença de citrinos, notas tropicais, "aroma de mato", acidez no ponto, alguma gordura e bom final de boca. Gastronómico. Uma boa surpresa de um produtor desconhecido, mas com algum amadorismo (no rótulo consta 2013, mas no contra rótulo 2012!?). Nota 16,5+.
.Ninfa Sauvignon Blanc 2013 - muito fresco e agradável ao palato, sem grandes complicações, citrinos em evidência e notas de espargos. Óptimo para acompanhar comidas ligeiras. Nota 16.
.Vale da Mata 2013 (Vinho Regional Lisboa, uma oferta simpática da Taverna do 8 ó 80, na Nazaré, já referida aqui recentemente) - com base nas castas Arinto, Vital e Viosinho; nariz austero, fruta cozida, acidez equilibrada, notas amanteigadas, acentuado volume de boca, persistência. Todo ele harmonioso. Gastronómico, mas a pedir pratos de peixe no forno ou um queijo de pasta mole. Nota 17.
.Qtª dos Frades Vinhas Velhas 2008 - enologia de Anselmo Mendes e João Silva e Sousa; com base em vinhas com mais de 90 anos e vinificado em lagares de granito; ainda com muita fruta, acidez no ponto, ainda cheio de rusticidade, vinoso, taninos firmes e bom final de boca; algo desequilibrado. Nota 17,5.
.Moscatel Roxo 20 Anos José Maria da Fonseca (engarrafado em 1987) - frutos secos, citrinos, notas de mel, acidez no ponto, alguma gordura, volume de boca e bom final; complexo e harmonioso. Nota 18.
.Porto Krohn 20 Anos (engarrafado em 2009) - nariz exuberante, frutos secos, notas de canela e iodo, acidez q.b., taninos firmes e final de boca muito longo. Concentrado e complexo. Nota 18.
Ei-los:
.Aquae Flaviae 2013 (branco DOC Trás os Montes) - enologia de Francisco Baptista; aroma discreto, presença de citrinos, notas tropicais, "aroma de mato", acidez no ponto, alguma gordura e bom final de boca. Gastronómico. Uma boa surpresa de um produtor desconhecido, mas com algum amadorismo (no rótulo consta 2013, mas no contra rótulo 2012!?). Nota 16,5+.
.Ninfa Sauvignon Blanc 2013 - muito fresco e agradável ao palato, sem grandes complicações, citrinos em evidência e notas de espargos. Óptimo para acompanhar comidas ligeiras. Nota 16.
.Vale da Mata 2013 (Vinho Regional Lisboa, uma oferta simpática da Taverna do 8 ó 80, na Nazaré, já referida aqui recentemente) - com base nas castas Arinto, Vital e Viosinho; nariz austero, fruta cozida, acidez equilibrada, notas amanteigadas, acentuado volume de boca, persistência. Todo ele harmonioso. Gastronómico, mas a pedir pratos de peixe no forno ou um queijo de pasta mole. Nota 17.
.Qtª dos Frades Vinhas Velhas 2008 - enologia de Anselmo Mendes e João Silva e Sousa; com base em vinhas com mais de 90 anos e vinificado em lagares de granito; ainda com muita fruta, acidez no ponto, ainda cheio de rusticidade, vinoso, taninos firmes e bom final de boca; algo desequilibrado. Nota 17,5.
.Moscatel Roxo 20 Anos José Maria da Fonseca (engarrafado em 1987) - frutos secos, citrinos, notas de mel, acidez no ponto, alguma gordura, volume de boca e bom final; complexo e harmonioso. Nota 18.
.Porto Krohn 20 Anos (engarrafado em 2009) - nariz exuberante, frutos secos, notas de canela e iodo, acidez q.b., taninos firmes e final de boca muito longo. Concentrado e complexo. Nota 18.
terça-feira, 5 de maio de 2015
Curtas (LVIII) : as novidades da Blandy, o louvor ao Sabores d' Itália, etc...
1.As novidades da Blandy
Os últimos vinhos Madeira da responsabilidade do prestigiado enólogo Francisco Albuquerque, cujo irmão (Miguel Albuquerque) acabou de ocupar a cadeira do ex-soba Alberto João, foram por ele apresentados recentemente no Hotel Porto Bay Liberdade. Os madeirenses só esperam que ele se porte na política tão bem como o irmão no mundo dos vinhos.
E eles foram:
.Blandy Bual Colheita 2002 - nariz austero, frutos secos, notas de caril e brandy, acidez no ponto, redondo na boca e de fácil abordagem, final médio. Um belo vinho para principiantes. Nota 16,5.
.Blandy Verdelho 1973 - é um frasqueira (o Francisco prefere chamar-lhe Vintage) com mais de 40 anos em madeira; aroma intenso e complexo, frutos secos, vinagrinho, notas de iodo, taninos presentes, grande volume de boca e final muito longo; elegante e harmonioso. Nota 18,5.
Foram ambos engarrafados em 2014.
Também esteve presente o chefe Benoît Sinthon, 1 estrela Michelin como responsável pela cozinha do restaurante Il Gallo D' Oro, situado no Funchal, e que agora veio dar uma mãozinha ao restaurante do Porto Bay Liberdade que pertence ao mesmo grupo. Concebeu e apresentou 2 pequenas porções (uma à base queijo de pasta mole e a outra à base de chocolate negro) para acompanharem os vinhos. Uma delícia.
2.O louvor ao restaurante Sabores d' Itália
A Assembleia Municipal das Caldas da Rainha aprovou, por unanimidade, no dia 21 de Abril, " um voto de louvor ao restaurante Sabores d' Itália, nomeadamente aos seus proprietários sr. Norberto e sra. Maria João Marcelino(...) por ter recebido um prémio Sol pelo 2º ano consecutivo, atribuido pelo Guia Ibérico Repsol a um restaurante caracterizado por apresentar uma cozinha excelente de grande qualidade e variedade (...)".
Os gastrónomos, entre os quais me situo, ficam satisfeitos com este duplo reconhecimento. Só não consigo entender o silêncio do guia Boa Cama Boa Mesa. Injustiças!
3.Um novo espaço
Abriu recentemente na zona do Cais Sodré uma interessante e bonita loja gourmet, a "cais pimenta rosa" (Tv. Corpo Santo, 15) que é dos mesmos proprietários do "pimenta rosa restaurante" (R. Tomás da Anunciação, 9B). Só que a escada em caracol que acede à componente garrafeira dissuade os visitantes menos ágeis. Não é para todos...
Os últimos vinhos Madeira da responsabilidade do prestigiado enólogo Francisco Albuquerque, cujo irmão (Miguel Albuquerque) acabou de ocupar a cadeira do ex-soba Alberto João, foram por ele apresentados recentemente no Hotel Porto Bay Liberdade. Os madeirenses só esperam que ele se porte na política tão bem como o irmão no mundo dos vinhos.
E eles foram:
.Blandy Bual Colheita 2002 - nariz austero, frutos secos, notas de caril e brandy, acidez no ponto, redondo na boca e de fácil abordagem, final médio. Um belo vinho para principiantes. Nota 16,5.
.Blandy Verdelho 1973 - é um frasqueira (o Francisco prefere chamar-lhe Vintage) com mais de 40 anos em madeira; aroma intenso e complexo, frutos secos, vinagrinho, notas de iodo, taninos presentes, grande volume de boca e final muito longo; elegante e harmonioso. Nota 18,5.
Foram ambos engarrafados em 2014.
Também esteve presente o chefe Benoît Sinthon, 1 estrela Michelin como responsável pela cozinha do restaurante Il Gallo D' Oro, situado no Funchal, e que agora veio dar uma mãozinha ao restaurante do Porto Bay Liberdade que pertence ao mesmo grupo. Concebeu e apresentou 2 pequenas porções (uma à base queijo de pasta mole e a outra à base de chocolate negro) para acompanharem os vinhos. Uma delícia.
2.O louvor ao restaurante Sabores d' Itália
A Assembleia Municipal das Caldas da Rainha aprovou, por unanimidade, no dia 21 de Abril, " um voto de louvor ao restaurante Sabores d' Itália, nomeadamente aos seus proprietários sr. Norberto e sra. Maria João Marcelino(...) por ter recebido um prémio Sol pelo 2º ano consecutivo, atribuido pelo Guia Ibérico Repsol a um restaurante caracterizado por apresentar uma cozinha excelente de grande qualidade e variedade (...)".
Os gastrónomos, entre os quais me situo, ficam satisfeitos com este duplo reconhecimento. Só não consigo entender o silêncio do guia Boa Cama Boa Mesa. Injustiças!
3.Um novo espaço
Abriu recentemente na zona do Cais Sodré uma interessante e bonita loja gourmet, a "cais pimenta rosa" (Tv. Corpo Santo, 15) que é dos mesmos proprietários do "pimenta rosa restaurante" (R. Tomás da Anunciação, 9B). Só que a escada em caracol que acede à componente garrafeira dissuade os visitantes menos ágeis. Não é para todos...
quinta-feira, 30 de abril de 2015
Novo Formato+ (21ª sessão) : um grande Colheita 1974 para comemorar Abril
Mais uma grande jornada deste grupo de enófilos, tendo eu levado 7 vinhos da minha garrafeira (2 brancos de 2013, 4 tintos de 2008 e 1 Colheita 1974) e escolhido, mais uma vez, a Enoteca de Belém, como se fosse a minha casa. Copos Riedel e serviço de vinhos 5 estrelas, a cargo do Nelson.
Os vinhos portaram-se todos bem, sem nenhuma desilusão, embora para mim com algumas surpresas. Por exemplo, nos brancos, esperava que o resultado da prova cega fosse ao contrário e, nos tintos, contava que o Aalto tivesse tido uma prestação mais convincente.
Desfilaram:
.Espumante Qtª das Bageiras 2012, uma simpática oferta da Enoteca, a cumprir a sua função de bebida de boas vindas.
.Hexagon - nariz discreto, fruta madura, fresco, acidez equilibrada, alguma gordura, volume médio e fnal seco. Esperava mais. Nota 17.
.Horácio Simões Grande Reserva Vinhas Velhas Boal - fruta madura, boa acidez, madeira presente sem se impor, notas de tosta, alguma gordura, volume e final de boca apreciáveis. Uma boa surpresa vinda de um produtor essencialmente virado para os moscatéis. Nota 17,5+.
Estes 2 brancos acompanharam um shot de sopa fria de pera (decepcionante casamento) e peixe galo com puré de grão e molho de açafrão (casamento feliz).
.Hexagon - fresco, notas florais, acidez evidente, taninos presentes mas civilizados, volume assinalável e final longo; elegante, equilibrado e harmonioso. Um dos melhores tintos de Setúbal provados por mim. A consumir nos próximos 2/3 anos. Nota 18,5 (noutras situações 18/18).
.Aalto - ainda com fruta, notas de lagar e couro, acidez equilibrada, taninos presentes, algum volume e final muito longo. Em forma mais 4/5 anos, mas esperava mais. Nota 17,5+ (noutras 18/17,5/18,5).
Estes 2 tintos fizeram companhia a um prato de atum braseado com milho frito e molho de poncha.
.Tributo (um tinto do Rui Reguinga, medalha de ouro e troféu no Wine Challenge 2010) - notas florais, boa acidez, taninos civilizados, algum volume e final longo. Esperava um pouco mais de um vinho tão medalhado. Nota 17,5.
.Qtª da Pellada - ainda com muita fruta, belíssima acidez e elegância, notas especiadas, taninos imponentes mas de veludo, volume apreciável e final muito longo. Nota 18 (noutra, também 18).
Estes últimos tintos maridaram com carpaccio de novilho ao bitoque, a que faltou mais alma.
.Barros Colheita 1974 (engarrafado em 2014) - frutos secos, notas de caril, acidez no ponto, volume assinalável e final muito longo; equilibrio e harmonia. Sugestivo rótulo que inclui um cravo colorido. Óptimo para comemorar o 25 de Abril. Nota 18,5.
Fez-se acompanhar de queijos, torta de laranja e fruta laminada.
Os vinhos portaram-se todos bem, sem nenhuma desilusão, embora para mim com algumas surpresas. Por exemplo, nos brancos, esperava que o resultado da prova cega fosse ao contrário e, nos tintos, contava que o Aalto tivesse tido uma prestação mais convincente.
Desfilaram:
.Espumante Qtª das Bageiras 2012, uma simpática oferta da Enoteca, a cumprir a sua função de bebida de boas vindas.
.Hexagon - nariz discreto, fruta madura, fresco, acidez equilibrada, alguma gordura, volume médio e fnal seco. Esperava mais. Nota 17.
.Horácio Simões Grande Reserva Vinhas Velhas Boal - fruta madura, boa acidez, madeira presente sem se impor, notas de tosta, alguma gordura, volume e final de boca apreciáveis. Uma boa surpresa vinda de um produtor essencialmente virado para os moscatéis. Nota 17,5+.
Estes 2 brancos acompanharam um shot de sopa fria de pera (decepcionante casamento) e peixe galo com puré de grão e molho de açafrão (casamento feliz).
.Hexagon - fresco, notas florais, acidez evidente, taninos presentes mas civilizados, volume assinalável e final longo; elegante, equilibrado e harmonioso. Um dos melhores tintos de Setúbal provados por mim. A consumir nos próximos 2/3 anos. Nota 18,5 (noutras situações 18/18).
.Aalto - ainda com fruta, notas de lagar e couro, acidez equilibrada, taninos presentes, algum volume e final muito longo. Em forma mais 4/5 anos, mas esperava mais. Nota 17,5+ (noutras 18/17,5/18,5).
Estes 2 tintos fizeram companhia a um prato de atum braseado com milho frito e molho de poncha.
.Tributo (um tinto do Rui Reguinga, medalha de ouro e troféu no Wine Challenge 2010) - notas florais, boa acidez, taninos civilizados, algum volume e final longo. Esperava um pouco mais de um vinho tão medalhado. Nota 17,5.
.Qtª da Pellada - ainda com muita fruta, belíssima acidez e elegância, notas especiadas, taninos imponentes mas de veludo, volume apreciável e final muito longo. Nota 18 (noutra, também 18).
Estes últimos tintos maridaram com carpaccio de novilho ao bitoque, a que faltou mais alma.
.Barros Colheita 1974 (engarrafado em 2014) - frutos secos, notas de caril, acidez no ponto, volume assinalável e final muito longo; equilibrio e harmonia. Sugestivo rótulo que inclui um cravo colorido. Óptimo para comemorar o 25 de Abril. Nota 18,5.
Fez-se acompanhar de queijos, torta de laranja e fruta laminada.
terça-feira, 28 de abril de 2015
Fim de semana com cravos e música...
Um fim de semana em cheio, senão vejamos:
6ª feira, dia 24 :
.almoço com um casal amigo no Lisboète; boa relação preço qualidade (entrada ou sopa, prato e sobremesa 15 €); bebida 1 garrafa do tinto duriense Qtª do Espinho Reserva 2010 (enologia de Jean-Hugues Gros, o produtor do projecto Odisseia), apesar do ano uma boa surpresa vinda de um vinho completamente desconhecido, pelo menos para mim; nota 16,5+
.concerto de abertura dos Dias da Música, no CCB
Sábado, dia 25 :
.almoço com outro casal amigo no restaurante da Associação 25 de Abril que é público, o que muita gente desconhece ; comeu-se francamente bem e não se gastou muito (refeição completa a troco de 13 €); ambiente apropriado à data, respirando-se militância e pairando no ar o apoio à candidatura presidencial do candidato Sampaio da Nóvoa
.acompanhamento do desfile, do Marquês de Pombal ao Rossio
.mais 2 concertos no CCB
Domingo, dia 26 :
.almoço sem história no CCB
.mais outros 2 concertos
.conversa com o João Almeida, ao serviço da Antena 2, da qual também é director, durante a qual recordámos alguns bons momentos passados nas CAV (o João Almeida, nosso antigo cliente, tinha um grupo de prova cega e habituou-se a levar vinhos aconselhados por nós, que ficavam quase sempre em 1º lugar; daí ter ficado eternamente reconhecido)
.Concerto de Encerramento dos Dias da Música
Foi, de facto, um fim de semana em cheio, a que não faltaram os cravos e a música. Para o ano, há mais!
6ª feira, dia 24 :
.almoço com um casal amigo no Lisboète; boa relação preço qualidade (entrada ou sopa, prato e sobremesa 15 €); bebida 1 garrafa do tinto duriense Qtª do Espinho Reserva 2010 (enologia de Jean-Hugues Gros, o produtor do projecto Odisseia), apesar do ano uma boa surpresa vinda de um vinho completamente desconhecido, pelo menos para mim; nota 16,5+
.concerto de abertura dos Dias da Música, no CCB
Sábado, dia 25 :
.almoço com outro casal amigo no restaurante da Associação 25 de Abril que é público, o que muita gente desconhece ; comeu-se francamente bem e não se gastou muito (refeição completa a troco de 13 €); ambiente apropriado à data, respirando-se militância e pairando no ar o apoio à candidatura presidencial do candidato Sampaio da Nóvoa
.acompanhamento do desfile, do Marquês de Pombal ao Rossio
.mais 2 concertos no CCB
Domingo, dia 26 :
.almoço sem história no CCB
.mais outros 2 concertos
.conversa com o João Almeida, ao serviço da Antena 2, da qual também é director, durante a qual recordámos alguns bons momentos passados nas CAV (o João Almeida, nosso antigo cliente, tinha um grupo de prova cega e habituou-se a levar vinhos aconselhados por nós, que ficavam quase sempre em 1º lugar; daí ter ficado eternamente reconhecido)
.Concerto de Encerramento dos Dias da Música
Foi, de facto, um fim de semana em cheio, a que não faltaram os cravos e a música. Para o ano, há mais!
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Rescaldo do Peixe em Lisboa
Lamentavelmente pouco usufruí desta última edição do Peixe em Lisboa. Só consegui participar uma única vez, o que é manifestamente insuficiente. Problemas de agenda de um reformado super ocupado!
Comecei por uma insípida "sopa rica de peixe e marisco" obtida no Pap' Açorda. Não fui feliz na escolha, azar o meu.
Esta minha má impressão ficou esquecida logo que degustei o "berbigão em arroz à Bulhão Pato e corvina crocante" elaborada no Flores do Bairro. Uma delícia!
Estes 2 pratos foram acompanhados pelo Qtª de Camarate Seco (2013? 2014?) - muito fresco e mineral, presença de citrinos, elegante e gastronómico, bom final de boca. Nota 16,5.
Terminei com uma surpreendente sobremesa "cone de tortilha de milho caramelizada, com hibiscus e recheio de mousse de abacate", concebida pelo restaurante mexicano Las Ficheras, um estreante nestas andanças.
Finalmente, a cereja em cima do bolo: o sempre excitante Moscatel Alambre 20 Anos, que não me canso de beber, já aqui referido diversas vezes. Nota 18,5.
Notei com apreço que cada vez há mais lugares sentados e à sombra, uma mais valia.
Em contrapartida, só havia senhas de 2, 5 e 8 €. Atendendo a que grande nº de pratos custava 8 €, não entendo que não houvesse senhas de 3 €, a fim de serem adicionadas às de 5 € pagas à entrada. À atenção do Duarte Calvão que, aliás, tem feito um excelente trabalho.
E, para o ano, há mais. Lá estarei!
Comecei por uma insípida "sopa rica de peixe e marisco" obtida no Pap' Açorda. Não fui feliz na escolha, azar o meu.
Esta minha má impressão ficou esquecida logo que degustei o "berbigão em arroz à Bulhão Pato e corvina crocante" elaborada no Flores do Bairro. Uma delícia!
Estes 2 pratos foram acompanhados pelo Qtª de Camarate Seco (2013? 2014?) - muito fresco e mineral, presença de citrinos, elegante e gastronómico, bom final de boca. Nota 16,5.
Terminei com uma surpreendente sobremesa "cone de tortilha de milho caramelizada, com hibiscus e recheio de mousse de abacate", concebida pelo restaurante mexicano Las Ficheras, um estreante nestas andanças.
Finalmente, a cereja em cima do bolo: o sempre excitante Moscatel Alambre 20 Anos, que não me canso de beber, já aqui referido diversas vezes. Nota 18,5.
Notei com apreço que cada vez há mais lugares sentados e à sombra, uma mais valia.
Em contrapartida, só havia senhas de 2, 5 e 8 €. Atendendo a que grande nº de pratos custava 8 €, não entendo que não houvesse senhas de 3 €, a fim de serem adicionadas às de 5 € pagas à entrada. À atenção do Duarte Calvão que, aliás, tem feito um excelente trabalho.
E, para o ano, há mais. Lá estarei!
terça-feira, 21 de abril de 2015
Grupo dos 3 (45ª sessão) : tintos do Douro "travestidos" de alentejanos...
Mais uma sessão deste trio de enófilos militantes. Os vinhos (2 tintos e 1 fortificado) vieram da garrafeira do Juca que escolheu o Salsa e Coentros, um clássico da cozinha alentejana. O José Duarte é a alma do negócio e o Belmiro Jesus o homem dos tachos. Curiosamente este chefe participou num dos módulos "cozinha ao vivo" que decorreu na última edição do Peixe em Lisboa. Tudo o que comemos estava num patamar alto de qualidade e o serviço de vinhos esteve à altura.
Então, o que bebemos e comemos?
.Reserva Especial 1997 - ainda com muita saúde, aroma fino, notas florais, acidez no ponto, equilibrio e harmonia, algum volume, taninos dóceis e apreciável final de boca. A beber nos próximos 2/3 anos. Nota 18.
.Reserva Especial 2001 - nariz neutro, alguma fruta, notas de lagar, plano na boca, taninos muito redondos, volume e final de boca médios. Já deu o que tinha a dar, o melhor é despachá-lo rapidamente. Nota 16,5+.
Como a prova foi às cegas, estes 2 tintos enganaram-me completamente. Os perfis afastaram-se do Douro e identifiquei-os como alentejanos, parecendo ser o 97 de altitude e o 01 da planície! O que parecia, afinal não era. É a vida!
Acompanharam 3 pratos, em meias doses: alheira transmontana com grelos, bochechas estufadas em vinho tinto e feijoada de lebre. Curiosamente foi a feijoada que menos me impressionou, pois o feijão abafou a lebre. Prefiro-a numa arrozada.
.Artur Barros e Sousa Verdelho 1984 (sem data de engarrafamento visível) - aroma austero, frutos secos, notas de iodo, brandy e caril, vinagrinho, taninos firmes, volume apreciável e final longo. Um grande Madeira! Nota 18,5.
Este fortificado fez companhia, inicialmente, às excelentes empadas, a um delicioso paté e a ovos com silarcas, embora as maridagens não tivessem sido todas felizes.
Voltámos a bebe-lo no final do repasto, a acompanhar uma sobremesa (torta de laranja?), com a qual fez um belíssimo casamento.
Mais uma boa jornada. Obrigado, Juca!
Então, o que bebemos e comemos?
.Reserva Especial 1997 - ainda com muita saúde, aroma fino, notas florais, acidez no ponto, equilibrio e harmonia, algum volume, taninos dóceis e apreciável final de boca. A beber nos próximos 2/3 anos. Nota 18.
.Reserva Especial 2001 - nariz neutro, alguma fruta, notas de lagar, plano na boca, taninos muito redondos, volume e final de boca médios. Já deu o que tinha a dar, o melhor é despachá-lo rapidamente. Nota 16,5+.
Como a prova foi às cegas, estes 2 tintos enganaram-me completamente. Os perfis afastaram-se do Douro e identifiquei-os como alentejanos, parecendo ser o 97 de altitude e o 01 da planície! O que parecia, afinal não era. É a vida!
Acompanharam 3 pratos, em meias doses: alheira transmontana com grelos, bochechas estufadas em vinho tinto e feijoada de lebre. Curiosamente foi a feijoada que menos me impressionou, pois o feijão abafou a lebre. Prefiro-a numa arrozada.
.Artur Barros e Sousa Verdelho 1984 (sem data de engarrafamento visível) - aroma austero, frutos secos, notas de iodo, brandy e caril, vinagrinho, taninos firmes, volume apreciável e final longo. Um grande Madeira! Nota 18,5.
Este fortificado fez companhia, inicialmente, às excelentes empadas, a um delicioso paté e a ovos com silarcas, embora as maridagens não tivessem sido todas felizes.
Voltámos a bebe-lo no final do repasto, a acompanhar uma sobremesa (torta de laranja?), com a qual fez um belíssimo casamento.
Mais uma boa jornada. Obrigado, Juca!
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