quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Quadro de Honra de Vinhos do Porto

1.Por tipo
.Vintage - 10
.Colheitas - 20
.Tawnies de Idade (30 e 40 Anos) - 10
.Brancos Velhos - 2
Em colisão com o gosto dos britânicos, estou mais virado para os tawnies (71,4 % dos Vinhos do Porto com 18,5 ou mais), nomeadamente os Colheitas.
2.Por produtor/marca
.Krohn - 8 (Colheita 60, 61, 66, 67, 68, 78, Branco 64 e o 30 Anos)
.Burmester - 6 (Colheita 20, 37, 44, 55, 81 e o Tordiz 40 Anos)
.Noval - 6 (Vintage 58, 94, Colheita 37, 64, 71 e o 40 Anos)
.Fonseca/Taylor's - 6 (Vintage Fonseca 2003, Fonseca Guimaraes 76, Taylor's 94, 2011, Taylor's Vintage 64 e o 40 Anos)
.Barros - 4 (Colheita 35, 74, 40 Anos e o Branco Muito Velho)
O meu grande aplauso para a marca Krohn, agora absorvida pela Taylor's, mas também tiro o meu chapéu ao Fonseca Guimaraes 1976, uma 2ª marca de eleição.
3.Os melhores entre os melhores
Classificados com 19 ou mais, por ordem alfabética:
.Barros Colheita 35
.Burmester Colheita 37,44, 55 e, ainda, o Novidade 1920 (este com 19+)
.Fonseca Guimaraes Vintage 76
.Krohn Colheita 61
.Noval Colheita 37 e 71

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Quadro de Honra de Vinhos Tintos

1.Por Região
.Douro - 96 (70,1 % dos tintos)
.Dão - 6
.Douro/Dão - 1
.Bairrada/Beiras - 11
.Lisboa/Estremadura - 1
.Península de Setúbal - 3
.Alentejo - 10
.Estrangeiros - 9 (8 Ribera del Duero)
O meu gosto está claramente definido: Douro, Douro e mais Douro! Até nos estrangeiros, me fico pela Ribera del Duero, um prolongamento do Douro...
2.Por ano de colheita
.década de 80 - 1
.década de 90 - 7
.2000 - 8
.2001 - 10
.2002 - 3
.2003 - 11
.2004 - 28 (20,4 % dos tintos eleitos)
.2005 - 23 (16,8 %)
.2006 - 7
.2007 - 21 (15,3 %)
.2008 - 8
.2009 - 6
.2010 - 1
.2011 - 2
.2012 - 1
O ano 2004 continua a ser, para mim, o melhor da década, logo seguido pelo 2005 e 2007. Só estes 3 anos de eleição são mais de metade dos tintos eleitos (52,6 %).
Quanto às colheitas mais recentes, 2011 e 2012, consideradas excelentes, ainda é cedo para as consumir. Há que aguardar mais 2/3 anos.
3.Por produtor/marca
Com 5 referências ou mais:
.Qtª do Crasto - 16 (Vinha da Ponte 5, Maria Teresa 4, T.Nacional 5, Vinhas Velhas e Xisto 1 de cada)
.Niepoort - 13 (Batuta 6, Charme 4, Robustus 2 e Doda 1)
.Qtª Vale Meão - 9
.Casa Ferreirinha - 8 (Barca Velha 3, Reserva Especial 3, Vinhas Velhas e Antónia Adelaide Ferreira 1 de cada)
.Wine & Soul - 8 (Pintas 6 e Qtª da Moanoella 2)
.Qtª do Vallado - 7 (Reserva 4, Adelaide 2 e T.Nacional 1)
.Aalto - 7 (PS 4 e Colheita 3)
.Jorge Moreira - 6 (Poeira)
.Lavradores de Feitoria - 5 (Três Bagos Grande Escolha)
4.Os melhores entre os melhores
Não houve mais nenhum tinto a que tivesse atribuído 19 ou mais, mantendo-se a listagem de 2013 (por ordem alfabética). Com excepção do Aalto são todos do Douro:
.Aalto PS 2001 (Ribera del Duero)
.Barca Velha 1995, 1999 e 2004
.Pintas 2001
.Qtª do Crasto T.Nacional 2001
.Qtª do Crasto Vinha da Ponte 1998 e 2003
.Qtª Vale Meão 2004
.Robustus 2004
.Três Bagos Grande Escolha 2004

sábado, 8 de agosto de 2015

Quadro de Honra de Vinhos Brancos

1.Por Região
.Vinhos Verdes - 23 (Alvarinho 20 e Loureiro 3)
.Douro - 29 (inclui 4 Colheita Tardia)
.Dão - 15
.Bairrada/Beiras - 10
.Tejo/Ribatejo - 1
.Lisboa/Estremadura - 13 (inclui Bucelas 5 e Colares 1)
.Península de Setúbal - 3
.Alentejo - 7
.Estrangeiros - 4 (inclui 3 Late Harvest)
As Regiões mais a Norte (V.Verdes e Douro) dominam o QH, com 52 vinhos (49,5 % do total de brancos), seguido da Beira (Dão e Bairrada/Beiras) com 25 (23,8 %). Das restantes é de referir Lisboa/Estremadura com 13 (12,4 %). O Sul (Setúbal e Alentejo) fica limitado a 10 (9,5 %).
2.Por ano de colheita
.décadas de 70, 80 e 90 - 5
.2000 a 2006 - 11
.2007 a 2009 - 44
.2010 - 19
.2011 - 14
.2012 - 7
.2013 - 3
.sem ano - 2
3.Os melhores entre os melhores
Por ordem alfabética, os brancos classificados com 18 (a excepção é o Soalheiro Alvarinho Reserva 2007, o branco da minha vida, pontuado com 18,5).
.Buçaco Reservado 2007
.Carvalhas 2011* (Douro)
.Casa das Gaeiras Vinhas Velhas 2012* (Lisboa)
.Condessa de Santar 2009 (Dão)
.Madrigal Viognier 2009 (Lisboa)
.Maritávora Reserva 2008 (Douro)
.Morgado Stª Catherina 2008 (Bucelas)
.Muros de Melgaço Alvarinho 2008 e 2009 (V.Verdes)
.Parcela Única Alvarinho 2009 (V.Verdes)
.Porta dos Cavaleiros Colheita Seleccionada 1974 e 1979 (Dão)
.Primus 2010 (Dão)
.Projectos Niepoort Chardonnay e Riesling, ambos de 2004 (V.R.Duriense)
.Qtª das Bageiras Garrafeira 2007 e Pai Abel 2009, 2010 e 2012 (Bairrada)
.Qtª dos Carvalhais Branco Especial* (Dão)
.Qtª da Sequeira Grande Reserva 2011 (Douro)
.Redoma Reserva 2000, 2005 e 2009 (Douro)
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2007 e 2008, 1ª Vinhas 2006 e 2007 e, ainda, Colheita 2001
.Vinha Saturno 2010 (Alentejo)
De salientar:
.a excelência e longevidade dos brancos das Caves S.João, um com mais de 40 anos e o outro a caminho
.a casta Alvarinho, com 8 presenças (27,6 %), sendo de destacar a marca Soalheiro
.os brancos Douro e V.R.Duriense, também com 8
.o posicionamento da Qtª das Bageiras, com quase 14 % (13,8 %) dos melhores
.a inclusão de um grande desconhecido, Casa de Gaeiras Vinhas Velhas, cuja descoberta me encantou.

Actualização dos meus Quadros de Honra (QH)

À semelhança dos anos anteriores, aproveito a calmia de Agosto, onde nada acontece no mundo do vinho, para proceder à actualização dos meus QH.
Neles entram os brancos classificados com o mínimo de 17,5+ e os tintos e fortificados com 18,5 ou mais. São 360 os eleitos até 31 de Julho 2015, mais 26 que há 1 ano, ou seja, um incremento de 7,8 %.
Dos 360, os brancos contabilizam 105 (mais 9 e 29,2 % do total), os tintos 137 (mais 7 e 38 %) e os fortificados 118 (mais 10 e 32,8 %). Destes últimos há 42 Portos (mais 4 e 35,6 % do total dos fortificados), 58 Madeiras (mais 5 e 49,1 %) e 18 Moscateis (mais 1 e 15,3 %).
Em próximas crónicas, detalharei estes números, nomeadamente quanto a tipos de vinho, regiões de origem, anos de colheita, castas, produtores/marcas e os melhores entre os melhores (brancos a partir de 18, tintos e fortificados com 19 ou mais).

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Curtas (LXIII) : os anos do Juca, o Descobre e a Dom Pedro

1.Os anos do Juca
No passado Sábado houve festa rija em S.Francisco da Serra. O Juca, meu antigo sócio e amigo desde sempre, tinha feito na véspera 40+40 e resolveu juntar uma série de familiares e amigos.
Foi mais uma grande sessão de convívio, comeres e beberes.
Para memória futura, bebemos:
.Espumante Qtª Poço do Lobo 2013, já com o novo rótulo Baga Bairrada
.Soalheiro Alvarinho 2014
.Qtª Seara d' Ordens Reserva 2011, em garrafa de 3 (?) litros
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2012
.Graham´s 30 Anos
.Moscatel Alambre 20 Anos
.Warre Colheita 1935 (engarrafado em 1988), o pouco que sobrou da véspera
Faço votos para que haja, daqui a 10 anos, nova festa rija!
2.O Descobre
Este restaurante mercearia, detentor da ementa mais original que conheço, continua em forma, agora com o menú de verão.
Em visita recente, partilhámos 4 picas (bacalhau desfiado, polvo em Vinho do Porto, carapau e salmão), acompanhadas de xarém rico e puré de batata doce. Tirando o salmão, com o qual não morro de amores, tudo o que veio para a mesa tinha grande qualidade. Uma delícia!
Quanto a vinho a copo, este espaço também marca pontos, deixando a grande distância a maior parte dos restaurantes que conheço. Inventariei 6 espumantes, 14 brancos, 14 tintos, 2 rosés, 28 Portos (!), 2 Madeiras e 4 Moscatéis. É obra. Para ser perfeito, só falta corrigirem a omissão dos anos de colheita, o que não se entende...
Vieram para a mesa 2 copos de branco (4,50 € cada), Terroir Velho Mundo 2013 e Mapa 2013, que não é fácil de encontrar noutros espaços de restauração. Enquanto que o Mapa é muito fresco e mineral, óptimo para consumir em dias quentes (nota 16,5), o Terroir é mais volumoso e gastronómico e pode ser consumido em dias mais frios (nota 17,5).
3.Dom Pedro II
A 2ª loja da garrafeira Dom Pedro (Rua da Prata) abriu na semana passada na Rua dos Fanqueiros, onde há a maior concentação destes espaços. Além desta, aberta agora, encontramos a GN, Napoleão, Roao e Portugal Wine Room II! E não muito longe, a Garrafeira Nacional, Manuel Tavares, Casa Macário, Mercado da Praça da Figueira e uma outra que não recordo o nome. Uma fartura!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Curtas (LXII) : esplanadas

1.Le Chat
Situa-se junto ao Museu Nacional de Arte Antiga, com vistas para o Tejo. Vale a pena lá ir, antes ou depois de uma ida ao MNAA, onde se pode visitar, até 6 de Setembro, a interessante exposição de obras da pintora Josefa de Óbidos (1630-1684).
Na última vez apostei na petiscaria (peixinhos da horta, tempura de camarão, picapau de atum e salada César) e não me arrependi.
A lista de vinhos, sem anos de colheita, tem algumas referências interessantes. Optei por um copo do branco Assobio 2013 (4,30 €, um preço um tanto exagerado) - presença de citrinos, fresco e mineral, acidez no ponto; gastronónico, acompanhou bem a petiscaria. Nota 16.
Lamentavelmente, o vinho já vinha servido, embora num bom copo e em quantidade simpática.
Serviço algo desorientado, mas a excelência da esplanada faz perdoar os pontos negativos.
2.Senhor Peixe
Costumava ir, de vez em quando, a este simpático restaurante no Parque das Nações, um dos poucos que sobreviveu.
 Mas, desta vez, correu francamente mal. Para além de peixe grelhado, pedimos uma dose de ameijoas que era de dimensão reduzida, embora custasse 13,50 €. Mas mais grave, cerca de um terço das cascas vinha vazia. Feita a reclamação e tendo perguntado se achavam que tinhamos cara de turistas, o empregado deu-nos uma desculpa esfarrapada. Quando veio a conta sempre pensei que tivessem em atenção a referida reclamação. Ingenuidade da minha parte, não retiraram nem um cêntimo. Uma autêntica roubalheira!
Senhor Peixe, nunca mais!
3.O Púcaro
É o último restaurante do Guincho, já sem vistas para o mar e no meio do arvoredo. Tem uma boa esplanada e o peixe mais barato de toda a linha.
Recomendo vivamente!


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Curtas (LXI) : Mercados (Ribeira, Algés e CCB)

1.Mercado da Ribeira
A minha última visita não correu muito bem. Tencionava revisitar a Cozinha da Felicidade, onde tenho tido óptimas experiências, mas desta vez correu mal. Depois de ter pedido e pago um prato de polvo com batata doce, passado algum tempo (demasiado) fui informado que, afinal, não tinham. É uma situação inqualificável, pois quem está na linha da frente tem a obrigação de saber o que pode e não pode vender. É claro que exigi o dinheiro de volta.
Plano B: iscas de bacalhau com arroz de abóbora e hortelã, no Miguel Castro e Silva. Uma delícia!
Acompanhou um copo de Prova Régia Reserva 2013, adquirido na banca da Odete (2,50 €) - nariz exuberante, citrinos evidentes, belíssima acidez, alguma gordura e volume; gastronómico, é, desde que haja, a minha defesa na restauração. Excelente relação preço/qualidade. Nota 17,5.
O vinho foi dado a provar e servida uma quantidade generosa.
2.Mercado de Algés
Abriu recentemente, com uma dimensão aproximada do Mercado Campo de Ourique, mas mais inspirado no Mercado da Ribeira, com tabuleiros, mesas e cadeiras parecidas. No exterior, há uma série de esplanadas, mas nesta altura do ano, está um calor insuportável, o que dificulta a sua utilização durante o dia. No entanto, as bancas não servem vinho, ao contrário do outro acima referido.
Ainda não abanquei, limitei-me a observar e perceber o conceito
Como bancas principais, estão presentes:
.Chicken all Around (do Miguel Laffan, semelhante à que já existe no Mercado da Ribeira)
.Atalho do Mercado e Atalho Burger House
.Pizza2
.Sushic Mercado
.Mister Pig
.Peixe ó Balcão
.A Banca do Petisco
.Natábua
E as secundárias:
.Chá e Café
.Artisani
.Mercado dos Bolos
.Bar (bebidas espirituosas)
.Weel
.Walkamole
.Adega (com uma selecção de vinhos pouco interessante, preçário sem os anos de colheita e quase nada a copo; enfim, não tem nada a haver com a banca da Odete)
3. Mercado do CCB
Complementando o que já disse em "Curtas (LX)...", crónica publicada em 9/6/2015, recomendo mais as seguintes bancas:
.Serra da Estrela (faz parte da cadeia de restaurantes com o mesmo nome): queijos e biscoitos
.Bolos & Bolachas: a única banca onde se pode encontrar o belíssimo bolo regional "Farinha Torrada" de Sesimbra
O próximo Mercado será dia 6 de Setembro (o 1º Domingo do mês).