...continuando:
Na primeira jornada fizemos uma directa de Lisboa à Quinta da Ervamoira, um sonho que José António Rosas, na altura administrador da Ramos Pinto, conseguiu tornar realidade, após um esforço hercúleo que começou em Lisboa e acabou no Douro Superior. É uma das quintas mais emblemáticas do Douro e quem nunca lá foi,não conhece verdadeiramente aquela Região!
O grupo foi recebido pelo João Nicolau de Almeida, sobrinho do José Rosas e um grande senhor no mundo do vinho, que nos obsequiou com um Porto Branco (o Adriano White Reserve) e orientou uma prova antes do almoço, tendo apresentado o Adriano Reserva e os R P 10, 20 e 30 Anos, em "crescendum" de qualidade.
O almoço, que começou já passava das 14h30 (um ponto a rever em próximas visitas), desenrolou-se junto ao Museu e debaixo do grande alpendre que já nos albergara quando ali estive com o grupo de amigos e clientes das Coisas do Arco do Vinho.
Na mesa, uma ementa impressa com a indicação do menú regional que constava de um creme de cenoura, uma feijoada à transmontana, óptima para recuperar energias, e um gelado de figo a fechar.
Acompanharam:
.Duas Quintas 2014 - nariz contido, muita fruta vermelha, alguma acidez e rusticidade, volume e final médios. Servido em copo Riedel e gastronómico, casou bem com a feijoada. Nota 16,5.
.R P 10 Anos - já com pouca fruta, frutos secos a imporem-se, notas de maracujá e algum brandy, taninos evidentes, volume e final de boca médios. Nota 16,5+.
No final do repasto e após a oferta de uma garrafa de Duas Quintas Reserva 2014 a cada um de nós, com o rótulo personalizado pela Tryvel, a Ana Filipa Correia conduziu uma visita ao imperdível Museu que, segundo o folheto que nos foi distribuído, inclui " (...) peças da época da ocupação romana e da Idade Média (...) e alguma garrafas históricas da Ramos Pinto (...)".
Curiosamente, reencontrámos (a minha mulher e eu) a Sónia Teixeira que nos guiou na nossa primeira visita à Quinta da Ervamoira, ainda no século XX! Ela é uma mulher tipo 3 em 1, pois é motorista, guia e serve à mesa, além de muito simpática.
Esta primeira etapa foi, para mim, o ponto mais alto da viagem ao Douro. Agradeço ao Rui e à Maria João, a oportunidade de voltar a revisitá-la!
Antes do jantar, tivemos ainda a oportunidade de assistir, na Quinta da Roeda (Croft), à abertura a fogo de uma garrafa de Porto Vintage 2002, que também tivemos a ocasião de provar. É sempre um espectáculo!
Continua...
sábado, 15 de abril de 2017
quinta-feira, 13 de abril de 2017
Enoturismo no Douro (I) : mais outra grande jornada
Depois de ter participado numa viagem ao Dão, a qual deu origem a 6 crónicas neste blogue, sendo a primeira "Enoturismo no Dão (I) : uma jornada inesquecível", publicada em 8/10/2016, seguiu-se-lhe uma grande jornada no Douro, passando ao lado de uma visita ao Alentejo, cujas datas (nos primeiros dias de Dezembro) não eram nada aliciantes.
Mais uma vez, os responsáveis foram o Rui Nobre, o promotor destas viagens, e a Maria João Almeida, a animadora no terreno. Estão, ainda, previstas até ao final do ano viagens aos Açores, Rioja, Tokaji, Mendoza e Toscania. Mais informações em tryvel.pt/trywine.
Voltando ao Douro, visitámos a Quinta da Erva Moira (talvez o momento mais alto da viagem e onde almoçámos), a Quinta da Roeda (apenas para assistirmos a uma demonstração de abertura a fogo de uma garrafa de Porto Vintage), Quinta do Vallado, Quinta Nova Nossa Senhora do Carmo (onde almoçámos) e Quinta do Portal (onde almoçámos). Jantámos no DOC (outro momento muito alto da jornada) e no Castas e Pratos (o menos conseguido), tendo ficado alojados 2 noites no magnífico Hotel Vintage House.
O balanço da viagem foi altamente positivo, apenas alertando para o facto de em próximas edições ser revista a utilização de um autocarro nada apropriado a transitar nas estradas do Douro, que obrigou o motorista, aliás de 5 estrelas, a fazer manobras em excesso.
Se não me enganei no inventário, provámos no decorrer desta viagem 12 vinhos (2 brancos, 3 tintos e 7 Portos) e bebemos às refeições mais 19 vinhos (4 brancos, 7 tintos e 8 Portos), num total de 31 néctares. É obra!
À semelhança do enoturismo no Dão, a Tryvel distribuíu uma pequena brochura a cada um dos participantes, que incluía o programa, informação sobre o alojamento, consehos úteis e uma história resumida de cada local visitado. Remeto para o livro "Guia do Enoturismo em Portugal" da Maria João Almeida, o desenvolvimento das histórias de cada produtor.
Em próximas crónicas, que poderão não ser consecutivas, desenvolverei a visita a cada um dos locais citados.
Mais uma vez, os responsáveis foram o Rui Nobre, o promotor destas viagens, e a Maria João Almeida, a animadora no terreno. Estão, ainda, previstas até ao final do ano viagens aos Açores, Rioja, Tokaji, Mendoza e Toscania. Mais informações em tryvel.pt/trywine.
Voltando ao Douro, visitámos a Quinta da Erva Moira (talvez o momento mais alto da viagem e onde almoçámos), a Quinta da Roeda (apenas para assistirmos a uma demonstração de abertura a fogo de uma garrafa de Porto Vintage), Quinta do Vallado, Quinta Nova Nossa Senhora do Carmo (onde almoçámos) e Quinta do Portal (onde almoçámos). Jantámos no DOC (outro momento muito alto da jornada) e no Castas e Pratos (o menos conseguido), tendo ficado alojados 2 noites no magnífico Hotel Vintage House.
O balanço da viagem foi altamente positivo, apenas alertando para o facto de em próximas edições ser revista a utilização de um autocarro nada apropriado a transitar nas estradas do Douro, que obrigou o motorista, aliás de 5 estrelas, a fazer manobras em excesso.
Se não me enganei no inventário, provámos no decorrer desta viagem 12 vinhos (2 brancos, 3 tintos e 7 Portos) e bebemos às refeições mais 19 vinhos (4 brancos, 7 tintos e 8 Portos), num total de 31 néctares. É obra!
À semelhança do enoturismo no Dão, a Tryvel distribuíu uma pequena brochura a cada um dos participantes, que incluía o programa, informação sobre o alojamento, consehos úteis e uma história resumida de cada local visitado. Remeto para o livro "Guia do Enoturismo em Portugal" da Maria João Almeida, o desenvolvimento das histórias de cada produtor.
Em próximas crónicas, que poderão não ser consecutivas, desenvolverei a visita a cada um dos locais citados.
terça-feira, 11 de abril de 2017
Grupo dos 6 : tintos de 2008 e 1 Fonseca 1997
Este novo grupo de partilha de bons néctares, constituído à volta de um Bual 1920 (ver crónica "Almoço com Bual 1920 e outras pingas de eleição" publicada em 14/2/2017) voltou a juntar-se à volta de outras boas pingas (2 brancos surpresa, 3 tintos de 2008 e 1 Fonseca Vintage 1997) que se portaram muito bem. O repasto foi no Comendador Silva, descoberto há pouco tempo (ver crónica "Grupo dos 3 (...)" publicada em 26/3/2017) e que merece todos os elogios, embora peque por ter 2 televisores ligados, embora sem som. Não havia necessidade...
Mas vamos aos beberes e comeres que os acompanharam. E eles foram:
.Lacrau Garrafeira 2011 (levado pelo Frederico) - com base em vinhas velhas; aroma intenso, presença de citrinos e fruta cozida, ligeira oxidação, acidez equilibrada e notas amanteigadas, madeira bm casada, volume e final de boca notáveis. Um branco surpreendente, lançado há pouco tempo. Nota 18.
.Vinha dos Amores Encruzado 2014 (levado pelo João) - veio ocupar o lugar dos Condes e Condessas de Santar, marca descontinuada; muito aromático com citrinos bem presentes, fresco e mineral, acidez acentuada, elegante e harmonioso, estrutura e final de boca médios. Nota 17,5.
Estes brancos acompanharam pastéis de bacalhau, croquetes de alheira e uma belíssima sopa de peixe e marisco.
.Leo d´Honor 2008 (levado pelo Juca) - 100 % da casta Castelão; nariz contido, boa acidez, notas químicas, especiado, taninos civilizados, algum volume e final longo. Uma boa surpresa e a Castelão no seu melhor. Nota 18.
.Qtª Vale Meão 2008 (levado pelo J.Rosa) - com base nas castas Touriga Nacional (55 %) e Touriga Franca (30 %) e outras (15 %); cor muito viva, ainda frutado, acidez equilibrada, taninos muito presentes mas civilizados, grande volume e final de boca extensíssimo. O Douro no seu melhor. Nota 18,5+.
.Três Bagos Grande Escolha 2008 (levado por mim) - aromas terciários, belíssima acidez, taninos de veludo, especiado e complexo, muito elegante e harmonioso, volume e final de boca equilibrados. Nota 18,5.
Estes tintos harmonizaram com um bacalhau com puré de grão e grelos e, ainda, com um naco da vazia com puré de batata.
.Fonseca Vintage 1997 (levado pelo Adelino) - ainda muito frutado e jóvem, alguma doçura, taninos presentes e bem comportados, volume acentuado e final de boca persistente. Há que esperar por ele mais uns anitos. Nota 18.
Acompanhou pão de ló de chocolate.
Mais uma boa sessão de convívio, comeres e beberes.
Mas vamos aos beberes e comeres que os acompanharam. E eles foram:
.Lacrau Garrafeira 2011 (levado pelo Frederico) - com base em vinhas velhas; aroma intenso, presença de citrinos e fruta cozida, ligeira oxidação, acidez equilibrada e notas amanteigadas, madeira bm casada, volume e final de boca notáveis. Um branco surpreendente, lançado há pouco tempo. Nota 18.
.Vinha dos Amores Encruzado 2014 (levado pelo João) - veio ocupar o lugar dos Condes e Condessas de Santar, marca descontinuada; muito aromático com citrinos bem presentes, fresco e mineral, acidez acentuada, elegante e harmonioso, estrutura e final de boca médios. Nota 17,5.
Estes brancos acompanharam pastéis de bacalhau, croquetes de alheira e uma belíssima sopa de peixe e marisco.
.Leo d´Honor 2008 (levado pelo Juca) - 100 % da casta Castelão; nariz contido, boa acidez, notas químicas, especiado, taninos civilizados, algum volume e final longo. Uma boa surpresa e a Castelão no seu melhor. Nota 18.
.Qtª Vale Meão 2008 (levado pelo J.Rosa) - com base nas castas Touriga Nacional (55 %) e Touriga Franca (30 %) e outras (15 %); cor muito viva, ainda frutado, acidez equilibrada, taninos muito presentes mas civilizados, grande volume e final de boca extensíssimo. O Douro no seu melhor. Nota 18,5+.
.Três Bagos Grande Escolha 2008 (levado por mim) - aromas terciários, belíssima acidez, taninos de veludo, especiado e complexo, muito elegante e harmonioso, volume e final de boca equilibrados. Nota 18,5.
Estes tintos harmonizaram com um bacalhau com puré de grão e grelos e, ainda, com um naco da vazia com puré de batata.
.Fonseca Vintage 1997 (levado pelo Adelino) - ainda muito frutado e jóvem, alguma doçura, taninos presentes e bem comportados, volume acentuado e final de boca persistente. Há que esperar por ele mais uns anitos. Nota 18.
Acompanhou pão de ló de chocolate.
Mais uma boa sessão de convívio, comeres e beberes.
domingo, 9 de abril de 2017
Curtas (LXXXVI) : os Imperdíveis e 2 novos espaços
1.Imperdíveis
Já aqui referi, por diversas vezes, este interessante e imperdível programa do Porto Canal, focado no mundo do vinho. No entanto, como no melhor pano pode cair uma nódoa, este novo formato não é excepção. A parte do programa dedicada a uma prova cega de vinhos não tem qualquer lógica e não faz nenhum sentido ao comparar o que não é comparável. Num dos últimos episódios que vi, a prova cega dedicada a vinhos da Madeira até 30 € metia no mesmo saco:
.Cossart Gordon Bual 2005
.Henriques & Henriques Single Harvest 1997
.Barbeito Single Harvest Tinta Negra 2004
.Blandy's Single Harvest Malmsey 2006
.Borges Malmsey 1998
Castas e anos de colheita diferentes, tudo ao molho. Francamente! Ó senhores dos Imperdíveis, corrijam lá esse disparate!
2.Nova
É um novo espaço, misto de loja e bar, que se situa em pleno Chiado (R. Nova do Almada,20). O seu mentor é o Pedro Caixado, ligado ao nascimento do nosso (do Juca e meu) projecto Coisas do Arco do Vinho, pois foi ele, como criativo e design de profissão, que concebeu o feliz, inconfundível e emblemático logotipo. Desejo-lhe muitos anos de vida.
3.Wine District
Pertencente à Quinta de São Sebastião e também localizado no Chiado (R. Ivens,44), é um imenso e impressionante espaço de "wine e tapas", bem equipado com uma série de armários térmicos, que se espalha por loja, bar e esplanada interior. Embora abra à hora do almoço, não tem cozinha, o que é algo contraditório, esgotando-se nos queijos, enchidos e conservas, mais apropriados para finais de tarde. A ver vamos...
Já aqui referi, por diversas vezes, este interessante e imperdível programa do Porto Canal, focado no mundo do vinho. No entanto, como no melhor pano pode cair uma nódoa, este novo formato não é excepção. A parte do programa dedicada a uma prova cega de vinhos não tem qualquer lógica e não faz nenhum sentido ao comparar o que não é comparável. Num dos últimos episódios que vi, a prova cega dedicada a vinhos da Madeira até 30 € metia no mesmo saco:
.Cossart Gordon Bual 2005
.Henriques & Henriques Single Harvest 1997
.Barbeito Single Harvest Tinta Negra 2004
.Blandy's Single Harvest Malmsey 2006
.Borges Malmsey 1998
Castas e anos de colheita diferentes, tudo ao molho. Francamente! Ó senhores dos Imperdíveis, corrijam lá esse disparate!
2.Nova
É um novo espaço, misto de loja e bar, que se situa em pleno Chiado (R. Nova do Almada,20). O seu mentor é o Pedro Caixado, ligado ao nascimento do nosso (do Juca e meu) projecto Coisas do Arco do Vinho, pois foi ele, como criativo e design de profissão, que concebeu o feliz, inconfundível e emblemático logotipo. Desejo-lhe muitos anos de vida.
3.Wine District
Pertencente à Quinta de São Sebastião e também localizado no Chiado (R. Ivens,44), é um imenso e impressionante espaço de "wine e tapas", bem equipado com uma série de armários térmicos, que se espalha por loja, bar e esplanada interior. Embora abra à hora do almoço, não tem cozinha, o que é algo contraditório, esgotando-se nos queijos, enchidos e conservas, mais apropriados para finais de tarde. A ver vamos...
sábado, 8 de abril de 2017
Expressões da Nossa Terra : um curioso e original espaço 3 em 1
Este curioso e original espaço de restauração tipo 3 em 1 (restaurante & petisqueira/ garrafeira & wine bar/ mercearia & charcutaria) fica bem perto do Comendador Silva, mas do outro lado da rua (R. Latino Coelho, 63A). Edita bimestralmente uma pequena brochura (8 páginas) inspirada no tradicional almanaque Borda d' Água, com uma série de informações e a ementa dos jantares e dos almoços de Sábado.
Durante a semana, nos almoços de 2ª a 6ª feira a ementa é fixa e custa 10 €, com direito a couvert, sopa, prato e bebida. Uma pechincha! Quando lá fui tive direito a um creme de favas, coentrada de pampo (escolhido entre 3 pratos) e um copo de vinho.
Quanto a vinhos, a lista não é nada óbvia e apresenta preços muito sensatos. Inventariei 2 champanhes, 5 espumantes (1 a copo), 39 brancos (3), 50 tintos (6) e 6 fortificados (Porto, Madeira e Moscatel, todos a copo). Mas, lamentavelmente, os anos de colheita estão omissos. Uma pena...
Bebi o Torres de Estremoz 2016 - enologia do Tiago Cabaço; nariz austero, alguma fruta, notas vegetais intensas, acidez nos mínimos, magro de corpo e final de boca amargo. Abaixo do expectável. Nota 14. A garrafa veio à mesa, o vinho dado a provar e servida uma quantidade generosa num bom copo.
Como mais valia, a existência de armários térmicos para os tintos. Serviço simpático, eficiente e muito despachado. Recomendo uma visita ao WC, onde se pode ver/ler uma das paredes completamente forrada com páginas da Revista de Vinhos.
Tenciono voltar.
Durante a semana, nos almoços de 2ª a 6ª feira a ementa é fixa e custa 10 €, com direito a couvert, sopa, prato e bebida. Uma pechincha! Quando lá fui tive direito a um creme de favas, coentrada de pampo (escolhido entre 3 pratos) e um copo de vinho.
Quanto a vinhos, a lista não é nada óbvia e apresenta preços muito sensatos. Inventariei 2 champanhes, 5 espumantes (1 a copo), 39 brancos (3), 50 tintos (6) e 6 fortificados (Porto, Madeira e Moscatel, todos a copo). Mas, lamentavelmente, os anos de colheita estão omissos. Uma pena...
Bebi o Torres de Estremoz 2016 - enologia do Tiago Cabaço; nariz austero, alguma fruta, notas vegetais intensas, acidez nos mínimos, magro de corpo e final de boca amargo. Abaixo do expectável. Nota 14. A garrafa veio à mesa, o vinho dado a provar e servida uma quantidade generosa num bom copo.
Como mais valia, a existência de armários térmicos para os tintos. Serviço simpático, eficiente e muito despachado. Recomendo uma visita ao WC, onde se pode ver/ler uma das paredes completamente forrada com páginas da Revista de Vinhos.
Tenciono voltar.
quinta-feira, 6 de abril de 2017
Vinhos em família (LXXVIII)
Mais 4 vinhos provados em família com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega. E eles foram:
.Hexagon 2008 (oferta da Confraria do Periquita, da qual faço parte) - o nome deve-se ao facto de serem 6 gerações da família Soares Franco e 6 castas (Touriga Nacional, Touriga Franca, Syrah, Trincadeira, Tinto Cão e Tannat); nariz discreto, notas florais, acidez no ponto, ainda com alguma fruta, levemente especiado, taninos civilizados, madeira bem casada, volume e final de boca médios. Elegante e no ponto óptimo de consumo. Nota 17,5.
.PAPE 2011 - com base, em parte, na Touriga Nacional; nariz contido, fresco e floral, bela acidez, acentuado volume de boca e final persistente. Melhor 24 horas depois. A consumir dentro de 7/8 anos. Nota 18.
.Comendador Delfim Ferreira (Qtª dos Frades) 2011 (garrafa nº 1410/2700); enologia de Anselmo Mendes; com base em vinhas velhas e com pisa a pé; ainda com fruta, acidez equilibrada, notas de esteva, especiado, volume e final de boca notáveis. Complexo e harmonioso. Uma boa surpresa que ainda não conhecia. Nota 18,5.
.Cossart Gordon Terrantez 1977 (engarrafado em 2004) - aroma intenso e complexo, frutos secos, vinagrinho, notas de iodo, brandy e caril, taninos presentes, volume considerável e final de boca muito longo. A Madeira no seu melhor! Nota 18,5+.
terça-feira, 4 de abril de 2017
Novo formato+ (26ª sessão) : nota alta para os tintos Douro 2007 e um Madeira excepcional
Esta última jornada foi da minha responsabilidade, com 8 vinhos da minha garrafeira (1 generoso dos Açores, 2 brancos de 2015, 4 tintos de 2007 e 1 Madeira). O repasto de correu na sala nova da Enoteca de Belém, onde a comida vinda da cozinha foi ali empratada, tendo o Ricardo dirigido as operações. Tirando a torta servida como uma das sobremesas, todos os pratos atingiram um patamar alto. Na sala, o Ângelo encarregou-se de tratar dos vinhos, provados (à excepção do primeiro) todos às cegas, depois de previamente decantados. Serviço de 5 estrelas.
Para cada prato, foram postos em confronto 2 vinhos. Desfilaram:
.Czar Superior 2009, com a indicação de meio doce no rótulo (o que não é verdade, pois este vinho do Pico é meio seco e óptimo como aperitivo) - com base nas castas Verdelho, Arinto dos Açores e Terrantez do Pico; frutos secos, notas de iodo, caril e brandy, sugere alguma semelhanças com um Madeira, mas sem o seu típico vinagrinho. Foi a bebida de boas vindas. Nota 17.
Acompanhou frutos secos.
.Redoma Reserva 2015 - presença de citrinos e fruta cozida, alguma acidez e mineralidade, volume e final de boca médios. Esperava mais. Nota 17.
.Conceito 2015 - complexidade aromática, notas cítricas e vegetais, acidez equilibrada, alguma gordura, volume e final de boca. Venceu claramente o confronto. Nota 17,5+.
Estes 2 brancos maridaram com uma canja de bacalhau e couve cozinhada em molho de ostras.
.Qtª do Vesúvio - aroma afirmativo, ainda com fruta, acidez no ponto, notas especiadas, taninos civilizados, volume apreciável e final longo. Elegante e harmonioso. Nota 18.
.Qtª do Noval - nariz mais discreto, ainda com fruta, acidez equilibrada, taninos de veludo, especiado, algum volume e final de boca persistente. Mais envolvente e complexo que o anterior. Nota 18,5.
Estes 2 tintos, ainda longe da reforma, harmonizaram com um saboroso polvo no forno com arroz cremoso.
.Ferreirinha Reserva Especial - aroma intenso, muita fruta vermelha, alguma acidez e complexidade, fresco e floral, algo especiado, taninos civilizados, volume e final de boca assinaláveis. Em forma mais ainda alguns anos. Nota 18,5.
.Qtª do Crasto Maria Teresa - aromas terciários, ainda com alguma fruta acidez, complexo e especiado, com predominância de pimenta, presença de taninos mas não agressivos, volume notável e extenso final de boca. Longevo e um dos grandes vinhos do Douro! Nota 19.
Estes 2 tintos casaram bem com lombinhos de porco ibérico.
.Borges Malvasia +40 Anos (garrafa nº 827/1000) - frutos secos, vinagrinho, notas de iodo, caril e brandy, taninos evidentes, grande volume e final interminável com alguma doçura. A Madeira no seu melhor! Nota 19.
Acompanhou uma torta com doce de ovos, tábua de queijos e fruta laminada.
Foi mais uma grande sessão de convívio, com grandes vinhos, boa gastronomia e serviço, como a Enoteca de Belém nos tem habituado.
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Para cada prato, foram postos em confronto 2 vinhos. Desfilaram:
.Czar Superior 2009, com a indicação de meio doce no rótulo (o que não é verdade, pois este vinho do Pico é meio seco e óptimo como aperitivo) - com base nas castas Verdelho, Arinto dos Açores e Terrantez do Pico; frutos secos, notas de iodo, caril e brandy, sugere alguma semelhanças com um Madeira, mas sem o seu típico vinagrinho. Foi a bebida de boas vindas. Nota 17.
Acompanhou frutos secos.
.Redoma Reserva 2015 - presença de citrinos e fruta cozida, alguma acidez e mineralidade, volume e final de boca médios. Esperava mais. Nota 17.
.Conceito 2015 - complexidade aromática, notas cítricas e vegetais, acidez equilibrada, alguma gordura, volume e final de boca. Venceu claramente o confronto. Nota 17,5+.
Estes 2 brancos maridaram com uma canja de bacalhau e couve cozinhada em molho de ostras.
.Qtª do Vesúvio - aroma afirmativo, ainda com fruta, acidez no ponto, notas especiadas, taninos civilizados, volume apreciável e final longo. Elegante e harmonioso. Nota 18.
.Qtª do Noval - nariz mais discreto, ainda com fruta, acidez equilibrada, taninos de veludo, especiado, algum volume e final de boca persistente. Mais envolvente e complexo que o anterior. Nota 18,5.
Estes 2 tintos, ainda longe da reforma, harmonizaram com um saboroso polvo no forno com arroz cremoso.
.Ferreirinha Reserva Especial - aroma intenso, muita fruta vermelha, alguma acidez e complexidade, fresco e floral, algo especiado, taninos civilizados, volume e final de boca assinaláveis. Em forma mais ainda alguns anos. Nota 18,5.
.Qtª do Crasto Maria Teresa - aromas terciários, ainda com alguma fruta acidez, complexo e especiado, com predominância de pimenta, presença de taninos mas não agressivos, volume notável e extenso final de boca. Longevo e um dos grandes vinhos do Douro! Nota 19.
Estes 2 tintos casaram bem com lombinhos de porco ibérico.
.Borges Malvasia +40 Anos (garrafa nº 827/1000) - frutos secos, vinagrinho, notas de iodo, caril e brandy, taninos evidentes, grande volume e final interminável com alguma doçura. A Madeira no seu melhor! Nota 19.
Acompanhou uma torta com doce de ovos, tábua de queijos e fruta laminada.
Foi mais uma grande sessão de convívio, com grandes vinhos, boa gastronomia e serviço, como a Enoteca de Belém nos tem habituado.
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