Esta passou-se na loja Coisas do Arco do Vinho, ainda o euro não era nascido, no tempo do escudo portanto.
Um belo dia, entra-nos pela porta uma figura pública no mundo do vinho e questiona-nos : vocês têm o vinho xpto? E quanto custa?
Resposta : 7500$00.
Posso fazer um telefonema?
Faça favor.
Número discado e atendem do outro lado. Tia? Olhe, já encontrei o vinho que andava à procura. Custa 8000$00 cada garrafa. Fica a saber. Depois diga-me alguma coisa.
(Isto foi ouvido por 4 ou 5 pessoas que se encontravam naquele momento nas CAV. Nota - as quantias indicadas podem não ser rigorosamente estas, mas não devem andar longe).
E esta? Um lucro de 500$00 sem nenhum trabalho. É preciso descaramento!
sábado, 28 de maio de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Jantar de Vinhos Secret Spot no Rubro
Confesso que fui um bocado a medo para este jantar, embora soubesse que os vinhos produzidos e criados pelo Rui Cunha, que esteve presente, eram uma garantia de qualidade. No entanto não tinha qualquer referência, positiva ou negativa, deste restaurante que dá pelo nome de Rubro. A experiência que tive no passado com o seu antecessor, o Vino Tinto, não fora nada famosa e, daí, o meu receio. De qualquer modo, este jantar excedeu as minhas expecttivas pela positiva. Um menú de degustação bem concebido e com produtos de muita qualidade, vinhos bem tratados com temperaturas correctas e copos adequados, foram uma mais valia. O serviço inicialmente ressentiu-se (a casa estava cheia,coincidindo com um espectáculo marcado para o Campo Pequeno), mas depois melhorou. Mais uma vez o ex-núcleo duro das CAV marcou presença. Éramos 8 em 25, ou seja, cerca de 1/3!
O evento começou no exterior, onde puseram uma mesa repleta de excelentes tapas, a que chamaram tábuas de "pulgas" ibéricas, e ainda queijo manchego. A ideia era simpática, mas teve os seus riscos, pois alguns passantes, que nada tinham a haver com o jantar, meteram a mão nas tapas e andaram. Acompanharam 1 branco (2010) e 1 tinto (09) Vale da Poupa, marca que veio ocupar o espaço da Rhéa que foi descontinuada (pessoalmente prefiro a imagem antiga). Vinhos simpáticos que, especialmente o branco, ligaram bem com as tapas.
O menú de degustação, já com os participantes sentados no andar de cima, iniciou-se com 3 "amouse de bouche", shot de sopa de melão, tártaro de atum com manga e foie com maçã. Acompanhou o branco Crooked Vines 09, uma grande surpresa e para mim, o vinho da noite. Fruta madura, gordo na boca, fumado, excelente acidez a equilibrar o conjunto, madeira integrada, boa estrutura; melhorou quando a temperatura subiu para os 12º. Nota 17,5+.
Seguiu-se a entrada, salada de roast beef, com o tinto Crooked Vines 06. Não acho que tivesse sido uma ligação feliz. Complexidade aromática, notas de tabaco e chocolate, acidez q.b., alguma profundidade e bom final. Nota 17. Com o prato principal, um delicioso choletón, avançou o Secret Spot 05, a jóia da corôa. Já na fase adulta, ainda com fruta, especiado, excelente acidez, encorpado, final longo. Ligou muito bem com a carne. Nota 17,5+. A fechar, com uma surpreendente sobremesa, "brulé" de pera, muito pouco doce, foi servido o Moscatel do Douro Secret Spot, com mais de 40 anos. Austero no nariz,alguns citrinos e frutos secos, muito doce, a mostrar deficit de complexidade e acidez. Uma desilusão, para quem aprecia os grandes Moscatéis de Setúbal. Nota 14,5.
Em conclusão, nota alta para os vinhos de mesa do Rui Cunha e para a gastronomia do restaurante Rubro. Recomendo e tenciono voltar.
Uma achega: teria sido simpático, por parte do restaurante, que tivessem colocado em cada lugar a ementa e os vinhos servidos (a meu pedido enviaram-me por e-mail).
O evento começou no exterior, onde puseram uma mesa repleta de excelentes tapas, a que chamaram tábuas de "pulgas" ibéricas, e ainda queijo manchego. A ideia era simpática, mas teve os seus riscos, pois alguns passantes, que nada tinham a haver com o jantar, meteram a mão nas tapas e andaram. Acompanharam 1 branco (2010) e 1 tinto (09) Vale da Poupa, marca que veio ocupar o espaço da Rhéa que foi descontinuada (pessoalmente prefiro a imagem antiga). Vinhos simpáticos que, especialmente o branco, ligaram bem com as tapas.
O menú de degustação, já com os participantes sentados no andar de cima, iniciou-se com 3 "amouse de bouche", shot de sopa de melão, tártaro de atum com manga e foie com maçã. Acompanhou o branco Crooked Vines 09, uma grande surpresa e para mim, o vinho da noite. Fruta madura, gordo na boca, fumado, excelente acidez a equilibrar o conjunto, madeira integrada, boa estrutura; melhorou quando a temperatura subiu para os 12º. Nota 17,5+.
Seguiu-se a entrada, salada de roast beef, com o tinto Crooked Vines 06. Não acho que tivesse sido uma ligação feliz. Complexidade aromática, notas de tabaco e chocolate, acidez q.b., alguma profundidade e bom final. Nota 17. Com o prato principal, um delicioso choletón, avançou o Secret Spot 05, a jóia da corôa. Já na fase adulta, ainda com fruta, especiado, excelente acidez, encorpado, final longo. Ligou muito bem com a carne. Nota 17,5+. A fechar, com uma surpreendente sobremesa, "brulé" de pera, muito pouco doce, foi servido o Moscatel do Douro Secret Spot, com mais de 40 anos. Austero no nariz,alguns citrinos e frutos secos, muito doce, a mostrar deficit de complexidade e acidez. Uma desilusão, para quem aprecia os grandes Moscatéis de Setúbal. Nota 14,5.
Em conclusão, nota alta para os vinhos de mesa do Rui Cunha e para a gastronomia do restaurante Rubro. Recomendo e tenciono voltar.
Uma achega: teria sido simpático, por parte do restaurante, que tivessem colocado em cada lugar a ementa e os vinhos servidos (a meu pedido enviaram-me por e-mail).
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Vinhos em família e entre amigos (XIV)
Mais uns tantos vinhos bebidos descontraidamente, sem a pressão da prova cega. Puro usufruto da coisa.
1. Em família
.Batuta 01 - côr ainda viva, especiado, notas de tabaco e café, boa acidez, fresco e elegante, taninos afinados, profundidade e final longo. Harmonia absoluta. Perfeito! No ponto para beber, mas pode-se guardar mais 4/5 anos. Nota 18,5+ (noutras situações 18/17,5).
.Batuta 03 - especiarias e tabaco, belíssima acidez, perdeu potência mas ganhou elegância, bom final de boca. Aguenta mais 2/3 anos em forma. Nota 18 (noutras 16/18,5/17/18+/16,5/18/18).
.Qtª da Leda 08 (Prémio Excelência 2010 da RV) - exuberante, muito frutado, notas especiadas, bem encorpado e com bom final de boca, guloso em contraste com colheitas mais antigas e austeras. Bebível desde já. Nota 18.
.Castelo d'Alba Reserva 07 - intensidade aromática, frutos vermelhos, acidez no ponto, taninos presentes e suaves, bom final de boca, muito equilibrado em todas as suas componentes. Uma grande surpresa, até pelo preço (ronda os 5 € !). Nota 17,5.
.Moscatel Roxo Bacalhôa 99 (medalha de ouro no Wine International Challenge 2010) - grande concentração aromática, com predominância de citrinos, acidez a equilibrar a gordura, bom final. Nota 17,5 (noutra 17,5). Uma curiosidade : envelheceu 9 anos em barricas de carvalho americano, vindas da Escócia, usadas na maturação de whisky de malte.
2. Nos anos do João Quintela
Embora não tivesse tido a oportunidade de apontar as habituais notas, não resisto a registar aqui, para memória futura, os vinhos que o João foi pondo na mesa, ao longo do jantar comemorativo do seu aniversário, que juntou uns tantos amigos e família, no Colunas. Tenho mesmo dúvidas que noutros aniversários por esse país fora, alguém tenha partilhado com os convivas tantos vinhos e com esta qualidade.
.Espumante Caves São João 08
.Espumante Qtª Poço do Lobo 06
.Espumante Filipa Pato 3 B
.Champanhe Paul Roger
.Vallado Reserva 09 Branco
.Passadouro Reserva 07
.Qtª Poço do Lobo Reserva 07
.Vallado Reserva 07
.Aalto 07
.Qtª do Noval Vintage 95
.Madeira Malvasia 1879
Obrigado e parabens João. Devias fazer anos todos os meses!
1. Em família
.Batuta 01 - côr ainda viva, especiado, notas de tabaco e café, boa acidez, fresco e elegante, taninos afinados, profundidade e final longo. Harmonia absoluta. Perfeito! No ponto para beber, mas pode-se guardar mais 4/5 anos. Nota 18,5+ (noutras situações 18/17,5).
.Batuta 03 - especiarias e tabaco, belíssima acidez, perdeu potência mas ganhou elegância, bom final de boca. Aguenta mais 2/3 anos em forma. Nota 18 (noutras 16/18,5/17/18+/16,5/18/18).
.Qtª da Leda 08 (Prémio Excelência 2010 da RV) - exuberante, muito frutado, notas especiadas, bem encorpado e com bom final de boca, guloso em contraste com colheitas mais antigas e austeras. Bebível desde já. Nota 18.
.Castelo d'Alba Reserva 07 - intensidade aromática, frutos vermelhos, acidez no ponto, taninos presentes e suaves, bom final de boca, muito equilibrado em todas as suas componentes. Uma grande surpresa, até pelo preço (ronda os 5 € !). Nota 17,5.
.Moscatel Roxo Bacalhôa 99 (medalha de ouro no Wine International Challenge 2010) - grande concentração aromática, com predominância de citrinos, acidez a equilibrar a gordura, bom final. Nota 17,5 (noutra 17,5). Uma curiosidade : envelheceu 9 anos em barricas de carvalho americano, vindas da Escócia, usadas na maturação de whisky de malte.
2. Nos anos do João Quintela
Embora não tivesse tido a oportunidade de apontar as habituais notas, não resisto a registar aqui, para memória futura, os vinhos que o João foi pondo na mesa, ao longo do jantar comemorativo do seu aniversário, que juntou uns tantos amigos e família, no Colunas. Tenho mesmo dúvidas que noutros aniversários por esse país fora, alguém tenha partilhado com os convivas tantos vinhos e com esta qualidade.
.Espumante Caves São João 08
.Espumante Qtª Poço do Lobo 06
.Espumante Filipa Pato 3 B
.Champanhe Paul Roger
.Vallado Reserva 09 Branco
.Passadouro Reserva 07
.Qtª Poço do Lobo Reserva 07
.Vallado Reserva 07
.Aalto 07
.Qtª do Noval Vintage 95
.Madeira Malvasia 1879
Obrigado e parabens João. Devias fazer anos todos os meses!
sábado, 21 de maio de 2011
Os vinhos do Raul
Foi a 8ª sessão de prova do grupo 3+4, ou melhor 3+4-2+1, uma autêntica charada matemática. Ou seja, do grupo original estavam os 3 (Juca, João Quintela e eu) e dos 4, apenas 2 (Raul Matos e Paula Costa). O +1 (o convidado) foi o Carlos Jorge, da Wine Company. Os vinhos eram da garrafeira do Raul, que escolheu a Enoteca de Belém, como espaço para o repasto. Gastronomia e serviço de vinhos a brilhar como já nos habituaram.
O Raul perdeu a cabeça e o amor a uma data de euros. Só os 4 tintos em prova custaram quase 1200 euros, o que dá uma média de 300 euros por botelha. Se o FMI vem a saber, estamos todos tramados...Levando a conversa para o sério, são preços estratoesféricos que não justificam o acréscimo de prazer, em relação a muitos vinhos na ordem dos 30/50 €.
O que bebemos, então? Após uma introdução com o espumante Qtª do Rol 08, simpática oferta da casa, vieram para a mesa 2 brancos da colheita de 2005 a acompanhar um belíssimo tártaro de salmão, enquanto que os 4 tintos, de colheitas diferentes, se bateram com uma excelente perna de pato confitada. Com os finalmentes (queijo,doce e fruta) marchou mais uma garrafa de Madeira, inseparável destes eventos. Foi assim :
.Esporão Private Seleccion 05 - tropical, evoluido, ligeiramente oxidado, untuoso, adocicado, alguma acidez, estrutura de boca e bom final. Apesar de tudo, tem evoluido bem, mas está na altura de despachar o que houver na garrafeira. Nota 17 (noutras situações 16+/14,5/16,5+).
.Redoma Reserva 05 - austero, mais floral e fresco, bela acidez, profundidade e bom final de boca. Pode guardar-se mais uns anos. Tem estrutura para isso. Deve ser o branco que mais tenho provado, embora uma ou outra garrafa não tenha estado à altura do esperado. Nota 17,5+ (noutras 17,5/16,5+/16/15,5/16,5/15,5/16,5/17,5/18/17).
.Viña el Pison 04 (Rioja) - notas metálicas, acidez presente, elegância, boa estrutura e final de boca. Nota 17,5+ (100 pontos no Parker).
.Black Pepper Shiraz 98 (Austrália) - ainda exuberante, acidez equilibrada, taninos doces, profundo e longo. Nota 18 (95 pontos na Wine Spectator).
.Vega Sicilia Único 94 (Ribera del Duero) - floral, acidez equilibrada, elegante, corpo e final de boca médios. Já conheceu melhores dias. Nota 17 (98+ no Parker).
.Penfolds Grange 01 (Austrália) - grande complexidade, notas florais, chocolate, tabaco, boa arquitectura de boca, final muito longo. O tinto da noite. Nota 18,5 (98+ no Parker).
.FMA Bual 64 - intensidade aromática, frutos secos, iodo, vinagrinho, elegancia, harmonia, final interminável. Não me canso de beber este Madeira! Nota 18,5+ (noutras 18,5/18,5/18,5/18,5+/17,5/18,5/18,5+/18,5+).
Mais uma grande jornada. Obrigado Raul!
O Raul perdeu a cabeça e o amor a uma data de euros. Só os 4 tintos em prova custaram quase 1200 euros, o que dá uma média de 300 euros por botelha. Se o FMI vem a saber, estamos todos tramados...Levando a conversa para o sério, são preços estratoesféricos que não justificam o acréscimo de prazer, em relação a muitos vinhos na ordem dos 30/50 €.
O que bebemos, então? Após uma introdução com o espumante Qtª do Rol 08, simpática oferta da casa, vieram para a mesa 2 brancos da colheita de 2005 a acompanhar um belíssimo tártaro de salmão, enquanto que os 4 tintos, de colheitas diferentes, se bateram com uma excelente perna de pato confitada. Com os finalmentes (queijo,doce e fruta) marchou mais uma garrafa de Madeira, inseparável destes eventos. Foi assim :
.Esporão Private Seleccion 05 - tropical, evoluido, ligeiramente oxidado, untuoso, adocicado, alguma acidez, estrutura de boca e bom final. Apesar de tudo, tem evoluido bem, mas está na altura de despachar o que houver na garrafeira. Nota 17 (noutras situações 16+/14,5/16,5+).
.Redoma Reserva 05 - austero, mais floral e fresco, bela acidez, profundidade e bom final de boca. Pode guardar-se mais uns anos. Tem estrutura para isso. Deve ser o branco que mais tenho provado, embora uma ou outra garrafa não tenha estado à altura do esperado. Nota 17,5+ (noutras 17,5/16,5+/16/15,5/16,5/15,5/16,5/17,5/18/17).
.Viña el Pison 04 (Rioja) - notas metálicas, acidez presente, elegância, boa estrutura e final de boca. Nota 17,5+ (100 pontos no Parker).
.Black Pepper Shiraz 98 (Austrália) - ainda exuberante, acidez equilibrada, taninos doces, profundo e longo. Nota 18 (95 pontos na Wine Spectator).
.Vega Sicilia Único 94 (Ribera del Duero) - floral, acidez equilibrada, elegante, corpo e final de boca médios. Já conheceu melhores dias. Nota 17 (98+ no Parker).
.Penfolds Grange 01 (Austrália) - grande complexidade, notas florais, chocolate, tabaco, boa arquitectura de boca, final muito longo. O tinto da noite. Nota 18,5 (98+ no Parker).
.FMA Bual 64 - intensidade aromática, frutos secos, iodo, vinagrinho, elegancia, harmonia, final interminável. Não me canso de beber este Madeira! Nota 18,5+ (noutras 18,5/18,5/18,5/18,5+/17,5/18,5/18,5+/18,5+).
Mais uma grande jornada. Obrigado Raul!
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Jantar de Vinhos Secret Spot
O restaurante Rubro, situado no Campo Pequeno (Praça de Touros), vai organizar na próxima 3ª feira, dia 24/5, pelas 20 h, um jantar com a presença do produtor e enólogo Rui Cunha. O restaurante é parco em informações e nada adianta sobre o menú. Preço 30 €. Reservas pelo telefone 210191191 ou e-mail reservas@restauranterubro.com. A considerar.
Mais um belo jantar no Assinatura
Foi mais um jantar temático, com o chefe Henrique Mouro inspiradíssimo. O tema era "As ostras do Sado"...
...ao natural com champanhe
...gratinadas com espinafres e panadas
...numa sopa folhada com açafrão e ovo
...em crosta num lombo de abrótea e algas
...num arroz de limão e coentros com porco
...em gelado com coco e ananás!
Tudo a nível de qualidade alto, atingindo o máximo nas ostras gratinadas. O menos conseguido : as ostras com abrótea, que deu aquilo que pode dar. Na mesa, para prova,estava o belíssimo azeite da Qtª Vale Meão. Recomendo!
Nota alta, também, para o serviço, sempre muito profissional. Uma rotina no Assinatura.
Acompanhou os primeiros 4 momentos o Reguengos de Melgaço Alvarinho 10 - floral, notas tropicais, boa acidez, fresco, equilibrado; falta-lhe alguma complexidade que só o tempo em garrafa lhe trará. Nota 16,5+.
Com o 5º momento, bebemos a copo o Qtª Saes Estágio Prolongado 07 - fruta, excelente acidez, taninos poderosos mas elegante, bom final de boca. Imbatível neste patamar. Nota 17,5.
Com o 6º e último momento, saboreámos o Blandy Verdelho 5 Anos, gentil oferta da casa.
...ao natural com champanhe
...gratinadas com espinafres e panadas
...numa sopa folhada com açafrão e ovo
...em crosta num lombo de abrótea e algas
...num arroz de limão e coentros com porco
...em gelado com coco e ananás!
Tudo a nível de qualidade alto, atingindo o máximo nas ostras gratinadas. O menos conseguido : as ostras com abrótea, que deu aquilo que pode dar. Na mesa, para prova,estava o belíssimo azeite da Qtª Vale Meão. Recomendo!
Nota alta, também, para o serviço, sempre muito profissional. Uma rotina no Assinatura.
Acompanhou os primeiros 4 momentos o Reguengos de Melgaço Alvarinho 10 - floral, notas tropicais, boa acidez, fresco, equilibrado; falta-lhe alguma complexidade que só o tempo em garrafa lhe trará. Nota 16,5+.
Com o 5º momento, bebemos a copo o Qtª Saes Estágio Prolongado 07 - fruta, excelente acidez, taninos poderosos mas elegante, bom final de boca. Imbatível neste patamar. Nota 17,5.
Com o 6º e último momento, saboreámos o Blandy Verdelho 5 Anos, gentil oferta da casa.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Grande jornada na José Maria da Fonseca
Com esta grande prova de Moscatéis, fechou-se um ciclo dedicado aos vinhos fortificados, organizado pela Qtª Wine Guide (Rui Lourenço Pereira). A primeira, conduzida pelo enólogo Francisco Albuquerque, contemplou alguns dos melhores vinhos da Blandy (Madeira Wine) enquanto que na segunda o enólogo Pedro Sá partilhou connosco algumas das relíquias da Burmester e da Kopke (Grupo Sogevinus). Ambos os eventos foram realizados no Clube dos Jornalistas (ver crónicas de 15 Julho e 30 Setembro 2010 aqui no blog).
Mais uma vez, o antigo núcleo duro das CAV e amigos esteve em maioria. Éramos 9 em 13 (quase 70% dos participantes), a que se juntaram 2 bloguistas (Vinho Porto Vintage e Magna Casta) e, ainda, um casal de enófilos. É de lamentar, contudo, que não tivesse havido uma corrida às inscrições, até porque alguns dos moscatéis provados não estão no mercado, nem serão postos à prova nos tempos mais próximos. Os enófilos ausentes nem imaginam o que perderam!
Na impossibilidade do director da equipa de enologia, Domingos Soares Franco, ter estado presente, a prova foi muito bem conduzida pela Cláudia Monteiro Gomes, que trabalha na JMF desde 1988. Provámos estes 12 moscatéis/bastardinhos :
.Bastardinho 10 - muita fruta, doce, enjoativo.
.Bastardinho 09 - faz alguma diferença do anterior, menos doce, alguma acidez.
.Bastardinho 30 Anos (engarrafado em 2005) - frutos secos, acidez q.b., maior complexidade, untuoso, bom final de boca. Nota 17.
.Moscatel 06 - nariz contido, citrinos, notas de passas, alguma frescura, final simples. Nota 16,5.
.Moscatel DSF Armagnac 99 - citrinos, notas de chocolate, fino e fresco. Nota 17+.
.Moscatel DSF Cognac 99 - austero, mineral, nada consensual; vai ser lançado pela 1ª vez em 2011. Nota 16.
.Moscatel Alambre 20 Anos (engarrafado em 2009) - notas tropicais, citrinos, frutos secos, figos em passa, fresco, final de boca longo. Nota 18.
.Moscatel Roxo 20 Anos (engarrafado em 2011) - côr mais carregada, mais doce, notas de tangerina, frutos secos, iodo, vinagrinho, final longo. Nota 18+.
.Moscatel 73 (não foi engarrafado) - complexidade aromática, iodo, vinagrinho, potência de boca, untuoso, final longo. Nota 18,5+.
.Moscatel 67 (não foi engarrafado) - na linha do 73. Nota 18,5+.
.Moscatel 52 (não foi engarrafado) - na linha dos anteriores, mas mais complexo e equilibrado; o melhor moscatel em prova, o que por si só justificou a ida à JMF. Nota 19,5.
.Moscatel 39 (não foi engarrafado) - excessivo e demasiado doce, muito bom mas falta-lhe harmonia. Nota 18+.
Uma única nota não abonatória : os vinhos foram servidos inicialmente a cerca de 18º e, posteriormente, a mais de 20º, o que considero excessivo.
Seguiu-se um almoço, onde foram servidos :
.DSF Moscatel Roxo Rosé - não me encantou; apenas uma curiosidade. Nota 14.
.Pasmados 08 - com alguma oxidação, mas uma boa acidez a equilibrar o conjunto; muito gastronómico, ligou bem com o prato de bacalhau. Nota 15,5.
.Periquita Superior 08 - frutos vermelhos, notas de tabaco e chocolate, fresco e encorpado; pede um prato de forno. Nota 17+.
Em conclusão : uma grande e imperdível jornada. Parabéns à JMF e obrigado ao Rui Lourenço Pereira.
Mais uma vez, o antigo núcleo duro das CAV e amigos esteve em maioria. Éramos 9 em 13 (quase 70% dos participantes), a que se juntaram 2 bloguistas (Vinho Porto Vintage e Magna Casta) e, ainda, um casal de enófilos. É de lamentar, contudo, que não tivesse havido uma corrida às inscrições, até porque alguns dos moscatéis provados não estão no mercado, nem serão postos à prova nos tempos mais próximos. Os enófilos ausentes nem imaginam o que perderam!
Na impossibilidade do director da equipa de enologia, Domingos Soares Franco, ter estado presente, a prova foi muito bem conduzida pela Cláudia Monteiro Gomes, que trabalha na JMF desde 1988. Provámos estes 12 moscatéis/bastardinhos :
.Bastardinho 10 - muita fruta, doce, enjoativo.
.Bastardinho 09 - faz alguma diferença do anterior, menos doce, alguma acidez.
.Bastardinho 30 Anos (engarrafado em 2005) - frutos secos, acidez q.b., maior complexidade, untuoso, bom final de boca. Nota 17.
.Moscatel 06 - nariz contido, citrinos, notas de passas, alguma frescura, final simples. Nota 16,5.
.Moscatel DSF Armagnac 99 - citrinos, notas de chocolate, fino e fresco. Nota 17+.
.Moscatel DSF Cognac 99 - austero, mineral, nada consensual; vai ser lançado pela 1ª vez em 2011. Nota 16.
.Moscatel Alambre 20 Anos (engarrafado em 2009) - notas tropicais, citrinos, frutos secos, figos em passa, fresco, final de boca longo. Nota 18.
.Moscatel Roxo 20 Anos (engarrafado em 2011) - côr mais carregada, mais doce, notas de tangerina, frutos secos, iodo, vinagrinho, final longo. Nota 18+.
.Moscatel 73 (não foi engarrafado) - complexidade aromática, iodo, vinagrinho, potência de boca, untuoso, final longo. Nota 18,5+.
.Moscatel 67 (não foi engarrafado) - na linha do 73. Nota 18,5+.
.Moscatel 52 (não foi engarrafado) - na linha dos anteriores, mas mais complexo e equilibrado; o melhor moscatel em prova, o que por si só justificou a ida à JMF. Nota 19,5.
.Moscatel 39 (não foi engarrafado) - excessivo e demasiado doce, muito bom mas falta-lhe harmonia. Nota 18+.
Uma única nota não abonatória : os vinhos foram servidos inicialmente a cerca de 18º e, posteriormente, a mais de 20º, o que considero excessivo.
Seguiu-se um almoço, onde foram servidos :
.DSF Moscatel Roxo Rosé - não me encantou; apenas uma curiosidade. Nota 14.
.Pasmados 08 - com alguma oxidação, mas uma boa acidez a equilibrar o conjunto; muito gastronómico, ligou bem com o prato de bacalhau. Nota 15,5.
.Periquita Superior 08 - frutos vermelhos, notas de tabaco e chocolate, fresco e encorpado; pede um prato de forno. Nota 17+.
Em conclusão : uma grande e imperdível jornada. Parabéns à JMF e obrigado ao Rui Lourenço Pereira.
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