As Festas de 2013 desenvolveram-se em 3 movimentos:
1º A Consoada
Teve lugar em casa de familiares, levando eu os vinhos da minha garrafeira. A escolha caíu em opções de boa relação preço/qualidade, partindo do pressuposto que, numa ocasião em que está presente um grupo pouco homogéneo, não vale a pena levar grandes bombas. A comida teve, como referência a tradição, mas sem seguir demasiado à letra. Desfilaram:
.Qtª do Romeu Reserva 2011 branco - com base nas castas Gouveio, Viosinho e Arinto, obtidas em parte de vinhas velhas em agricultura biológica; nariz contido, boa acidez, alguma gordura, estrutura e final médios; beber a 10/12º; madeira, finalmente, bem integrada (não tem nada a haver com outra garrafa provada há alguns meses). Nota 16,5+.
Gastronómico, acompanhou bem uns pastelinhos de bacalhau e o polvo cozido com todos.
.H.O. 2010 (Horta Osório Wines) - já aqui descrito em "Vinhos em família (XLVI)", crónica publicada em 21/9/2013. Grande complexidade que, à partida, o preço acessível, não augurava. Nota 17,5+.
Maridou muito bem com um excelente bacalhau com broa, grelos de couve e cebola.
.Alambre 20 Anos (engarrafado em 2011) - este Moscatel de Setúbal nunca me deixou ficar mal; esta garrafa estava em grande forma e, para satisfação de alguns presentes, apresentou algumas características de um Frasqueira. Nota 18,5.
Fez boa companhia a um bolo real de excepção e outras sobremesas.
2º O almoço de Natal
Continuou em casa de familiares, embora o grupo fosse diferente do da véspera. Entraram uns, sairam outros. Em relação aos vinhos, a filosofia foi a mesma. Acabou-se com algumas sobras e avançou o
.Casa Burmester Reserva 2008 Magnum (levado pelo meu filho Bruno) - com base nas castas T.Nacional, T.Franca e Tinta Roriz; estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês; nariz discreto, boca mais interessante, especiado, notas de couro, volume de boca médio e final longo. Nota 17,5.
Portou-se bem com as sobras do bacalhau e um frango do campo no forno.
3º A continuação
As Festas continuaram no Domingo seguinte, já na minha casa e com vinhos meus, para usufruto do borrego que ficou à espera de uma melhor oportunidade. Avançaram:
.João Portugal Ramos Alvarinho 2012 - já anotado na crónica "Os vinhos do João e os vinhos do José", publicada em 2/5/2013; evoluiu bem e ainda vai melhorar com mais uns meses de garrafa. Nota 16,5+.
Servido com diversos enchidos fatiados, serviu para preparar o palato para novos voos.
.Castelo d' Alba Vinhas Velhas Grande Reserva 2011 - vem com um selo de Troféu (o melhor vinho tinto do Douro, abaixo das 15 £), atribuído pela Decanter World Wine Awards 2013. Com enologia do Rui Reboredo Madeira, estagiou 18 meses em barricas novas e usadas de carvalho francês - nariz exuberante, muito frutado, notas especiadas e de chocolate preto, acidez no ponto, assinalável volume e bom final de boca. Nota 18. Este vinho é um autêntico achado e foi comprado no Continente, onde estava em promoção (!?).
Foi divinalmente com um borrego no forno com batatihas e castanhas (estava 5 estrelas!).
.Porto Vintage, de marca desconhecida, engarrafado especialmente para o 50º aniversário da Residencial Flora, em Vila Franca, onde se encontava o inesquecível restaurante do Pedro Miguel Gil, um grande senhor da gastronomia.
Este Porto, mais próximo dos LBV, vale pela componente afectiva que é enorme! Acompanhou uma mousse de chocolate e outras sobremesas.
4º A fechar
Convido/desafio os leitores do blogue a partilharem o que comeram e beberam nestas Festas. Valeu?
.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
sábado, 28 de dezembro de 2013
Grupo dos 3 (35ª sessão)
A responsabilidade desta 35ª sessão coube ao João Quintela que escolheu o restaurante principal do Corte Inglês. Levou, da sua garrafeira, 1 branco alentejano, 2 tintos da Ribera del Duero e 2 Late Harvest.
Desfilaram:
.Telhas 2010 branco (Terras d' Alter) - com base na casta Viognier e enologia de Peter Bright; fruta madura, aroma muito presente, acidez no ponto, madeira discreta, alguma gordura, volume de boca, final adocicado que se foi atenuando. Uma grande surpresa vinda do Alentejo. Nota 17,5+.
Acompanhou muito bem uma entrada de cogumelos recheados com camarão, lagosta e mexilhão.
.Aalto 2011 - fruta presente, notas terrosas, acidez equilibrada, taninos polidos, volume de boca e final muito longo. Muito afinado, mas a precisar de mais tempo de garrafa. Nota 18.
.Aalto 2010 - nariz contido, notas florais, acidez q.b., boa estrutura e final de boca, embora abaixo do 2011. Nota 17,5.
Estes 2 vinhos são provenientes da casta Tinto Fino de vinhas velhas (mais de 40 anos) e estagiaram 20 meses em barricas de carvalho. É pena o teor alcoólico tão elevado (15% vol.).
Fizeram companhia a uma paletilha de cordeiro de leite com batata panadera.
.Lenz Moser Trockenbeerenauslese 2005 - um Late Harvest austriaco de prestígio; aroma exuberante, acidez positiva, untuoso, volume de boca e final extenso. Nota 18.
.Grandjó Late Harvest 2005 - nariz discreto, citrinos, acidez não muito evidente, volume e final médios. Ficou quase esmagado pelo Lenz Moser. Uma desilusão (já bebi pelo menos meia dúzia de garrafas deste vinho francamente melhores). Nota 15,5+.
Estes últimos vinhos maridaram bem com uns saborosos crepes suzette.
Mais uma boa sessão de convívio, comeres e beberes à altura. Obrigado João!
Desfilaram:
.Telhas 2010 branco (Terras d' Alter) - com base na casta Viognier e enologia de Peter Bright; fruta madura, aroma muito presente, acidez no ponto, madeira discreta, alguma gordura, volume de boca, final adocicado que se foi atenuando. Uma grande surpresa vinda do Alentejo. Nota 17,5+.
Acompanhou muito bem uma entrada de cogumelos recheados com camarão, lagosta e mexilhão.
.Aalto 2011 - fruta presente, notas terrosas, acidez equilibrada, taninos polidos, volume de boca e final muito longo. Muito afinado, mas a precisar de mais tempo de garrafa. Nota 18.
.Aalto 2010 - nariz contido, notas florais, acidez q.b., boa estrutura e final de boca, embora abaixo do 2011. Nota 17,5.
Estes 2 vinhos são provenientes da casta Tinto Fino de vinhas velhas (mais de 40 anos) e estagiaram 20 meses em barricas de carvalho. É pena o teor alcoólico tão elevado (15% vol.).
Fizeram companhia a uma paletilha de cordeiro de leite com batata panadera.
.Lenz Moser Trockenbeerenauslese 2005 - um Late Harvest austriaco de prestígio; aroma exuberante, acidez positiva, untuoso, volume de boca e final extenso. Nota 18.
.Grandjó Late Harvest 2005 - nariz discreto, citrinos, acidez não muito evidente, volume e final médios. Ficou quase esmagado pelo Lenz Moser. Uma desilusão (já bebi pelo menos meia dúzia de garrafas deste vinho francamente melhores). Nota 15,5+.
Estes últimos vinhos maridaram bem com uns saborosos crepes suzette.
Mais uma boa sessão de convívio, comeres e beberes à altura. Obrigado João!
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Crónicas em atraso (mais uma vez!)
Tendo como desculpa as festas de Natal, os correspondentes preparativos, etc e tal, estão ainda por publicar:
.Grupo dos 3 (35ª sessão)
.CAV : viveiro de enófilos
.Mexilhões em Lisboa
.O (novo) Mercado de Campo de Ourique
.Oito Dezoito revisitado
.Cogumelos em Lisboa
.Rescaldo das Festas
.Grupo dos 3 (35ª sessão)
.CAV : viveiro de enófilos
.Mexilhões em Lisboa
.O (novo) Mercado de Campo de Ourique
.Oito Dezoito revisitado
.Cogumelos em Lisboa
.Rescaldo das Festas
Os Prémios W 2013
Os Prémios W são uma iniciativa do Anibal Coutinho, jornalista e crítico de vinhos, entre outras coisas, que os atribuirá a 21 categorias no mundo do vinho e afins.
Um destes prémios refere-se ao "Melhor Blog de Vinho do Ano", a sair deste grupo de 10 nomeados (ordem alfabética), a maioria já presente no ano passado:
.adega dos leigos
.copo de 3 (o vencedor em 2012)
.enófilo militante
.enófilo principiante *
.e tudo o vinho levou *
.joão à mesa
.mesa marcada *
.os vinhos
.pingas no copo
.ricardo bernardo
* nomeados pela 1ª vez (os restantes são repetentes)
Outros, tão bons ou, alguns, mesmo melhores, ficaram de fora. Mas o critério é de quem teve a iniciativa e estes prémios, tal como os atribuídos por outras entidades, valem o que valem.
Mais informações em www.w-anibal.com.
Um destes prémios refere-se ao "Melhor Blog de Vinho do Ano", a sair deste grupo de 10 nomeados (ordem alfabética), a maioria já presente no ano passado:
.adega dos leigos
.copo de 3 (o vencedor em 2012)
.enófilo militante
.enófilo principiante *
.e tudo o vinho levou *
.joão à mesa
.mesa marcada *
.os vinhos
.pingas no copo
.ricardo bernardo
* nomeados pela 1ª vez (os restantes são repetentes)
Outros, tão bons ou, alguns, mesmo melhores, ficaram de fora. Mas o critério é de quem teve a iniciativa e estes prémios, tal como os atribuídos por outras entidades, valem o que valem.
Mais informações em www.w-anibal.com.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Novo Formato+ (14ª sessão)
Esta última sessão deste grupo de amigos foi da responsabildade do Juca que escolheu o restaurante principal do Corte Inglês. Levou 2 brancos, 4 tintos de 2006 e 1 Madeira, provados às cegas com excepção deste último.
Os brancos eram francamente cativantes, embora de estilos bem diferentes. Enquanto que o desconhecido Terroir Velho Mundo XII, proveniente de 2 "terroir" diferentes (Laura Regueiro, Douro e Qtª do Regueiro, Vinhos Verdes), era surpreendentemente fresco, aromático, mineral e equilibrado, o Morgado de Stª Catherina 2009, já aqui referido diversas vezes, mostrou fruta mais madura, alguma gordura e volume de boca. Mereceram-me a mesma nota (17,5+).
Acompanharam salgados e mil folhas de foi gras caramelizado.
Quanto aos tintos de 2006, a dificuldade desta colheita reflectiu-se nos vinhos apresentados, a maior parte dos quais poucas semelhanças mostrou em relação a outras garrafas das mesmas referências, provadas noutras situações, algumas bem recentes. Ficaram, quase todos, uns furos abaixo. O perfil, às cegas, apontava para a Bairrada ou Dão. Vejamos, então, as notas dadas ao longo do tempo (entre parêntesis as notas de outras situações):
.Aneto Grande Reserva - demasiado discreto, embora com um final longo. Nota 17 (18,5/18,5).
.Carrocel - ainda elegante e harmonioso. Nota 17,5 (17,5/18/18,5+).
.CV - o único que se manteve fiel ao seu perfil e qualidade. Nota 18 (17,5+/18).
.Poeira - o que mostrou a maior irregularidade - Nota 17,5 (18,5/16,5+/18/17,5/16,5).
Os tintos fizeram companhia ao prato de leitão com mil folhas de batata e cenoura.
Finalmente, o vinho da tarde, um Blandy Terrantez 1977 (engarrafado em 2004) - sempre fabuloso e já aqui referido, era a garrafa nº 1340 de 2000. Nota 18,5 (18/19).
Maridou bem com a sobremesa de banana e frutos silvestres.
Serviço eficiente e profissional, como sempre.
Apesar do 2006, mais uma boa jornada de convívio, comeres e beberes. Obrigado, Juca!
Os brancos eram francamente cativantes, embora de estilos bem diferentes. Enquanto que o desconhecido Terroir Velho Mundo XII, proveniente de 2 "terroir" diferentes (Laura Regueiro, Douro e Qtª do Regueiro, Vinhos Verdes), era surpreendentemente fresco, aromático, mineral e equilibrado, o Morgado de Stª Catherina 2009, já aqui referido diversas vezes, mostrou fruta mais madura, alguma gordura e volume de boca. Mereceram-me a mesma nota (17,5+).
Acompanharam salgados e mil folhas de foi gras caramelizado.
Quanto aos tintos de 2006, a dificuldade desta colheita reflectiu-se nos vinhos apresentados, a maior parte dos quais poucas semelhanças mostrou em relação a outras garrafas das mesmas referências, provadas noutras situações, algumas bem recentes. Ficaram, quase todos, uns furos abaixo. O perfil, às cegas, apontava para a Bairrada ou Dão. Vejamos, então, as notas dadas ao longo do tempo (entre parêntesis as notas de outras situações):
.Aneto Grande Reserva - demasiado discreto, embora com um final longo. Nota 17 (18,5/18,5).
.Carrocel - ainda elegante e harmonioso. Nota 17,5 (17,5/18/18,5+).
.CV - o único que se manteve fiel ao seu perfil e qualidade. Nota 18 (17,5+/18).
.Poeira - o que mostrou a maior irregularidade - Nota 17,5 (18,5/16,5+/18/17,5/16,5).
Os tintos fizeram companhia ao prato de leitão com mil folhas de batata e cenoura.
Finalmente, o vinho da tarde, um Blandy Terrantez 1977 (engarrafado em 2004) - sempre fabuloso e já aqui referido, era a garrafa nº 1340 de 2000. Nota 18,5 (18/19).
Maridou bem com a sobremesa de banana e frutos silvestres.
Serviço eficiente e profissional, como sempre.
Apesar do 2006, mais uma boa jornada de convívio, comeres e beberes. Obrigado, Juca!
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Sabores da Madeira
Abriu há pouco tempo, na Rua do Ouro, bem próximo do Rossio, este espaço de restauração inspirado nos
aromas e sabores madeirenses. A carta abrange 15 referências para comer/petiscar, lapas incluidas. Na minha visita escolhi sopa de trigo (algo desemchabida), carne em vinho e alhos no bolo do caco (a anos luz do que se faz na Madeira) e pudim de maracujá. Nada de verdadeiramente aliciante, mas se calhar fiz uma má escolha. Por tudo isto paguei 8,50, o que não é caro.
Quanto a vinhos, a lista é redutora, resumindo-se a 3 brancos e 3 tintos madeirenses, que se podem beber a copo (de 3 a 5 €) ou à garrafa (de 14 a 38 €) e nem todos estão datados. A lista inclui, ainda, Vinhos da Madeira com 3 e 5 anos, nas modalidades seco, meio seco, meio doce e doce (2 a 3,50 € o copo). Pode ser uma solução didáctica, para quem não os conheça, se iniciar neste tipo de vinhos. Mas, curiosamente, não vi um único cliente a provar Vinho da Madeira.
Bebi, a acompanhar a refeição, o Terras do Avô Verdelho 2012 - mineral, presença de citrinos, fresco e elegante, bom final de boca e gastronómico; vinho típico para a primavera e outono. Uma boa surpresa. Nota 16,5.
O serviço de vinhos foi inesperado, pois a garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar, num bom copo com uma quantidade generosa, o que nem sempre acontece nos restaurantes credenciados pela ViniPortugal. Até o preço (3 €) foi simpático. Não foi testado o serviço de vinho tinto, ficará para uma próxima vez.
Quanto à restante prestação, enquanto o serviço na cozinha é quase relâmpago (ainda estava na sopa e já o bolo do caco estava na mesa) o serviço na sala é algo descuidado (já estava na sobremesa e o prato da sopa não fora retirado). Deficiências de fácil correcção.
aromas e sabores madeirenses. A carta abrange 15 referências para comer/petiscar, lapas incluidas. Na minha visita escolhi sopa de trigo (algo desemchabida), carne em vinho e alhos no bolo do caco (a anos luz do que se faz na Madeira) e pudim de maracujá. Nada de verdadeiramente aliciante, mas se calhar fiz uma má escolha. Por tudo isto paguei 8,50, o que não é caro.
Quanto a vinhos, a lista é redutora, resumindo-se a 3 brancos e 3 tintos madeirenses, que se podem beber a copo (de 3 a 5 €) ou à garrafa (de 14 a 38 €) e nem todos estão datados. A lista inclui, ainda, Vinhos da Madeira com 3 e 5 anos, nas modalidades seco, meio seco, meio doce e doce (2 a 3,50 € o copo). Pode ser uma solução didáctica, para quem não os conheça, se iniciar neste tipo de vinhos. Mas, curiosamente, não vi um único cliente a provar Vinho da Madeira.
Bebi, a acompanhar a refeição, o Terras do Avô Verdelho 2012 - mineral, presença de citrinos, fresco e elegante, bom final de boca e gastronómico; vinho típico para a primavera e outono. Uma boa surpresa. Nota 16,5.
O serviço de vinhos foi inesperado, pois a garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar, num bom copo com uma quantidade generosa, o que nem sempre acontece nos restaurantes credenciados pela ViniPortugal. Até o preço (3 €) foi simpático. Não foi testado o serviço de vinho tinto, ficará para uma próxima vez.
Quanto à restante prestação, enquanto o serviço na cozinha é quase relâmpago (ainda estava na sopa e já o bolo do caco estava na mesa) o serviço na sala é algo descuidado (já estava na sobremesa e o prato da sopa não fora retirado). Deficiências de fácil correcção.
sábado, 14 de dezembro de 2013
Cartão amarelo à ViniPortugal
Recebi há cerca de 1 mês, via e-mail, uma comunicação que referia a "ViniPortugal premeia vinho a copo no Populi", esclarecendo que fora atribuído a este restaurante um certificado de "qualidade de atendimento e seviço de vinho a copo". Notícia esta que me encheu de curiosidade, até porque nas crónicas que publiquei neste blogue sempre critiquei a falta de qualidade do serviço de vinho a copo do Populi, chegando a atribuir-lhe um cartão vermelho: "À descoberta do novo Terreiro do Paço (I)" em 29/7/2012 e "O novo Terreiro do Paço revisitado" em 7/10/2012.
E foi esta curiosidade que me fez voltar ao Populi e constatar que o serviço de vinho a copo está na mesma, isto é, mau! O copo já vinha servido e a garrafa não foi dada a provar. E, mesmo assim, a ViniPortugal deu-lhe um certificado de qualidade! Francamente, isso não se faz, senhores da ViniPortugal, até porque induz em erro os clientes menos avisados.
E já que estou a falar da ViniPortugal, não se entende, de todo, a afirmação sobre o azeite, expressa num dos cartazes expostos: "(...) Consumir azeite produzido em cooperativas é consumir um produto de grande qualidade". Então, o azeite esgota-se nas cooperativas? E os outros, alguns com prémios internacionais?
Voltando ao Populi, faz-me pena pois este restaurante tem um potencial na área vínica que a maior parte dos espaços de restauração não tem: apreciável selecção de vinhos (apesar da omissão dos anos de colheita), bons copos e armários térmicos para que estas bebidas sejam servidas à temperatura adequada. Dão nozes a quem não tem dentes...
Voltando à minha última visita, escolhi entre 6 entradas e 5 petiscos, uma tábua com polenta frita e maionese de caril, tiras de choco em tempura e saladinha de favas com farinheira e alecrim, tudo por 12,50 €. Fiquei bem almoçado.
Acompanhei com 1 copo de tinto Qtª dos Carvalhais 2009 - notas florais, fresco e elegante, especiado, taninos presentes, alguma estrutura e final de boca médio. Nota 16,5+. Maridou bem com os petiscos.
E foi esta curiosidade que me fez voltar ao Populi e constatar que o serviço de vinho a copo está na mesma, isto é, mau! O copo já vinha servido e a garrafa não foi dada a provar. E, mesmo assim, a ViniPortugal deu-lhe um certificado de qualidade! Francamente, isso não se faz, senhores da ViniPortugal, até porque induz em erro os clientes menos avisados.
E já que estou a falar da ViniPortugal, não se entende, de todo, a afirmação sobre o azeite, expressa num dos cartazes expostos: "(...) Consumir azeite produzido em cooperativas é consumir um produto de grande qualidade". Então, o azeite esgota-se nas cooperativas? E os outros, alguns com prémios internacionais?
Voltando ao Populi, faz-me pena pois este restaurante tem um potencial na área vínica que a maior parte dos espaços de restauração não tem: apreciável selecção de vinhos (apesar da omissão dos anos de colheita), bons copos e armários térmicos para que estas bebidas sejam servidas à temperatura adequada. Dão nozes a quem não tem dentes...
Voltando à minha última visita, escolhi entre 6 entradas e 5 petiscos, uma tábua com polenta frita e maionese de caril, tiras de choco em tempura e saladinha de favas com farinheira e alecrim, tudo por 12,50 €. Fiquei bem almoçado.
Acompanhei com 1 copo de tinto Qtª dos Carvalhais 2009 - notas florais, fresco e elegante, especiado, taninos presentes, alguma estrutura e final de boca médio. Nota 16,5+. Maridou bem com os petiscos.
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