Esta última sessão foi da responsabilidade do João que escolheu o restaurante Belmiro. Mesas bem aparelhadas, guardanapos de pano, boa gastronomia e serviço de vinhos à altura dos acontecimentos. Sala cheia e algo barulhenta.
Os vinhos, saídos da garrafeira do João, desfilaram às cegas:
.Chão da Quinta Encruzado Reserva 2019 (garrafa nº 1882/3467) - com base na casta Encruzado (100 %), estagiou parcialmente em barricas de carvalho francês; cítrico e mineral, bela acidez, notas amanteigadas, algum volume e final de boca longo (13 % vol.). Fresco e harmonioso, uma grande surpresa este desconhecido branco do Dão que eu já tinha referido na crónica sobre o BairraDão. Nota 18,5.
.Quinta das Bageiras Garrafeira 2016 (garrafa nº 1749) - com base nas castas Maria Gomes e Bical em vinhas velhas; oxidação nobre, fruta de caroço, alguma acidez, boa estrutura, final de boca mediano (14 % vol.). Muito gastronómico. Nota 17,5.
Estes 2 brancos harmonizaram com as entradas (queijo fresco, paté de figado e empadas) e um prato de garoupa à Bulhão Pato.
.Júlia Kemper Touriga Nacional 2009 - com base na casta Touriga Nacional (100 %); ainda com fruta vermelha, acidez no ponto, taninos elegantes, algum especiado, bom volume e final de boca extenso (13,5 % vol.). Fresco e muito elegante. Nota 18,5.
Este tinto maridou com um arroz de tordos.
.Ribeiro Santo Sono de Vindima Colheita Tardia 2021 - com base na casta Encruzado; muito cítrico, algum fruto seco, acidez e doçura, frescura e elegância. Nota 17.
Este colheita tardia acompanhou torta de laranja e queijadas.
Mais uma boa sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado João!
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