terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Meruge : do vinho à gastronomia

1.Introdução
Por iniciativa dos Lavradores de Feitoria, já aqui referidos em diversas crónicas, a última das quais "Provar vinhos com os Lavradores de Feitoria" publicada em 6/8/2016, participei numa sessão temática que teve como principais figurantes Meruge vinho e meruge erva silvestre gastronómica.
O evento que teve como base a Taberna das Flores, desdobrou-se em:
.prova vertical de Meruge branco (2010, 2011, 2012, 2013 e 2015) e tinto (2003, 2007, 2009, 2010 e 2014), orientada por Olga Martins e Paulo Ruão, já meus conhecidos desde há anos
.almoço com base na erva meruge num menú concebido pelo chefe André Magalhães, também proprietário do restaurante
.conversa sobre ervas silvestre com interesse gastronómico, animada por Graça Soares (empresa Ervas Finas)
2.A prova vertical
Os brancos provados tinham todos como base a casta Viosinho, estagiaram 6 a 8 meses em barricas de carvalho português e apresentarm-se com alguma homogeniedade, tendo sido o meu eleito a colheita de 2010 - muito fresco e mineral, presença de citrinos e alguma gordura, volume e final de boca acima da média; harmonioso e gastronómico. Nota 17,5+.
Seguiram-se as colheitas 2013, 2015 (ambos com 17,5), 2011 e 2012 (ambos com 17).
Os tintos eram baseados maioritariamente na casta Tinta Roriz, loteada com outras, nomeadamente a Touriga Franca, estagiaram 12 a 18 meses em barricas de carvalho francês e apresentaram-se pouco homogéneos.
O meu preferido foi o 2010 - muito aromático e fresco, belíssima acidez, notas especiadas, taninos delicados, volume e final de boca assinaláveis; elegância e complexidade. Nota 18.
Seguiram-se as colheitas 2007 (17,5), 2003 (17), 2009 (16,5+) e 2014 (16,5).
Curiosamente, os meus eleitos eram ambos do mesmo ano, a colheita de 2010.
3.O almoço
A Taberna das Flores está na moda, mas não tem as condições desejáveis para uma prova como esta, pois estávamos muito apertados e desconfortáveis. Os copos (Schott), certamente alugados, estiveram à altura. Quanto ao serviço, muito esforçado, nem sempre conseguiu servir o vinho antes da comida chegar à mesa.
No entanto, para compensar, é justo dizer que a gastronomia brilhou, estando o chefe André Magalhães e a sua equipa de parabéns.
Para memória futura, comemos:
.chouriças e alheiras com molho vinagrete de meruges, para começar
.covilhetes com salada de meruges (entrada)
.caldo de urtigas com salpicão (sopa)
.bacalhau com feijocas (peixe)
.postinha de vitela com arroz de repolgas e castanhas (carne)
.marmelada em cama de flores, creme de medronhos e queijos transmontanos (sobremesa)
Acompanhei com os meus vinhos preferidos, o Meruge 2010 branco e tinto.
4.Os convidados
Esta sessão foi praticamente exclusiva para meios de comunicação social (Revista de Vinhos, Jornal Económico, Vida Económica, Sábado, Vida Rural, Rádio Comercial, Correio da Manhã e Boa Cama Boa Mesa), blogosfera (Abram a Boca..., Copo de 3, Enófilo Militante, Joli Wine & Food, Moroso on Wine e My Wine Tours) e, ainda, alguns sites na área da gastronomia como é o caso do Virgílio Gomes e o José Miguel Dentinho.
Uma palavra final de agradecimento para a Joana Pratas, sempre muito simpática e incansável em tudo o que se relacione com os eventos que organiza, este e muitos outros.



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