terça-feira, 1 de agosto de 2017

Lumni : o novo poiso do chefe Miguel Castro e Silva

O conceituado chefe Miguel Castro e Silva que trocou a Invicta pela Capital, fechou o Castro Flores (onde se instalou o Bem Haja, vindo da Rua de Campolide) e instalou-se no 5º piso do Hotel The Lumiares (R. Diário de Notícias, 142), onde gere o "Lumni restaurante & bar".
O restaurante desdobra-se numa aconchegada sala interior (onde se pode ver a cozinha, semi-aberta) e numa alargada esplanada com vistas para a cidade. Este espaço permite uma série de escolhas, desde o serviço à lista, até a um menú de degustação de 7 pratos (55 €). Mas o mais interessante, pareceu-me o menú de almoço com as suas 3 modalidades, todas ela incluindo o couvert e água:
.20 € - entrada/sopa + prato
.24 € - entrada/sopa + prato + sobremesa
.28 € - sopa + entrada + prato + sobremesa
A escolha incide entre 6 entradas/sopas, 6 pratos e 4 sobremesas, tendo eu optado por comer a sopa rica do mar (belíssima) e, ainda, lulas e camarão com puré de batata (tudo saboroso, mas com as lulas demasiado al dente).
Mesas despojadas, mas guardanapos de pano, bons copos Schott e armários térmicos para controlo de temperaturas.
Quanto à componente vínica, inventariei 3 espumantes (1 a copo), 1 champanhe, 24* brancos (3), 27 tintos (4), 2 rosés (1) e 9 fortificados (7 Portos, 1 Madeira e 1 Moscatel, todos a copo).
* 1 era colheita tardia
Escolhi o branco Qtª Ventozelo Viosinho 2014 - fresco e mineral, um toque vegetal, acidez equilibrada, notas amanteigadas, volume e final médios. Gastronómico, acompanhou bem toda a refeição. Nota 16,5+.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar num bom copo, mas em quantidade nada generosa.
Serviço profissional e simpático.
Em conclusão, recomendo e tenciono voltar.


4 comentários:

  1. O Francisco que anda nesse "meio" explique-me lá como é o MCS ou outros de mais mediáticos têm capacidade financeira para abrir e fechar espaços como se fosse um interruptor de luz. É que não é só pegar na cutelaria ir mudar. Há todo um conceito, decoração, pessoal,....que é necessário alterar, mudar, formar. Será que eles dão apenas o nome e têm investidores (anónimos) por trás? Como funciona a "coisa"? Obrigado.

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    1. Neste caso concreto, é um restaurante de hotel, onde há sempre outra "folga".
      E é público que é uma parceria com a CERGER. http://observador.pt/2017/07/03/cuidado-esta-quente-lumni/

      Em abstracto, no entanto, a dúvida é pertinente.

      Duartecalf

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    2. Caro Duarte,
      Obrigado pelo seu justo comentário.

      Quanto ao seguidor anónimo, esclareço que não ando nesse "meio". Sou apenas um cliente que paga o que consome e que partilha as suas (minhas) experiências.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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