domingo, 13 de agosto de 2017

Provar vinhos com a Real Companhia Velha (RCV)

Há cerca de 1 mês tive a oportunidade de participar na apresentação e prova de alguns vinhos da RCV, concretamente da Qtª de Cidrô, que teve lugar no espaço "Le Consulat" (Pç Luis de Camões,22 - 1º andar) e que contou com Pedro Silva Reis (o produtor), Jorge Moreira (o enólogo) e Rui Soares (o viticultor), uma equipa de luxo.
O grupo de participantes foi desdobrado em 2 turnos (16h e 18h), tendo-me calhado o primeiro. Como éramos poucos, a logística da prova correu muito bem, devido ao facto de estarmos sentados à mesa, o que é muito mais fácil se comparado com a prova em pé, situação em que faz sempre falta mais uma mão para pegar no copo, na caneta, no caderno, etc. Mais, os copos eram Riedel, uma mais valia.
Orientada pelo Jorge Moreira, a prova contemplou (por ordem cronológica):
.Alvarinho 2016 - fresco e floral, notas vegetais, acidez alta e perfil duriense muito contido. Nota 16.
.Sauvignon 2016 - fresco, presença de citrinos e espargos, acidez equilibrada, fino e persistente. Nota 16.
.Chardonnay 2016 - mais intenso que os anteriores, mantendo a componente vegetal, volume de boca considerável. Nota 17.
.Rosé 2016 - com base em castas nacionais, nariz preso, algo frutado, notas de alcatrão, gastronómico. Nota 15.
.Pinot Noir 2014 - aberto de cor, muito fino e elegante, fruta vermelha ainda presente, taninos suaves, volume e final de boca médios. Nota 16,5+.
.Touriga Nacional 2015 - nariz intenso, muito frutado, notas florais, acidez no ponto, especiado, taninos presentes mas civilizados, volume e final de boca assinaláveis. Foi o vinho da prova. Nota 18.
.Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon 2008 - ainda com a cor muito carregada e muita fruta, toque vegetal pronunciado, acidez equilibrada, taninos de veludo, algum volume e final de boca. Nota 17,5.
.Gewurztraminer 2016 - aroma intenso, muito floral, fresco e elegante, acidez q.b., subtis notas amanteigadas, final de boca persistente. Original e algo surpreendente. Nota 17,5.
Uma boa prova, mas que me deixa uma dúvida. Com tantas castas tradicionais no Douro, porque é que a RCV não aposta nelas? Dos 4 brancos apresentados, só um se baseou numa casta nacional que, ainda por cima, nada tem a haver com a região.

1 comentário:

  1. ainda assim chegaram a fazer um cidro rufete. mas a aposta da rcv nas nacionais tem sido feito sob outra marca da casa, primeiro eram os "series" e agora nao sei se nao saem sob a marca "quinta do síbio". lançaram dois monocastas de castas muito pouco vistas, o samarrinho e julgo que tambem o donzelinho.

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