Já há algum tempo que não entrava nesta "catedral", que continua nas mãos da família (apenas um dos filhos na sala enquanto que os outros 2 já estão na cozinha). A vertente gastronómica continua com muita qualidade. Degustaram-se os pratos emblemáticos que fizeram desta casa uma referência nacional, o bacalhau gratinado e o arroz à transmontana. Excelentes, ambos.
A carta de vinhos melhorou imenso e está ao nível das melhores que conheço. Bem organizada, muito didáctica, extensa, excelente selecção de vinhos, incluindo champanhe e generosos, tudo datado, e uma invulgar colecção de whiskies e aguardentes velhas. Ponto fraco : oferta reduzida de vinhos a copo. Preços acessíveis em geral, embora com alguns (poucos) exageros. Bons copos (Riedel), embora me tivesse parecido que nem todas as mesas tiveram essa "benesse". O restaurante tem os tintos a uma temperatura controlada de 18º, o que me parece excessivo. Explicação do responsável : os clientes já se queixam que os vinhos vêm frios para a mesa! O serviço cumpriu os mínimos (penso que durante a semana é mais cuidado).
Resta esclarecer que fui no fim de semana e que tive que optar por um dos turnos, 12h30 ou 14h30 , o que não é do meu agrado mas compreendo. E tem mais uma sala. Pudera, os fiéis são muitos! Fico com a preocupação que o Tia Alice poderá estar à beira de se industrializar. Oxalá que não.
Bebeu-se o Churchill Reserva 07 - aroma discreto, frutos vermelhos, boa acidez, guloso, com algum corpo e bom final de boca. Boa relação preço/qualidade. Recomendo vivamente. Nota 17.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
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