Nós, os componentes deste núcleo duríssimo, somos uns privilegiados, ao termos no nosso grupo um amigo madeirense, Adelino de Sousa, possuidor de uma excelente garrafeira particular e muito chegado ao Francisco Albuquerque, o que lhe permite partilhar connosco algumas novidades e raridades.
Nesta última sessão, todos os 5 Madeiras provados foram trazidos por ele, a saber:
.Artur Barros e Sousa Verdelho 83 (engarrafado em 2012) - mais seco do que o esperado nesta casta, iodo, caril, acidez bem presente, estrutura, bom final de boca, gastronómico; uma boa surpresa e uma grande harmonia e equilibrio. Nota 18.
.Blandy Terrantez 20 Anos (sem data de engarrafamento) - frutos secos, notas de caril e citrinos, untuosidade, grande potência de boca e alguma persistência, penalizado pelo déficite de acidez; muito gastronómico. Nota 17,5 (noutra situação 17).
Estes primeiros 2 Madeiras foram bem acompanhados por salmão em salmoura (voltei a provar o Terrantez, mas com o prato de carne, e funcionou muito bem esta ligação).
.Blandy Centennial (engarrafado em 1999) - resultante de um lote com 4 castas (Cercial, Verdelho, Bual e Malvasia) - aroma muito complicado e algo desagradável (trapo molhado?), mas boca poderosa e final longo. Não lhe atribui nota.
.Blandy Bual 1969 (amostra sem rótulo, engarrafada em 2012) - frutos secos, notas de caril e brandy, vinagrinho, grande estrutura e final interminável; equilibrio e harmonia, a Madeira no seu melhor. Nota 19 (na EVS 18+).
.FEM Sercial Muito Velho (sem data de engarrafamento, estimado em cerca de 90 anos) - aroma austero, acidez alta, boca de arrasar e final interminável; a secura da casta, ao fim destes anos todos, esbateu-se. Nota 18,5+ (noutras 17,5/17+/18,5/18+).
Estes últimos 3 Madeiras foram consumidos no final do repasto, a acompanhar queijos, doce Abade de Priscos, Bolo da Madeira, pinhoadas (oferta da Natalina) e fruta.
O vinho de boas vindas foi o espumante Aliança Particular 05, simpática oferta da equipa da Enoteca de Belém, e cumpriu bem a sua função.
Os pratos de peixe (lombo de bacalhau) e carne (naco de vitela), tiveram a companhia de 3 tintos de 2005: Três Bagos Grande Escolha (trazido pelo Juca), CV (pelo Modesto) e S de Soberanas (pelo João), todos a portarem-se bem, com o CV a impor-se. Veio, ainda, o Qtª da Falorca Garrafeira 03 (mais uma simpática oferta da casa), que não cheguei a provar.
Resta dizer que a equipa da Enoteca se portou muito bem, a gastronomia em alta (a cozinha foi reforçada com a entrada do Ricardo, vindo do Populi), o serviço na sala a rolar muito bem (o Nelson regressou ao seu lugar; o Ângelo não esteve presente), apesar dos 130 copos utilizados!
Grande jornada de convívio. Obrigado amigo Adelino, pelos Madeiras!
.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)
Caro Francisco,
ResponderEliminarFolgo em saber que continuam em grande com os Madeiras.
Já tive oportunidade de provar e beber umas quatro ou vezes o Centennial Blend e nunca lhe detectei qualquer problema.
Poderá ter sido uma má garrafa.
A ver se nos juntamos e eu levo uma que (ainda) lá tenho e dissipamos as dúvidas.
PS: Na quarta feira passada fiquei rendido a um Boal 1900 da HMBORGES. Simplesmente fabuloso!!!
Forte Abraço
Obrigado pelo comentário. Estou a ver que continua a militar nos Madeiras.
ResponderEliminarUm abraço,
Francisco