continuando...
1.Qtª do Ameal
Sempre tive a melhor das relações pessoais e profissionais com o Pedro Araújo, produtor e proprietário da Qtª do Ameal, que começaram no ano 2000, se a memória não me atraiçoa. O nosso conhecimento foi quando o Pedro Araújo nos contactou nas Coisas do Arco do Vinho, com a finalidade de nos dar a conhecer o seu primeiro vinho, um varietal da casta Loureiro da colheita de 1999, construído sob a batuta do enólogo Anselmo Mendes. Ainda me lembro de lhe ter dito que era um belíssimo branco, qualquer que fosse a sua região de origem.
Situada em Refóios do Lima, nos arredores de Ponte do Lima, a Quinta do Ameal abriu-se recentemente ao enoturismo e os seus vinhos estão espalhados pelo mundo e constam das cartas de mais de 30 restaurantes com estrelas Michelin.
Sob a orientação do Pedro Araújo, provámos o Ameal Loureiro 2016, o Ameal Solo Único 2016 e o Qtª do Ameal Escolha 2015, o seu topo de gama. Este último, mais complexo que os anteriores, após 6 meses de barrica, apresentou-se com boa acidez, notas amanteigadas, boa estrutura e final de boca persistente (nota 17,5+).
No final da prova, tivemos direito a uma visita guiada, conduzida pelo seu anfitrião, nesta agradável quinta.
2.A Cozinha Velha
A Cozinha Velha é um modesto restaurante em Caminho da Oliveirinha, Arcozelo, nos arredores de Ponte de Lima, vocacionado para a boa cozinha regional portuguesa, com destaque para o cabrito e leitão assados em forno de lenha.
Começámos por uma autêntica girândola de petiscos (orelha, sonhos de bacalhau, pimentos padrón, cogumelos, alheira, salsichão, queijos, etc) e continuámos com bacalhau no forno com broa, leitão assado e leite de creme. Um autêntico banquete!
Dos vinhos postos na mesa, todos brancos e sem grande critério, provei os menos interessantes Loureiro da Adega Cooperativa de Ponte de Lima 2016 (nota 15) e Vil' Antiga Loureiro 2016 (nota 14), mas fiquei surpreendido pela positiva com o Casa das Buganvílias Reserva 2016 (nota 16,5) que fui bebendo ao longo do repasto.
No final do jantar, os donos (o Carlos na sala e a Céu na cozinha) foram-nos apresentados e muito elogiados.
À saída, reparei numa arca repleta de vinhos fortificados, todos ao molho e fé em deus e à temperatura ambiente. Quantos estarão ainda bebíveis? Uma pena...
3.Hotel InLima
Ficámos no InLima Hotel & SPA, situado no centro de Ponte de Lima, um simpático e pequeno hotel (30 quartos) de 4 estrelas com uns belíssimos e espaçosos quartos e um bom pequeno almoço. Óptimo para recuperar forças.
continua...
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Estou deliciado com este roteiro no Minho! Muita água na boca! Conheço um pouco desta região, de que gosto bastante. Entretanto, recomendo-te a leitura deste artigo da Organização Internacional da Vinha e do Vinho: http://www.oiv.int/en/oiv-life/2017-world-wine-production-estimated-at-2467-mhla-fall-of-82-compared-with-2016 Um abraço
ResponderEliminarCaríssimo amigo,
EliminarMuito obrigado pelo teu comentário e ainda bem que gostaste deste roteiro pelo Minho (ainda falta a 6ª e última crónica). Vou ler o artigo recomendado.
Um grande abraço