A polémica criada à volta desta bebida aromatizada à base de vinho, nasceu em Espanha com o lançamento do Gik, uma bebida doce e azul, cuja equipa era composta por jóvens sem qualquer tradição no vinho e sem experiências anteriores. Já neste ano, a Gik foi multada pelo Ministério da Agricultura de Espanha, por comercializar "vinho" azul, produto não autorizado pelas leis de nuestros hermanos, tendo sido obrigada a mudar os rótulos e a composição daquela bebida.
Por cá, com 2 anos de atraso, um produtor português, a Bacalhôa, foi atrás da polémica e lançou o Casal Mendes Blue, podendo ler-se no respectiva página "A marca Casal Mendes nasce em Portugal na sequência do sucesso do vinho verde e rosé na restauração portuguesa. Agora, em 2016 decidimos inovar e apresentar uma variante moderna e irreverente - Casal Mendes Blue". Mais um tiro no pé do Comendador e um cartão amarelo!
Mais grave, o IVV deu protecção a este negócio, disponibilizando o respectivo selo, que apenas deveria legalizar e proteger o vinho, o que não é o caso, pois se trata apenas de uma bebida aromatizada à base de vinho, com um final adocicado, inspirada na aventura espanhola. Cartão vermelho!
De lamentar, ainda, que uma loja prestigiada, como é a Garrafeira Nacional, o tenha incluído no seu portefólio, alinhando na onda da irreverência. Cartão amarelo!
terça-feira, 3 de outubro de 2017
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ResponderEliminarPrimeiro, não produzimos vinho azul - desde o primeiro momento, sempre foi apresentado como bebida aromatizada à base de vinho.
ResponderEliminarSegundo - independentemente dos gostos de cada um e a elevada tradição que os países do velho mundo têm, a verdade é que existe um mundo que determina tendências, impele a inovação ou, simplesmente, desafia todos neste sector (seja em Portugal, seja a qualquer outro país produtor de vinho) a inovar.
Inovar é algo que está bem presente no ADN português.
A ideia de lançar algo completamente inovador, permitiu hoje ter um sucesso maior do que aquele que nós próprios esperaríamos.
Da mesma maneira que o formato de uma garrafa, o tipo de rolha, o rótulo, uma caixa gift, ou mesmo a caixa de transporte influência o acto de compra, obviamente que o próprio granel é determinante.
Naturalmente que não se pode agradar a todos... O curioso é que pelo mundo, não somos os únicos - há um mercado, com procura.
Curioso é que hoje, na Drink Business, tenha saído este artigo...
https://www.thedrinksbusiness.com/2017/10/frances-first-blue-wine-launches-at-frieze/
Caro Bruno Rebelo de Sousa,
EliminarObrigado pelo seu comentário. Respeito a sua opinião até porque tem de defender a sua dama.
Mas, de qualquer modo, mantenho tudo o que afirmei na minha crónica.
Cumprimentos,
Francisco Cunha
vinho azul? parvoíce para marketing e trending e por aí fora.
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