domingo, 8 de novembro de 2020

Mais 2 espaços de restauração : Pap'Açorda e Terra Nova by Populi

 1.Pap'Açorda - 4,5 *

Há 4 anos e meio, este mesmo espaço tinha sido objecto da minha crónica "Pap'açorda : do Bairro Alto para o Mercado da Ribeira" que terminava com a afirmação que não tencionava voltar, pois a experiência fora deveras desastrosa.

No entanto ainda bem que não cumpri a minha promessa, pois este restaurante deu uma grande volta e agora está recomendável, sem favor algum da minha parte.

O Pap'Açorda é um espaço amplo, arejado e luminoso,com 2 salas (uma para fumadores) e um corredor e, ainda, vistas para a Praça Dom Luis.

Tudo de acordo com as normas da DGS. Só depois do cliente chegar é que põem um toalhete de papel, onde está impressa a ementa, e demais artefactos, incluindo um guardanapo de pano.

Ementa alargada com 16 entradas/petiscos, 8 pratos de peixe, 6 de carne, 6 sobremesas e 15 acompanhamentos.

Comi "Sopa de peixe à Pap'Açorda" e "Pastéis de massa tenra", tudo saborosíssimo.

Quanto à componente vínica, inventariei 7 champanhes, 3 espumantes, 51 brancos (14 a copo), 5 rosés (2), 49 tintos (10) e, ainda, 14 de uma selecção especial. É uma lista pujante com os vinhos todos datados, mas a preços puxadotes. Não me apercebi dos vinhos fortificados que devem constar apenas na carta do bar.

Optei por um copo de Luis Pato Touriga Nacional/Baga 2017 - alguma fruta vermelha, boa acidez, notas vegetais, taninos bicudos, algum volume e final de boca longo. Gastronómico, mas demasiado rústico. Nota 17.

A garrafa veio à mesa e dada a provar num bom copo Schott. A temperatura estava de acordo com o recomendado.

Serviço atencioso e profissional.

Desta vez, recomendo e tenciono voltar.


2.Terra Nova by Populi - 4 *

Já falei aqui do Populi, o antecessor do Terra Nova em "À descoberta do  novo Terreiro do Paço (I)".

Este Terra Nova é um espaço dedicado ao bacalhau da Noruega, com o apoio da ATL e das Câmaras de Lisboa, Aveiro e Ilhavo, que inclui um Centro Interpretativo da História do Bacalhau e uma loja goumet com venda de bacalhau, conservas, sal, azeite, azeitonas, mas também livros e objectos de arte relacionados com o "gadus" (nome latino do bacalhau). 

Para além da sala no interior, este restaurante beneficia de uma ampla esplanada exterior com vista para o Tejo e Terreiro do Paço, uma mais valia. Só que numa 1ª visita, não consegui almoçar na mesma, graças à agressividade da gritaria musical. Numa 2ª visita já foi possivel usufruir da mesma.

A cozinha é pouco ambiciosa, não incluindo alguns pratos emblemáticos como é o caso das pastéis, as líguas, os arrozes, etc. Uma pena...Guardanapos de pano, para compensar.

Comi um delicioso Caldo de bacalhau com coentros e um pesadíssimo Bacalhau confitado com puré de grão, um prato de inverno muito bem apresentado com 2 saborosas postas às lascas.

Quanto à componente vínica, inventariei a copo 7 brancos com 1 Alvarinho à parte , 7 tintos e 2 rosés, sem qualquer indicação dos anos de colheita.

Optei pelo Bacalhôa Chardonnay 2019 - cor palha, presença de citrinos e fruta de caroço, alguma acidez e notas amanteigadas, volume notável e bom final de boca. Nota 17,5.

A garrafa veio à mesa, dada a provar num bom copo e servida uma quantidade generosa.

Serviço atencioso e cumpridor das normas da DGS.

Só para conhecer o Centro Interpretativo e a loja vale a pena uma visita ao Terra Nova.

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