Este novo espaço em Belém (Calçada da Ajuda, 14), já objecto de crítica muito positiva no Expresso (Fortunato da Câmara), praticamente reduzido a um balcão, onde se pode assistir ao empratamento das iguarias encomendadas, inspirou-se na tasca/restaurante, com o mesmo nome, localizada em Beja e pertença da família Frade. Em Lisboa, não perdendo de vista a tradição, o espaço e a gastronomia são mais requintados.
Na sala o Sérgio Frade (responsável pelo espaço e o relações públicas) e nos tachos o seu primo Carlos Afonso, já com algum currículo em locais de prestígio.
Por tudo isto valem as 5*, mas perdem em toda a linha na componente vínica, que precisa de dar uma grande volta, pois encalharam nos vinhos de talha da família e pouco mais. Eles já perceberam isso e têm previsto um projecto de garrafeira que lhes vai roubar um pouco do já exíguo espaço. Se isso for à vante, cá estarei para lhes subir a nota.
A ementa é petisqueira e inclui 3 pratos, cuja confecção é de muita qualidade. Para um casal chega perfeitamente 1 dos pratos principais e 2 entradas, tudo para partilhar. Comemos, em 2 visitas, dois dos pratos (arroz de pato e arroz de robalo , excelentes ambos), quatro entradas (lulas com grão, coelho de coentrada e berbigão à Bulhão Pato, esta das 2 vezes). Das sobremesas apenas provámos a mousse de chocolate com azeite e flor de sal.
Quanto a vinhos, os tintos de talha deixam-se beber, mas o branco é imbebível.
Na última visita, por simpatia do dono, provei o Maria Bonita Loureiro 2017 - fresco e mineral, notas cítricas e vegetais, acidez no ponto, volume e final de boca médios. Acompanhou muito bem as entradas, mas passou por baixo do prato. Nota 16,5.
A garrafa veio à mesa e dada a provar num copo adequado.
Serviço muito eficiente, rápido e atencioso.
Recomendo, mas sugiro que levem vinho de casa (eu sei que autorizam a pedido).
quinta-feira, 12 de setembro de 2019
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