Nesta última sessão do FJF foram provados 4 vinhos da minha garrafeira (3 brancos e 1 Porto), tendo o espaço de restauração, escolhido por mim, sido o Lugar Marcado. Nos tachos a Sandra estava inspiradíssima e na sala a Fátima, mais uma vez, praticou um serviço de vinhos de excelência. Não é demais afirmar que no Lugar Marcado os vinhos são sempre tratados de maneira exemplar.
Antes do repasto propriamente dito, foram provados 3 azeites. Para o meu gosto, a grande surpresa foi o Azête Figueirinha, situando-se no mesmo patamar o Quinta Vale Meão Bio. Finalmente, mas com qualidade apreciável, o Principal.
Quanto aos vinhos, desfilaram:
.Regueiro Jurácico I Alvarinho (garrafa nº 1514/1900) - lote das colheitas 2007, 2008, 2009 e 2010; aroma intenso, fresco e mineral, presença de citrinos e algum tropical, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca assinaláveis (13 % vol.); de grande complexidade, é um dos grandes brancos portugueses, a par dos melhores Soalheiro e Anselmo Mendes. Nota 18,5+.
.Kopke Winemakers Collection Grande Reserva 2015 (garrafa nº 1141/1300) - com base nas castas Arinto e Rabigato, estagiou 4 anos em barricas de carvalho francês; presença de citrinos e fruta de caroço, alguma acidez, notas amanteigadas, madeira ainda algo presente, algum volume e final de boca médio (14% vol.). Gastronómico, mas esperava mais dele. Nota 17,5.
Estes 2 brancos harmonizaram com chamuças de bacalhau, coelho frito, lulinhas à algarvia e caril de camarão.
.Quinta do Convento 1999 - com base em vinhas velhas, estagiou 4 meses em inox sobre as borras finas; alguma evolução e ligeira oxidação nobre, acidez ainda bem presente, notas glicerinadas, volume e final de boca de respeito (12 % vol.). Uma grande surpresa, este branco já com mais de 20 anos em cima. Nota 18,5.
Este branco maridou com um peito de pato.
.Ramos Pinto RP 30 Anos (engarrafado em 2015) - presença de frutos secos e iodo, alguma acidez, notas de brandy e caril, taninos civilizados, volume notável e final de boca muito longo. De grande complexidade, é um tawny que se bate bem com os melhores vintages. Nota 19.
Fez companhia a uma tarte de amendoim e mousse de chocolate.
Mais uma grande sessão, com os comeres e beberes a grande altura.
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