terça-feira, 23 de julho de 2024

O Douro de Dona Antónia (VII) - Dia 4 : Quinta da Casa Amarela e o Hotel Rural

 O programa do 4º e último dia, percorridos 442 kms:


9.Quinta da Casa Amarela

"A História da Quinta

A Quinta da Casa Amarela situa-se na margem esquerda do Rio Douro, no vale de Cambres, na mancha classificada pela UNESCO como Património da Humanidade, a meio caminho entre as cidades da Régua e Lamego, no coração da mais antiga Região Demarcada do Mundo - o Douro.

Encontra-se na posse da família desde o ano de 1885. A casa de habitação reconstruida e ampliada no primeiro quartel do século passado presta o nome à propriedade, em virtude da cor amarela com que se encontra pintada. (...)

A sua actividade assenta fundamentalmente em 4 pilares:

Viticultura Sustentável (...)

Produção de Vinhos (...)

Enoturismo (...)

Turismo em Espaço Rural (...)"

(retirado do portal da Quinta da Casa Amarela)


Foi mais uma visita que fiz a esta simpática quinta, que nada tem a haver com a Dona Antónia que eu saiba, mas desta vez lamentavelmente nem a Laura Regueiro (em provas no Brasil) nem o marido Gil Regueiro (hospitalizado de urgência) estavam presentes. Sublinhe-se que ambos foram capa da Revista de Vinhos de Maio 2024 e ficaram muito bem na fotografia.

As minhas relações pessoais e institucionais com a Laura Regueiro estão bem fundamentadas na crónica "Jantar Quinta da Casa Amarela (edição 2016) : Laura Regueiro, a alma do negócio..." que remete para outras 5 crónicas publicadas em 2011 e 2012.


Saídos do hotel rumámos a Folgosa do Douro num barco rabelo, onde nos foi oferecido um Porto Dona Antónia Tawny Reserva num minúsculo copinho de plástico (!?). Simpático mas desajustado...

Chegados à quinta, fizeram-nos uma visita guiada e, logo de seguida e antes de irmos para a sala de refeições, a prova do rosé Casa Amarela 2022 (nota 15,5) servido em bons copos Schott. Acompanharam o rosé uma série de boas e variadas entradas (bola, alheira e outros enchidos, etc).

Já sentados à mesa, por sinal bem aparelhada, guardanapos de pano e 1 copo Schott para os vinhos branco e tinto, desfilaram:

.Casa Amarela Reserva 2023 branco (enologia de João Pissarra) - 17

Este branco harmonizou com um saboroso caldo verde.

.Quinta da Casa Amarela Reserva 2021 tinto (enologia de Jean-Huges Gros) - 17,5

Este tinto maridou com feijoada à transmontana.

.Quinta da Casa Amarela Porto Reserva - 15,5

Este fortificado, servido à temperatura ambiente (!), acompanhou uma pera bêbeda com gelado.

Serviço simpático, mas algo descoordenado, notando-se a ausência dos proprietários. Uma pena... 


10.Hotel Rural da Casa dos Viscondes de Várzea - 3 *

Deixei para o final desta crónica este hotel rural, demasiado rural para o meu gosto, onde ficámos 3 noites e onde pequeno almoçamos e jantamos durante todo o passeio. 

.Meio envolvente

Demasiado lixo no chão, incluindo muitas garrafas de plástico espalhadas um pouco por todo o lado.

.Pequeno almoço

Bem servido. Só tenho a dizer bem.

.Jantar

Os almoços tiraram-me a fome e os meus jantares resumiram-se a sopoa e sobremesas. No entanto tive a ocasião de provar o branco Coração da Minha Terra Frutado com 9,5 % de álcool e selo do IVV , uma desgraça (nota 10). Mais, os copos maiores estavam já servidos com água, restando os mais pequenos para o vinho. 

.Quarto

Não tinha cadeiras que só vieram a pedido. Mais grave, os roupões já tinham passado por outros corpos e o meu estava sujíssimo. Lamentável!

Resumindo e concluindo, este hotel rural nunca mais. Cartão vermelho!


11.Balanço final

Bom programa e organização da WINEnROUTE, boa companhia (José Silva e Rui Nobre), quintas de prestígio e bons locais visitados. A excepção : o hotel rural, a banir deste programa ou qualquer outro.


Fim dos meus serviços!

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