Digo, desde já, ao que venho: propalar a minha perplexidade quanto à nomeação dos propostos para o Prémio W na categoria de Garrafeira (Loja de Vinhos) do ano.
Para Lisboa o Anibal Coutinho (AC) nomeou este ano a Empor e a Garrafeira de São João. Em relação à Empor, averiguei que a garrafeira da Rua Castilho já não pertence à Empor e está encerrada para obras, não se sabendo se e quando reabrirá. Noutros anos, o Prémio W foi, entre outras cidades, para garrafeiras de Lisboa, a saber: Garrafeira Nacional, Garrafeira de Campo de Ourique, Napoleão, Clube del Gourmet El Corte Inglês, Garrafeira Imperial e Estado d' Alma.
Nada tenho contra estas garrafeiras, mas nenhuma fez o trabalho que os responsáveis pela Néctar das Avenidas (NA), João e Sara Quintela (pai e filha) estão a fazer desde sempre com provas e jantares vínicos temáticos e isso foi anunciado pela revista Grandes Escolhas ao atribuir-lhe o prémio de Garrafeira do Ano 2020, justificando que "(...) o conjunto de actividades é quase insuperável: existem jantares vínicos todos os meses, com toda a espécie de produtores e restaurantes. E não podemos, claro, esquecer o BairraDão, uma feira realizada em Maio e que já tem seis edições, contemplando apenas vinhos da Bairrada e do Dão. (...)".
Ao longo dos anos o AC tem sido o meu "inimigo" de estimação, mencionando-o nestas 6 crónicas:
."Prémios W 2015 : o Anibal Coutinho ensandeceu?"
."As contradições dos Prémios W atribuidos pelo Anibal Coutinho"
."Curtas (CXXVII) : Néctar das Avenidas, (...)"
."Curtas (CXXXVIII) : (...), Prémios W, (...)"
."Curtas (CXLVIII) : (...), Prémios W, (...)"
A terminar, faço votos para que o AC vá a um bom oftalmologista e recupere a visão.