Declaração de interesses: conheço há uma série de anos o dono deste restaurante que foi cliente das Coisas do Arco Vinho e militante dos jantares vínicos organizados por nós (o Juca e eu), mas este facto não me inibe de referir o que está bem neste espaço, nem o que é criticável.
Dos restaurantes que tenho frequentado, este é o que tem levado mais a sério as recomendações da DGS, chegando ao pomenor numa das visitas terem desinfectado os pratos e talheres um a um.
Na mesa apenas o toalhete que é, em simultâneo, o menu, todo ele uma obra de arte. Não há milagres, pois a autoria é do AACG - Atelier de Arquitectura Carlos Gonçalves, pertença do dono do 2 a 8.
No menu constam 20 Petiscos para Partilhar, 4 pratos de Peixe, 4 de Carne, 4 Tachinhos, 3 Vegetarianos, 4 Sobremesas e Covert (é gralha, pois devia ler-se Couvert).
Provei, em 2 visitas, pão com chouriço feito na casa, pastel de nata de bacalhau, pastéis de bacalhau com maionese, croquetes de vitela com mostarda, favinhas à algarvia e caril de camarão com abacaxi e arroz basmati. Tudo com grande qualidade e doses generosas.
Quanto à componente vínica, inventariei 14 brancos (com os vinhos da Região de Vinhos Verdes separada dos restantes, o que não faz sentido) (2 a copo), 3 rosés e 12 tintos (1 a copo). Tem, ainda, a Sugestão do Mês, com 4 brancos e 3 tintos. A selecção é original e está bem conseguida mas, lamentavelmente, é omissa quanto a anos de colheita.
Bebemos uma garrafa do branco Qtª da Escusa 2016 (Tejo), uma simpática oferta do dono que estava presente - com base nas castas Arinto (65 %) e Moscatel (35 %); com muita fruta e frescura, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca médios (12,5 % vol.). Muito agradável e gastronómico. Nota 16,5.
A garrafa foi mostrada e dada a provar num copo aceitável.
Serviço eficiente, despachado e profissional.
terça-feira, 11 de agosto de 2020
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