O Bastardo, restaurante do International Design Hotel, reabriu recentemente mas muito diferente do que era no passado. Além de ter descido do 1º andar para o rés do chão, perdeu a irreverência que o definia, melhorou nalguns aspectos e piorou noutros.
O anterior Bastardo já foi aqui referido nas crónicas
."Bastardo : um rol de irreverências" e
O espaço actual é amplo e muito luminoso, com vistas para a Rua Augusta e Rossio, mesas despojadas e guardanapos de papel. Quanto ao menu, a oferta abrange 1 sopa, 8 entradas de marisco, 3 no pão, 6 pratos de peixe, 3 de carne, 2 recomendações do chefe e 5 sobremesas.
Nesta última visita comi:
.A nossa sopa de peixe (divinal)
.Pica pau de atum e gambas (muito bom)
.Dueto de chocolate (aqui falta o contraste que o chocolate negro lhe daria)
Quanto à componente vínica, inventariei 1 champanhe, 3 espumantes (1 a copo), 6 brancos (2), 6 tintos (2), 2 rosés (1), 3 portos e 1 Moscatel. Lista curta, sem os anos de colheita e sem cerveja artesanal (no passado ainda tinham a 1927). Os tintos têm a temperatura controlada a 17º, o que me parece pouco.
Optei por um copo de Curvos Loureiro 2021 - com base na casta Loureiro (100 %); presença de citrinos, mineral, alguma fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca. Uma boa surpresa! Nota 17,5.
A garrafa não veio à mesa (uma falha indesculpável), mas foi servida uma quantidade generosa num belíssimo copo Riedel. Um luxo!
Vinhos à parte, o serviço foi eficiente e super simpático. A reforçar, o gerente foi à mesa, uma mais valia.
Uma nota final, o site está completamente desactualizado e fala no restaurante como se ainda estivesse no 1º andar!
De qualquer modo, recomendo e tenciono voltar, apesar das deficiências apontadas fazendo votos para que sejam corrigidas.
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