Esta última sessão com este grupo de enófilos decorreu no Magano. Boa comida de tacho e copos Spiegelau topo de gama em cima da mesa.
Desfilaram, às cegas:
.Quinta das Bageiras Garrafeira 2018 branco (garrafa nº 2229 levada pelo João e previamente decantada) - com base nas castas Maria Gomes e Bical em vinhas velhas, estagiou 10 meses em tonel usado; cítrico e mineral, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca longo (14 % vol.). Gastronómico. Nota 18.
.Doravante Arinto Edição Especial 2017 (garrafa levada por mim e previamente decantada) - com base na casta Arinto (100%) em vinha centenária, estagiou 9 meses em cascos de carvalho; nariz afirmativo, cítrico e mineral, acidez vibrante, notas ligeiramente amanteigadas, algum volume e final de boca extenso (12 % vol.). Muito elegante e uma excepcional relação preço/qualidade. Nota 18,5+.
.Casa da Passarella O Fugitivo 2016 (garrafa nº 1247/1970 levada pelo Juca) - com base nas castas Bical, Encruzado , Terrantez e Uva-Cáo, estagiou 1 ano em barricas usadas; oxidação nobre, alguma acidez e fruta de caroço, volume e final de boca médios (13 % vol.). Correcto. Nota 17,5.
Estes 3 brancos harmonizaram com as entradas (queijo fresco, salada de polvo, pastéis de massa tenra e peixinhos da horta) e um atum fatiado com legumes.
.Quinta da Manoella Vinhas Velhas 2014 (levada pelo J.Rosa) - 92 pontos na Wine Spectator e na Decanter e Grande Ouro na Revista de Vinhos; com base em vinhas muito velhas, estagiou 22 meses em barricas de carvalho francês; ainda com fruta vermelha, acidez no ponto, algum especiado, taninos presentes mas civilizados, boa estrutura e final de boca persistente (14 % vol.). Fresco e elegante, a consumir nos próximos 10 a 12 anos. Nota 18,5.
.Legado 2014 (levada pelo Frederico) - com base em vinhas ancestrais estagiou durante 2 anos em barricas novas de carvalho francês; ainda com fruta preta, acidez q.b., notas de chocolate e outras especiarias, taninos bem presentes e comportados, bom volume e final de boca longo (14 % vol.). Muito complexo e gastronómico, a consumir nos próximos 8 a 10 anos. Nota 19.
Estes 2 tintos maridaram com uma vitela no forno.
.Niepoort Vintage 1997 (levada pelo José Luis) - 96 pontos na Wine Spectator e 97 pelo James Suckling; muito frutado. bela acidez, taninos domados, doçura equilibrada, volume e final de boca de referir. Nota 18.
Este fortificado acompanhou um pijama de sobremesas.
A terminar, foi mais uma grande sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado a todos!
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