Este grupo de constituição aleatória reuniu recentemente no Belmiro. Boa comida de tacho, serviço profissional, mesas bem aparelhadas, guardanapos de pano, bons copos Schott, mas TV ligada embora sem som. Para quê?
Desfilaram, às cegas:
.Visceral Wines Pinot Gris 2023 (garrafa levada pelo João) - vinho branco de Lisboa com base na casta Pinot Gris (100 %); cítrico e mineral, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca longo (12 % vol.). complexo e gastronómico. Uma boa surpresa! Nota 18,5.
.Quinta de Santiago Rascunho Alvarinho 7ª edição 2019 (garrafa nº 796/1716 levada por mim) - com base na casta Alvarinho (100 %), estagiou 13 meses em barricas de carvaho francês usadas e mais 6 meses em garrafa; presença de citrinos e fruta de caroço, acidez crocante e algum amanteigado, volume e final de boca de registar (13 % vol.). Fresco e elegante. Nota 18,5.
Estes 2 brancos harmonizaram com as entradas (queijo fresco, cogumelos, paté, empadas e ovos à Belmiro) e uma perdiz estufada com couve lombarda e puré de batata.
.Mouchão Tonel 3-4 2003 (garrafa nº 3202 levada pelo J. Rosa) - com base na casta Alicante Bouschet (100 %), estagiou 24 meses nos tonéis 3 e 4 de carvalho português; ainda com muita fruta vermelha, acidez q.b., algum especiado, taninos bem presentes mas civilizados, estrutura e final de boca muito longo (14,5 % vol.). Fresco e complexo, a consumir nos próximos 8 a 10 anos. Fresco, complexo e ainda cheio de juventude. Nota 18,5+.
Este tinto maridou com a perdiz (mal) e uma barriga de leitão (bem).
.Vinho do Porto Oiro da Cepa Reserva Particular da Quinta Tarrio (levada pelo Arménio) - Um Porto da Real Companhia Velha; presença de frutos secos, alguma acidez e doçura, muito especiado, algum volume e final de boca extenso. Uma curiosa raridade. Nota 17,5.
Este fortificado acompanhou um pijama de sobremesas.
A fechar: foi mais uma boa sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado a todos.
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