Esta última sessão deste grupo de enófilos da linha dura foi da minha responsabilidade. Escolhi, uma vez mais, o Lugar Marcado. O habitual : a Sandra inspiradíssima nos tachos e a Fátima a praticar um serviço de vinhos de 5 *. Bons copos Schott na mesa.
O repasto iniciou-se com a habitual prova de azeites:
.Quinta da Romaneira - 5
.Herdade Vale Feitoso - 4,5
.Sentidos (Algarve) - 4
Os vinhos da minha garrafeira, previamente decantados, foram provados às cegas:
.Pai Abel 2022 branco - com base nas castas Bical e Maria Gomes; nariz intenso, cítrico e mineral, equilibrio acidez/gordura, muito bem o volume e o final de boca (13 % vol.). Complexo e muito gastronómico. Nota 18,5+.
Este branco maridou com chamuças de bacalhau, croquetes de carne, lulas à algarvia, tomatada de feijão com farinheira e caril de camarão.
.Pai Abel 2017 tinto - TOP 30 e 19 na Grandes Escolhas; com base nas castas Baga (80 %) e Touriga Nacional (20 %); ainda com muita fruta preta, boa acidez, algum especiado, taninos bem presentes mas civilizados, boa estrutura e final de boca muito longo (15 % vol.). Complexo e muito elegante, a consumir nos próximos 12 a 14 anos. Nota 19.
Este tinto harmonizou com a tomatada, caril de camarão e presa de porco preto.
.Villa Oeiras 12 Anos Tinto Carcavelos - com base nas castas Castelão e Trincadeira, estagiou 12 anos em barricas de carvalho francês e português; alguma doçura e acidez, presença de frutos secos e especiarias, bom volume e final de boca. Nota 18.
Este generoso acompanhou bolo rançoso.
A terminar, foi mais uma boa sessão de convívio, comeres e beberes.
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