Esta última sessão deste grupo de enófilos decorreu chez Juca que disponibilizou 8 vinhos (1 espumante, 2 brancos, 2 tintos e 3 fortificados) da sua garrafeira, parte deles em formato magnum.
A gastronomia, saída das mãos do anfitrião com o contributo da Paula, portou-se à altura dos acontecimentos. O meu aplauso para eles.
Quanto à componente vínica, desfilaram:
.Espumante Luiz Costa Pinot Noir/Chardonnay 2010 - foi a bebida de boas vindas, acompanhou uma série de tapas e cumpriu a sua missão.
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2015 em magnum - presença de citrinos, alguma fruta madura, equilibrio acidez/gordura, algum volume e final de boca assinalável. Consistente e gastronómico, tem tido uma boa evolução. Nota 18 (noutras situações 17,5/17,5+/17,5+).
Harmonizou com uma belíssima sopa de garoupa.
.Henriques e Henriques Sercial (engarrafado em 1973?) - presença de frutos secos e iodo, défice de acidez e alguma doçura. Tem um perfil muito longe da casta. Grande desilusão (garrafa avariada?). Nota 14,5 (noutra 18).
Serviu para limpar o palato.
.Qtª Poço do Lobo Reserva 2009 em magnum - com base nas castas Touriga Nacional (50%), Baga (35%) e Cabernet Sauvignon (15%), estagiou 12 meses em pipas de carvalho francês; ainda com alguma fruta e notas florais, fresco e especiado, alguma acidez, taninos de veludo, volume e final de boca de respeito. No ponto óptimo de consumo. Teve uma boa evolução. Nota 18 (noutras 17,5+/16,5/17,5+/17,5+).
.Aalto PS 2012 em magnum - com base na casta Tempranilho em vinhas velhas, estagiou 20 meses em barricas de carvalho francês e foi engarrafado em julho 2014; ainda com muita fruta, acidez equilibrada, especiado, taninos vigorosos mas civilizados, volume e final de boca notáveis. Grande vinho, a beber nos próximos 10 a 12 anos. Nota 19.
Estes 2 tintos maridaram com um saboroso rabo de boi e puré de batata.
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2012 - nariz contido, presença de citrinos e algum tropical, alguma acidez e notas amanteigadas, volume médio e final de boca algo adocicado. Nota 17,5 (noutras 17,5/18/17,5+).
Acompanhou uma tábua de queijos.
.Carcavelos Villa Oeiras Superior - estagiou 15 anos em barricas de carvalho português e francês; presença de frutos secos, notas fortes de iodo, alguma acidez e gordura, volume considerável e algum final de boca. Nota 18.
.Blandy Verdelho Solera - presença de frutos secos, notas de iodo e brandy, vinagrinho, algum volume e final de boca interminável. Nota 18,5+ (noutras 19/18,5+).
Estes 2 fortificados acompanharam umas tantas sobremesas.
Foi mais uma grande sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado, Juca!
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Bom dia, Francisco
ResponderEliminarQual o ano da Solera do Verdelho da Blandys?
Caro Paulo Bento,
ResponderEliminarQualquer destas garrafas, a do Juca e as outras duas provadas no passado, não têm qualquer referência ao ano.
Abraço
Bom dia, Francisco.
EliminarAcho estranho, mas obrigado.
Grande abraço